Stefan desceu as escadas da sua mansão após o banho, já vestido com um terno impecável. Na sala de jantar, ele se serviu de café preto enquanto pensava em Maria. A tensão em seus músculos era evidente, como se algo o incomodasse profundamente. Não demorou muito até Simon, seu braço direito, entrar na sala com um sorriso no rosto.
"Fala, meu amigo e Dom," disse Simon, puxando uma cadeira para sentar.
Stefan acenou com a cabeça e gesticulou para que Simon se sentasse. "Senta aí, preciso conversar com você sobre... Maria."
Simon levantou uma sobrancelha, intrigado, e riu. "O que foi dessa vez? Você não consegue tirar essa mulher da cabeça, não é?"
Stefan soltou um sorriso sarcástico, pegou a xícara de café e deu um gole antes de começar a falar. "Você não tem ideia. Vou te contar tudo o que aconteceu em Las Vegas... e no avião."
Simon, interessado, se inclinou para frente. "Las Vegas? E aí, como foi?"
Stefan contou os detalhes, descrevendo como havia se encontrado com Maria e como as coisas tinham esquentado no avião. Ele também mencionou o encontro tenso com Jade ao voltar para casa, rindo do fato de que ela havia pedido amor, algo que ele nunca poderia dar.
Quando Stefan terminou, Simon riu alto. "Ela pediu amor? E você a colocou no lugar, claro. Não posso acreditar, Stefan. Mas... e Maria? Me diz que você não está obcecado por ela."
Stefan olhou seriamente para Simon, seus olhos traindo a frieza habitual. "Não estou só obcecado, Simon. Eu estou doido por essa mulher. A ponto de fazer um contrato com a agência de advocacia dela e da amiga, só para mantê-la por perto."
O sorriso de Simon desapareceu por um momento. Ele sabia que, quando Stefan se fixava em alguém, as coisas sempre tomavam um rumo perigoso. "Você fez o quê? Um contrato?"
"Sim," Stefan respondeu com tranquilidade. "Eu sabia que, se ela ficasse só no meu radar, seria mais fácil para mim controlar a situação. Além disso, quero que ela veja o que está perdendo. Ela vai ser minha, Simon. Não importa o que eu tenha que fazer."
Simon cruzou os braços e balançou a cabeça, rindo baixinho. "Stefan, você está jogando um jogo perigoso com essa mulher. Maria não parece ser do tipo que cede facilmente. Você está preparado para isso?"
Stefan deu de ombros, a confiança transbordando de sua voz. "Eu sempre ganho, Simon. Não importa quanto tempo leve, Maria será minha. E, até lá, eu vou continuar jogando do meu jeito."
Simon apenas riu, sabendo que, quando Stefan colocava algo na cabeça, não havia volta. O destino de Maria estava traçado—quer ela quisesse ou não.
Simon olhou para Stefan, ainda rindo da conversa anterior, mas de repente mudou o tom. "E o seu filho, Stefan? Faz tempo que não vejo ele por aqui. Como ele está?"
Stefan, que até então exibia um sorriso confiante, suspirou profundamente e mexeu no café em sua xícara, parecendo um pouco mais sério. "Ah, aquele garoto... Ele só pensa na medicina. Um grande cirurgião, claro, mas ele precisa entender que há mais coisas do que apenas salvar vidas."
Simon inclinou-se para frente, cruzando os braços. "Ele ainda não está envolvido nos negócios da família?"
Stefan balançou a cabeça, com uma expressão que misturava orgulho e frustração. "Não. O moleque acha que pode fugir do destino dele. Acha que pode ser apenas um médico, viver no mundo dele e esquecer que o sangue dele é Salvatore. Claro, eu respeito o talento dele... Ele é brilhante no que faz. Mas ele precisa estar presente nas coisas da máfia. Eu não serei eterno, e ele é meu herdeiro."
Simon assentiu, entendendo o dilema de Stefan. "Mas ele já deu algum sinal de que pode se envolver mais? Ou ele quer se distanciar completamente?"
Stefan soltou uma risada amarga, apoiando-se na mesa. "Ele evita. Sempre com desculpas sobre cirurgias e compromissos no hospital. Mas ele sabe... Sabe que não poderá evitar para sempre. Mais cedo ou mais tarde, ele terá que escolher."
Simon observou o rosto tenso de Stefan e perguntou: "Você acha que ele vai escolher o lado certo?"
Stefan olhou fixamente para Simon, os olhos cheios de uma mistura de preocupação e determinação. "Ele vai. Ele é um Salvatore. E nenhum Salvatore foge de suas responsabilidades. Eu só espero que ele perceba isso antes que seja tarde demais."
O silêncio se instalou na sala por um momento, enquanto Stefan pensava em seu filho, dividido entre o mundo da medicina e a máfia, e como isso poderia moldar o futuro da família. Simon quebrou o silêncio com uma leve batida na mesa. "Talvez ele só precise de um empurrão... algo que o faça ver que os dois mundos podem coexistir."
Stefan assentiu lentamente, embora algo em seu olhar sugerisse que ele já tinha algo em mente. "Talvez, Simon. Talvez."
Stefan e Simon chegaram à sede da máfia em um dos armazéns abandonados na periferia da cidade. O lugar cheirava a ferrugem, óleo, e a tensão era palpável. No meio da sala mal iluminada, Moisés, um usuário de ópio conhecido por causar problemas, estava amarrado a uma cadeira, com o rosto machucado e o corpo tremendo de medo. Dois capangas o seguravam firme, enquanto Stefan e Simon se aproximavam lentamente.
Stefan parou em frente a Moisés, tirando os óculos de sol e os guardando no bolso do paletó, observando o homem que mal conseguia manter os olhos abertos. Ele passou a mão pelo queixo, sorrindo de forma quase casual. "Moisés, Moisés... Eu realmente odeio quando as pessoas tomam o que é meu. Principalmente quando são minhas mercadorias."
Moisés tentou balbuciar algo, os lábios tremendo, mas Simon o interrompeu antes que pudesse falar. "Não queremos desculpas. Queremos saber por quê."
Stefan fez sinal para um dos capangas, que trouxe uma faca longa e brilhante. Ele pegou o objeto e o girou entre os dedos com uma destreza fria. "Você pensa que pode roubar de mim? Nas minhas docas? Sério? Ou é o ópio que tá deixando você burro?" Ele deu uma risadinha seca, seus olhos sem brilho enquanto olhava para Moisés.
Moisés começou a implorar, sua voz rouca. "Eu... eu não queria, Dom Stefan... por favor, me dê uma chance, eu faço qualquer coisa! Eu não sabia que era seu..."
Antes que ele pudesse terminar, Stefan se abaixou rapidamente e fincou a faca na perna de Moisés, com força suficiente para atravessar a carne. O grito de dor de Moisés ecoou pela sala enquanto Stefan o olhava, impassível. "Você sabia exatamente de quem era. Você sabia que era meu."
Simon, que observava de perto, inclinou-se para frente, falando calmamente. "Agora, o que vamos fazer com você, Moisés? Um ladrão que rouba uma vez sempre rouba de novo. E nós não podemos permitir isso, não é?"
Moisés chorava, o sangue escorrendo pela perna e se acumulando no chão. "Eu... eu posso consertar... me deixe viver, por favor! Eu... eu pago! Pago o que devo!"
Stefan riu, mas era uma risada sem calor. "Você acha que pode consertar? Não há nada para consertar aqui, Moisés. Você desonrou o meu nome. Desonrou meus negócios. E, principalmente, tentou me enganar. Eu não perdoo traição."
Com um aceno de cabeça de Stefan, Simon puxou uma pequena pistola do bolso e a entregou a Stefan. "Parece que vamos resolver isso do jeito tradicional."
Stefan segurou a arma e a pressionou contra a testa de Moisés. O homem soluçava descontroladamente, suas lágrimas misturadas ao suor e ao sangue. "Por favor, Dom Stefan... tenha piedade..."
Stefan suspirou e apertou o gatilho, sem hesitação. O som da bala atravessando o crânio de Moisés foi abafado pelo eco no armazém, e o corpo dele caiu mole na cadeira, já sem vida.
Simon olhou para o corpo, balançando a cabeça. "Esses idiotas sempre acham que podem roubar e se safar. Quando eles vão aprender?"
Stefan limpou o sangue da arma com um lenço, sem tirar os olhos do corpo inerte. "Eles nunca aprendem, Simon. É por isso que nós estamos aqui." Ele se virou para os capangas. "Limpem essa bagunça. E certifiquem-se de que a mensagem seja clara: ninguém rouba de mim."
Os homens começaram a arrastar o corpo de Moisés enquanto Stefan e Simon saíam do armazém, sem olhar para trás, suas mãos limpas — no sentido literal, mas não moral.
Saimon entrou na sala onde Stefan ainda estava limpando o sangue das mãos, com um sorriso sombrio nos lábios. "Achamos o tal Sombra," disse Saimon, cruzando os braços. "Ele está escondido numa fábrica abandonada nos arredores da cidade. Logo estará aqui."
Stefan levantou o olhar, seu rosto assumindo uma expressão fria e calculista. "Excelente," ele disse, sua voz baixa e perigosa. "O Sombra achou que poderia mexer comigo sem sofrer as consequências. Agora, ele vai aprender do jeito mais doloroso."
Saimon sorriu, antecipando o que viria. "E o que você quer que façamos com ele, Stefan? Um tiro rápido, ou algo mais... criativo?"
Stefan inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa. Seus olhos brilharam com uma maldade calculada enquanto ele falava, devagar, saboreando cada palavra. "Quero que rasgue o meio da barriga dele... mas sem deixar que ele morra. Deixe-o vivo, sentindo cada segundo de dor. E então," Stefan fez uma pausa, observando a reação de Saimon, "jogue vários insetos dentro da ferida. Quero ver ele ser devorado de dentro para fora, bem lentamente."
Saimon deu uma risada curta, claramente impressionado com a crueldade do plano. "Caramba, Stefan. Isso é brutal até para os seus padrões."
Stefan deu de ombros, seu rosto impassível. "Ele precisa entender que não se brinca comigo. Que eu sou alguém a quem se deve temer, não desrespeitar."
Saimon assentiu. "Entendido. Vou preparar tudo para quando ele chegar. Vamos manter ele vivo o máximo possível, deixar os insetos fazerem o trabalho."
Stefan se levantou, ajustando o terno. "Ótimo. E quando ele estiver à beira da morte, avise-me. Quero olhar nos olhos dele e ver o medo quando souber que não tem escapatória."
Saimon sorriu com malícia. "Como quiser, chefe. Vou providenciar os 'ingredientes' para o seu espetáculo."
Enquanto Saimon saía da sala para organizar a captura e a tortura de Sombra, Stefan ficou sozinho por um momento, olhando pela janela do armazém. Sua mente estava em Maria por um breve segundo, mas logo foi tomada pelo desejo de vingança. O jogo de poder e controle sempre o excitava, e agora, mais do que nunca, ele sabia que todos ao seu redor precisavam ser lembrados de quem ele era — e do que ele era capaz de fazer.
Ele deu um suspiro satisfeito. "Ninguém desafia Stefan Salvatore e vive para contar a história."
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Rosa Hosana Santos
essa morte eu quero ver
2024-10-22
0
Vera Lúcia
eita
2024-09-26
1
Anatalice Rodrigues
Vixe, abrir a barriga do cara e jogar insetos dentro. Deus é mais. Mafioso cruel /Gosh//Gosh//Gosh/
2024-09-24
0