Maria estava deitada sobre o peito de Stefan, sentindo a tranquilidade da noite. Mas a fome a despertou, e ela decidiu descer para a cozinha. Com uma fatia de bolo e um copo de leite, sentou-se no balcão, apreciando o momento de solitude.
De repente, ouviu um barulho e, ao olhar para cima, deu de cara com Saimon, sem camisa, parado e a observando.
Maria (assustada, engasgando com o leite): “Oh! Saimon, você me assustou!”
Saimon (aproximando-se, preocupado): “Você está bem? Deixa eu ajudar!”
Ele se inclinou para pegar um copo d'água, mas Maria ficou um pouco sem graça ao perceber a proximidade entre eles, sentindo a presença do corpo dele perto do seu.
Maria (tentando se recompor): “Sim, estou bem. Só... só estava pensando em como o bolo é bom.”
Saimon sorriu, um pouco sem jeito.
Saimon: “Você parece estar sempre pensando em comida à noite. É assim que meu pai conquistou seu coração?”
Maria (rindo nervosamente): “Ah, ele também é bom em outras coisas... Mas, sim, a comida é um bom começo.”
O olhar de Saimon permaneceu fixo em Maria, e ele parecia refletir sobre o que acabara de dizer.
Saimon: “Você realmente faz ele feliz, sabia? Eu nunca o vi assim.”
Maria se sentiu um pouco envergonhada, mas a sinceridade dele a tocou.
Maria: “Obrigada, Saimon. Ele é... diferente comigo. Mas você não precisa se preocupar com isso. Estou aqui apenas para curtir o momento.”
Saimon (ainda próximo, mas um pouco hesitante): “Às vezes, parece que você e ele têm algo especial. Não quero que ele estrague isso... ou que você se machuque.”
Ela olhou nos olhos dele, percebendo uma proteção genuína.
Maria: “Eu aprecio sua preocupação. Mas, a vida é cheia de riscos, e às vezes vale a pena se arriscar. Não posso deixar o medo me controlar.”
Saimon (sorrindo levemente): “Você é corajosa. E bonita. Meu pai realmente tem sorte.”
Maria sentiu um frio na barriga com o elogio, mas rapidamente tentou mudar de assunto.
Maria: “E você? Como está indo? Está se divertindo aqui?”
Saimon (sorrindo): “Estou. É bom passar um tempo com meu pai, mesmo que ele seja um mafioso babaca às vezes.”
Ambos riram, quebrando a tensão no ar. Maria então decidiu mudar de postura e se levantou do balcão.
Maria: “Mas agora é hora de eu voltar. Não quero acordar Stefan. Ele já teve um dia longo.”
Saimon: “Certo. Só não se esqueça de que ele precisa de alguém como você por perto.”
Com isso, Maria deu um leve sorriso e se afastou, mas não antes de sentir que a interação havia deixado uma marca.
Cena: Quarto de Saimon
Saimon estava refletindo sobre sua conversa com Maria quando o celular vibrou na mesinha de cabeceira. Era Zaya. Ele respirou fundo, hesitando um momento antes de atender.
Saimon: “Oi, Zaya!”
Zaya (com a voz animada): “Oiê, amor! Estou com saudade. Na minha folga, vou passar aí no seu pai só pra te ver!”
Saimon sorriu, mas uma sensação de ansiedade o invadiu. Ele gostava de Zaya, mas sabia que ela estava começando a querer mais do que ele podia dar.
Saimon: “Isso é ótimo! Estava pensando em você. Mas... só um aviso, meu pai está em casa, então...”
Zaya (rindo): “Não tem problema, eu conheço bem o mafioso. Só espero que ele não venha me assustar com suas histórias.”
Saimon: “Ele tem esse talento. Mas e você? Como está? Alguma novidade?”
Zaya: “Na verdade, sim. Fui a um evento de noivas com minha mãe. Você sabe que a pressão está começando a aumentar, né? Ela fica me perguntando quando vamos nos casar...”
A menção do casamento fez Saimon sentir um frio na barriga. Ele gostava de Zaya, mas não estava pronto para esse próximo passo.
Saimon: “Casamento, hum? É... um passo grande, né? Nós estamos bem assim, não estamos?”
Zaya (percebendo a hesitação): “Sim, claro! Mas você sabe que eu sonho com isso, certo? Uma família, um futuro...”
Saimon: “Eu também quero um futuro, mas... não agora. Estou focado na carreira, e você sabe como meu pai é. Isso tudo é complicado.”
Zaya (com um tom compreensivo): “Eu entendo. Só queria que você soubesse que estou aqui para quando você estiver pronto.”
Saimon sentiu um peso na conversa. Ele apreciava a paciência dela, mas não queria continuar alimentando as expectativas.
Saimon: “Obrigada, Zaya. Eu realmente aprecio. Vamos aproveitar o tempo juntos e ver onde isso nos leva, tudo bem?”
Zaya: “Claro! Estou ansiosa para te ver. Nos vemos em breve, amor.”
Saimon: “Até mais, vida .”
Depois de desligar, Saimon se deixou cair na cama, pensativo. Ele gostava dela, mas a ideia de compromisso ainda o assustava. O que ele realmente queria? A resposta ainda estava longe de ser clara.
Cena: Quarto de Stefan
A luz suave da manhã entrava pela janela, iluminando o quarto onde Stefan despertava lentamente. Ele olhou para o lado e viu Maria, com os cabelos bagunçados e um leve sorriso nos lábios enquanto dormia. O coração dele se aqueceu com a visão dela ali, tão próxima.
Stefan (pensando): Ela é tão linda. Eu jamais vou deixar você se afastar de mim, sua pequena selvagem.
Ele se virou para ela, admirando seus traços por um momento. Depois, decidiu que não podia resistir a tocar seu rosto delicadamente. Maria se mexeu, abrindo os olhos aos poucos.
Maria (com um sorriso sonolento): “Bom dia, mafioso.”
Stefan (sorrindo de volta): “Bom dia, princesa. Dormiu bem?”
Maria: “Melhor do que esperava. Sua cama é bem confortável.”
Stefan se apoiou em um cotovelo, olhando para ela com um sorriso provocador.
Stefan: “Acho que a companhia ajuda. Nunca pensei que teria uma mulher ao meu lado novamente.”
Maria o encarou, a expressão dela mudando para uma mistura de surpresa e alegria.
Maria: “Sério? Você deve ter suas ‘marionetes’ para isso.”
Stefan fez uma careta.
Stefan: “Nada que se compare a você. Você sabe que é diferente.”
Maria (desafiadora): “Diferente, é? O que exatamente isso significa, Stefan?”
Ele se aproximou, seu olhar intenso penetrando nos olhos dela.
Stefan: “Significa que, apesar do que você pensa, não estou atrás de mais ninguém. Você é a única que realmente importa.”
Maria sentiu um frio na barriga com a sinceridade dele.
Maria: “E se eu decidir fugir de você novamente?”
Stefan soltou uma risada suave.
Stefan: “Tente. Eu vou atrás de você. Não sou um homem que desiste facilmente.”
Ela mordeu o lábio, um sorriso involuntário surgindo.
Maria: “Você realmente acha que pode me prender assim?”
Stefan: “Não preciso te prender. Você já está aqui. E espero que fique.”
Ela o encarou, um misto de raiva e desejo nos olhos.
Maria: “Só porque você é insistente não significa que vai conseguir o que quer.”
Stefan: “Talvez eu já tenha conseguido. Agora, o que você vai fazer a respeito?”
Ele se inclinou para beijá-la, a tensão entre eles crescendo novamente. Maria se entregou ao beijo, esquecendo momentaneamente todas as brigas e desavenças.
Quando finalmente se separaram, Stefan sorriu satisfeito.
Stefan: “Viu? Eu sabia que você ia ceder.”
Maria (rindo): “Você é um verdadeiro babaca, sabe disso?”
Stefan: “Só para você, minha pequena selvagem. E eu gosto de ser assim.”
Os dois trocaram olhares cúmplices, a conexão entre eles crescendo a cada instante. Era um novo dia, e eles estavam prontos para enfrentá-lo juntos.
Cena: Casa de Stefan, Sala de Estar
Stefan e Maria saem do banheiro, ainda com o aroma de sabonete no ar. Enquanto se arrumam, uma mensagem de um de seus homens interrompe o momento. Stefan lê rapidamente e franze a testa.
Stefan: “Jofer voltou da caçada. Ele tem informações sobre um inimigo chamado Mário, que é um dom da Rússia.”
Maria, que estava passando um pente pelos cabelos, olhou para ele.
Maria: “Mário? Esse nome me soa familiar. Mas... não quero saber sobre o seu mundo, Stefan.”
Ele a observou por um instante, sentindo a distância que ela tentava colocar entre eles e o mundo da máfia.
Stefan: “Entendo. Mas não posso simplesmente ignorar. Esse é um assunto sério.”
Eles desceram as escadas, onde Saimon estava conversando com Jofer, um homem alto e forte, com um ar de confiança que inspirava respeito.
Stefan: “Saimon, essa é Jofer, meu segurança pessoal. Jofer, esse é meu filho Saimon e a Maria.”
Jofer: “Prazer em conhecê-los. O problema com Mário é que ele é astuto, sempre some e aparece. Agora, parece que sumiu de vez.”
Saimon: “E você tem certeza de que ele é uma ameaça real?”
Jofer: “Sim. Ele é muito esperto e pode estar planejando algo grande. Precisamos ficar em alerta.”
Maria, ouvindo a conversa, começou a se sentir incomodada. O nome "Mário" ecoava em sua mente, mas ela decidiu ignorar.
Maria (pensativa, para si mesma): Esse nome... por que me soa tão familiar?
Ela percebeu que a conversa a estava afastando ainda mais da vida que desejava.
Stefan: “Maria, você não está muito envolvida com isso, certo? Está tudo bem?”
Maria (forçando um sorriso): “Claro, eu só... vou ao jardim um pouco.”
Ela saiu, buscando um lugar tranquilo para pensar. Sentou-se em um banco sob uma árvore, olhando para o céu. Pensava na sua mãe, no pai que nunca conheceu e em como sua vida sempre foi marcada por ausências.
Após alguns minutos, Stefan apareceu no jardim.
Stefan: “Oi. Pensei que você estivesse se escondendo de mim.”
Maria: “Só preciso de um tempo. É difícil pensar em tudo isso. Eu não pertenço a esse mundo.”
Stefan: “Eu sei. Mas você é importante para mim, e eu quero que você saiba o que está acontecendo.”
Ela suspirou, sentindo o peso de suas decisões.
Maria: “Eu vou pra casa. A Miller vai estar lá, e preciso de um tempo com ela. Depois, que ela conheceu seu amigo o Matteo.”ela mal pra em casa .
Stefan franziu a testa, preocupado.
Stefan: “Você não precisa se afastar de mim por causa disso. Podemos enfrentar tudo juntos.”
Maria: “Stefan, eu só quero um pouco de normalidade. Não sei se consigo lidar com toda essa pressão.”
Ele hesitou, percebendo que precisava respeitar o espaço dela.
Stefan: “Está bem, mas prometo que vou te manter informada sobre o que acontecer. Não quero que você se sinta deixada de lado.”
Ela sorriu levemente, apreciando a preocupação dele, mas sabia que ainda havia um caminho a percorrer.
Maria: “Obrigada. E boa sorte com o Mário.”
Stefan assentiu, vendo-a se afastar para dentro da casa, enquanto ele retornava à sala, preocupado com o que estava por vir.
Maria estava pegando sua bolsa na entrada quando esbarrou em Saimon. Ele estava vestido de terno, muito parecido com o pai, mas com um toque mais jovem e leve.
Saimon: “Ops, desculpa! Não vi você vindo.”
Maria: “Tudo bem. Estou só indo embora. O seu pai está ocupado e eu preciso voltar ao trabalho.”
Saimon a observou, notando como ela parecia um pouco mais leve, apesar da situação.
Saimon: “Foi bom te conhecer, Maria. Você é bem diferente do que eu imaginava.”
Maria: “Sério? Espero que seja pra melhor. Afinal, eu não sou muito fã do mundo da máfia.”
Eles riram juntos, e a tensão no ar pareceu dissipar um pouco.
Saimon: “Sim, não se preocupe. Sou só uma versão mais nova do que você já conhece. Espero não ser um babaca igual ao meu pai.”
Maria (sorrindo): “Acho que não. Você parece ser mais... humano. Pelo menos, é o que espero.”
Saimon: “Humano é um bom começo. Na verdade, eu admiro sua coragem por estar com ele. Não é fácil lidar com o lado sombrio da vida dele.”
Maria: “Eu tento, mas a verdade é que é complicado. E olha que eu já passei por bastante coisa.”
Saimon a olhou com curiosidade, querendo saber mais.
Saimon: “Se precisar de alguém pra conversar, estou por aqui. Eu também estou tentando entender o que significa ser parte desse mundo.”
Maria: “Obrigada, Saimon. Isso significa muito. Mas não quero te envolver em mais problemas.”
Saimon: “Às vezes, problemas são tudo o que temos. E, quem sabe, podemos nos ajudar a encontrar um caminho melhor.”
Eles trocaram sorrisos, sentindo uma conexão inesperada.
Maria: “Bom, acho que preciso ir. Dê um abraço no seu pai por mim.”
Saimon: “Com certeza. E se precisar de algo, me avise. Prometo que não sou tão babaca assim.”
Maria: “Vou lembrar disso. Cuide-se, Saimon.”
Ela saiu, e Saimon ficou ali por um momento, pensando na conversa, sentindo que talvez tivesse encontrado alguém com quem realmente poderia contar.
Maria entrou em casa com um olhar cansado e encontrou Miller e Matteo no sofá da sala. Eles estavam em uma conversa animada, mas ao ver Maria, Matteo se levantou com um sorriso.
Maria (com um tom de desculpas): “Desculpa, pessoal. Não sabia que vocês estavam aqui.”
Miller (com um sorriso): “Ah, amiga, não sabia que você voltaria tão cedo. Estávamos apenas conversando.”
Matteo (pisca para Maria): “Eu estava apenas explicando para a Miller o quanto você está fazendo Stefan perder a cabeça. Ele mesmo pediu para eu investigar tudo sobre você quando estávamos em Las Vegas.”
Maria (surpresa): “Ah, é? Então a culpa é sua que ele não para de me seguir. De qualquer forma, te culpo por isso.”
Matteo (rindo): “Parece que você também está caindo na rede dele, não é? Eu vi a maneira como vocês se olharam, e não precisa ser um gênio para perceber o quanto ele está apaixonado por você.”
Maria (sorrindo, com uma pitada de ironia): “Você está dizendo que a culpa é sua por eu estar nesse rolo? Bem, se ele é tão apaixonado, acho que vou ter que lidar com isso. Boa sorte lá na sede.”
Matteo (com um sorriso maroto): “Boa sorte para você também. Se precisar de algum conselho, sabe onde me encontrar. Até mais, delícia.”
Matteo saiu pela porta, deixando Maria e Miller sozinhas. Maria se sentou no sofá ao lado de Miller, ainda sorrindo com a conversa.
Miller (com curiosidade): “Então, parece que tem algo real entre vocês dois. Como está sendo lidar com isso?”
Maria (pensativa): “É complicado, mas também... interessante. Ele é imprevisível e isso me deixa em alerta. Mas há algo nele que me atrai, mesmo quando eu tento não me envolver.”
Miller (rindo): “Bem, parece que você está no meio de um turbilhão. Vamos ver como isso se desenrola.”
Maria (com um sorriso): “Vamos. Por agora, vou tentar relaxar e esquecer um pouco dessa confusão.”
Maria e Miller estavam sentadas no sofá, com a luz suave da sala criando um ambiente aconchegante. Maria olhou para Miller com uma expressão curiosa e preocupada.
Maria: “Ei, Miller, posso te perguntar algo?”
Miller: “Claro, amiga. O que foi?”
Maria: “Sobre você e o Matteo. Como está a situação entre vocês? Eu percebo que tem algo mais ali, mas não consigo entender muito bem.”
Miller suspirou, olhando para as próprias mãos antes de responder.
Miller: “Sabe, a situação com o Matteo é complicada. A gente se encontrou na boate, e desde então, o sexo é ótimo e o beijo é incrível. Nós nos damos bem na cama, e isso é claro. Mas... fora disso, ele é um tipo galinha, sabe? Não sei se ele realmente gosta de mim ou se é só o sexo e o beijo.”
Maria: “Então, vocês têm uma boa química, mas você está em dúvida sobre os sentimentos dele?”
Miller: “Exatamente. Quando conversamos, nos damos super bem. Temos algumas conversas aleatórias que são ótimas, mas de repente, ele se fecha e não quer conversar. Eu não consigo me livrar dele, e, para ser sincera, acho que comecei a gostar dele. É confuso, porque eu não sei se ele está na mesma página.”
Maria (compreensiva): “Isso deve ser difícil. A gente se sente tão perdido quando a pessoa não demonstra claramente o que sente. Você já tentou conversar com ele sobre isso? Perguntar diretamente como ele se sente?”
Miller: “Já pensei nisso, mas tenho medo de estragar o que temos. E se ele não sentir o mesmo e eu acabar me machucando? Eu não sei se estou pronta para essa conversa.”
Maria (encorajadora): “Entendo seu receio, mas às vezes é melhor esclarecer as coisas, mesmo que possa ser doloroso. Pelo menos você saberia onde está pisando. Se ele realmente se importa, ele vai ser honesto com você.”
Miller (pensativa): “Você tem razão. Eu só não quero me ferir, sabe? E eu também não quero ser a outra opção de alguém. Eu mereço mais que isso.”
Maria (solidária): “Você merece, sim. E, seja qual for o resultado, você terá a oportunidade de seguir em frente com mais clareza. Às vezes, enfrentar a verdade pode ser o primeiro passo para a felicidade.”
Miller sorriu agradecida para Maria, sentindo-se um pouco mais aliviada após a conversa. Elas continuaram a conversar, desfrutando da companhia uma da outra e se apoiando mutuamente em suas respectivas situações complicadas.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Rosa Hosana Santos
espero que ele não se apaixone pela Maria ela já meio confusa mais combina mais com o pai talvez a amiga dela seja uma boa para ele o Mateo pode não dá certo mais não deixa ele se apaixonar por ele se não vai ser muito sofrimento
2024-10-24
1
Maria Socorro Netos
o Mario é o pai da Maria
2024-10-06
0
Marina lopes
será que filho está interessado na Maria ,que isso não aconteça,o médico não precisa ficar com médica se não ama ela ,maria tem que ficar o mafioso ,eles se amam
2024-09-20
4