Quando o garçom trouxe a sobremesa, Maria pediu um sorvete de creme, simples, mas delicioso. Enquanto provava a sobremesa, ela se permitiu relaxar um pouco mais, saboreando cada colherada. No entanto, sem perceber, um pouco de sorvete ficou no canto de sua boca.
Stefan, que a observava atentamente, não perdeu o detalhe. Com um sorriso malicioso, ele estendeu a mão e, sem dizer nada, passou o dedo pelo canto da boca de Maria, limpando o creme. Em seguida, ele levou o dedo à própria boca, chupando-o devagar, com um olhar provocador.
— Gostoso — ele disse, com um tom de voz rouco e sensual.
Maria, por um momento, ficou sem reação. Sentiu seu corpo reagir, uma leve onda de calor subindo, deixando-a um pouco desconfortável. Ela respirou fundo, tentando manter a compostura.
— Você é impossível — disse Maria, entre um sorriso nervoso e uma tentativa de desviar o olhar.
Stefan inclinou-se levemente para frente, sem desviar os olhos dela.
— Impossível ou irresistível? — Ele provocou, com um sorriso satisfeito ao notar que Maria estava um pouco mais corada.
Ela balançou a cabeça, tentando manter o controle da situação.
— Um pouco de ambos, eu diria — respondeu, tentando soar firme, mas sem conseguir esconder completamente o nervosismo.
Stefan riu suavemente, olhando para ela com aquele olhar predador de quem sabia exatamente o efeito que estava causando.
— Gosto de te ver assim, Maria... Confusa. — Ele disse, abaixando o tom de voz. — É como se eu tivesse algum poder sobre você.
Maria revirou os olhos, tentando disfarçar a inquietação.
— Não se ache tanto, Stefan. Eu ainda estou no controle — ela respondeu, embora nem ela estivesse tão certa disso.
Ele riu mais uma vez, levando o copo de vinho aos lábios.
— Vamos ver até quando, doce Maria... Vamos ver até quando.
Após o garçom trazer a conta, Stefan pegou sua carteira sem pressa e pagou, sem ao menos olhar para o valor. Maria, ainda saboreando o último gole do seu vinho, o observava de canto de olho.
— Isso nem faz cócegas pra você, né? — disse Maria, cruzando os braços enquanto Stefan guardava o cartão. — Esse almoço caro não vai me impressionar. Se acha que ganhou pontos comigo só por me trazer aqui... Só que não, seu metido.
Stefan abriu um sorriso, daqueles que era uma mistura de charme e arrogância, e se levantou, dando a volta na mesa para abrir a porta para ela. Enquanto isso, Maria se levantou com um ar de desafio, como se quisesse mostrar que ele não a afetava.
— Nunca disse que estava tentando ganhar pontos, doce Maria — ele respondeu com um sorriso bobo e sedutor, segurando a porta do carro para ela. — Eu só gosto de te ver se divertindo... Mesmo que você não admita.
Maria revirou os olhos, mas entrou no carro. O motorista, sem dizer nada, deu a partida, e o silêncio no carro foi preenchido pela tensão que sempre surgia entre eles. Stefan, sentado ao lado dela, olhava para frente, mas de vez em quando desviava os olhos para ela, observando-a com aquele olhar intenso de sempre.
— O que foi agora? — ela perguntou, notando o olhar dele.
— Nada. — Ele respondeu, com o mesmo sorriso no rosto. — Só estou admirando a vista.
Maria riu sem acreditar.
— Ah, claro... A vista, né? — Ela balançou a cabeça, achando graça daquilo tudo. — Sabe, Stefan, você é muito confiante para o seu próprio bem. Acho que ninguém nunca disse "não" pra você na vida.
Ele virou o rosto para ela, mais sério dessa vez.
— Talvez você seja a primeira, então — respondeu Stefan, com um toque de desafio na voz. — Mas eu não sou de desistir fácil.
O carro finalmente parou em frente à casa de Maria. Stefan desceu primeiro e abriu a porta para ela.
— Aqui estamos, senhorita. — Ele fez uma leve reverência, como se fosse um cavalheiro num gesto exagerado e bem-humorado.
Maria saiu do carro, suspirando e balançando a cabeça com um sorriso.
— Muito metido — ela repetiu, subindo os degraus da sua casa.
Antes de entrar, ela se virou para ele.
— Boa noite, Stefan. E... sem surpresas, ok?
Stefan sorriu mais uma vez, inclinando-se um pouco mais perto.
— Não prometo nada. Boa noite, doce Maria.
Ela entrou, ainda rindo, mas com aquela sensação desconfortável de que, de alguma forma, Stefan estava começando a mexer com ela mais do que gostaria de admitir.
Maria entrou em casa e fechou a porta atrás de si, soltando um suspiro longo. Ao virar-se, viu Miller sentada no sofá, com um sorriso travesso no rosto e os braços cruzados.
— Então? Como foi o almoço com o "todo-poderoso" Stefan? — perguntou Miller, mal conseguindo conter a curiosidade.
Maria revirou os olhos, jogando a bolsa sobre a mesa da sala.
— Ai, Miller, você não vai acreditar... — disse ela, sentando-se ao lado da amiga. — O homem é um show de arrogância. Primeiro, me busca na agência como se fosse um Deus saindo de um carro blindado, me chama de "minha doce selvagem" e acha que me impressiona me levando para o restaurante mais caro da cidade.
Miller arregalou os olhos, já rindo da história.
— "Doce selvagem"? Sério? Ele disse isso? — ela gargalhou, segurando a barriga.
— Sim! E ainda teve a audácia de ficar me encarando o tempo todo, sem piscar. Foi super desconfortável! Quando perguntei se ele queria tirar uma foto, sabe o que ele respondeu? Que já tinha uma!
Miller quase caiu do sofá de tanto rir.
— Nossa, Maria! O cara é mais descarado do que eu pensava! E depois disso? Como você reagiu?
Maria suspirou, um tanto divertida ao lembrar.
— Eu pedi a sobremesa mais cara só pra implicar com ele, mas no final das contas... — Ela fez uma pausa, lembrando-se do momento em que Stefan limpou o creme do canto de sua boca e chupou o dedo em seguida. — ...ele fez de tudo pra me deixar sem graça.
Miller olhou para ela, intrigada.
— Espera... o que ele fez?
— Ele... limpou um pouco de sorvete do canto da minha boca com o dedo e, logo depois, chupou o próprio dedo na minha frente, de um jeito que... — Maria parou, sua voz sumindo. — Foi provocante, pra dizer o mínimo.
— E você ficou como, hein? — perguntou Miller, arqueando uma sobrancelha.
— Um pouco... nervosa — Maria admitiu, cruzando os braços. — Ele é perigoso, Miller. Não só por ser mafioso, mas porque ele sabe exatamente como mexer comigo, e isso me preocupa.
Miller sorriu, mas sua expressão ficou um pouco mais séria.
— É, amiga, eu sei que ele é bonito e todo sedutor, mas cuidado. Mafiosos não são exatamente os melhores caras pra se envolver. Se ele mexe com você, mantenha o controle... porque, se você perder, ele pode acabar controlando tudo.
Maria suspirou, sabendo que Miller tinha razão.
— Eu sei. Só quero focar no trabalho, sabe? Mas Stefan... ele parece sempre um passo à frente. Já até fez um contrato com a nossa agência, sabia?
Miller arregalou os olhos novamente.
— Ae ? Então ele não vai sumir da sua vida tão cedo.
— Pois é... — Maria deu um sorriso cansado. — Eu só espero que ele não complique ainda mais as coisas.
— Amiga, eu tô aqui pra te ajudar com o que for! — disse Miller, abraçando Maria. — Vamos lidar com esse mafioso metido juntas!
Maria sorriu, sentindo-se um pouco mais leve.
— Obrigada, Miller. Acho que vou precisar de toda a ajuda possível.
Maria entrou em seu quarto, sentindo a tensão do dia e a confusão causada por Stefan. Ela tentou afastar os pensamentos, mas a presença dele parecia insistir em sua mente. Decidida a relaxar, caminhou até o banheiro e encheu a banheira com água morna, adicionando um pouco de óleo de lavanda para ajudar a acalmar os nervos.
Ela deslizou para dentro da água, sentindo o calor envolver seu corpo, e fechou os olhos, tentando se concentrar em qualquer coisa, menos nele. Mas era impossível. A lembrança do toque de Stefan, de como ele a olhava fixamente, de cada detalhe das noites intensas que haviam passado juntos, voltou com força. O sexo no avião, a forma como ele a fez se sentir vulnerável e excitada ao mesmo tempo, e as sensações indescritíveis de Las Vegas. A memória era vívida e impossível de ignorar.
O coração de Maria começou a acelerar, sua respiração ficou mais pesada. Sem perceber, suas mãos começaram a explorar seu corpo, como se buscando aliviar o desejo que se acumulava dentro dela. Seus dedos desceram lentamente, enquanto ela se lembrava dos beijos de Stefan, dos toques possessivos que a faziam querer mais, mesmo sabendo do perigo que ele representava.
Ela deslizou a mão entre as pernas, começando a se estimular devagar, guiada pelas lembranças. O prazer crescia com cada movimento, sua mente completamente tomada pelas memórias do corpo de Stefan sobre o dela. O calor da água misturava-se ao calor que seu corpo produzia, e logo ela estava ofegante, sua excitação subindo a cada toque.
O desejo se intensificava, o corpo de Maria se arqueava levemente na banheira enquanto sua mente recriava os momentos que passaram juntos. Ela se entregou completamente à fantasia, acelerando o ritmo, seus gemidos suaves ecoando pelo banheiro. Em poucos minutos, o prazer tomou conta de todo o seu ser, e Maria atingiu o orgasmo, o corpo tremendo de satisfação.
Ela permaneceu deitada na água, tentando recuperar o fôlego, com os olhos fechados e o coração batendo descompassado. Mesmo após o ápice, a sensação de Stefan ainda pairava sobre ela, como uma sombra que não queria ir embora.
— O que você está fazendo comigo, Stefan? — murmurou baixinho para si mesma, sabendo que estava mais envolvida do que gostaria de admitir.
Depois de alguns minutos, Maria saiu da banheira, sentindo-se um pouco mais relaxada, mas ainda com a mente cheia de incertezas.
Stefan entrou em sua casa, mas sua mente não conseguia se afastar de Maria. A lembrança da intensidade entre eles, do sexo em Vegas e no banheiro do avião, o estava consumindo. Ele, que sempre foi o mestre do autocontrole, sentia-se perturbado de uma maneira que nunca havia experimentado antes.
Subindo as escadas para seu quarto, ele arrancou a roupa enquanto caminhava, sem paciência para pensar em qualquer outra coisa além dela. O banheiro o esperava como um santuário. Ele ligou o chuveiro e deixou a água quente cair sobre seu corpo tenso, mas isso não era o suficiente para acalmar o turbilhão de sensações.
Os pensamentos sobre Maria eram insistentes. Ele se lembrava da suavidade de sua pele, do jeito que ela reagia ao seu toque, da forma como ela gemia seu nome. Cada detalhe o deixava mais excitado.
Stefan, um homem que sempre teve tudo e controlava cada situação, nunca precisou se render a impulsos como esse. Mas, dessa vez, ele não conseguiu evitar. Seus pensamentos estavam dominados por ela, e seu corpo respondia de forma incontrolável.
Ele encostou as mãos contra a parede do chuveiro, fechando os olhos, sentindo a água escorrer pelos músculos tensos. As imagens de Maria em Las Vegas vinham com clareza, cada detalhe de seus encontros carregados de desejo. Seu corpo reagia intensamente, e, pela primeira vez na vida, ele se rendeu ao impulso.
Lentamente, ele levou a mão ao membro, começando a se tocar com movimentos firmes, algo que nunca havia feito antes. Sua respiração ficou pesada, o ritmo de seus movimentos aumentava conforme a lembrança de Maria se intensificava. Ele a via na mente como se estivesse ali com ele — seu corpo entrelaçado ao dele, seus gemidos de prazer enchendo seus ouvidos.
A excitação aumentava rapidamente. Stefan estava acostumado a controlar tudo e todos, mas naquele momento, estava à mercê de seu próprio desejo. O prazer começou a crescer, os movimentos de sua mão aceleraram, enquanto ele continuava se lembrando dos toques, dos beijos, da forma como Maria o fazia se sentir invencível e vulnerável ao mesmo tempo.
Em poucos minutos, o prazer tomou conta de seu corpo. Com um gemido abafado, ele atingiu o clímax, sentindo uma onda de satisfação e alívio atravessar seu corpo, enquanto a água continuava a cair sobre ele, limpando tanto o corpo quanto os pensamentos.
Ele ficou ali, parado por alguns minutos, recuperando o fôlego, surpreso com o que havia acabado de fazer. A sensação de perda de controle o incomodava, mas ao mesmo tempo, ele não conseguia tirar Maria da cabeça.
— Isso não vai ficar assim, Maria — murmurou para si mesmo, com um sorriso de canto de boca, já planejando o próximo passo.
Na sede da máfia, o ar pesado e sombrio impregnava o ambiente. As luzes eram fracas, criando um jogo de sombras nas paredes de concreto. O som dos gritos agudos do prisioneiro, conhecido como "Sombra", ecoava pelos corredores, se misturando com o som metálico das correntes e as risadas sádicas de Simon e seus homens.
Stefan entrou na sala, sua presença imponente imediatamente silenciando os homens ali presentes. O cheiro de sangue e suor pairava no ar. A visão que o esperava era grotesca: Sombra estava preso a uma cadeira de ferro, seu torso aberto, revelando os órgãos internos lentamente sendo invadidos por insetos que se alimentavam de sua carne. O olhar desesperado de Sombra indicava o nível de sofrimento pelo qual estava passando.
Stefan se aproximou, sua expressão era de puro sadismo. Ele olhou para Simon, que ainda ria dos gritos de Sombra.
— Ele parece estar se divertindo, não acha? — disse Stefan, com um sorriso maldoso.
— Ah, com certeza, chefe. Ele está alimentando bem seus bichinhos. — Simon respondeu, rindo mais uma vez.
Stefan caminhou até Sombra, inclinando-se para que seus olhos ficassem na mesma altura dos do prisioneiro. Sombra respirava com dificuldade, cada fôlego um esforço enorme enquanto o tormento continuava. Os insetos entravam e saíam das cavidades abertas de seu corpo, devorando lentamente a carne exposta.
— Parece que você está servindo de banquete para os meus amigos aqui, Sombra — disse Stefan em tom sarcástico, seus olhos frios cravados na dor de sua vítima. — Lembra quando você achava que podia cobrar e matar quem devia a você? Parece que esqueceu quem manda nessa cidade, não é? Quem realmente dita as regras?
Sombra tentou falar, mas sua voz saiu fraca, um gemido rouco de dor e desespero.
— Por favor... — ele murmurou, mal conseguindo completar a frase.
Stefan apenas riu, cruzando os braços enquanto continuava observando os insetos fazerem seu trabalho.
— Você está me implorando agora? Que patético. Você tirou vidas por dinheiro, espalhou o medo por cada canto desta cidade. Achou que poderia fazer o que quisesse sem consequências. — Stefan começou a andar ao redor dele, como um predador circulando sua presa. — Mas veja como as coisas mudaram. Agora sou eu quem decide quando você vai morrer. E sabe de uma coisa? Eu vou garantir que isso demore... muito.
Ele pegou um pequeno bisturi de uma mesa ao lado, aproximando-se mais uma vez de Sombra. Com precisão cirúrgica, Stefan fez um corte na lateral do rosto de Sombra, a pele se separando lentamente sob a lâmina afiada. Sombra gritou de dor, seu corpo convulsionando, mas preso pelas correntes.
— Ah, sim... os gritos. Isso é música para meus ouvidos. — Stefan sorriu perversamente, enquanto limpava a lâmina ensanguentada com um pano. — Mas esses gritos ainda não são o suficiente. Quero que sinta cada segundo do que vou fazer com você.
Ele fez mais alguns cortes, dessa vez em áreas menos vitais, apenas para prolongar o sofrimento. Os insetos, instigados pelo sangue fresco, se moveram para essas novas feridas, intensificando a agonia de Sombra.
— Esse é o problema com vocês, pequenos ratos — Stefan continuou, desprezando a vítima. — Acham que podem subir na cadeia alimentar sem pagar o preço. Mas eu sou o topo dessa cadeia. Eu sou quem define o que acontece. E agora... agora você só serve de exemplo para os outros.
Sombra estava ofegante, a beira do desmaio, mas Stefan não permitiria que ele escapasse tão facilmente.
— Simon, traga mais um pouco de sal e vinagre. Não queremos que ele desmaie tão cedo, não é? — disse Stefan, um brilho sádico em seus olhos.
Simon obedeceu, trazendo os ingredientes. Stefan derramou a mistura sobre os ferimentos abertos de Sombra, e a reação foi imediata. Gritos aterrorizantes saíram de sua boca, ecoando pelas paredes da sala. Stefan observava, satisfeito, enquanto Sombra se contorcia em dor.
— Esse é só o começo, Sombra — sussurrou Stefan, com uma voz gelada e cruel. — Eu vou te torturar de todas as maneiras possíveis. E acredite, vai demorar muito... muito tempo até você morrer.
Stefan então se levantou, limpando as mãos no pano ensanguentado, enquanto os gritos de Sombra continuavam a reverberar pela sala.
— Deixe ele aqui, Simon. Vou pensar em algo mais para nos divertir depois. — Ele deu um último olhar para sua vítima antes de sair da sala, com um sorriso diabólico no rosto.
Stefan entrou em sua sala na sede da máfia, um espaço luxuosamente decorado com móveis de couro preto e iluminação baixa. O cheiro amadeirado de seu whisky favorito impregnava o ar enquanto ele servia uma dose generosa em seu copo de cristal. Ele se jogou em sua cadeira, ainda sentindo o resquício de adrenalina da tortura que acabara de presenciar.
Simon entrou logo em seguida, com um sorriso no rosto, e se jogou no sofá.
— E então, chefe? Vai ficar aqui bebendo sozinho ou vai descer para fazer companhia? — Simon perguntou, provocando.
Stefan riu baixo, olhando para o copo de whisky em sua mão e girando o líquido âmbar antes de tomar um gole.
— Preciso de um momento para esfriar a cabeça. Foi um bom começo com o Sombra, mas ainda não estou satisfeito. — Ele deu um sorriso malicioso, lembrando-se da expressão de desespero de sua vítima. — Esse desgraçado vai sofrer muito mais.
Simon balançou a cabeça em aprovação e pegou um cigarro, acendendo-o enquanto relaxava no sofá.
— É por isso que você é o chefe. Ninguém consegue ser tão cruel e ainda manter o controle das coisas como você, Stefan.
Stefan deu de ombros, bebendo mais um gole e olhando para o horizonte pela grande janela de sua sala. O mundo da máfia exigia que ele fosse implacável, e ele gostava disso. Porém, havia uma coisa que ele não conseguia tirar da cabeça... Maria. A morena tinha deixado uma marca em seus pensamentos.
— E a morena? — Simon perguntou, lendo a mente de Stefan. — Você ainda tá pensando naquela advogada, não tá?
Stefan sorriu de canto, mas sem tirar os olhos da vista.
— Talvez. Ela me intriga. Não é como as outras... tem algo nela que me faz querer descobrir mais. Mas ao mesmo tempo, sei que ela é uma complicação que eu não preciso.
Simon deu uma gargalhada, soltando a fumaça do cigarro.
— Complicada ou não, você tá obcecado por ela. Nunca vi você ficar assim por uma mulher. — Ele se levantou, terminando o cigarro. — Mas que tal a gente esquecer as advogadas e as complicações por uma noite? Vamos sair, pegar umas gatas na boate. Você precisa descontrair.
Stefan virou o resto do whisky no copo, pensativo. Ele sabia que Simon tinha razão. Talvez uma noite de diversão fosse o que ele precisava para clarear a mente e se focar nos negócios novamente.
— Boate, hein? — Stefan murmurou, levantando-se da cadeira. — Faz tempo que não vou a uma.
Simon sorriu largamente.
— É disso que eu tô falando! Vamos curtir a noite, pegar umas mulheres e esquecer um pouco dos problemas.
Stefan deu uma última olhada para fora da janela, ponderando. A ideia de esquecer Maria por algumas horas o atraía. Ele deu de ombros, pegando sua jaqueta de couro preto.
— Ok, vamos. Mas, Simon, você sabe que se algo der errado, vai ser a sua cabeça que vai rolar, não é?
Simon riu, acendendo outro cigarro enquanto saía pela porta.
— Relaxe, chefe. Vai ser uma noite tranquila. Só diversão e umas boas companhias.
Os dois saíram da sede em direção à boate, prontos para aproveitar a noite do jeito que só os mafiosos podiam.
Miller entrou no quarto de Maria, cruzando os braços e balançando a cabeça ao ver a amiga concentrada em seu laptop, com documentos espalhados pela cama.
— Não, não, não! — Miller exclamou, pegando um travesseiro e jogando em Maria. — Amiga, você precisa parar de trabalhar! Dá um tempo!
Maria riu, pegando o travesseiro e o jogando de volta em Miller.
— Eu só estou terminando o caso, amiga. — Ela disse, sem tirar os olhos da tela. — Preciso que tudo esteja perfeito para a audiência.
Miller revirou os olhos, caminhando até a cama e fechando o laptop de Maria com firmeza, o que a fez encará-la com surpresa.
— Amiga, sério. Você tem trabalhado demais! — Miller insistiu, sentando-se ao lado dela. — Vamos sair hoje, beber, dançar, beijar umas bocas, ou quem sabe... se divertir um pouco mais, se é que você me entende.
Maria riu, inclinando-se para trás e cruzando os braços.
— Beijar na boca e se divertir, é? — Maria disse, rindo de leve. — E você já tem algum plano ou tá só inventando?
Miller levantou-se rapidamente e começou a mexer no celular, com um brilho de animação no olhar.
— Sim, senhorita! Vamos pra uma boate top hoje! — Miller anunciou com entusiasmo. — Vai ter música boa, muita bebida, e quem sabe... uns homens gatos pra gente curtir a noite!
Maria soltou um suspiro divertido, sacudindo a cabeça.
— Amiga, você sabe que eu sou mais tranquila. Não sou de ficar caçando aventuras assim...
— Ah, qual é! — Miller a interrompeu. — Desde quando você ficou assim tão séria? Olha, você acabou de voltar de uma viagem e ainda tem o Stefan, e eu sei que foi cheia de emoções. Mas agora é hora de curtir sem drama, sem máfia, sem casos de trabalho. Vamos só aproveitar!
Maria ponderou por um segundo, mas não conseguiu evitar o sorriso que se espalhou em seu rosto.
— Tá bom, tá bom. — Ela riu. — Vamos, então. Preciso mesmo desligar um pouco.
Miller deu um gritinho animado e puxou Maria da cama.
— Isso, garota! — Ela comemorou. — Agora vamos nos arrumar! Quero te ver linda, poderosa e pronta pra arrasar na pista.
Maria riu e se levantou, finalmente cedendo à ideia de uma noite de diversão.
— Certo, mas você vai me ajudar a escolher a roupa, hein?
— Claro! — Miller respondeu com um sorriso travesso. — Hoje a gente vai deixar todo mundo na boate de queixo caído!
E assim, as duas amigas começaram a se preparar para a noite que prometia muita diversão, dança e quem sabe... surpresas.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Silvia Souza Rodrigues
Ahahahah, vão para o mesmo lugar!! Já era, beijar outras bocas!!
2024-12-19
0
Rosa Hosana Santos
vão se encontrar e ele vai pegar ela de jeito
2024-10-23
0
Vera Lúcia
vão se encontrar.
2024-09-26
2