No quarto de hotel, o luxo estava presente em cada detalhe, desde o lustre imponente até os lençóis de seda que agora envolviam os corpos de Maria e Caio. Eles estavam deitados lado a lado, a respiração ainda pesada após uma tarde intensa de paixão. O ar estava carregado de satisfação, mas também de uma tensão silenciosa que Caio não conseguia mais ignorar.
Ele virou o rosto para Maria, que descansava ao seu lado, e, com um tom hesitante, murmurou:
"Amor, tenho algo pra te dizer."
Maria abriu os olhos lentamente e o encarou, sua expressão suavemente curiosa. Mas ao ver a seriedade no rosto de Caio, seu coração deu um salto. "O que foi, Caio?" Ela perguntou, já esperando o pior.
Caio respirou fundo, desviando o olhar para o teto antes de responder, "Eu estou devendo dinheiro... de novo."
As palavras caíram como uma bomba. Maria rapidamente se levantou da cama, enrolando-se no lençol de seda. A surpresa logo se transformou em raiva, e ela começou a disparar palavras como balas, cada frase carregada de frustração.
"Você só pode estar de brincadeira comigo! Quanto você deve agora, Caio?"
Ele hesitou, como se soubesse que a resposta só pioraria as coisas. "Noventa mil... mais quarenta de juros."
Maria sentiu as pernas fraquejarem, mas manteve a postura, o olhar fulminante. "Noventa mil? Mais quarenta de juros? Caio, eu te dei dinheiro pra pagar esse cara! O que diabos você fez com o dinheiro?"
Caio tentou se aproximar dela, as mãos erguidas em um gesto de pacificação. "Eu... eu pensei que poderia ganhar mais no cassino e resolver tudo..."
"Você pensou? Você não pensou em nada, Caio! Eu sempre acabo pagando as suas dívidas, sempre te tirando de enrascadas, e você só piora tudo!" Ela começou a andar de um lado para o outro no quarto, ainda enrolada no lençol, tentando processar a situação.
"Maria, por favor, me escuta..." Caio tentou, mas foi cortado.
"Escutar o quê? Que você continua jogando com a nossa vida como se fosse fichas de pôquer? Eu estou cansada, Caio! Cansada de ser a única responsável por tudo!"
"Você pensou? Você não pensou em nada, Caio! Eu sempre acabo pagando as suas dívidas, sempre te tirando de enrascadas, e você só piora tudo!" Ela começou a andar de um lado para o outro no quarto, ainda enrolada no lençol, tentando processar a situação.
"Maria, por favor, me escuta..." Caio tentou, mas foi cortado.
"Escutar o quê? Que você continua jogando com a nossa vida como se fosse fichas de pôquer? Eu estou cansada, Caio! Cansada de ser a única responsável por tudo!"
O silêncio tomou conta do quarto por um momento, apenas o som da respiração ofegante de Maria ecoava. Ela olhou para Caio, seus olhos agora misturando raiva e tristeza.
"Eu amo você, mas não posso continuar assim. Você precisa mudar, Caio, ou não vamos sobreviver a isso."
Caio ficou em silêncio, as palavras de Maria ecoando em sua mente. Ele sabia que estava perdendo a confiança dela, e aquilo o destruía por dentro. Mas, ao mesmo tempo, estava preso em um ciclo que não sabia como quebrar.
"Eu vou dar um jeito, Maria. Eu prometo..."
Maria apenas balançou a cabeça, sem conseguir acreditar em mais uma promessa vazia. "Eu espero que sim, Caio. Porque eu não sei quanto mais tempo consigo aguentar isso."
Caio, sentindo o peso das palavras de Maria, deu um passo à frente e a envolveu em um abraço apertado. Ele a segurou com força, como se temesse que ela pudesse escorregar de suas mãos a qualquer momento. Com delicadeza, ele a olhou nos olhos e, antes que ela pudesse reagir, a beijou, um beijo carregado de arrependimento e promessas silenciosas.
"Eu vou resolver isso, meu amor," ele sussurrou contra os lábios dela. "Eu te amo. Por favor, não desista de mim."
Maria fechou os olhos, sentindo o calor do corpo de Caio contra o dela. A raiva ainda queimava dentro dela, mas havia também um desejo profundo de acreditar que ele poderia mudar. Ela retribuiu o beijo, um toque suave, mas cheio de emoção. Quando se afastaram, ela segurou o rosto dele com as mãos e disse, com a voz embargada:
"Por favor, Caio, se você realmente me ama, não me magoe mais. Eu não sei quanto tempo posso continuar assim."
Ele assentiu, seu olhar sério, e passou os dedos pelo cabelo dela. "Eu sei, Maria, eu sei. E eu vou mudar. Mas agora... já que estamos em Las Vegas, que tal sairmos um pouco? Vamos jantar, dançar... esquecer tudo isso por um tempo, só eu e você."
Maria suspirou, permitindo-se um pequeno sorriso diante da tentativa de Caio de aliviar a tensão. Ela sabia que fugir dos problemas não era a solução, mas a ideia de um momento de paz com ele era tentadora.
"Tá bom," ela respondeu, ainda um pouco hesitante. "Mas isso não significa que eu esqueci, Caio."
Ele sorriu, um sorriso cheio de charme e um toque de alívio. "Entendido, minha linda. Agora, vá colocar um daqueles vestidos elegantes que eu adoro. Você sabe que eu amo quando você está toda gostosa pra mim."
Maria revirou os olhos, mas não pôde evitar o sorriso que apareceu em seus lábios. "Você nunca muda, Caio."
Enquanto ela se dirigia ao closet do hotel para escolher um vestido, Caio a observou com um olhar misto de admiração e culpa. Ele sabia que tinha que fazer algo para mudar a situação, mas por agora, estava decidido a dar a ela uma noite inesquecível, sem preocupações, pelo menos por algumas horas.
Caio esperava impacientemente no quarto do hotel, mexendo no celular enquanto aguardava Maria terminar de se arrumar. Quando a porta do closet se abriu e Maria surgiu, ele ficou instantaneamente paralisado. Ela estava deslumbrante em um vestido elegante que moldava seu corpo perfeitamente, e o doce perfume que ela usava encheu o ar, deixando-o imediatamente excitado.
“Uau,” ele murmurou, seus olhos brilhando de desejo. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Maria deu um sorriso travesso e levantou a mão, parando-o.
"Nada disso, Caio," ela brincou, ajustando os brincos e observando a reação dele. "Eu me arrumei para sair, então... vamos."
Caio soltou uma risada baixa, admirando cada detalhe de sua aparência. "Você é uma deusa, Maria. Tão linda e sexy que é impossível resistir."
Ela sorriu, corando ligeiramente, e se inclinou para lhe dar um beijo rápido nos lábios. "Obrigada, mas agora é hora de sairmos."
Eles deixaram o hotel de mãos dadas, prontos para aproveitar a noite em Las Vegas. Quando chegaram ao restaurante, o ambiente era luxuoso, e eles se sentaram em uma mesa próxima à janela, com uma vista espetacular da cidade iluminada. Durante o jantar, eles conversaram, riram e se perderam no momento, até que o garçom se aproximou para servir o vinho.
"Com licença," disse o garçom, ao servir o vinho na taça de Maria. "Este vinho foi enviado por um cavalheiro que está admirando o casal. Ele fez questão de oferecer o vinho mais caro da casa."
Maria levantou uma sobrancelha, surpresa. "Quem foi que mandou o vinho?"
O garçom discretamente apontou para o bar do restaurante. Maria seguiu o olhar do garçom e viu um homem sentado ali, elegantemente vestido, com um olhar penetrante. Ele era mais velho, mas incrivelmente charmoso, o tipo de homem que chamava atenção sem esforço. Quando percebeu que Maria o olhava, ele fez um leve sinal com a cabeça em cumprimento.
Caio, que inicialmente estava tranquilo, começou a sentir uma pontada de ciúmes ao ver o jeito como o homem olhava para Maria. Seus olhos se estreitaram, e ele segurou a taça com mais força do que o necessário.
"Você vai aceitar o vinho?" Caio perguntou, tentando esconder o incômodo em sua voz.
Maria deu uma risada suave, percebendo o ciúme de Caio. Ela tocou a mão dele sobre a mesa e respondeu com um sorriso tranquilizador. "Não se preocupe, amor. É só um gesto de gentileza. Vamos aproveitar a noite."
Caio respirou fundo, assentindo lentamente. "Tá certo. Mas não tire os olhos de mim," ele brincou, tentando aliviar a tensão.
Maria sorriu, retribuindo o comentário com um olhar provocante. "Nunca tiro."
Eles terminaram o jantar e, depois de agradecerem pelo vinho, decidiram seguir para uma balada próxima. A música estava alta, as luzes piscando em sincronia com o ritmo pulsante. No meio da pista de dança, Caio e Maria se deixaram levar pela energia do lugar, dançando juntos como se nada mais importasse. Ele a puxou para mais perto, seus corpos se movendo em sincronia, e por um momento, todos os problemas ficaram para trás.
Caio inclinou-se ao ouvido de Maria e disse, com um tom rouco: "Você me deixa louco, sabia?"
Ela riu, seus olhos brilhando sob as luzes da balada. "E você é o único que consegue fazer isso comigo."
Eles se beijaram intensamente, esquecendo tudo ao redor, imersos no momento, apenas os dois, dançando e se entregando à noite mágica que Las Vegas tinha a oferecer.
Depois de uma noite intensa de dança e romance, Maria e Caio chegaram ao hotel, ainda imersos no clima de paixão. Eles se beijavam fervorosamente no elevador, suas mãos explorando os corpos um do outro, mal conseguindo esperar até estarem no quarto. Quando finalmente entraram no quarto, as portas mal se fecharam antes que Caio a pressionasse contra a parede, seus lábios famintos pelos dela.
No entanto, no meio desse fervor, o som insistente do celular de Caio começou a tocar, ecoando pelo quarto. Caio ignorou o toque, focado em Maria, mas o aparelho continuava a tocar, sem sinal de parar. Com um suspiro irritado, Caio finalmente se afastou de Maria, resmungando.
“Droga, quem será agora?” ele murmurou, pegando o celular do bolso.
Maria ficou observando, ainda ofegante, enquanto Caio atendia a chamada com uma expressão de frustração. No entanto, a frustração em seu rosto rapidamente se transformou em tensão quando ele reconheceu a voz do outro lado da linha.
“É melhor você ter o meu dinheiro em seis dias, Caio, ou você e sua princesinha aí vão se arrepender,” a voz do Sombra, o agiota, era fria e ameaçadora. "E se eu perder a paciência, talvez nem isso te salve."
Caio engoliu em seco, seu coração batendo forte. Ele olhou para Maria, que o observava com preocupação evidente. “Eu... eu posso pagar metade agora,” Caio tentou negociar, sua voz trêmula. “Não tem como conseguir tudo tão rápido.”
“Não estou interessado em metades, Caio,” o Sombra respondeu com uma risada sombria. “Quero tudo na minha mão em seis dias. Sem desculpas.”
Com isso, o agiota desligou, deixando Caio segurando o celular contra a orelha, paralisado pelo medo e pela culpa. Maria, percebendo o estado dele, se aproximou lentamente.
“O que aconteceu, Caio?” Maria perguntou, sua voz suave, mas cheia de apreensão. Ela já tinha uma ideia, mas precisava ouvir da boca dele.
Caio tentou sorrir, mas falhou miseravelmente. “Nada que você precise se preocupar, amor. Vou resolver.”
Antes que Maria pudesse responder, uma batida inesperada na porta os fez ambos congelarem. Maria deu um passo para trás, sua mente correndo com cenários possíveis. Eles não estavam esperando ninguém.
“Quem será a essa hora?” Maria sussurrou, seus olhos arregalados pelo medo.
Caio hesitou antes de caminhar até a porta, sua mão tremendo ligeiramente ao girar a maçaneta. Quando ele abriu a porta, sua surpresa se transformou em confusão ao ver o homem do restaurante, aquele que havia enviado o vinho caro, parado ali. O homem estava agora mais próximo, e sua presença dominava o corredor.
“O que... o que você está fazendo aqui?” Caio gaguejou, tentando manter a calma, mas a tensão em sua voz era evidente.
O homem sorriu, um sorriso que parecia ao mesmo tempo amigável e enigmático. “Não queria assustar vocês. Só queria garantir que a senhorita estivesse bem.” Ele olhou para Maria, que estava de pé atrás de Caio, ainda enrolada no lençol do jantar anterior.
“Por que você está nos seguindo?” Maria perguntou, tentando esconder sua inquietação.
“Não estou seguindo, minha cara. Apenas estou no lugar certo, na hora certa,” ele respondeu, dando um passo para dentro do quarto sem ser convidado, o que fez Caio recuar instintivamente. “Eu sei que você deve estar se perguntando o que está acontecendo, mas acredite, estou aqui para ajudar.”
“Ajuda com o quê?” Caio questionou, agora claramente desconfiado. “Nós não precisamos de ajuda.”
O homem suspirou, fechando a porta atrás de si, o que aumentou ainda mais a tensão. Ele então fixou seus olhos em Maria, ignorando Caio completamente.
“Você não deve a ninguém uma explicação, especialmente a esse homem,” ele disse, referindo-se ao Sombra. “Se eu fosse você, sairia desse relacionamento enquanto ainda pode.”
Caio ficou vermelho de raiva, mas antes que pudesse reagir, o homem ergueu a mão, sinalizando que ainda não havia terminado. “Mas, se você decidir ficar... saiba que algumas pessoas gostam de jogar sujo. E, às vezes, a melhor defesa é ter alguém mais sujo do seu lado.”
Maria estava completamente perdida, sem saber se o homem estava ali para ajudar ou complicar ainda mais as coisas. Mas uma coisa era clara: aquele estranho sabia muito mais do que eles poderiam imaginar.
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Rosa Hosana Santos
começando a ler 21/10/24
2024-10-22
0
Vera Lúcia
eita
2024-09-24
1