tenta outra vez

Saimon foi para seu quarto, sentindo-se um pouco desconcertado. A ideia de seu pai, Stefan, estar apaixonado parecia surreal. Stefan nunca foi o tipo de homem que se deixava envolver por alguém, ainda mais por uma mulher a ponto de ficar "obcecado", como Matteo havia dito.

"Será que essa Maria é mesmo tão especial?" Saimon pensava enquanto ligava o chuveiro. Ele tentou afastar o assunto da cabeça enquanto deixava a água quente cair sobre seus ombros, mas as palavras de Matteo continuavam martelando em sua mente.

De repente, o som do celular vibrando quebrou o silêncio do quarto. Ele desligou o chuveiro, pegou a toalha e, ao ver o nome de Zaya na tela, um sorriso suave surgiu em seus lábios. Atendeu de imediato.

Saimon: "Oi, meu amor. Tudo bem?"

Zaya (animada): “Oiê, meu amor! Chegou bem aí no seu pai?”

Saimon (sorrindo levemente): "Cheguei, sim. Mas foi estranho... parece até que somos dois estranhos. Fazia muito tempo que não nos víamos."

Zaya (compreensiva): "Eu imagino... Deve ser difícil. Vocês não têm tanto contato, né? Mas com o tempo vai melhorar, Saimon. Ele só precisa se acostumar com a ideia de ter você por perto de novo."

Saimon (suspirando): "É, pode ser. Eu não sei... Às vezes parece que ele só me vê como o herdeiro da máfia, alguém para seguir os passos dele, sabe? Ele mal falou sobre mim ou sobre a minha carreira. É sempre sobre o que eu vou aprender aqui com ele."

Zaya (calma, tentando tranquilizá-lo): "Amor, eu entendo. Você é um neurocirurgião incrível, e ele precisa aceitar que você pode ser as duas coisas, se é o que você quer. Mas também... talvez ele só não saiba como falar sobre outras coisas contigo. A máfia sempre foi o mundo dele."

Saimon (pensativo): "Talvez... O mais estranho é que meu tio Matteo começou a falar que meu pai está apaixonado por uma mulher. Pode acreditar? Stefan, apaixonado. Isso é tão... surreal."

Zaya (curiosa): "Apaixonado? Ele? Uau, isso realmente é difícil de imaginar. E você sabe quem é essa mulher?"

Saimon (ainda perplexo): "Matteo disse que o nome dela é Maria. Ele falou que meu pai a conheceu em Las Vegas e pagou a dívida do namorado dela só para dormir com ela. Desde então, ele parece estar obcecado por ela."

Zaya (surpresa): "Nossa, isso é... complicado. Mas talvez isso explique um pouco do comportamento dele. Talvez ele esteja passando por coisas que você não sabe."

Saimon (balançando a cabeça, intrigado): "É, talvez. Só sei que meu pai ficou furioso quando Matteo mencionou isso. Nunca vi ele reagir assim. Enfim, vou tentar focar no tempo aqui e ver o que dá."

Zaya (carinhosa): "Você vai dar conta, Saimon. E lembra que eu estou aqui, do seu lado, sempre que precisar. Qualquer coisa, só me liga, tá?"

Saimon (sorrindo, mais tranquilo): "Eu sei, Zaya. Obrigado por sempre me entender. Te amo."

Zaya (doce): "Te amo também, meu amor. A gente se fala depois, tá bom? Toma um banho relaxante e tenta descansar."

Saimon (mais leve): "Vou tentar. Até mais, amor."

Ele desligou o celular e ficou um tempo olhando para o aparelho, pensativo. Entre a pressão de seu pai e essa história sobre Maria, a visita estava se revelando muito mais intensa do que ele esperava.

Saimon desceu as escadas depois de tomar um banho e se arrumar, sentindo-se um pouco mais leve após a conversa com Zaya. Ao chegar na sala, encontrou seu pai, Stefan, sentado no sofá, com um copo de whisky na mão. O ambiente estava silencioso, exceto pelo som do gelo batendo contra o vidro quando Stefan mexia o copo.

Stefan (olhando para o copo, sem levantar o olhar de imediato): “Filho, sei que você tem sua vida, sua namorada... Eu entendo. Mas eu realmente quero você do meu lado.”

Saimon parou perto do sofá, observando o pai. Stefan parecia diferente, vulnerável de um jeito que ele não estava acostumado a ver.

Stefan (levantando os olhos, com um olhar sério): "Sei que você é um ótimo cirurgião, e eu valorizo isso. De verdade. Mas você também é meu herdeiro. Desde que sua mãe ficou grávida de você, você foi minha alegria."

Saimon ficou em silêncio, ouvindo atentamente. Essas palavras vinham de uma profundidade que ele não esperava.

Stefan (respirando fundo, tomando um gole da bebida): "Você cresceu um pouco longe de mim... e eu até admito que tenho culpa nisso. Sua mãe, ela... me traiu. E, sinceramente, a única razão pela qual não a matei foi por sua causa. Não queria que você crescesse sem uma mãe."

Saimon sentiu um nó na garganta ao ouvir aquilo. Ele nunca soubera o quanto o passado dos pais havia sido complicado.

Stefan (com um sorriso triste, mas sincero): "Mas eu estou feliz que você está aqui, filho. De verdade. Apesar de tudo, você é minha família, meu legado."

Saimon respirou fundo, assimilando tudo o que o pai havia dito. Sentia uma mistura de emoções – raiva pelo que sua mãe fez, empatia pelo que o pai tinha passado e, ao mesmo tempo, o peso da expectativa que Stefan tinha sobre ele.

Saimon (com um tom calmo, mas firme): "Pai, eu entendo o que você quer. Sei que tenho um papel importante aqui, mas minha vida... o que eu amo fazer, é ser cirurgião. Não quero abandonar isso. Mas eu também não quero te decepcionar."

Stefan colocou o copo na mesa e se levantou, indo até o filho. Parou na frente de Saimon, olhando-o diretamente nos olhos.

Stefan (mais suave): "Eu não quero que você abandone quem você é. Eu só... quero que você saiba que, quando chegar a hora, você vai ter que tomar decisões que impactam a nossa família, nosso legado. E eu preciso que você esteja preparado."

Saimon assentiu, compreendendo a complexidade da situação.

Saimon (mais decidido): "Eu vou tentar conciliar as duas coisas. Ser o que eu sou e, ao mesmo tempo, honrar o que você construiu. Só peço que confie em mim, pai."

Stefan (com um pequeno sorriso de orgulho): "Eu confio. Só não esqueça de quem você é... Você é um Salvatore."

Os dois se olharam por um momento, uma tensão mútua, mas também um entendimento silencioso. Talvez, aos poucos, estivessem começando a se entender, apesar das diferenças de suas escolhas de vida.

Stefan terminou a conversa de maneira abrupta, levantando-se com seu típico ar de autoridade. Ele caminhou até a porta, pegando as chaves do carro.

Stefan (com um tom sério, mas casual): “Agora, preciso sair. Tenho algo importante para resolver.”

Antes de sair, ele se virou para Saimon, olhando-o fixamente nos olhos, como se estivesse avaliando sua reação.

Stefan (calmo, mas incisivo): “Amanhã, eu vou te levar na sede. Lá, tenho um prisioneiro... alguém que está alimentando bem meus bichinhos. E você vai me ajudar com isso.”

Saimon franziu o cenho, uma sensação estranha tomando conta de seu corpo. As palavras do pai ressoavam em sua mente: tortura. Ele sabia o que seu pai fazia, mas ouvir de maneira tão casual, quase como uma simples tarefa diária, o fez refletir.

Assim que Stefan saiu, fechando a porta atrás de si, Saimon ficou sozinho com seus pensamentos. Tortura. O pai queria que ele participasse de algo que ia contra tudo o que ele acreditava como médico e ser humano. Ele pensava nos anos que passou se dedicando à medicina, salvando vidas... e agora, o pai queria que ele ajudasse a destruir uma.

Saimon (pensando consigo mesmo): Como ele espera que eu faça isso?

A ideia de torturar alguém, de estar envolvido diretamente no lado mais sombrio do império mafioso de seu pai, o perturbava profundamente. Mesmo com toda a preparação mental que ele tentava fazer para conciliar as duas realidades — ser cirurgião e herdeiro da máfia —, aquilo parecia demais.

Saimon (murmurando para si mesmo): “Tortura... até onde meu pai espera que eu vá?”

Ele sabia que, eventualmente, teria que confrontar Stefan sobre isso. Mas como faria isso sem trair as expectativas de seu pai? Era uma linha tênue, e ele ainda não sabia como cruzá-la sem perder algo de si mesmo.

Maria estava em seu habitual salto alto, a postura impecável e a expressão séria enquanto caminhava pelo corredor do fórum. Ela estava vestida em um elegante terno preto que realçava sua figura, misturando sua rigidez profissional com uma sensualidade que dificilmente passava despercebida. Ela era conhecida por ser implacável em seus casos, e hoje não seria diferente.

Ao entrar na sala de audiências, o juiz já estava em sua cadeira, e o advogado da empresa, sentado do outro lado, parecia tenso. Sabia que enfrentar Maria era enfrentar uma adversária de peso. O caso era sobre um trabalhador que havia sido demitido sem justa causa e não fora devidamente indenizado. Para Maria, o desfecho era praticamente óbvio.

Juiz (olhando os documentos): “Estamos aqui para dar continuidade ao caso do Sr. Roberto Almeida, que está movendo uma ação contra sua antiga empregadora. Dra. Maria, a palavra é sua.”

Maria levantou-se com confiança e foi para o centro da sala, encarando o juiz e depois olhando de relance para o advogado da empresa.

Maria (calma e firme): “Excelência, o meu cliente, Sr. Roberto, trabalhou por mais de 10 anos na empresa, cumprindo com todas as suas responsabilidades. Entretanto, foi demitido sem justa causa e, até o momento, não recebeu qualquer compensação pelo tempo de serviço. A empresa alega dificuldades financeiras, mas isso não justifica o descumprimento de suas obrigações trabalhistas.”

Ela caminhava lentamente pela sala enquanto falava, cada palavra meticulosamente escolhida, como uma faca afiada cortando qualquer argumento contrário.

Maria (apontando para os documentos que trouxera): “Aqui estão os extratos bancários, demonstrando que, enquanto alegava dificuldades financeiras, a empresa mantinha lucros consideráveis. O meu cliente não pode ser penalizado pela má gestão interna. Ele tem o direito de ser compensado.”

O advogado da empresa, visivelmente incomodado, tentou intervir.

Advogado da empresa (nervoso): “Com todo respeito, Dra. Maria, a situação econômica da empresa é complicada e...”

Maria o interrompeu educadamente, mas com firmeza.

Maria (sem perder o tom): “Situações econômicas complicadas não isentam a empresa de suas responsabilidades legais. Meu cliente trabalhou por anos com dedicação, e o mínimo que ele espera é receber o que lhe é de direito.”

O juiz, observando os documentos e as declarações, acenou com a cabeça, indicando que Maria tinha razão.

Juiz (olhando para o advogado da empresa): “Está claro que há fundamentos suficientes para que a empresa pague a indenização devida ao Sr. Roberto. A sentença será a favor do reclamante.”

Maria, mantendo a compostura, sorriu discretamente enquanto o juiz encerrava a sessão. Ela sabia que o caso estava ganho desde o início, mas era a sua dedicação e perfeccionismo que a colocavam sempre à frente. Quando o juiz saiu, ela se aproximou do cliente, que estava sentado, aliviado.

Maria (sorrindo para o cliente): “Você conseguiu, Roberto. Eles terão que te pagar tudo o que é seu por direito.”

O trabalhador sorriu, os olhos brilhando com gratidão.

Roberto (emocionado): “Muito obrigado, Dra. Maria. Eu sabia que estava em boas mãos.”

Ela acenou com a cabeça, satisfeita, mas sem perder a postura profissional.

Maria (serena): “Agora, você pode seguir com sua vida sem esse peso nas costas. Me avise se precisar de mais alguma coisa.”

Ao sair do fórum, Maria sentiu a familiar sensação de dever cumprido. Mais uma vitória, mais um passo consolidando sua reputação como a melhor no que fazia.

Quando Maria saiu do fórum, ajeitando a pasta de documentos em sua mão, seus olhos se fixaram imediatamente em Stefan, encostado em seu carro. Ele estava lá, como se soubesse exatamente quando e onde ela estaria. O terno perfeitamente ajustado, o olhar intenso, e a postura descontraída, mas cheia de confiança, o faziam parecer ainda mais atraente.

Por um breve momento, Maria sentiu o coração acelerar. Como ele podia ser tão sexy? Mesmo depois de tudo, era difícil ignorar o quanto ele mexia com ela. A raiva que sentia dele ainda estava ali, fervendo sob a superfície, mas a saudade que vinha junto era quase impossível de conter. Só que admitir isso a Stefan? Nunca.

Ela respirou fundo, tentando manter a compostura. Caminhou em direção ao carro sem dar sinais de que ele ainda causava qualquer impacto nela, embora cada passo fosse carregado de tensão.

Stefan (com um meio sorriso, a voz carregada de charme): “Eu sabia que te encontraria aqui, Maria.”

Ela parou ao lado do carro, sem olhar diretamente para ele, mas sentindo sua presença poderosa perto demais.

Maria (fingindo indiferença, enquanto destrancava o carro): “Não tenho tempo para isso, Stefan. Se veio pra discutir, não vai conseguir o que quer.”

Stefan deu um passo mais perto, mas ainda respeitando a distância. O sorriso desapareceu, substituído por um olhar mais sério.

Stefan (voz grave): “Eu não vim discutir, Maria. Só queria te ver.”

Aquilo fez com que ela finalmente olhasse para ele. Por um segundo, seus olhos se encontraram, e Maria sentiu o calor familiar que vinha toda vez que ele estava por perto. Mas ela logo desviou o olhar, se recusando a ceder.

Maria (fria, tentando esconder qualquer emoção): “Então já me viu. Agora eu preciso ir.”

Ela entrou no carro, e Stefan permaneceu parado, observando-a com aquele olhar penetrante. Ele sabia que Maria era forte, mas também sabia que ela estava lutando contra algo dentro dela. Mesmo com toda a raiva e mágoa, havia algo entre os dois que não podia ser simplesmente apagado.

Antes de ligar o carro, ela lançou um último olhar rápido para ele, e quase cedeu à vontade de ficar ali por mais tempo. Mas sua razão falou mais alto, e ela arrancou, deixando Stefan parado, ainda com aquele ar irresistível e cheio de mistério.

Enquanto dirigia, Maria tentava afastar os pensamentos sobre ele, mas a imagem de Stefan continuava a rondar sua mente. Mesmo com toda a confusão, ela sabia que, de alguma forma, ele sempre encontrava um jeito de fazer com que ela sentisse sua falta — mesmo que ela jamais admitisse isso.

Maria percebeu pelo retrovisor que Stefan estava seguindo o carro dela. A cada curva, ele se mantinha firme, como se estivesse determinado a não deixá-la em paz. Sua irritação só crescia. Mafioso babaca, pensou. Quando a paciência dela se esgotou, Maria freou bruscamente o carro, parando no acostamento. Saiu furiosa, batendo a porta com força e se virou, vendo Stefan sair do carro com aquele sorriso convencido no rosto.

Maria (com raiva, gesticulando): “Mafioso babaca! O que você quer? Está achando que sou alguma das suas marionetes?!”

Stefan não respondeu de imediato. Ele deu alguns passos firmes em direção a ela e, antes que Maria pudesse dizer mais alguma coisa, a puxou pela cintura e a beijou. O beijo foi cheio de desejo, mas também com um toque de frustração — uma mistura de saudade e raiva que ele sentia por não conseguir controlar o que sentia por ela.

Maria, no entanto, não era mulher de ser dominada assim tão facilmente. Ela empurrou Stefan com força, interrompendo o beijo.

Maria (com desprezo, limpando os lábios): “Por que você não vai atrás das suas marmitas? Como aquela ruiva, a... Jade, não é? Vai lá, cafajeste!”

Stefan, ao invés de se ofender, deu uma gargalhada baixa e provocadora. Ele a olhou de cima a baixo, com o olhar malicioso que só ele sabia fazer.

Stefan (com um sorriso atrevido): “Por que eu sou louco por uma selvagem. Você sabe que nenhuma delas chega aos seus pés.”

Maria (com sarcasmo): “Ah, claro! Selvagem, é? Essa é a palavra da vez? Agora vê se me esquece, Stefan! Vai brincar de Don Juan com suas bonequinhas, eu não sou uma delas!”

Stefan se aproximou novamente, mais calmo, mas ainda com aquele olhar intenso.

Stefan (com um sorriso convencido): “Você pode me xingar o quanto quiser, mas sabe que é diferente. Nenhuma delas faz o que você faz comigo. Não adianta fugir, Maria. No fundo, você gosta.”

Maria (revirando os olhos, frustrada): “Gosto, é? Eu gosto mesmo é de não ter você me perseguindo igual um cachorrinho atrás de um osso.”

Stefan deu uma risada suave, sem se abalar.

Stefan (com provocação): “Então me diz por que parou o carro? Você sabia que eu estava vindo atrás de você. Quis dar uma chance, não foi?”

Maria (encarando-o com um olhar desafiador): “Eu parei porque queria te dar um soco na cara! E acredite, estou me segurando para não fazer isso agora.”

Stefan, aproveitando o momento, chegou mais perto, sua voz baixa e sedutora.

Stefan (quase sussurrando): “Vai, me dá esse soco. Talvez me faça querer te beijar ainda mais.”

Maria ficou sem palavras por um segundo, os olhos faiscando. Ela sabia que ele estava jogando com ela, e isso só a deixava ainda mais irritada. Mas, ao mesmo tempo, havia uma parte dela que adorava a tensão entre os dois.

Maria (cruzando os braços, tentando manter a pose de raiva): “Você é insuportável, Stefan.”

Stefan (sorrindo, provocante): “E você adora cada segundo disso, selvagem.”

Maria revirou os olhos mais uma vez, mas lá no fundo, ela sabia que ele estava certo. Mesmo com toda a raiva, o desejo ainda estava ali, forte como sempre.

Maria estava em um turbilhão de emoções, entre a raiva e a confusão que Stefan provocava. Ela havia acabado de se livrar de sua tentativa frustrada de sair de cena e se preparava para dar uma última palavra quando Stefan, com sua postura arrogante e sorriso sedutor, se aproximou ainda mais.

Stefan (com um sorriso provocador): “Admite, Maria, você sente minha falta. Nossa noite foi uma loucura, assim como em Las Vegas e até no avião. Você gosta de mim, você é louca por mim, assim como eu sou por você. Aquele seu ex pode te dar a floricultura toda , mas é a mim que você quer para a aventura, o amor que te consome.”

Maria, ofegante e irritada, não conseguiu manter a raiva por muito mais tempo. As palavras de Stefan, apesar de provocadoras, acertaram diretamente no cerne do que ela estava sentindo.

Maria (sorrindo, não resistindo mais): “Você é um babaca gostoso, maldito mafioso que sabe usar as palavras certas.”

Stefan sorriu, a expressão de desafio em seu rosto se transformando em um misto de satisfação e desejo. Ele sabia que havia acertado em cheio. Maria, incapaz de conter o impulso, o beijou com uma intensidade que parecia refletir todo o desejo e a frustração acumulada.

Stefan (com um tom satisfeito, entre beijos): “Então é isso, você não pode negar o que sente. Acha que pode me dar um soco e me afastar? Não vai conseguir.”

Maria (com um tom de raiva e diversão, após o beijo): “Você é impossível. Só porque você fala essas coisas não significa que vou ceder. Agora, como se atreve a me seguir e me fazer sentir isso tudo?”

Stefan riu baixinho, a expressão misturando diversão e desejo.

Stefan (com um sorriso satisfeito): “Ah, Maria, você sabe que adora o caos que eu trago para sua vida. Você não pode viver sem essa adrenalina.”

Maria (dando um tapa leve na cara dele, ainda com um sorriso provocativo): “Você é insuportável, mas maldito se não me faz sentir isso. Vamos ver se consigo resistir mais um pouco.”

Stefan, com um olhar de pura satisfação e desejo, puxou Maria para mais um beijo, intensificando o desejo entre os dois. Eles estavam em um ciclo de provocação, desejo e frustração, e, apesar das palavras duras, havia uma clara conexão entre eles.

Stefan (sussurrando no beijo): “Aproveite, porque eu não vou parar até que você me ame mais do que qualquer coisa.”

Maria, lutando contra o desejo crescente e a frustração, finalmente se entregou ao beijo, sabendo que, por mais que tentasse negar, Stefan era uma parte inegável de seus sentimentos e desejos. Ela suspirou, o beijo se aprofundando, misturando amor e raiva de uma forma irresistível.

Stefan olhou para Maria, com um sorriso convencido.

Stefan: “Vou fazer um favor a você. Um dos meus homens vai levar seu carro para a sua casa. Você vem comigo.”

Maria hesitou por um momento, mas a faísca entre eles era inegável. Ela apenas assentiu, sabendo que não poderia resistir.

Dentro do carrão de Stefan, o clima estava carregado. Enquanto o motorista dirigia, os dois trocavam olhares provocativos e beijos suaves, cada toque gerando mais desejo.

Maria (sorrindo): “Isso é só uma armadilha, não é? Você quer me deixar sem escapatória.”

Stefan (sorrindo de volta): “E se for? Não estou aqui para ser o príncipe encantado. Quero você.”

A viagem até a mansão foi rápida, e, ao chegarem, Stefan pegou a mão de Maria, puxando-a para dentro.

Stefan: “Vamos direto para o quarto.”

No caminho, as paredes da mansão pareciam observar a tensão crescente entre eles. Assim que entraram no quarto, Stefan a empurrou suavemente contra a porta, os lábios se encontrando em um beijo intenso.

Maria (ofegante, entre os beijos): “Você realmente acha que só porque está me levando para o seu quarto, eu vou ceder assim tão fácil?”

Stefan (com um olhar travesso): “Ah, mas você sabe que aqui as regras mudam. Esse é o meu território.”

Ele a puxou para dentro, e Maria se entregou ao momento, sentindo a mistura de desejo e raiva enquanto Stefan a beijava, a intensidade crescendo entre eles.

Stefan (com um sorriso satisfeito): “Prepare-se, porque a noite está apenas começando.”

E assim, eles mergulharam em uma dança de paixão, onde os sentimentos conflitantes se misturavam em um só.

Os lençóis estavam bagunçados, a luz da tarde filtrando-se pelas cortinas enquanto Stefan e Maria se entregavam a uma dança de paixão desenfreada. Os corpos nus, cobertos de suor, revelavam a intensidade de momentos vividos.

Maria (ofegante, com um sorriso cansado): “Você não cansa nunca, mafioso?”

Stefan (rindo, com um brilho provocativo nos olhos): “Cansar? Não quando estou com você. Cada momento é uma nova aventura.”

Maria se apoiou nos cotovelos, observando o homem à sua frente, admirando sua energia quase incansável.

Maria: “Você realmente tem um talento especial para me deixar exausta. Eu perdi as contas de quantas vezes…”

Stefan interrompeu-a, puxando-a para mais perto.

Stefan: “E quem disse que eu quero que você conte? O importante é que estamos aqui, juntos. E você sabe que ainda temos muito mais pela frente.”

Ele a beijou novamente, um beijo cheio de desejo e intensidade. Maria sentiu um arrepio percorrer sua espinha, incapaz de resistir àquela força que ele exercia sobre ela.

Maria (brincando, com um sorriso travesso): “Se continuar assim, vou precisar de um dia de spa depois disso tudo.”

Stefan (com um olhar malicioso): “Ou podemos apenas continuar e ver até onde nossa resistência nos leva. Estou curioso para descobrir até onde você pode ir.”

Maria riu, mesmo sabendo que a adrenalina e a conexão que compartilhavam a empurravam para limites desconhecidos.

Maria: “Você é insuportável, mas não consigo me afastar. Isso é a sua culpa!”

Stefan: “Culpa? Eu prefiro chamar de responsabilidade. Você e eu somos feitos um para o outro, mesmo que você ainda não queira admitir.”

O clima entre eles se intensificou novamente, e, enquanto o sol começava a se pôr, eles se entregaram mais uma vez àquela dança apaixonada, perdendo-se um no outro, no calor do momento, sem pensar no que o futuro reservava.

Stefan e Maria se entregaram ao clímax, seus corpos se movendo em perfeita sincronia. Quando finalmente caíram na banheira, a água quente envolveu-os, proporcionando um momento de tranquilidade após a tempestade de emoções e sensações.

Stefan (com um sorriso suave, olhando nos olhos de Maria): “Princesa, eu nunca me apaixonei antes. Nem mesmo pela mãe do meu filho.”

Maria se afastou um pouco, surpresa com a revelação.

Maria: “Você já foi casado e tem um filho? Por que não me contou antes?”

Stefan (suspirando, com uma expressão séria): “Sim, meu casamento com Leandra foi arranjado e horrível. Ela me traiu, ainda grávida do Saimon. Naquela época, eu queria matá-la, mas pelo meu filho, só me divorciei. Ela levou o Saimon embora, e ele cresceu longe de mim. Agora, ele é cirurgião e está aqui em casa.”

Maria sentiu uma onda de empatia ao ouvir a história de Stefan. O olhar de dor no rosto dele a fez perceber o quanto ele havia lutado.

Maria: “Isso deve ter sido difícil para você. Eu não sabia que sua vida tinha sido tão complicada.”

Stefan (com um sorriso triste): “Foi. Mas o Saimon é uma luz na minha vida. Mesmo longe, sempre pensei nele. E agora, vendo-o aqui, me faz querer ser um homem melhor. Por você também.”

Ela o olhou, tocando seu rosto suavemente.

Maria: “Você merece ser feliz, Stefan. E eu… bem, estou começando a entender o que você sente.”

Ele sorriu, puxando-a para mais perto, enquanto a água da banheira refletia a luz suave que entrava pela janela.

Stefan: “Então, o que acha de fazermos disso algo verdadeiro? Não quero perder você como perdi outras pessoas.”

Maria hesitou por um momento, mas a sinceridade no olhar dele a fez sentir-se segura.

Maria: “Vamos descobrir juntos, então.”

Eles se abraçaram, sentindo a conexão mais forte do que nunca, enquanto a água quente continuava a envolvê-los em um momento de intimidade e compreensão.

Maria, assustada, se afastou um pouco e olhou para Stefan com os olhos arregalados.

Maria: “Meu Deus, mafioso! Será que ele nos ouviu? Aí, que vergonha! Tudo culpa sua!”

Stefan soltou uma risada profunda, não se importando nem um pouco com a situação.

Stefan: “O que tem isso? Eu amo ver você gemendo quando estou te fodendo.”

Maria revirou os olhos, mas não conseguiu segurar um sorriso.

Maria: “Você é muito convencido, sabia?”

Ele se aproximou, com um olhar provocador.

Stefan: “Convencido? Talvez. Mas você não pode negar que adora quando faço isso.”

Maria (com um sorriso malicioso): “Adoro, mas isso não significa que você pode sair por aí dizendo isso!”

Stefan: “Por que não? É verdade. E quem não gostaria de ter uma mulher como você gemendo de prazer?”

Ela deu um tapa brincalhão no peito dele.

Maria: “Pare com isso! Você me deixa sem jeito.”

Stefan a puxou para mais perto, seus olhos fixos nos dela.

Stefan: “Desculpe, mas eu não consigo resistir. Você é irresistível, e eu não me canso de você.”

Maria ficou um momento em silêncio, absorvendo a intensidade da declaração.

Maria: “Você realmente acha isso?”

Stefan: “Claro. E não sou só eu. Você tem algo especial, algo que me faz querer mais. Muito mais.”

Ela sorriu, a tensão entre eles se transformando em algo mais doce e leve.

Maria: “Você sabe como me deixar sem palavras. Agora, se ao menos você pudesse parar de ser tão… você.”

Stefan: “Nunca! Isso é parte do meu charme. Agora, vamos ver até onde podemos levar essa aventura.”

Ela riu, e a vergonha rapidamente se dissipou, deixando espaço apenas para o desejo e a diversão.

Depois de um momento intenso no quarto, Maria puxou Stefan pelo braço, sorrindo.

Maria: “Agora vamos sair desse banho e desse quarto. Estou com fome!”

Stefan riu, admirando sua determinação enquanto se vestiam. Em pouco tempo, eles desceram as escadas em direção à cozinha. Assim que chegaram ao andar de baixo, Maria percebeu Saimon sentado à mesa, concentrado em seu celular.

Saimon levantou os olhos e, ao ver Maria, ficou surpreso. Ele a encarou por um instante, notando como ela era bonita e carismática. Um sentimento estranho surgiu dentro dele, mas ele não sabia o que pensar.

Stefan (com um sorriso orgulhoso): “Saimon, esse é o meu filho, Saimon. E essa é Maria.”

Maria (sorrindo, estendendo a mão): “Oi, Saimon! Prazer em te conhecer.”

Saimon (um pouco hesitante, apertando a mão dela): “Oi... o prazer é meu.”

Stefan observou a troca de olhares e um sorriso malicioso surgiu em seu rosto.

Stefan: “Ela é uma ótima cozinheira, então espero que esteja com fome, Saimon. Maria, que tal preparar algo especial para nós?”

Maria (brincando, olhando para Saimon): “O que você acha, Saimon? Tem algum pedido especial?”

Saimon, ainda um pouco confuso, pensou por um momento.

Saimon: “Ah, qualquer coisa está bom, só não sou muito exigente.”

Maria (sorrindo): “Então vamos improvisar! Algo simples, mas delicioso.”

Enquanto Maria se movia pela cozinha, Saimon não podia deixar de notar como ela se movimentava com confiança e graça. A tensão entre ele e Stefan era palpável, mas a presença de Maria parecia suavizar um pouco a situação.

Stefan (observando, com um tom brincalhão): “Cuidado, Saimon. Não se esqueça de que ela é a ‘mãe’ das suas futuras refeições.”

Maria revirou os olhos, mas riu ao mesmo tempo, sentindo-se à vontade.

Maria: “Mãe é demais, Stefan! Só estou aqui para ajudar um pouco.”

Saimon (ainda intrigado): “Então você é a mulher de quem meu pai falou. A que ele conheceu em Las Vegas.”

Maria (sorrindo, tentando descontrair): “Sim, mas não se preocupe. Não sou uma máfia de problemas, só uma amante da comida.”

Stefan a observou com um olhar de satisfação, enquanto Saimon ainda tentava processar o que estava acontecendo. A atmosfera ficou mais leve, e a interação entre os três começou a fluir, trazendo um novo nível de conexão.

Maria estava na cozinha, colocando o toque final na macarronada ao molho sugo, polvilhando parmesão por cima. O cheiro estava irresistível, e quando ela serviu os pratos, Saimon e Stefan não conseguiram conter os sorrisos.

Saimon: “Nossa, está uma delícia! Nunca comi algo tão bom.”

Stefan: “Concordo, é impressionante. Você é uma verdadeira chef, Maria.”

Ela sorriu, satisfeita com os elogios, mas, com um olhar travesso, decidiu colocar os dois à prova.

Maria: “Que bom que gostaram! Agora, vocês dois vão lavar a louça.”

Ela começou a se afastar, deixando os dois surpresos.

Saimon: “Espera! O que?”

Stefan (com uma expressão de incredulidade): “O que você disse? Lavar a louça?”

Maria (virando-se com um sorriso provocador): “Exatamente. Aproveitem a comida e depois ponham as mãos à obra!”

Ela saiu da cozinha, rindo da expressão dos dois. Stefan rapidamente chamou Ofélia, a empregada.

Stefan: “Ofélia! Pode vir aqui, por favor? Precisamos da sua ajuda.”

Ofélia (entrando na cozinha): “Sim, senhor?”

Stefan: “Pode cuidar da louça, por favor? Maria acha que eu e Saimon devemos lavar.”

Maria, que estava na sala, ouviu a conversa e entrou de volta, cruzando os braços.

Maria: “Stefan, seu folgado! Você realmente nunca lavou uma louça na vida?”

Stefan (com um sorriso despreocupado): “Princesa, eu nunca lavei louça. Isso não é tarefa de um mafioso.”

Saimon (rindo): “Acho que você precisa rever suas prioridades, pai.”

Maria: “Exatamente! Um pouco de trabalho nunca fez mal a ninguém. Você deve ensinar seu filho a ser mais responsável.”

Stefan (brincando): “Responsável? Eu só quero desfrutar da vida. E não me importo em deixar as louças para Ofélia.”

Ofélia começou a rir, enquanto Saimon olhava para Maria com admiração.

Saimon: “Eu gostei dela, pai. Ela é bem diferente de você.”

Maria: “E isso é ótimo! Meninos, aprender a lavar louça é uma parte essencial da vida.”

Stefan (com um sorriso malicioso): “Quem sabe eu possa aprender a cozinhar também, se você me ensinar.”

Maria riu e voltou para a sala, deixando os dois com a louça. Saimon olhou para Stefan.

Saimon: “Você realmente precisa tomar jeito, pai. Ela é especial.”

Stefan: “Eu sei, filho. E estou tentando.”

Enquanto isso, Ofélia pegou as esponjas, e os dois se prepararam para a tarefa que não esperavam enfrentar.

Cena: Após a Lavagem da Louça

Depois de uma verdadeira batalha na cozinha, onde Stefan e Saimon se aventuraram a lavar a louça, Stefan se afastou um pouco e se virou para Maria com um sorriso divertido.

Stefan: “Nunca mais vou fazer isso! Você quis se vingar, não foi?”

Maria (sorrindo maliciosamente): “Sim, você merece, por ser um babaca.”

Stefan (rindo): “Você é uma malvada. Nunca pensei que alguém pudesse me fazer passar por isso.”

Enquanto os dois trocavam provocações, Saimon observava de longe. Ele nunca tinha visto seu pai tão feliz, com esse brilho no olhar que só Maria parecia trazer. Um misto de admiração e confusão se instalou dentro dele.

Saimon (pensando): "O que está acontecendo? Por que estou reparando tanto nela? Isso não é certo..."

Ele se forçou a desviar o olhar, mas era difícil ignorar a química entre os dois. A forma como Stefan a olhava, a maneira como Maria ria — tudo parecia tão novo e vibrante.

Maria (percebendo o olhar de Saimon): “Ei, Saimon! Vem cá!”

Saimon hesitou antes de se aproximar, tentando esconder sua confusão.

Saimon: “Oi, tudo bem?”

Stefan: “Ela estava só me fazendo prometer que nunca mais vou lavar louça. Você está de acordo com isso, filho?”

Maria: “Não, ele precisa aprender a se responsabilizar!”

Saimon (sorrindo, mas ainda um pouco inseguro): “Concordo! Todo homem deve saber lavar uma louça.”

Stefan: “Olha só, temos um pequeno aliado aqui. E você, Saimon, vai me ajudar a convencê-la a me ensinar a cozinhar.”

Maria: “Não sei se isso é uma boa ideia. Cuidado, Saimon, você pode acabar cozinhando para ele também!”

Os três riram, e Saimon sentiu-se mais à vontade, mas a tensão ainda estava no ar. Ele olhou para seu pai e depois para Maria, percebendo que a dinâmica entre eles era algo especial.

Saimon: “Só espero que você saiba o que está fazendo, pai. Maria é uma mulher incrível.”

Stefan, sem perder a chance, sorriu e olhou para Maria com um brilho nos olhos.

Stefan: “Eu sei. E vou fazer o possível para não estragar isso.”

Maria (sorrindo, mas com um ar de desafio): “Melhor não estragar mesmo, mafioso. Estou de olho em você!”

Saimon apenas observou, agora consciente de que essa nova fase de seu pai poderia ser algo bom, mas também incerto. Ele ainda precisava entender o que isso significava para ele e para a nova dinâmica que estava se formando em sua vida.

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Comments

Maria Socorro Netos

Maria Socorro Netos

outra os outros mafiosos que você apresentou, um deles é o pai de Maria! a estória é boa mas parou na Maria e o mafioso dela

2024-10-06

0

Anatalice Rodrigues

Anatalice Rodrigues

Adorandooooo. Capítulo maravilhoso

2024-09-25

1

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