Maria Elisa Mattos
Acordei em um cômodo totalmente diferente, pelo que percebi já amanheceu, pelas frestas das cortinas cinzas, a luz do dia entra e me dá a visão do quarto, com a decoração sóbria, móveis brancos, parede caixa-clara combinado com as cortinas mais escuras.
Mas se me lembro bem, não adormeci aqui, bom, eu desmaiei praticamente, depois de um orgasmo intenso.
Foi a terceira vez que eu transei na minha vida, e acho que não sentirei nada maior e mais forte do que senti, não seria humanamente possível.
Minhas roupas estavam em um cabideiro, penduradas ao lado de uma porta, que suponho ser o banheiro.
Me levantei e abri a porta, o banheiro todo em mármore branco, luzes de led e o restante, tudo preto, o box parece até um cristal.
As toalhas brancas no armário preto, perfeitamente organizadas.
— É claro que vou tomar banho nesse banheiro!
Debaixo do chuveiro, ensaboando meu corpo com o sabonete líquido, muito cheiroso, de olhos fechados, pensando nas sensações da noite passada, ainda na minha pele, nos prazeres descobertos.
Pensei que ele ia me matar, mas quando não parou de socar forte, eu só queria morrer, foi como se tudo tivesse triplicado, o prazer que senti, foi avassalador.
— Que tipo de homem ele é?
...
Para sair do quarto, abri a porta bem devagar, olhei o corredor para ver se via alguém, saí e fechei a porta.
Procurei a escada, para tentar encontrar a saída, não vi ninguém pelo apartamento, usei o elevador e vi o mesmo porteiro quando saia do prédio, o carro de aplicativo já aguardava em frente.
— Bom dia, senhorita!
Todo simpático, o francês esnobe da noite passada.
Sorri, sem mostrar os dentes enquanto passava pela porta que ele abriu.
Heitor Laurent Richard
A deixei dormindo no quarto de hóspedes, ela é muito melhor do que pensei que seria.
Apertada, parecia até uma virgem, saborosa e principalmente, não parece ter medo do desconhecido.
E é isso que me atraiu mais ainda, diferente das garotas com quem costumo transar, já que não tenho uma fixa há muito tempo, nenhuma prendeu minha atenção, como ela.
Ficaria feliz se ela aceitasse, como disse, não costumo pagar por sexo, meu gosto é peculiar e o que aconteceu noite passada, ela queria tanto quanto eu, mas preciso resolver essa situação.
A deixei ver um pouco do que sou, viu meu quarto, fiz um "jogo de respiração" e restringi, intencionalmente, o oxigênio dela, e ela explodiu em um orgasmo, mas quero mais, e quero seu consentimento em tudo.
— Heitor, não confirmou a sua presença no baile anual de caridade do rei Charles, eu sei que você nunca foi muito com a cara dele, mas ele não é mais só o príncipe.
Robert entrou num rompante pelas portas duplas de madeira do meu escritório, Liz estava em pé atrás dele.
Acenei para dizer a ela que está tudo bem, e ela fechou as portas.
Desde a morte da rainha Elizabeth, não coloco meus pés na Inglaterra, ela sim era uma verdadeira rainha, já aquele filho dela, sempre foi intragável.
— Se você não for, eu não posso ir. Qual é, faça isso pelo seu amigo, sabe que adoro esses eventos.
Robert, meu amigo, meu braço direito e um diretor-executivo de primeira, é ótimo em investimentos.
— Vou pensar.
Disse, e sorri. Ele me serviu um copo de whisky puro.
— Você está diferente, o que aconteceu? Conheceu alguma garota? Me diga, deve estar se divertindo!
Apertei meus lábios, e o encarei antes de respirar fundo e beber num gole só a dose de whisky que ele. E serviu.
— Se você não vai me falar. Deve ser sério!
Ele disse balançando as duas pedras de gelo do seu copo vazio.
— Pare de bobagem, eu vou ver que dia será o tal baile, e o tema dessa vez. E pensarei a respeito.
Ele alcançou meu copo e se levantou.
— É no próximo final de semana, vamos, meu amigo. Preciso de distrações, ou eu enlouquecerei!
Disse indo em direção ao meu mini bar, onde deixou os copos e saiu da minha sala, fechando a porta atrás de si.
Se eu for, ficarei sem ver Mali, por pelo menos três dias, e isso pesa na balança. Estou fascinado por demais com a garota, mas preciso pensar, em tudo o que estou fazendo.
...
Já estava próximo do horário em que Mali sairia pela porta do elevador, e eu ansioso, estou sentado no mesmo lugar onde a esperei noite passada, já tomei dois ou três copos de whisky, para aplacar meus nervos.
E pontualmente ela entrou, dessa vez sem ser anunciada, linda, com seus cabelos um pouco soltos, e um casaco branco, eu só imagino o que teria por baixo.
— Olá!
Seus olhos azuis me encontraram, e vi seu semblante sério.
— Gostaria de fazer algo diferente. Venha comigo!
Me levantei e ela exitou em me acompanhar, pelo que houve noite passada, eu imagino o porquê.
Mesmo assim ela me acompanhou, onde meus empregados como sempre fizeram o serviço impecável, jantar para dois, na sacada do meu apartamento.
— Gostaria de ficar mais a vontade? Tirar o casaco?
Ofereci para lhe ajudar. Ela soltou a bolsa no chão e desamarrou o cinto e desabotoou os botões do sobretudo branco. Tudo isso sem tirar os olhos dos meus.
Peguei sua bolsa e seu casaco e os coloquei no aparador próximo à porta de vidro fumê.
Ela ainda estava no mesmo lugar, com um vestidinho vermelho colado no corpo, e sua bunda arrebitada, me deu uma imensa vontade de a agarrar e fodê-la aqui mesmo em cima dessa mesa.
— Por favor.
Puxei a cadeira, ela se posicionou e empurrei, esperei até sua bunda tocar o estofado. O meu pau está louco na cueca, ajeitei antes de dar a volta e me sentar em frente a ela.
— Gostaria de deixar bem claro uma coisa. Eu não sou uma garota de programa!
Disparou falar, com os cotovelos em cima da mesa, e as mãos apoiando seu belo rosto.
— Eu sei!
Ela ficou desconcertada, e desmanchou sua pose de durona, lentamente, mas mantendo toda sua atenção em mim.
— O que aconteceu ontem, entre nós, sei que você quis, tanto quanto eu, ficou excitada, e é normal, toda mulher tem desejos e vontades.
Ela me encarava incrédula.
O garçom contratado para a noite entrou com a entrada (Entrée)
— Tartare, para começar.
Disse e deixou um prato para ela e um para mim, e saiu, mais rápido que entrou, como lhe foi ordenado.
— O que quer com tudo isso?
Enfim ela perguntou.
— Gostaria de conhecer a Mali, se esse for seu nome, o que eu duvido. Estou em desvantagem, você sabe meu nome, eu não sei nada sobre você!
Disse e ela cobriu os lábios, as unhas num tom rosa clarinho. Pareceu pensar por uns segundos.
— Maria Elisa. É só isso que queria?
Arisca, seus olhos me encaravam, como uma fera acuada.
— Um jantar, com uma mulher bonita em uma noite agradável.
Ergui a taça e o garçom veio com o vinho escolhido especialmente para a noite, e nos serviu.
— Você paga para me ver dançar, e me despir para seu deleite. Agora quer assistir eu me alimentar?
Sua sobrancelha arqueada, e sua pose defensiva se tornou agressiva.
— Tem razão, quero te ver comer. Paguei caro para um Cheff famoso aqui na França, vir preparar o jantar desta noite, apenas para te ver colocar comida na boca.
Sua boca abriu e fechou algumas vezes, ela não sabia mais o que dizer. Olhou em volta, pareceu por uns instantes procurando uma rota de fuga.
— Maria Elisa, nome tão lindo quanto a dona. Quantos anos tem? Tem realmente, apenas dezenove anos?
Ela sorriu, e me olhou por debaixo daqueles leques de cílios negros, seus olhos parecem me cortar.
Ela alcançou o garfo da entrada, e levou uma porção de Tartare a boca lentamente ela tirou o garfo, mastigou de olhos fechados, e sua boca se mexeu de um jeito sexy demais para meu pau aguentar. Ignorando qualquer indagação minha.
— Isso está delicioso, meus cumprimentos ao Cheff.
Tomou a taça de vinho nas mãos e levou aos lábios.
Estou hipnotizado, essa mulher me enfeitiçou de algum jeito que eu não sei explicar. Nem piscar não consigo, temo perder algum movimento.
- Não vai comer, senhor Richard? Ou vai apenas apreciar o show?
Sua voz apertou minhas bolas, e meu desejo é jogar ela em cima dessa mesa e saborear o doce mais gostoso que já provei, o mel de sua boceta.
A imitei, mesmo não querendo alimentar meu corpo, mas sim a fera em minhas calças.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Angelyne Chanceroll
estou achando muito top esse livro, estou amando, mais o capítulo 19 e o 20 está escrito a mesma coisa mais de resto está de boa
2024-11-11
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Dulci Oliveira
acho que a cafetina tá enganando os dois
2024-11-26
1
Rosineia De Paula Vianello
estou encantada com o jogo entre os dois.
2024-10-29
1