POV Senadora Sara
Meu nome é Sara Santa Maria Weyland, filha de James Weyland e Katherine Santa Maria Weyland.
Sou a segunda da família, tudo por culpa do meu irmão Johnny, que apressadinho resolveu nascer primeiro. Sim, ele é meu irmão gêmeo, mas não somos muito parecidos. Diferente das minhas irmãs, Clarissa e Clara, e elas sim são gêmeas iguaizinhas.
Cresci em uma família feliz e com muitos bons exemplos, meu pai e minha mãe nunca nos forçaram a escolher ter a mesma profissão deles e assumir os negócios bilionários da família, mas eu sempre era vista como a que teria o talento para isto. Pois eu admirava muito a minha minha mãe e a minha tia Tereza, queria ser importante e poderosa como elas.
Mas eu queria também ser modelo e atriz. Sim, é engraçado, mas era isso que eu dizia na minha infância. Um adendo é que meu irmão Johnny sempre dizia querer ser jogador de futebol e médico, e ele acabou se tornando os dois... Mas comigo foi diferente e eu não vou ficar falando do meu irmão agora.
Quanto mais eu ia crescendo, alguns desejos eu ia deixando para trás, comecei a achar que ser atriz e modelo seria chato, eu até tinha entrado em cursinhos de teatro e de modelagem, o que me fez ter certeza que aquilo não era para mim.
Então eu decidi que queria mesmo ser como minha mãe e a minha tia Tereza e desde nova pedia para acompanhar meus pais no escritório deles. Eu amava ir com o papai no escritório dele, ele me mimava muito, e todos de lá também.
Eu chegava lá e sempre aparecia alguém para me ver e até o meu tio Maycon aparecia, querendo me ajudar. Eles sempre me elogiavam e isso era engraçado.
Acho que desde a infância eu me divertia com a atenção que recebia do meu pai e do meu tio, em como eles deixavam que eu fizesse tudo com eles. Eles me faziam sentir poderosa.
Mas quando eu ia para o escritório com a mamãe, era diferente. Não que ela me tratava mal, ela me tratava com seriedade. Acho que era muito importante para ela que a sua primeira filha quisesse seguir seu exemplo e ela me ensinava sobre tudo de seu trabalho, mas principalmente como a gente não podia perder a humanidade.
Eu amava isso, pois quando eu estava com a mamãe, eu não aprendia apenas a administrar e ganhar dinheiro, eu aprendia que o negócio dela lidava com vidas humanas e ela me ensinava que a vida valia muito mais do que dinheiro.
E foi assim que acabei aos poucos, me interessando por esses negócio de política. Foi quando eu percebi que nem todas as crianças ou adolescentes tiveram as mesmas oportunidades que eu e isso era algo que eu não entendia mesmo.
Não estou dizendo que me incomodava que, por exemplo, todas as crianças não tiveram a oportunidade de estudar em outro país e ter a melhor educação do mundo, como eu tive. E sim, que muitas crianças não tinham acesso nem ao básico. Eu perturbava a mamãe perguntando sobre isso e ela tentava me explicar, mas essas explicações, me geravam mais dúvidas e assim, minha mãe me levou em uma instituição de caridade que ela financiava, para conversar com as pessoas e entender porque elas não tinham o que eu tive.
Assim, eu percebi que eu era privilegiada e isso me incomodava. E automaticamente comecei a pensar que eu não queria mais administrar as empresas dos meus pais, eu queria fazer algo para garantir que as leis funcionassem e que todos tivessem acesso aos serviços básicos e oportunidades de crescer na vida.
Com quinze anos eu já sabia o que queria e já comecei a me engajar em lutas políticas. Nunca tive medo e viajava para vários países, dando discurso sobre a necessidade de melhorar as políticas públicas para que todos tivessem acesso a melhores condições de vida.
No início, a maioria das pessoas não me levavam a sério. Diziam que eu era muito nova, riquinha e bonitinha. Que eu não sabia o que estava falando e que logo esqueceria tudo isso.
Mas eu tive o apoio dos meus pais. Meu pai me dizia que tinha orgulho de mim e que eu era muito parecida com a minha vovó Sara, uma mulher que quando decidia lutar por uma coisa, não desistia nunca.
Mamãe me dizia que ser mulher e ter voz, era muito difícil, que muitas pessoas aparecem para te desmerecer, pois uma mulher inteligente incomodava e uma inteligente e com poder, incomodava muito mais. Ela me disse que eu tinha os dois e que tinha uma luta grande pela frente, mas que sempre a teria ao meu lado para me ajudar.
Com todo esse apoio, eu não desisti das minhas idéias, me formei em Ciências Humanas, e aos poucos fui trazendo pessoas para o meu lado e por fim, com vinte e três anos me tornei a senadora mais jovem eleita, e com um grande número de pessoas me apoiando e esperando que tivesse sucesso na minha luta.
Mas conquistei também muitos inimigos, abutres que ficam me rodeando, esperando ver a minha derrota.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Vanda Farias de Oliveira
estou amando esse início da estória
2025-03-28
0
Fatima Gonçalves
CARAMBA NÃO SABE ELA QUANTOS
2025-03-18
0
Hellen Valéria Santos Pinheiro
Tem a história dos pais da Sara?
2025-03-06
3