— Rick, o que está fazendo? — me viro para trás e assim que a vejo não consigo disfarçar — O que foi? Fiquei muito engraçada vestindo o pijama da sua mãe?
— Para ser sincero, está sim! — não aguento e começo a rir, aquele pijama estava muito largo e ela parecia até uma criança vestindo uma roupa larga, segurando as calças para não cair.
— Isso não tem graça! — ela vem e mesmo eu podendo evitar, deixo que dê um tapa em meu peito.
— Me desculpe tirar o seu glamour, é algo temporário, ok? Por enquanto é mais seguro que fique aqui.
— Tirar o meu glamour?! Nunca, meu amor! Eu sou glamourosa de qualquer jeito! — ela diz sorrindo, e dando uma volta, arrancando de mim sorrisos genuínos.
Sara vem e abraça a minha cintura, me deixando um pouco tenso, vejo que ela percebeu, mas ignorou totalmente.
— É seguro mesmo ficarmos aqui?
— Sim, eu duvido alguém imaginar que a senadora está hospedada em um apartamento localizado neste condomínio precário. Esse lugar combina comigo, mas não combina com você, senadora. Aqui seria o último lugar que te procurariam.
Ela me solta e dá um passo para trás, a observo e após ela diz:
— Certo… provavelmente ninguém me procuraria aqui mesmo. As pessoas estão sempre me julgando, dizendo que eu não combino com isso ou aquilo, quando quem decide isso sou eu mesma, Rick. Ouviu?
— Me desculpe, eu não queria te irritar. Você deve estar cansada e eu vou te ajudar a se acomodar. Tome… — estiquei minha mão oferecendo a ela um copo com leite e chocolate. — Eu não fiz compras, então não tem muitas coisas aqui para comer. Mas tem leite e chocolate e pão. Eu esquentei o pão um pouco com manteiga, para você não achar tão sem-graça o gosto.
Ela revirou os olhos e após pegou o copo e o prato com as fatias de pão da minha mão.
— Você tem um sério problema, Rick! Um problemão bem sério, sabia?
— O que não falta para mim são problemas. — digo cruzando meus braços — De qual deles você está falando?
— Eu mesma! Eu sou o seu pior problema, bonitão! — ela diz, falando com a boca cheia. Simplesmente colocou o pão todo de uma vez, de uma forma rude, mas fofa ao mesmo tempo.
— Não posso discordar que você é problema em tanto! Mas não é o meu pior. Vamos! Vou te colocar para dormir. — digo e tomo a frente e ela vem me acompanhando.
— Esse é o quarto da minha mãe, a cama está arrumada e os lençóis estão limpos. Você pode descansar aqui. — digo ao chegar no quarto.
Ela entra, observa tudo e pergunta:
— A sua mãe não vai se importar? Ela vai chegar em algum momento?
— Hamm… bemm… — me sinto um pouco desconfortável — Ela não vai chegar hoje, está passando por… por alguns tratamentos no hospital.
— Ela está doente? O que ela tem?
— Ah… bemmm… ela… Não vou te importunar com meus problemas pessoais. Durma, tá?
Fechei a porta e a deixei sozinha. Me deitei no sofá e me cobri.
Não queria falar de minha mãe com ela, principalmente porque isso desencadearia sentimentos que me torturam. Principalmente o sentimento que estou falhando com minha mãe protegendo a senadora.
Tentei fechar meus olhos e não consegui, muitas coisas passando pela minha cabeça sobre o que eu deveria fazer a partir daqui.
Ouço passos e e vejo a Sara parada na minha frente, arqueiro minha sombrancelha, ela vem e sobe em cima de mim.
Perco ar por um instante, quando Sara senta-se bem em cima do paul.
Com a respiração entrecortada, pergunto:
— Não consegue dormir?
— Quem consegue dormir pensando que quase morri ontem e a gente nem… sabe?— ela dá um sorriso malicioso e continua — A gente nem aproveitou o que tinha para aproveitar. Sabe, você tem razão, aqui é frio, mas nós dois podemos deixar esse lugar bem quente.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Vanda Farias de Oliveira
Sarinha tá doida pra complicar ainda mais a vida dele desse jeito ele vai se apaixonar e aí vai ser problema não vai cumprir com o que planejava que é mata-la
2025-03-29
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Jucileide Gonçalves
Morrendo de rir com a astúcia de Sara 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2025-03-28
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Fatima Gonçalves
GENTE ELE NÃO PODE ESSA QUE É A VDD
2025-03-18
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