...CHRISTIAN...
Eu? Apaixonado por Isabella? Isso parecia um exagero. Claro, eu estava desenvolvendo sentimentos, mas não havia necessidade de soltar essa bomba. Antes que eu pudesse me defender, Penny colocou a mão no meu ombro, me interrompendo.
“Você não precisa explicar. É obvio. Na maneira como você olha pra ela. A maneira como você está tentando, embora nem sempre conseguindo, ser mais decente. Se você pode ver ou não, Christian, não sei, mas eu posso. Você está apaixonado”.
Penny estava certa? Ela essa a sensação estranha e desconfortável? Não parecia com nada que eu havia sentido antes. Com Claudia, minha ex, tinha sido uma fonte jorrando felicidade seguida pela tristeza mais profunda que eu já conheci.
Eram esses altos e baixos loucos que imaginava ser normal. Era como eu pensei que o amor deveria ser. Mas com Isabella... foi uma chama lenta, impulsionada pela confusão e mal-entendidos, e então um desenvolvimento silencioso de confiança, pra depois...
“Christian”, Penny disse, me puxando de volta pro planeta Terra. “Não lute contra isso. A mudança. Posso ver que ela revela o que há de melhor em você. Tente ceder, ok?”
Eu deveria concordar com Penny? Desde quando alguma garota com quem eu transava tinha o direito de me dizer como devo conduzir minha vida? Desde quando ela se tornou uma expert no assunto?
Mas era como se meu corpo estivesse se movendo contra minha própria mente, porque de repente eu estava confirmando com a cabeça.
Ela sorriu, enxugando uma lagrima de seus olhos enquanto passos ressoavam atrás de nós. Eu me virei pra ver que Isabella havia retornado com um colar na mão. “É isso, Penny?”, ela perguntou docemente, entregando-o. “Eu o encontrei no meu quarto outro dia. Lucille deve ter pensado que era meu”.
Penny olhou pra ele, girando-o de forma que as iniciais gravadas ficassem visíveis. Então ela o segurou contra o peito, parecendo muito grata. “É isso. Muito obrigada, Isabella”.
“Claro. Posso perguntar... o que isso significa pra você?”
Os olhos de Penny se voltaram pra mim e depois de volta pra Isabella. “É de alguém por quem me importo muito. Algo que tenho certeza de que você pode entender”. As bochechas de Isabella coraram, mas ela acenou com a cabeça. “Obrigada, novamente. Muito. E boa sorte com tudo”.
Então, com isso, Penny se virou e saiu pela porta, deixando nós dois sem palavras. Por um segundo, olhei pra Isabella, me perguntando se eu devia a ela mais alguma explicação. Mas ela se virou pra mim. “Bem, isso foi meio estranho”
Eu ri. “Foi mesmo”.
“Vejo você no jantar? Eu esperava dar uma corrida”.
“Claro”. Ela acenou com a cabeça e se dirigiu para seu quarto. Eu me perguntei se ela precisava correr apenas pra se afastar de mim, mas decidi não pensar demais. Antes que eu pudesse me conter, gritei o nome dela.
“Isabella!”
Ela se virou, surpresa. “Sim?”
“Eu... uh... estou contando os minutos até o jantar”. Que porra é essa? Isso foi o melhor que eu poderia fazer? Eu costumava ser tão bom. O que aconteceu com o Christian Knight que deixava as garotas com as pernas tremendo?
Mas Isabella sorriu. “O mesmo aqui, Christian”.
Então ela saiu e eu percebi que estava prendendo a respiração.
...ISABELLA...
Era difícil manter segredos da Emily. Claro que estava feliz que meu irmão estava sendo gentil com ela novamente, mas eu gostaria que ela soubesse o que eu fiz... que ele estava prestes a propor em casamento.
E então, eu sabia que provavelmente poderia contar a ela tudo sobre o estranho incidente com Penny e Christian, mas parecia muito pra mandar por mensagem. E ela provavelmente interpretaria mal. E... deixa pra lá.
A corrida ajudou a clarear minha cabeça, de modo que, quando nos sentamos pra jantar, eu fui capaz de relembrar o dia com alguma clareza e novas percepções. Estávamos comendo em silêncio, alguma musica espanhola tocando ao fundo, quando decidi fazer uma pergunta a Christian.
“Então”, comecei, “você está nervoso?”
“Sobre hoje? Como você disse, foi estranho, mas...”
“Não sobre hoje”, eu disse, rindo levemente. “Sobre este fim de semana. O Jubileu de Prata finalmente chegou”.
“Oh merda, você tem razão”.
Nós dois rimos, percebendo que não éramos páreo para o que viria. “Não vamos ganhar de jeito nenhum, né?” Christian perguntou.
Eu fiz uma careta, fingindo estar ofendida. “Talvez seja assim que você se sinta, mas eu sou uma Knight, e os Knight ganham competições, não é?”
O sorriso de Christian se alargou. “Eu gosto quando você fala assim”.
“Como o quê?”
“Como uma capitalista. É sexy”.
Eu corei. Tudo tem que ser sobre sexo com esse cara? “No entanto, já faz um tempo desde o nosso ultimo treino”, eu disse, mudando de assunto. “Espero me lembrar de todas as etapas”.
“Bem”, ele disse com um encolher de ombros, baixando o garfo e a faca, “por que não praticamos agora?”
“Você quer dizer aqui?”
“Por que não. O apartamento é grande o suficiente pra parecer uma pista de dança, não é?”
Baixei meus talheres, sorrindo e aceitando o desafio. “Tudo bem”, eu disse. “Vamos lá”.
...****...
Nós nos movemos no ritmo da batida no meio do apartamento, com nossos pés descalços deslizando pelo chão de madeira. Nossas mãos se tocaram delicadamente, tomando cuidado pra não segurar muito forte pra que pudéssemos completar nossos movimentos facilmente.
Eu me peguei curtindo a dança pela primeira vez. O ritmo do bolero num espaço tão confortável e familiar como este apartamento parecia intimo agora. “Eu não acho que precisávamos praticar, Isabella”, disse Christian entre voltas. “Somos mestres já”.
“Vai dar azar, Christian!” Eu o repreendi de brincadeira.
Ele me puxou pra trás, continuando. “Só estou dizendo que, mesmo que não ganhemos, somos bons nisso”.
“Você acha?”
“Eu sei que sim”.
Eu sorri. Nunca me senti tão segura nos braços de alguém antes. Eu queria que a musica continuasse indefinidamente. Pra nos dar uma desculpa por estarmos tão perto. Mas é claro, como sempre, acabou.
“Sr. Knight”, eu disse, balançando a cabeça e fazendo um cumprimento cordial.
“Sra. Knight”, ele responde com uma reverência.
Então, nós dois viramos e seguimos nossos caminhos separados. Eu senti minha nuca formigar... como se os olhos de alguém estivessem em mim. E, quando me virei, peguei Christian olhando pra mim. Ele rapidamente se virou e entrou num corredor.
Eu ri, divertida e um pouco chocada pela descrença. Christian estava agindo como um garoto de colegial apaixonado, e isso era adorável. Quando voltei pro meu quarto, porém, notei uma enxurrada de novas mensagens na minha tela. A princípio, pensei que fosse Emily.
Mas quando vi quem era o remetente, meu sorriso se evaporou instantaneamente.
Número Desconhecido: Olá de novo, linda senhora. Já faz muito tempo...
Isabella: Quem é?! Sr. Lemor???
Número Desconhecido: Errado! Tente novamente, doce Isabella
Isabella: Eu disse pra você me deixar em paz!!! O QUE VOCÊ QUER???
Número Desconhecido: Você, é claro. Eu quero você. E eu terei você.
Isabella: NÃO, VOCÊ NÃO VAI!!!
Número Desconhecido: Você nunca aprende? Ninguém me diz não...
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Eliana Fernandes
pq essa idiota não conta pro David?
já quase foi estuprada mas não aprende
qdo vai aparecer uma autora que escreva uma estória em que a mulher não seja uma capelinha de escroto?
2024-12-18
0
Marlene Souza
quando a idiota vai aprender que deve contar sobre as ameaças para o David
2024-08-26
4
Lu e a Estante de Sonhos
É a assombração número 2 voltando das profundezas do inferno!!!😡😡😤😤😤😤
2024-08-22
3