Maria entrou no quarto onde Caio estava esperando, visivelmente aflito. Seus olhos estavam cansados, as olheiras denunciando que ele não havia dormido nem um minuto durante a noite. Assim que a viu, ele correu até ela, seu rosto refletindo preocupação e alívio ao mesmo tempo.
"Amor, você está bem?" Ele a puxou pelos braços, examinando-a como se procurasse qualquer sinal de que algo estava errado. "Ele te forçou? Você demorou demais... veja, já amanheceu!" Ele parou por um momento, olhando para o relógio. "Você... você dormiu com ele?"
Maria respirou fundo, sabendo que o momento seria difícil, mas não esperava que a insegurança de Caio a atingisse com tanta força. Ela desviou o olhar por um segundo, antes de finalmente encará-lo. "Sim, Caio. Eu dormi com ele."
A reação de Caio foi instantânea. O ciúme tomou conta de suas feições, transformando sua expressão em algo raivoso. "Você gostou, Maria? Gozou com ele? É isso que você quer me dizer?" A acusação em sua voz fez Maria estremecer, mas o pior foi a incredulidade e o ressentimento que ela viu nos olhos dele.
Ela tentou manter a calma, mas a raiva começou a fervilhar dentro dela. "Você está falando sério? Depois de tudo isso... você ainda quer saber se eu gozei?"
"Então você gostou!" Caio explodiu, dando um passo para trás, os punhos cerrados. "Eu sabia que não deveria ter deixado você ir. Sabia que ele faria isso com você!"
Maria soltou um riso sarcástico, incrédula com a maneira como a situação estava se desenrolando. "Você acha que tudo isso é sobre prazer? Sobre se eu gozei ou não? Eu fiz isso por nós, para pagar a sua dívida, para salvar a nossa pele. Mas sabe de uma coisa, Caio? Sim, eu gozei. E não pude evitar. Mas isso não é o ponto!"
"Como você pode...?" Caio começou, mas ela o interrompeu.
"Eu estou cansada, Caio. Cansada de ser a única a tentar consertar suas merdas, cansada de me sacrificar por alguém que não me valoriza. Você me colocou nessa situação. Você me pediu para dormir com um mafioso para pagar a sua dívida. E agora você está com ciúme? Sério?"
Caio ficou em silêncio, as palavras de Maria o atingindo como um soco. Ele tentou encontrar algo para dizer, mas tudo o que saía era mais raiva, mais ressentimento.
"Eu não posso mais continuar assim," Maria finalmente disse, a voz mais calma agora, mas firme. "Eu mereço mais do que isso. Eu mereço mais do que você. Nosso relacionamento acabou, Caio."
Ele a olhou, perplexo, como se as palavras dela não fizessem sentido. "Você não pode me deixar, Maria. Eu preciso de você. Eu... eu te amo."
"Se você me amasse de verdade, nunca teria me colocado nessa posição," ela respondeu com frieza, virando-se para pegar suas coisas. "Adeus, Caio."
Ela deixou o quarto sem olhar para trás, sentindo o peso de sua decisão, mas sabendo que era a coisa certa a fazer. Enquanto caminhava pelo corredor, sentiu uma estranha mistura de alívio e tristeza. Ela estava finalmente livre.
Maria entrou em seu carro, ligando o motor e acelerando pelas ruas iluminadas de Las Vegas, ainda resplandecentes, mesmo com o amanhecer. O silêncio do carro contrastava com o turbilhão de pensamentos que passava pela sua cabeça. Ela manteve os olhos fixos na estrada, mas sua mente estava longe, em tudo o que tinha acontecido nas últimas 24 horas.
"Eu só quero voltar para Seattle e deixar isso tudo para trás," pensou ela, apertando o volante. “Caio… Stefan... Las Vegas. Tudo isso foi um pesadelo." Ela bufou, lembrando-se de Caio com seu ciúme irracional, as palavras cruéis que ele jogou na cara dela, como se ela tivesse sido a culpada.
"Ele me jogou nessa situação. Ele me pediu para fazer aquilo. E agora, por causa dele, estou aqui, tentando apagar da memória uma noite que nunca deveria ter acontecido." Maria sentiu uma pontada de raiva, mas logo em seguida, um sentimento desconfortável veio à tona.
Stefan. O mafioso que mexia tanto com sua mente quanto com seu corpo. "Mafioso babaca... gostoso... Droga." Ela apertou os olhos por um momento, tentando afastar o calor que sentia só de pensar nele. "Como é que eu posso estar pensando assim? Eu deveria odiá-lo. Ele se aproveitou da situação... mas eu... eu deixei acontecer."
A lembrança dos toques de Stefan a perturbava. Mesmo que ela tentasse racionalizar que tudo aquilo foi apenas para resolver a dívida de Caio, seu corpo reagia de forma diferente. "Que raiva de mim mesma... Como eu pude sentir prazer com ele? Com aquele arrogante? Ele sabe que tem poder sobre as mulheres e joga com isso. E eu, estúpida, caí no jogo dele."
Maria suspirou, sacudindo a cabeça. "Isso não importa mais. Acabou. Vou pegar meu voo, voltar para Seattle e começar de novo. Deixar Caio, Stefan e toda essa bagunça aqui, em Las Vegas."
A placa do aeroporto apareceu à frente. "Só mais alguns minutos e eu estarei longe daqui," pensou, tentando se convencer de que a distância física resolveria os dilemas que ainda a assombravam.
Maria se ajeitou na poltrona do avião, tentando focar em seu livro enquanto o som suave dos passageiros entrando a envolvia. Ela não deu muita atenção ao homem que se sentou ao seu lado até ouvir uma voz grave, conhecida demais, que fez seu corpo congelar por um instante.
“Até tenho um jatinho, mas você não está nele. Preferi gastar meu belo dinheiro com um passaporte e uma passagem direto para casa, ao lado dessa mulher selvagem que me deixou louco a noite passada.”
Maria virou a cabeça lentamente, incrédula, e lá estava ele: Stefan. O mafioso que, mesmo contra sua vontade, ainda mexia com ela de um jeito que não queria admitir. Ela suspirou profundamente, tentando manter a compostura, mas seu coração batia acelerado.
"Você mente muito mal, Stefan," disse ela com um tom seco, voltando o olhar para o livro. "Agora, já que está aqui, pare de falar e me deixe terminar de ler em paz."
Ele riu baixinho, com aquele sorriso arrogante que Maria já estava começando a odiar – e de algum jeito, a desejar. O silêncio entre eles durou alguns minutos, mas Maria sabia que não iria durar para sempre. Ela estava certa.
"Cadê o seu namoradinho?", perguntou Stefan, com um tom provocador.
Maria suspirou, fechando o livro com força. "Não é da sua conta, Stefan."
Ele se inclinou um pouco mais perto, seu perfume invadindo os sentidos dela. "Com certeza vocês brigaram. Depois da nossa noite quente e cheia de prazer... Eu duvido que ele vá te comer de novo. Não como eu comi."
Maria riu, mas sua risada era carregada de sarcasmo e frustração. "Você se acha, não é, Stefan? Acha que tudo gira em torno de você, que pode controlar a vida das pessoas. Mas adivinha? Você não é tão especial quanto pensa."
Ele a observava com aquele olhar intenso, seus olhos faiscando com uma mistura de desejo e desafio. "Ah, Maria... Você pode negar o quanto quiser, mas eu vi a maneira como você reagiu a mim. Você sentiu. Eu sei que sentiu."
Maria o encarou, desafiadora. "Eu sou uma mulher livre, Stefan. O que aconteceu ontem... foi um erro, um erro que eu não vou repetir."
Stefan sorriu novamente, como se as palavras dela fossem apenas um desafio. "Você pode dizer o que quiser, Maria. Mas eu vou te dizer uma coisa... Não há erro algum em querer o que se deseja. E eu sei que você me deseja tanto quanto eu te desejo."
Maria desviou o olhar, tentando ignorar o que ele dizia, mas o calor em seu corpo, o arrepio na pele, denunciavam que talvez ele tivesse razão. Ela queria odiá-lo, queria esquecer o que aconteceu, mas havia algo nele que a puxava de volta, mesmo contra a sua vontade.
"Continue sonhando, Stefan," disse ela, voltando a abrir o livro, tentando de novo focar nas páginas. "Mas não vou te dar mais o que você quer."
Stefan riu baixinho. "Eu gosto de desafios, Maria. E você é o melhor de todos."
Stefan não conseguia desviar os olhos de Maria durante o voo. O perfume suave dela o envolvia, e cada movimento que ela fazia — o modo como virava as páginas do livro, os dedos finos deslizando sobre o papel, o olhar azul penetrante fixo nas palavras — o deixava ainda mais intrigado. O decote dela, discretamente exposto, chamava sua atenção de vez em quando. Quando ela o pegava olhando, revirava os olhos com uma expressão de irritação, o que só fazia o desejo dele aumentar.
Depois de algum tempo, Maria fechou o livro e se levantou, indo em direção ao banheiro. Stefan sabia que essa era sua chance. Quando Maria estava prestes a fechar a porta, ele entrou rapidamente, empurrando-se para dentro junto com ela. Ela ficou surpresa e o encarou com os olhos arregalados, mandando-o sair.
"Stefan, o que você pensa que está fazendo? Sai daqui agora!"
Ele apenas sorriu com aquele ar arrogante e tampou sua boca delicadamente com a mão, aproximando seu corpo do dela, sentindo a excitação crescente. "Shh, Maria... Você sabe que quer isso tanto quanto eu."
Ele deslizou sua mão pela barriga dela, descendo até sua intimidade, onde encontrou a prova do desejo dela. Maria tentou protestar, mas o corpo traiu sua mente. Stefan começou a fazer massagens circulares no clitóris dela, seus dedos ágeis e precisos arrancando suspiros sufocados.
"Você está molhada... Não consegue negar, Maria."
Antes que ela pudesse reagir, ele a virou contra a parede, abrindo sua calça rapidamente. Em um movimento fluido, ele a penetrou. Maria tentou conter os gemidos, mordendo os lábios, enquanto Stefan se movia com precisão e controle, ambos tentando não fazer barulho. O desejo, a urgência e o prazer preencheram o pequeno espaço do banheiro do avião.
Quando tudo acabou, eles saíram em silêncio, voltando aos seus lugares. Maria estava com o rosto corado, os pensamentos a mil. Ela olhou para Stefan com raiva misturada a algo mais. Algo que ela não queria admitir.
"Você é um grande babaca, sabia disso?" Ela falou em um tom baixo, mas firme. "Um babaca gato e gostoso... Mas ainda assim, um babaca."
Stefan riu de maneira provocadora, sem nenhum sinal de arrependimento. "E você continua sendo uma gata selvagem... e muito, muito gostosa."
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Josiane Sachs
esses mafioso é pura tentação
2024-12-10
0
Rosa Hosana Santos
aviso em chamas segura galera
2024-10-22
0
Vera Lúcia
eita
2024-09-24
1