Ele estava no jardim da nossa casa deitado no nosso sofá de verga preto que tinha custado os olhos da cara á minha mãe quando eu cheguei perto dele. Estava demasiado frio para ele ficar ali e eu queria apenas acordá-lo para ele ir durmir para o quarto. O meu ferimento estava tratado e Dei com a ajuda do secretário do meu pai tinha arranjado alguns analgésicos e antibióticos. A dor estava controlada.
Quando vi o Dei deitado no sofá cometi o erro de lhe tocar na cara. Era a única coisa que eu podia fazer, ele estava a durmir profundamente e provavelmente não ia acordar, mas quando lhe toquei percebi que me tinha enganado redondamente. E abriu os olhos, mas eu percebi que ele ainda estava meio a durmir. Tentei afastar-me já á espera de alguma discissão por o teu tocado, mas ele sem eu ter tempo de reagir acabou por me beijar. Era aquela a única oportunidade que eu tinha de poder sentir o gosto do beijo dele. Era errado, muito errado, mas eu não queria saber e ele provavelmente não estava sequer a pensar que era eu quem ele estava a beijar. Era outra pessoa com certeza, mas naquele momento eu podia viver com isso. Agarrei-o. Eu não queria que aquele beijo terminasse, respondi ao beijo dele mostrando-lhe a fome que eu tinha de o sentir, mas ele largou-me do nada, dizendo que falávamos depois deitando-se novamente no sofá adormecendo...para ele era um sonho, para mim tinha sido apenas uma pequena amostra do que poderíamos ter tido se não fôssemos irmãos.
Nos dias seguintes tentei ao máximo fugir de Dei, era melhor assim. Ele não se lembrava que o beijo tinha sido real e eu não tinha que olhar para ele. Todos os dias chegava mais tarde, sempre depois da hora de jantar para não ter de ter nenhum momento em família e não ter de encarar Dei, mas o meu aniversário estava a chegar e eu sabia que Min já o tinha recrutado para ajudar na minha festa.
Quando estávamos os dois no quarto eu deixava a página da minha loja de artigos para motas aberta no meu portátil, e marcava o capacete que eu queria como prenda de aniversário na esperança que ele visse e mo oferecesse como prenda de aniversário, por isso quando o dono da loja me ligou a avisar que o meu irmão lá tinha passado para comprar um capacete o meu coração saltou dois batimentos na esperança que fosse para mim.
Havia algo que tinha mudado no Dei desde o nosso beijo: ele já não discutia tanto comigo, eu via que ele estava empenhado ao máximo na minha festa de aniversário e até o meu pai pensava que tínhamos feito as pazes. O que se passava na cabeça dele? Será que ele se tinha lembrado do beijo? Comecei a entrar em pânico só com a ideia de ele poder estar com pena de mim! Foi quando adotei a ideia de Sheng um dia quando estávamos num bar.
- Preciso saber mesmo que tipo de sentimentos uma pessoa de quem gosto tem por mim, mas não lhe posso perguntar diretamente, tens alguma ideia?
- Ui, eu conheço a pessoa?
- Isso fica para mais tarde, para já preciso mesmo da tua ajuda nisso.
Sheng era formado em farmacêutica e estava encarregue de testar novos produtos que nos trouxessem clientes e por isso, quando o vi franzir o sobrolho vi que ele até podia ter uma solução.
- O teu pai pediu-me para testar um amplificador...mas por acaso ainda não arranjei maneira de o fazer...
- Amplificador?
- Sim. Aquilo está a ser usado em alguns bares clandestinos na Coreia. Os clientes ficam bêbados rapidamente e são depenados até ás entranhas. Basta duas gotas numa taça de alguma bebida alcoolica que a pessoa fica num estado...enfim... Pode ser uma boa slução para ti. A pessoa nem vai dar por isso. Pode só beber um copo, mas na realidade é como se tivesse acabado de beber uma garrafa inteira. Depois faz as tuas perguntas e tenta a tua sorte...
- Não acho certo isso.
- Mete só uma gota então. A pessoa vai ficar num estado entre o sóbrio e o bêbado, mas no dia seguinte não vai lembrar-se de nada. Melhor assim?
- Eu preciso mesmo de saber... - eu disse. Enterrei a minha cabeça nos meus braços cruzados: eu conhecia o Dei o suficiente para saber que ele nunca me iria dizer a verdade nem sob tortura, mas também era arriscado usar o método de Sheng...eu estava deveras dividido sobre que decisão tomar.
- Meu, se é assim tão sério devias confrontar a pessoa! - ele disse dando-me palmadinhas no ombro.- O amor é uma coisa da qual eu fujo sempre a sete pés, e vendo-te assim acho que é a melhor decisão que já tomei!
Levantei a cabeça e olhei para o meu copo vazio e pedi ao bartender para o encher.
- Tens isso aí contigo?
- No carro. Porquê?- ele perguntou desconfiado.
- Testamos em mim primeiro. Depois se correr bem eu avanço com o plano.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 60
Comments
Vilma Geronimo
estou amando dois corações sofrendo um pelo outro comedo de se ariscar
2024-09-29
3