POV Rick
Era sexta-feira a noite cheguei ao local combinado. Só tinha carros caros e algumas pessoas que chegavam ficavam me encarando, não de uma forma ruim, era mais tentando lembrar de onde me conheciam, já que eu já havia sido abordado com perguntas do tipo.
Agora as coisas faziam sentido para mim, eu estava vestindo um terno caro que Sara insistiu que eu deveria vestir e no meio dessas pessoas, aparência importa e eles até pensam que eu faço parte do grupinho deles.
— Rick! Aqui! — nesse momento ouvi a voz da senadora que me fez olhar para trás imediatamente.
Ela estava linda… Com certeza não estava vestindo nenhum vestido que a vi experimentando naquela loja.
— O que foi? Que cara é essa? Estou bonita?
Ela diz, dando uma volta. Estava vestindo um vestido preto e longo, com uma manga só. O vestido delimitava perfeitamente o seu corpo e sem mostrar muito instigava a atenção.
Respirei fundo e antes que respondesse ela colocou o dedo indicador em minha boca, me calando e disse:
— Eu trouxe um casaco. Nem vem falar que vou sentir frio!
Sorri, soltando o ar e ela pegou em meu braço, me surpreendendo.
— Vamos entrar? Quero ver todos surpresos ao me verem entrando com um acompanhante tão bonito.
— Quem? Eu?! — pergunto surpreso.
— Sim! Não vai me dizer que tem baixo auto-estima? Por favor, Rick. Você é muito atraente.
— Não foi isso que perguntei, mas obrigado pelo elogio. Eu perguntei se eu seria seu acompanhante?
— Claro! Não consegui pensar em uma companhia melhor para convidar.
— Senadora?
— Sim?
— Você está dando em cima de mim?
Ela dá uma gargalhada e após diz:
— Estou, e na cara dura! Isso te incomoda?
— Definitivamente não me sinto incomodado.
Nos olhamos por alguns momentos e ela encosta a cabeça em meu braço e entramos no local da festa.
Me senti um pouco acanhado ao entrar, tinham muitas pessoas importantes, pessoas que até reconheci.
O tempo todo acenavam para a senadora e ela acenava de volta, mas não largava meu braço. Não estou acostumado com essa atenção e de ficar tão em evidência, eu não tenho a profissão certa para ser alguém em evidência.
— Ali! Vamos! — Sara aponta para uma mesa e ao avistar, vi que já tinha ocupantes. Therence Bolton e Dave Carson.
Nós cumprimentamos brevemente e Therence foi logo puxando papo com a senadora. Ela hesitou um pouco, mas logo começaram a conversar sobre política, coisas do partido e sobre pessoas importantes na festa.
Aos poucos fui me sentindo deslocado, pois a única pessoa que conhecia ali era a senadora.
— Rick, vou ali conversar com um aliado, mas logo volto! — a senadora disse, eu acenei brevemente e fiquei a sós na mesa com Dave.
Algum tempo de silêncio depois, Dave disse:
— As coisas estão difíceis com a senadora?
Me viro para ele, com a sobrancelha levantada.
— Estou falando sobre o trabalho. — ele esclarece
— Sabe que não falamos sobre isso.
— Deveria falar. Está sabendo que dobraram o prêmio pela cabeça dela?
Apenas bufei e olhei para frente, vendo Sara com Therence conversando com outras pessoas.
— Você é o mais próximo dela e até conquistou a confiança dela. Realmente você é muito bom, como dizem.
— Dave, está me incomodando.
— Vou fazer uma coisa hoje…
Senti meu corpo enrijecer automaticamente e me virei para ele.
— Se você me ajudar, poderemos dividir o prêmio. Dois milhões, Rick um milhão para mim está muito bom para você não está?
— O que você fez?
— Aceita me ajudar?
— Qual tipo de ajuda?
— Eliminar a concorrência. Soube que um pessoal barra pesada também quer o prêmio. É um grupo, Rick, se eles conseguirem se aproximar da senadora, perdemos o trabalho.
Me levantei imediatamente e fui caminhando em direção a senadora.
Instintivamente a puxei pelo braço, fazendo-a se afastar daquelas pessoas e após peguei a taça de champanhe de sua mão. Olhei as bolhas contra luz e não estava certo aquilo, já deveria ter parado de borbulhar há algum tempo.
— Ah, que bom que me tirou dali! Nossa, estava muito chato aquela conversa! — ela diz, soltando o ar.
A ignoro e pergunto:
— Quem te deu essa taça? — perguntei seriamente.
— Um, garçom eu acho?
— Qual deles? — pergunto olhando em volta.
— Tinha alguma coisa na bebida? — ela pergunta seriamente.
— Qual dos garçons te serviram essa bebida?
— Eu… eu não sei, eu não prestei atenção… Você acha que tem alguma coisa na bebida?
Mostrei para ela a taça, para que visse que a bebida continuava a borbulhar, tinha algo diferente ali.
— Como você viu isso de longe? — ela pergunta, com os olhos arregalados.
— Meus olhos são treinados. Precisamos ir embora.
Digo e a puxou pelo braço, a tirando dali. Sabia que agora as coisas ficariam pesadas. Se havia um grupo envolvido e a recompensa dobrou, significava que mais pessoas queriam o prêmio e os ataques começariam.
Enquanto a puxava, Sara ligava para o guarda-costas e assim que saimos, o carro já estava na porta nos esperando.
Estávamos tensos e eu entendia porque a senadora chegou a onde chegou, mesmo com poucas explicações parecia entender que havia algo errado.
Enquanto o carro partia, eu fiquei olhando pela janela e pelos espelhos retrovisores, não ver ninguém era pior que um ataque direto, pois assim, não sabia de onde viria o ataque.
De repente o carro parou em um sinal de trânsito e eu encarei o motorista.
Sara pegou em minha mão e a afagou.
— Acalme-se Rick. O guarda-costas sabe o que faz e não podemos desobedecer os sinais de trânsito.
O guarda-costas da partida no carro e eu grito:
— Não! Pare esse carro!
— Rick! Por quê?!
— Pare agora! — grito novamente e o guarda-costas manobra e estaciona na calçada. — Você não percebeu? — digo olhando para a senadora e após para o guarda-costas que já estava com a mão dentro de seu casaco, tocando em sua arma.
— Percebi o quê? O que houve?
— Não percebeu que o carro demorou a responder o freio?
Sai imediatamente do carro e atrás dele havia um risco de líquido derramado.
A senadora segurou em meu braço, abismada e disse:
— Rick… como você?
— Fluido de freio. — digo, apontando para o guarda-costas — Eu espero que seja forte agora, senadora. Ele vai morrer e nós dois vamos ser sequestrados.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Jucileide Gonçalves
Ele é o anjo assassino que vai salvar a vida dela.
2025-03-28
0
Fatima Gonçalves
CRUZ CREDO
2025-03-18
0
Rosana Carvalho
misericórdia senhor Jesus
2025-03-18
0