Heitor Laurent Richard
Ela está atrasada, e isso me deixa muito irritado e ansioso, já estou perdendo a paciência.
A porta foi aberta, mas Amélia quem entrou, seguida por três mulheres seminuas.
— Me diga onde está Mali? Paguei muito caro por ela!
Me levanto exasperado e avançando contra a mulher.
— Senhor Richard, peço desculpas. Ela teve um imprevisto, não está se sentindo bem, essas são minhas melhores meninas, e elas irão lhe fazer companhia por hoje, para compensar por Mali.
Encarei as lindas moças, uma delas conheci no estacionamento.
— Não, quero Mali na minha casa, eu não vou voltar aqui!
Ela assentiu me dando passagem, com as garotas seminuas. Peguei meu terno que havia jogado no sofá no canto da sala e sai.
Maria Elisa Mattos
— Mas preciso mesmo ir à casa dele?
Após quatro dias, recebi apenas o endereço para onde eu deveria ir. Liguei na mesma hora para Amélia, que me lembrou de nosso acordo, eu ganho dinheiro para ela, e Juliana estaria livre.
— Lembre-se, o senhor Richard é muito influente e importante, então não cometa nenhum erro! Até mais.
Disse e desligou
— O que foi, aconteceu alguma coisa?
Juliana entrou no meu quarto, eu estava de lingerie e toalha enrolada no cabelo.
— Não, não é nada, só estou pensando com que roupa devo me vestir?
Ela sorriu e foi abrindo meu closet, passando os cabides e balançando a cabeça em negativo para si mesma.
— Esse conjunto, com esse sobretudo preto, esse tem cheiro de grana, aquelas biscates vão morrer de inveja!
Eu sorri, e encarei o casaco. Ainda tem um cheiro masculino. Estranhamente familiar. As iniciais gravadas HLR, em dourado no bolso interno.
— Vou secar meu cabelo e fazer uma maquiagem.
Ela deixou tudo em cima da minha cama e saiu, nem imagina o que farei, bom nem eu. Ele pareceu diferente, mas pedir para que eu fosse para sua casa?
Só pode querer uma coisa.
...
Saí sem que Juliana percebesse, ela disse que me daria carona, mas não iríamos para o mesmo lugar, ela não precisa ficar sabendo disso.
O motorista de aplicativo estacionou em frente a um prédio chique, e muito alto em frente ao parque Promenade du Paillon, Juliana me trouxe quando veio conhecer o tal Robert.
Fui até a portaria, o senhor grisalho me viu, mas ignorou. Será que todo francês é mal-humorado?
— Senhor, sou convidada do senhor Richard!
Ele me olhou de baixo para cima e resolveu pegar o interfone.
— Uma jovenzinha está procurando o senhor Richard, parece perdida!
Ficou em silêncio, e em seguida sua respiração cessou, e me olhou com certo espanto.
— Certo!
Ele desligou e sorriu para mim.
— O apartamento fica na cobertura, no dezessete, use o primeiro elevador, é privativo. A senhorita precisa que a acompanhe?
Neguei, ele se levantou e foi pessoalmente abrir a porta de vidro.
— Obrigada!
Passei por ele e fui até o elevador, entrei assim que abriu as portas duplas.
Estranho isso de chamar todo mundo pelo sobrenome, não gostaria que me chamassem pelo meu, imagina, Mattos!?
Rio sozinha no elevador com esses pensamentos intrusivos, Richard até que é bonitinho, mas qual será seu nome?
O elevador abriu no décimo sétimo andar, e eu saí no meio de uma sala. Muito estranho.
Nunca imaginei um lugar como esse, parece descrito em um livro ou coisa assim, muitos sofás e pufs gigantes pretos, paredes de vidros e uma lareira do tamanho do meu quarto no Brasil, a decoração totalmente masculina, sem nenhum toque feminino.
Havia escadas, sim, isso é um duplex, talvez até um triplex, com certeza tem mais andares acima.
— Olá!
Um susto. À minha direita, Richard estava sentado, ele segurava um copo de whisky, e tinha um sorriso lindo e convencido nos lábios.
— Bo... Boa noite!
Gaguejei, não havia visto seu rosto de verdade, só me lembro de seus olhos e me senti envergonhada. Não tem máscara, música e nem palco aqui para me esconder.
— Como se sente?
Encarei confusa, não entendi a pergunta. Ele quer saber como me sinto em questão de estar aqui na casa dele? Ou entendi errado?
— Amélia me disse estar doente!
Ela mentiu! Eu estava é com a cara arregaçada, ela não queria que ele me visse como estava.
— Estou bem, obrigada!
Ele me olhou dos pés a cabeça e analisou meu corpo todo, senti o calor subindo. Parecia estar reconhecendo cada pedacinho, mas eu ainda estava vestida.
— Vamos para o quarto de jogos!
Meu coração bateu na garganta. Eu sabia que isso iria acontecer, ele não pagou tão caro só para que eu rebolasse no seu colo.

O segui escada acima, os quadros na parede que passei pareciam caros, tipo daqueles pintores mortos.
Não consigo parar de pensar, que jogos tem nesse quarto? Só me lembro do filme cinquenta tons de cinza, eu assisti com a Juliana e a minha prima Virgínia, Christian Gray, era um cara apaixonado, e a Ana então, nossa, eu amo o filme, correção, eu amava o filme, agora estou com medo.
Ele parou em frente a uma porta marrom, uma chave dourada estava na fechadura, ele girou e abriu.
Meu coração está batendo tão rápido que acho estou tendo um ataque cardíaco.
— Não tenha medo, eu não vou te machucar!
Cocei a garganta, e ele se virou. Ele nem empurrou a porta.
— Não estou com medo!
Disse, mas as palavras não soaram convincentes.
— Estou ouvindo seu coração, fique calma. Vamos com calma, sim!
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Cristiane Fernandes
Esse Heitor ainda vai casar com ela, desde a viagem no avião ele caiu de encantos por ela
2025-01-26
1
Iara Barbosa Silva
mas como ela não reconheceu que é o cara do avião
2025-02-15
1
Cristiane Paes Fagundes
o homem do avião ✈️
2025-01-09
1