Capítulo 15 — Dominação

A batalha que se desenrolou diante dos olhos de Eriel foi mais uma execução do que uma luta justa. Azrael, com todo o poder e habilidade que possuía, foi esmagado por um inimigo que claramente estava em um nível superior. O sangue escorria pelo rosto de Azrael, pintando sua pele pálida de vermelho, e seus olhos brilhavam com determinação, apesar de estar à beira do colapso.

"Sabe? Você deveria apenas parar enquanto ainda tem chance", provocado o inimigo, com um sorriso malicioso no rosto, observando o estado deplorável de Azrael.

Aquela provocação deixou claro para Eriel e qualquer um que assistisse que essa batalha estava perdida. Naim já havia sido nocauteado, e agora Azrael lutava sozinho. Eriel sabia que ele não era fraco — longe disso. Mas o oponente à sua frente estava em outro patamar, quase impossível de superar. A pressão que se acumulava em seus ombros era palpável.

Azrael, no entanto, não demonstrou fraqueza em sua postura. "Nunca aceitarei os seus joguinhos!" Ele cuspiu as palavras, seus olhos brilhando com raiva e teimosia.

"Então é assim? Que pena...", respondeu o inimigo, sua voz fria, mas indiferente. De repente, sua aura aumentou, preenchendo o espaço com uma pressão sufocante.

Azrael criou vários orbes ao seu redor, cada um pulsando com uma energia intensa. Ele avançou, movendo-se com rapidez, enquanto o inimigo observava com desdém. Quando os orbes dispararam, o inimigo não se moveu, permitindo que a energia o atingisse. A explosão enunciou uma nuvem de poeira, obscurecendo a visão de todos.

Eriel prendeu a respiração, esperando que o ataque tivesse feito algum efeito. Com um único movimento de sua espada negra, ele dispersou a poeira no ar, revelando seu oponente — ileso.

"Você é um oponente interessante", disse o inimigo, segurando a espada de Azrael com apenas uma mão, como se fosse uma simples brincadeira.

Azrael não hesitou. "Deixe-me contar o nome daquele que vai te derrotar!" naturalmente, tentando usar sua força para pressionar o inimigo. Mas antes que pudesse se mover, o homem misterioso deu um soco poderoso em seu peito, fazendo Azrael perder o fôlego.

"Sou Ielong. Lembre-se desse nome..." Ielong declarou com um sorriso maligno.

Antes que Azrael pudesse reagir, eu elong o agarrou pela cabeça e o golpeou com o joelho, forçando-o a cair no chão. Azrael tentou se levantar, mas um chute forte no peito o derribou novamente. O inimigo se deleitava em sua superioridade, golpeando Azrael repetidamente no rosto.

"Az!" Eriel ouviu Noir gritar desesperada, sua voz cheia de pânico.

No entanto, antes que ela pudesse intervir, Sonne a segurou pelo braço, sua expressão sombria. "Não, Noir... Não podemos. Ele precisa fazer isso sozinho."

Os olhos de Noir se encheram de lágrimas ao assistir impotente enquanto Azrael era espancado brutalmente. Cada golpe parecia ecoar pela caverna, enchendo o ar com o som surdo de carne e osso sendo esmagados.

"Já sei... Você é um oponente interessante, Azrael. E sua habilidade... Será perfeita para 'Ele'." Ielong declarou, aproximando-se do corpo exausto de Azrael. "Você vai  comigo."

Azrael, mesmo enfraquecido, tentou se levantar mais uma vez, mas Ielong foi implacável. "Durma", tentou Ielong, sua voz ecoando por toda a caverna. No instante em que a palavra foi dita, Azrael parou de se debater, seus olhos se fecharam enquanto seu corpo desabava no chão, inerte.

Eriel sentiu um arrepio subir pela espinha. Ela tentou se mover, para falar de alguma forma, mas seu corpo não respondeu. {Parada!} A voz de Ielong soou novamente, desta vez atingindo Eriel diretamente. Seu corpo ficou rígido, incapaz de se mover, como se estivesse preso por correntes invisíveis.

"Me desculpe, criança. Mas você não é um combatente. Você não serve para o meu mestre", disse Ielong, com um olhar frio e distante. "Siga por aquele caminho até a saída e desista de seus companheiros."

Ele apontou para o caminho pelo que chegaram mais cedo. "Não desperdice sua vida..."

Antes que você pudesse completar uma frase, um som seco preencheu o ar. Azrael, que parecia derrotado, desferiu um soco poderoso que lançou contra a parede da caverna. O impacto foi tão forte que as pedras ao redor se racharam.

"Como... Como isso é possível?" Ielong olhou para Azrael com incredulidade. "Você... Como conseguiu resistir ao meu 'Dominação'? Isso não deveria ser possível."

Azrael, cambaleando e com sangue escorrendo dos ouvidos, parecia exausto. Mas, mesmo assim, ele permanece de pé. Ele não respondeu às palavras de Ielong — estava em um estado além da dor, além da exaustão, movido apenas por pura força de vontade.

Eriel, ainda congelado, observava com o coração acelerado. Ela sabia que o que estava acontecendo diante de seus olhos era nada menos que um milagre. Azrael, mesmo à beira da morte, ainda lutava

"Interessante… Você destruiu meu controle… Muito interessante!", comentou Ielong, um sorriso astuto surgindo em seu rosto enquanto analisava Azrael com curiosidade.

Azrael olhou para Eriel, seu semblante carregado de pesar. "Me desculpe por isso..."

"Vai doer um pouco, mas Noir pode te ajudar," anunciou ele, sua voz firme.

Antes que Eriel pudesse reagir, Azrael se moveu com uma velocidade impressionante, atingindo os ouvidos dela. Um som agudo, quase insuportável, invadiu seus sentidos, fazendo-a gritar de dor. O que mais a aterrorizou, no entanto, foi o silêncio absoluto que se seguiu. Ela não conseguia mais ouvir nada.

Noir tocou sua mão direita, e a dor se dissipou instantaneamente. Sua voz não chegou pelos ouvidos, mas ecoou diretamente na mente de Eriel. {Vai ficar tudo bem. Você vai escutar de novo depois da cura. Azrael precisava fazer isso, então, por favor, não fique irritada.}

Azrael começou a mover os lábios, mas agora era a voz de Noir que transmitia suas palavras diretamente para a mente de Eriel. "Ele tem uma habilidade perigosa. Ao ouvir sua voz, você é pega pela sua magia."

Era por isso que Azrael havia a deixado surda. Mesmo sabendo que a cura viria, o choque da situação era difícil de processar. O silêncio tornava tudo mais aterrorizante.

"Venha!" gritou Azrael, avançando contra Ielong.

Sem suas espadas, ele engajou em uma feroz troca de golpes, corpo a corpo. Cada soco e chute de Azrael era meticulosamente calculado, enquanto orbes elementais de fogo, água, terra e escuridão começavam a alvejar Ielong. O inimigo, embora tentasse se defender, não conseguia escapar de todos os ataques. Sua defesa se tornava cada vez mais caótica, pressionado pela combinação de ataques físicos e projéteis elementais.

Ielong tentava desesperadamente bloquear e desviar, mas a pressão era imensa. O campo de batalha estava repleto de magia e força bruta, e qualquer tentativa de evasão o expunha a um golpe mortal de Azrael. Quando Eriel notou uma brecha na defesa de Ielong, Azrael também percebeu. O próximo soco atingiu diretamente a costela direita do inimigo, fazendo-o recuar com dificuldade.

Sem dar tempo para recuperação, Azrael agarrou a cabeça de Ielong e, com o joelho, golpeou-o violentamente no rosto, devolvendo o mesmo golpe que Ielong havia desferido anteriormente. O inimigo cambaleou, atordoado.

Ele tentou recuar, mas Azrael o perseguiu implacavelmente, desferindo uma série de socos e chutes, sua velocidade aumentando a cada segundo. Ielong não conseguia acompanhar, sua defesa desmoronava enquanto era encurralado contra a parede da caverna.

Sem saída, Ielong tentou desviar de um golpe e criou um portal no último momento, saltando através dele e desaparecendo antes que qualquer um pudesse reagir.

"Ele se foi?", perguntou Azrael, ofegante, enquanto seus olhos percorriam o campo de batalha em busca de Ielong.

"Parece que sim," respondeu Eriel, ainda processando o que acabara de acontecer.

Foi então que todos perceberam. "Ei… Onde estão Sonne e Nain?" A voz de Azrael, transmitida por Noir, fez Eriel olhar para o lugar onde os dois estavam momentos antes.

"Maldito!" gritou Azrael, furioso. Ielong havia aproveitado o caos para levar os dois. Ninguém tinha notado o desaparecimento devido à confusão, e, se nem Noir, com sua percepção aguçada, notou, isso significava que seu inimigo era muito mais formidável do que imaginavam.

Ielong havia mencionado um mestre. Quem seria esse ser tão poderoso que servia como um fantoche para ele?

"Noir, cure Eriel," ordenou Azrael, sua voz firme e decidida.

Com o comando de Azrael, Noir começou a liberar sua mana e a curar Eriel. O processo levou alguns minutos e, quando finalmente Eriel pôde ouvir novamente, o alívio veio acompanhado de uma tristeza profunda pela perda de Sonne e Nain.

"Isso é apenas um jogo para eles?", murmurou Azrael, sua expressão sombria enquanto Noir também o curava.

Ele então se virou para Eriel, seus olhos cheios de preocupação. "Eriel, você deveria voltar."

As palavras dele eram firmes, mas Eriel sabia que não poderia simplesmente recuar. Respirou fundo, tentando reunir toda a coragem que tinha. "Me desculpe… Pode ser imprudente, mas quero continuar, mesmo que isso me custe a vida."

Ela não podia parar agora. Tinha que seguir em frente, mesmo que se arrependesse mais tarde. Azrael assentiu, a determinação em seus olhos refletindo a intensidade da batalha que ainda estava por vir.

Mas Eriel percebeu que as palavras de Azrael não demonstravam confiança. Ele ainda não acreditava plenamente em suas habilidades. Se quisesse que ele confiasse nela algum dia, precisaria mostrar do que era capaz pessoalmente. O que Azrael não sabia era que ela vinha treinando secretamente com Zoe. Tinha pedido à amiga que mantivesse o segredo, desejando surpreender Azrael. Queria que sua luta fosse impressionante o suficiente para que ele reconhecesse seu poder e as novas habilidades que havia desenvolvido.

"Como Sonne desapareceu..." Azrael suspirou, olhando para sua mão livre, onde a espada dourada havia desaparecido há pouco. Segundo ele, isso significava que Sonne não estava consciente. A falta de conexão que sentia com ela o preocupava.

"Noir, você está em condições de continuar?" ele perguntou, o semblante sério.

"Enquanto sua mana estiver em um nível aceitável, posso continuar sem limites," respondeu Noir, sua voz calma e segura.

"É bom ouvir isso," Azrael disse, aliviado.

Eles prosseguiram, determinados a encontrar seus companheiros. As lutas que enfrentaram até então pareceram fáceis. Eriel não precisou lutar contra os seres que apareceram em seu caminho. Lobos, esqueletos, trolls e várias espécies diferentes de monstros surgiram no labirinto, mas Azrael cuidou de todos com uma eficiência impressionante.

A função de Eriel era manter sua mana, economizando energia para o que estava por vir. Azrael lutou com cada criatura para que ela não precisasse gastar sua mana. Ele estava consciente de que o desafio que poderiam enfrentar exigiria uma grande quantidade de poder, e poupar mana significava que Eriel estaria a 100% quando sua hora de lutar chegasse. Além disso, se Azrael ficasse sem mana, ela poderia transferir um pouco da sua para ele, uma estratégia que a deixava esperançosa.

Com cada passo que davam, Eriel sentia sua determinação crescer. Sabia que, se quisesse mudar a percepção de Azrael sobre suas habilidades, tinha que estar pronta para o que estivesse por vir, pronta para mostrar seu verdadeiro potencial.

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