Stefan estava deitado na cama, olhando para o teto enquanto Maria descansava ao seu lado, ainda exausta após a noite intensa. Seus pensamentos giravam em torno do que acabara de acontecer, e ele se via em um turbilhão de emoções inesperadas.
Como é possível? ele se perguntava, Eu, um mafioso temido, conhecido por minha crueldade e domínio, me vejo completamente derretido por uma mulher. Nunca pensei que isso fosse possível. Sempre tratei as mulheres como objetos, nunca senti necessidade de ser carinhoso, muito menos de amar de verdade.
Ele olhou para Maria, deitada ao seu lado, e um sorriso involuntário apareceu em seu rosto. Ela consegue despertar algo em mim que eu nunca experimentei antes. Nem mesmo no meu primeiro casamento eu era assim. Nunca senti um desejo tão profundo de proteger e cuidar de alguém. É quase como se ela estivesse derretendo as barreiras que eu construí ao longo dos anos.
O contraste entre o homem que ele costumava ser e o que estava se tornando era chocante para ele. Eu sempre pensei que meu domínio e controle eram tudo o que eu precisava. Mas Maria... ela me faz querer ser mais, fazer mais. Nunca imaginei que um sentimento tão intenso pudesse existir.
Ele passou a mão pelos cabelos, pensando na complexidade das emoções que estava sentindo. Nunca fui carinhoso, nunca procurei por amor verdadeiro, e agora estou aqui, me perguntando como poderia ter vivido tanto tempo sem isso. A forma como ela me toca, como ela provoca, como ela me desafia... é como se eu estivesse descobrindo um lado de mim mesmo que eu nem sabia que existia.
Stefan fechou os olhos por um momento, permitindo-se absorver o sentimento que, apesar de estranho, parecia incrivelmente real. Talvez eu esteja mudando. Talvez, apenas talvez, Maria seja a razão pela qual eu precisei parar e realmente sentir o que é amar de verdade. Isso me assusta e me fascina ao mesmo tempo.
Ele abriu os olhos novamente e olhou para Maria, dormindo serenamente ao seu lado. Eu não sei o que o futuro reserva, mas sei que não posso ignorar o que sinto. Vou ter que lidar com isso, encontrar um equilíbrio entre o homem que eu era e o homem que estou me tornando. E, por mais que isso me assuste, estou pronto para enfrentar o que vier.
Stefan acordou Maria com um toque suave. "Vamos tomar um banho, princesa," ele disse, tentando ser gentil. Maria, ainda meio atordoada, abriu os olhos e murmurou: "Mafioso babaca, você acabou comigo." Stefan riu, a expressão dele cheia de diversão. "Você ainda não viu nada."
Eles foram para o banheiro e tomaram banho em silêncio, aproveitando o momento de tranquilidade após a noite intensa.
De repente, um barulho na porta fez Stefan e Maria se virarem rapidamente. Jade, com o rosto vermelho de raiva, entrou no quarto e viu a cena. A expressão de furia e desgosto dela era evidente. O choque no rosto de Maria ao ver Jade foi instantâneo. A presença de Jade, com sua fúria desenfreada, deixou Maria ainda mais irritada.
Maria, furiosa, vestiu-se rapidamente, decidida a deixar aquele lugar. Ela passou por Jade sem uma palavra, ignorando o olhar furioso da mulher. "Nunca mais me toque, Stefan," ela disparou antes de sair.
Stefan, ainda em choque com a entrada abrupta de Jade, não percebeu a saída de Maria. Em vez disso, ele se virou para Jade, sua expressão transformando-se em uma máscara de raiva. "O que você está fazendo aqui?" ele rosnou, sua voz carregada de fúria. "Você não tem o direito de invadir meu espaço e me confrontar assim!"
Jade, a raiva e a dor misturadas em seu rosto, tentou se aproximar de Stefan. "Como você se atreve a trazer outra mulher aqui?" Ela gritou, sua voz tremendo de indignação. "Você sempre me disse que nunca amaria ninguém além de mim, e agora vejo você com essa... essa estranha!"
Stefan, enfurecido, empurrou Jade contra a parede, seu olhar penetrante e cheio de desdém. "Você nunca entendeu nada, Jade. Sempre foi apenas um brinquedo para mim. E agora, quer vir aqui e exigir explicações?"
A fúria de Stefan era palpável enquanto ele começava a bater em Jade, a força de seus socos refletindo toda a frustração acumulada. "Você acha que tem algum direito sobre mim? Você é uma possessiva, obcecada, e está aqui só para destruir o que é meu!"
Jade tentava se defender, mas a violência de Stefan era esmagadora. Entre gemidos de dor e raiva, ela tentava protestar. "Eu te amo, Stefan! Eu sempre fiz tudo por você, e você me trata assim?"
Stefan, sem demonstrar nenhum sinal de arrependimento, continuou sua agressão. "Você nunca foi mais do que um passatempo, Jade. E agora, vai aprender a lição da maneira mais difícil. Nunca mais me procure, ou eu vou acabar com você de uma vez por todas!"
A cena era caótica, o ambiente cheio de gritos e o som de socos, enquanto Jade tentava escapar da fúria de Stefan, seu amor se transformando em uma mistura dolorosa de frustração e raiva.
Stefan, vendo Jade sangrando e aparentemente ferida, sente um impulso de controle, seu olhar misturando raiva e um perverso senso de posse. Ele se aproxima de Jade com um olhar ameaçador e diz, com uma voz fria e implacável: "Eu sou seu dom, sua vadia. Nunca se esqueça disso."
Ele então pega o telefone e chama seus homens. "Levarem ela para o hospital da máfia," ele ordena, a voz grave e cheia de autoridade. "Certifiquem-se de que ela receba tratamento, mas deixem claro que qualquer tentativa de voltar aqui será a última coisa que ela fará."
Os homens de Stefan, com expressões neutras e profissionais, entram no quarto e começam a preparar Jade para a saída. Ela, ainda atônita e com dor, não consegue reagir, a realidade da situação esmagando-a. Seus olhos se enchem de lágrimas enquanto os homens a ajudam a se levantar e a colocar em uma ambulância da máfia, que a levará para o hospital onde receberá tratamento adequado.
Enquanto Jade é transportada, Stefan observa com um olhar distante, seu rosto uma máscara de indiferença e desprezo. Ele se vira e começa a ordenar que seus homens limpem o quarto e reorganizem tudo como se nada tivesse acontecido.
Stefan, enquanto observava a confusão se dissipar, pensava consigo mesmo: "Eu nunca fui de bater em mulher... mas dessa vez, eu perdi a cabeça. Ela mereceu. Jade ultrapassou todos os limites. Minha raiva está à flor da pele por causa dessa vadia."
Mas, apesar da satisfação momentânea, uma preocupação maior tomava conta de sua mente. "Maria foi embora com raiva de mim..." Ele fechou os punhos, o orgulho ferido lutando contra o desejo crescente que sentia por Maria. "Eu não posso deixar isso assim. Vou atrás dela... vou me explicar."
Stefan sabia que Maria era diferente de todas as outras mulheres. Ela não era alguém que ele pudesse simplesmente dominar e deixar de lado. Ela havia despertado algo nele, algo que ele não podia ignorar. A ideia de perdê-la o deixava inquieto. "Ela vai me ouvir, e, de um jeito ou de outro, não vai escapar de mim."
Maria entrou em casa, batendo a porta com força, sua mente girando em um turbilhão de raiva e decepção. "Eu já devia saber", ela murmurou para si mesma, andando de um lado para o outro. "Stefan é um cretino, ele dorme com todas. Como fui tola de acreditar que com ele seria diferente."
Ela passou as mãos pelos cabelos, sentindo sua respiração acelerada enquanto a imagem da aquela mulher invadindo o quarto a enchia de fúria. "Desgraçado, eu fui mais uma para ele. Mas não vou ser enganada de novo."
A raiva queimava em seu peito, e Maria jurou a si mesma: "Ele não me toca mais, nunca mais. E se ele vier atrás de mim, vai ver o que eu sou capaz de fazer. Eu vou acabar com ele."
Maria, com o coração ainda acelerado de raiva, abriu a porta e, ao ver Stefan, imediatamente tentou fechá-la novamente. “Vai embora, agora!” ela gritou, mas Stefan foi mais rápido, empurrando a porta e entrando no apartamento.
"Maria, por favor, me escuta," ele começou a falar, sua voz baixa e urgente, mas Maria o cortou com uma risada cheia de desprezo. “Escutar o quê? Aquele mulher pode não ser nada sua, Stefan, mas é óbvio que é uma das suas marmitas. E pelo visto, eu estava me tornando uma também.”
Stefan deu um passo em direção a ela, mas Maria, tomada por um surto de raiva, pegou o abajur ao lado e começou a bater nele, sem medir forças. “Você é um desgraçado, Stefan!” ela gritava, enquanto ele tentava bloquear os golpes, mas sem revidar.
"Maria, calma!" ele tentou dizer, mas ela estava cega de raiva. "Você acha que pode me tratar como um brinquedo? Como uma das suas mulheres descartáveis?"
Stefan, ofegante, finalmente conseguiu segurar o abajur, olhando nos olhos dela com uma expressão misturada de dor e arrependimento. “Deixa eu te explicar. Jade não significa nada, eu nunca senti por ela o que sinto por você."
"Eu não quero ouvir suas mentiras!", Maria gritou, ainda lutando para se soltar de seu aperto, mas, por dentro, ela sabia que estava machucada, mais pelo que sentia por ele do que pela situação em si.
Maria, com os olhos ardendo de lágrimas e raiva, olhou diretamente para Stefan. "Você não sente nada por mim. Eu só sou um capricho seu desde que você pagou a dívida do Caio para me ter, e desde então, você só me usa quando quer. Me f*** como um brinquedo, me manipulando. Mas eu não sou mais seu brinquedo, Stefan. Vai embora, mafioso babaca!", ela gritou, com o peito subindo e descendo de tanta frustração.
Stefan, sentindo o peso das palavras dela, ficou parado por um momento. Sua expressão endureceu, mas o olhar dele ainda era de quem estava tentando encontrar uma forma de consertar tudo. "Maria, não é assim. Você não é um capricho, muito menos um brinquedo. Eu... nunca senti isso por ninguém antes."
Ela deu uma risada amarga. "Você não sente nada além de posse, Stefan. E eu não vou mais ser propriedade sua ou de qualquer homem. Agora, sai da minha vida."
Stefan deu um passo para trás, o coração batendo mais forte com o medo de perder Maria de vez. “Eu não vou te deixar, Maria. Não assim. Você pode não acreditar, mas eu vou te provar que não é como você pensa.”
Ele se aproximou da porta, hesitando por um segundo, antes de sair, deixando Maria sozinha com sua raiva e dor.
Passaram-se dias, e Maria não teve mais notícias de Stefan. A ausência dele deixou um vazio, mas ela se manteve firme em sua decisão de seguir em frente. Enquanto isso, Caio voltou a fazer parte de sua vida, enviando flores com frequência e demonstrando estar realmente empenhado em mudar. Ele estava fazendo tratamento para seu vício em dívidas e jogos, e Maria o acompanhava de vez em quando nas sessões. Caio parecia estar melhorando a cada dia.
Sempre que se encontravam, ele a olhava com um misto de arrependimento e saudade. "Maria, eu sinto tanto sua falta. Tenho saudade de como era antes, de nós dois juntos. Eu estou mudando, você sabe disso. Quero voltar a namorar com você, de verdade. Me dá mais uma chance?"
Maria, apesar de ver o esforço de Caio, ainda sentia uma mistura de confusão e incerteza. Ela sabia que ele estava tentando, mas seu coração estava dividido, preso entre o que Caio representava e os sentimentos complicados que ainda nutria por Stefan. Mesmo assim, Caio continuava mostrando seu carinho e arrependimento, sempre tentando reconquistar o coração de Maria.
Miller entrou pela porta do apartamento de Maria, com aquele sorriso malicioso que Maria já conhecia muito bem. Elas se sentaram no sofá, e Miller, sem perder tempo, começou a contar sobre sua última aventura.
“Amiga, lembra daquele gato com quem eu dormi na noite da boate?”, perguntou Miller com um olhar travesso.
Maria revirou os olhos, já imaginando o rumo da conversa. “Claro que lembro, você mal conseguia parar de falar dele. E aí, o que tem ele?”
Miller deu um sorriso ainda mais largo, quase provocativo. “Então... ele me disse que é o braço direito e melhor amigo do seu ops... do mafioso Stefan.”
Maria, surpresa, arregalou os olhos. "O quê? Você tá falando sério? Ele trabalha pro Stefan?"
Miller deu de ombros, casual. "Sim, é o que ele disse. Mas relaxa, pra mim isso não significa nada. Ainda bem que é só sexo." Ela riu, dando uma piscadela para Maria.
Maria suspirou, tentando não pensar no caos que sua vida estava virando por causa de Stefan. "Miller, sério, você e suas aventuras com mafiosos... Cuidado pra não acabar enrolada nessa confusão também."
Miller riu alto, despreocupada. "Ah, relaxa, amiga. Eu sei me cuidar. E além do mais, é só diversão. Diferente de você, que está toda enrolada com esse mafioso aí. Mas confessa, ele mexeu com você, né?"
Maria tentou disfarçar, mas seu rosto não mentia. "É complicado, Miller. Ele é um cretino, mas... Sei lá. Só que não quero mais isso pra minha vida."
Miller balançou a cabeça, concordando. "Eu entendo, amiga. Só não deixa ele te dominar. Você é mais forte do que ele pensa."
As duas se olharam, e por um momento, compartilharam um silêncio cúmplice, entendendo que, por mais diferentes que fossem as experiências, estavam ali uma para a outra, sempre.
Stefan estava exausto, tanto física quanto mentalmente. A missão com a máfia rival havia sido uma das mais difíceis que ele já enfrentara, mas, como sempre, ele saiu vitorioso. Para ele, perder não era uma opção. Ele liderava com punho firme e sabia exatamente como jogar o jogo sujo do submundo. No entanto, enquanto lidava com negociações, traições e o perigo constante, sua mente não conseguia esquecer Maria.
Todos os dias, ele lutava contra o desejo de ir atrás dela, de tomar Maria em seus braços e explicar que ela não era apenas um capricho. Mas sabia que ela precisava de espaço, e também que ele, por sua natureza possessiva e controladora, não sabia ao certo como expressar o que realmente sentia. O orgulho o mantinha afastado, mesmo que fosse contra todos os seus instintos.
Quando soube que seu filho, Saimon, viria passar um tempo com ele, Stefan sentiu uma pontada de alívio. Ter o garoto por perto o ajudaria a focar em algo além de Maria. Ele sempre foi um pai ausente, mas Saimon era importante para ele. Um jovem inteligente, forte, e com o sangue dos mafiosos, Saimon já demonstrava potencial para seguir os passos do pai, embora ainda tivesse muito a aprender sobre o mundo cruel que Stefan controlava.
Enquanto esperava a chegada de Saimon, Stefan se preparava mentalmente para se desconectar, pelo menos por um tempo, da tempestade emocional que Maria havia causado dentro dele. Ele sabia que precisaria de toda a sua atenção para cuidar de seu império, mas também não podia ignorar o fato de que, cedo ou tarde, ele teria que enfrentar Maria novamente.
Ele se sentou em seu escritório, olhando pela janela enquanto segurava o telefone. Poderia ligar para ela agora, pedir desculpas, tentar fazer com que ela entendesse que Jade não significava nada. Mas algo o impedia. Talvez fosse o medo de que Maria o rejeitasse de novo, ou talvez fosse a noção de que, de todas as batalhas que já havia travado, essa era a única que ele não sabia se conseguiria vencer tão facilmente.
Ele respirou fundo e murmurou para si mesmo: "Ela vai voltar. Não tem como fugir de mim para sempre."
Enquanto aguardava a chegada de Saimon, Stefan tentava afastar os pensamentos sobre Maria e se concentrar no futuro de seu filho. Saimon tinha o potencial de ser um herdeiro digno, mas o mundo da máfia era implacável, e Stefan sabia que precisaria moldá-lo com firmeza, sem deixar brechas para fraquezas. Contudo, o jovem parecia carregar dentro de si uma dualidade — a mesma que Stefan sentia agora — entre a lealdade ao império e a busca por algo que não pudesse ser dominado com o poder das armas ou do medo.
Quando finalmente ouviu a campainha tocar, Stefan sentiu uma estranha mistura de alívio e apreensão. Ele estava prestes a enfrentar não só seu filho, mas também a si mesmo.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Rosa Hosana Santos
eu acho que eles deveriam se dá uma chance sentar conversar
2024-10-23
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