Não esperava que ela sentisse algum sabor diferente, fiquei surpreso e sem reação nesse momento.
— Bem… eu usei a cápsula de capuccino que você pediu. Se quiser, faço outro.
— Não, não… eu vou tomar. Não quero que ultrapasse o seu horário de trabalho. Você deve ter alguém te esperando em casa. — ela diz e toma. A cada gole da bebida que ela tomava, eu me sentia mais culpado. Acho que nunca me senti assim em nenhum trabalho.
— Eu não tenho… não tenho ninguém me esperando. — digo quase que involuntariamente e ela apenas me corresponde com um olhar.
A senadora termina de tomar o café e se volta para o laptop. Eu não conseguia tirar minha atenção dela. Me sentia apreensivo como se ela fosse alguém de minha família.
Aos poucos vejo a droga fazer efeito, ela começa a massagear as têmporas e apertar os olhos.
— Senadora, você se sente bem? — pergunto, apesar de saber que eu sou o culpado por ela não parecer.
— Não sei… eu… — ela responde, parecendo perdida.
— Acho melhor ir embora, para sua casa.
— Eu… eu não posso. Eu tenho algo muito importante amanhã. Tenho que terminar isso aqui… — nesse momento ela deita a cabeça no laptop, demonstrando que a droga fez efeito realmente.
Me levanto e vou até ela, após examinou seus olhos e vejo que suas pupilas estavam dilatadas.
— Senadora, vou te levar em casa, ok?
— As… as crianças… — ela responde com a voz grogue. Não lhe dei uma droga para que ela apagasse completamente e sim para que ficasse consciente o suficiente para obedecer minhas ordens.
— Temos que ir, levante-se.
— Está bem… — ela diz e cambaleante se levanta. Tento a ajudar, segurando em seu braço e para minha surpresa ela me abraçou.
Senti .eu coração disparar automaticamente e fiquei congelado em meu lugar nesse instante.
— Estou com sono, Rick… Mas eu tenho que terminar… — ela diz com a voz arrastada e esfrega o rosto em meu peito, me deixando sem reação.
— Amanhã você termina.
— Não dá… tem que ser hoje…
Apesar de estar sob os efeitos da substância ela não estava totalmente submissa, como deveria.
— Eu termino para você. — digo e pego o seu laptop.
Ela fica em silêncio, demonstrando que aceitou e nós saímos do gabinete.
Já tinha passado do horário comercial e o lugar estava um pouco vazio e por isso, não tivemos interrupções. Apesar da senadora estar um pouco alterada, ela estava caminhando por si própria, só estava precisando se apoiar em meu braço.
Eu sei que em uma investigação policial isso poderia ser suspeito, mas eu tinha um álibi para isso o qual, eu disse quando o motorista e guarda-costas dela apareceu com o carro.
— O que está acontecendo com a senhorita Sara? — ele perguntou, desconfiado.
— Acho que ela exagerou no calmante. Estava muito estressada, não é senadora? — digo me virando para Sara.
— Sim… eu exagerei? — ela responde perguntando, algo que me fez duvidar se o guarda-costas iria acreditar. Ele ficou desconfiado, mas acabou acreditando.
Chegamos ao prédio onde Sara morava e me virei para o guarda-costas e pedi que ele me ajudasse a levar ela até lá. Isso também fazia parte do plano, se ele fosse comigo, não desconfiaria de nada.
Chegando lá, ele ficou nos olhando de longe, enquanto eu falava com Sara.
— Sara, você tem que ir tomar um banho, de banheira. — digo devagar, esperando que ela obedecesse as minhas ordens.
— Eu não… Rick, as crianças. — ela diz, insistente.
— Eu vou terminar o trabalho, ok?
Digo e um pouco grogue ela se afasta e vai para o quarto. Olho para o guarda-costas que me olhava desconfiado.
— Então, eu… eu vou embora. — digo me levantando.
— Rick! Me ajude aqui! — nós dois ouvimos o grito de Sara.
Ele me olha e depois diz:
— Eu vou ficar de olho em você, rapaz! — após dizer ele sai.
Eu sei, não era um plano perfeito, o guarda-costas poderia tentar me acusar. Mas, não teriam como provar nada. A intenção é que ela fosse tomar banho no estado atual e provavelmente ela acabaria se afogando na banheira.
Fui até o quarto, para ver porque ela estava me chamando e a encontrei um pouco enrolada, tentando tirar as roupas.
“Não vai dar, senadora… não vai ter como eu te ajudar nisso.” — penso enquanto a vejo se virando para mim com os botões da camisa abertos, mostrando um pedaço de seu sutiã rendado.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Fatima Gonçalves
NÃO PODE DEIXAR ELA MORRER NÃO
2025-03-18
0
Jucileide Gonçalves
Eita agora ferrou kkkkkkk.
2025-03-27
0
Dinanci Macorin Ferreira
Socorro autora , não deixe que ela morra , ele precisa cuidar e ajudá-la na causa de diminuir a corrupção, na política.
2025-01-06
2