POV Rick
Fiquei um pouco atordoado com o que a senadora disse, pensei que tinha feito tudo certo, para ela pensar que foi o calmante dela, mas pelo jeito não consegui a convencer.
Ela espreguiçou e antes que eu disse alguma coisa, disse:
— Não se preocupe, já estou investigando isso. E já está ficando tarde. Onde está morando? Podemos te deixar em casa.
— Ah, bem… senadora. Eu não vou para casa essa noite. Pode me deixar aqui que eu sei o que fazer.
— Não vai para casa? Por acaso tem uma namorada?
— Não! Não, eu não tenho.
— Não precisa se explicar, Rick. É normal que tenha, você é bem bonito. — ela sorriu e me deixou sem reação.
Então ela me acha bonito? Me senti lisonjeado que uma mulher como ela pode ver alguma beleza em um homem como eu.
O motorista parou o carro e eu saí, me despedi e fui para o meu destino.
Hoje eu tinha um trabalho especial, um que eu não precisaria fazer tocaia e nem me disfarçar. Hoje eu resolvi ir até o hospital onde minha mãe estava internada.
Cheguei a recepção e a enfermeira abriu um sorriso largo para mim.
— Oi Rick, você demorou para voltar!
— Oi Sandra, é que eu estou em um novo trabalho. Sabe como é, novatos trabalham muito mais do que os veteranos.
— Sim, tem razão. — ela sorriu mais, flertando. E eu correspondi apenas com um leve sorriso.
Logo cheguei ao quarto e dona Amelie me recebeu com um sorriso no rosto.
— Rick, você demorou, filho. Me fez ficar preocupada.
Me aproximei e lhe dei um beijo na testa e acariciei a sua cabeça. Por causa do tratamento ela perdeu todos os fios, mas não parecia se importar com isso, parecia mais preocupada em como eu estava.
— Eu estou em um emprego novo. Esse é registrado e tem um salário muito bom.
— Estou vendo, você está usando gravata. Está arrumado e muito bonito. Estou muito orgulhosa de você, meu filho.
Sorri e me sentei ao lado de sua cama, peguei em sua mão e senti que estava muito gelada. Imediatamente me levantei e fui até a gaveta pegar umas luvas.
— Filho, não precisa, eu não estou com frio. — ela protesta, enquanto eu coloco as luvas nela.
— Eu sei que está com frio, mamãe. O ar condicionado do hospital é muito gelado e você tem um jeito que odeia incomodar, então não pede as enfermeiras para te darem novas cobertas.
Logo após vou até seus pés e os toco, percebendo que estavam ainda mais gelados, pareciam pedras de gelo. Não sei se era por causa da doença, mas ela a cada dia que eu a visitava, a sentia mais gelada, e isso é… assustador.
Peguei quatro pares de meia e coloquei duas em cada um de seus pés e após a cobri com grossas cobertas.
— Te amo, filho. — ela diz, com o seu olhar carinhoso. Era muito reconfortante vê-la me olhar assim. Já passei por poucas e boas nas ruas, mas sempre que eu chegava em casa e tinha o abraço da minha mãe, me esquecia de tudo. Ela é tudo o que tenho e não vou admitir que se vá antes de eu devolver tudo o que merece.
Sabe um segredo? Eu odeio hospitais, sempre odiei. Entrar em um me faz ter vontade de sair correndo de lá, mas mais uma vez, fiquei lá com ela, lhe fazendo companhia enquanto segurava sua mão. Ela me fazia perguntas de mãe, se eu estava comendo todas as minhas refeições e se estava cuidando bem da casa. Me fez perguntas sobre o trabalho e se eu tinha alguma namorada.
Foi um bom momento, fiquei lá até ela dormir.
Me senti derrotado por não fazer nada por ela e estava desistindo da oportunidade que eu tinha de pagar tudo e dar a chance que minha mãe precisava.
No dia seguinte estava lá, parado na frente do prédio do escritório da senadora. Não sabia mais porque estava ali, eu admito, não sou assassino de mulheres que abraçam criancinhas com câncer.
E pelo jeito eu também não sei dizer não para ela.
— Vamos Rick! Entre! — uma carro para atrás de mim e ouço a a voz familiar da senadora sair lá de dentro.
Entrei sem questionar e em pouco tempo estávamos em um lugar que eu poderia dizer que era uma loja de roupas, mas algo mais exclusivo, pois estava fechado.
Uma mulher loira e sorridente nos atendeu:
— Sarinha! Ah, você está cada vez mais linda. Eu vi o que você fez, você está arrasando no senado.
Sara sorri levemente e me olha, dando de ombros, enquanto a mulher toda empolgada a gira de um lado para o outro soltando elogios.
Alguém aparece e me oferece champanhe e me pede para sentar no sofá. Fico olhando para o nada até que sou surpreendido pela mulher mais linda que já vi.
— E então? O que você acha? — a senadora pergunta, enquanto eu só consigo olhar para ela, embasbacado com sua beleza.
Ela estava usando um vestido vermelho, longo, as mangas mostravam seu ombro e seu colo. Tinha uma fenda extensa que mostrava suas pernas… era como uma mulher diferente, sexy, uma mulher que eu nunca havia conhecido em minha vida.
— Você não está sentindo frio? — pergunto e ela sorri.
— Só porque estou descalça? — ela pergunta, sorrindo.
— Bem, não é bom para a saúde. — respondo, um pouco atrapalhado, tentando olhar só para os seus pés e não ficar com cara de bobo olhando para todo o resto.
— Você tem algum tipo de problema com isso… mas enfim, eu também não gostei desse.
Ela diz e corre, entrando no provador novamente e sai de lá usando um vestido de renda. Era transparente em alguns lugares, o que me deixou inquieto em meu lugar.
— E esse? É bonito, não acha? — Ela pergunta olhando no espelho e joga os cabelos para trás, após me olha e eu tenho uma leve impressão que talvez estivesse gostando desse jogo.
— Tem certeza que eu sou a melhor pessoa para você perguntar? — digo, um pouco inquieto.
— Sim, você já conhece o meu corpo, não é?
Ela diz e eu desvio meu olhar, não me sentia à vontade com as lembranças daquela noite.
— Gosto desse. — Ela diz e se aproxima, ignorando o fato de que eu estava prestes a fugir dali para evitar demonstrar o que eu não queria demonstrar — Ele é sexy, mas não é vulgar. Vocês não gosta?
— Gosto, mas… acho que vai sentir frio.
Ela sorri e diz:
— Eu sou quente, muito quente, Rick. E quando eu resolver usar esse vestido, não vai ser para ficar muito tempo vestindo ele.
Fiquei até com dificuldade de respirar e afrouxei minha gravata. Ela estava na minha frente e se abaixou, após tocou meu nariz com a ponta dos dedos, com um sorriso de diversão.
— Vou levar esse, mas vou guardar para uma noite quente. — ela diz, se afasta e só quando entra no provador eu consigo respirar direito novamente.
A senadora sai do provador mais algumas vezes e mais algumas vezes me provoca. No fim, saímos de lá com algumas sacolas e mulher, que acho que era a dona da loja apertou as bochechas dela algumas vezes.
Assim que entramos no carro, ela disse:
— A tia Miranda é uma figura, não acha?
Aceno em positivo brevemente.
— Me desculpe se brinquei um pouco com você. Sinto que está um pouco melancólico hoje.
Olhei em seus olhos, me perguntando desde quando ela me observava tanto para saber minhas emoções.
— É só sua impressão, eu estou bem. E na verdade, não achei ruim suas brincadeiras. — digo, lhe dando um sorriso de canto.
— Ótimo, porque agora iremos comprar um terno para você, pois vou te levar em uma festa.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Dinanci Macorin Ferreira
Lindo demais autora, vão a uma festa?
2025-01-06
0
Fatima Gonçalves
CARAMBA QUE LOUCURA
2025-03-18
0
Wilma Lima dos Santos
Uii kkkkkkkkk eita lasqueira
2024-12-01
1