...ISABELLA...
Quando finalmente chegamos à propriedade Knight, senti como se minha língua tivesse inchado, tornando qualquer conversa impossível. Foi o resultado da minha ansiedade ou do meu espanto.
Nunca tinha visto uma casa tão bonita em minha vida. Que eu estava enganando? Você poderia colocar cinquenta casas na propriedade. Era ampla e tinha uma impressionante arquitetura colonial. Parecia um sonho.
Christian e eu saímos do carro, e um motorista rapidamente pegou as chaves, acenando pra Christian e eu. “Sr. E Sra. Knight, bem-vindos”.
Eles pegaram nossas malas e Christian me levou em direção a um pequeno grupo de pessoas de aparência bela reunidas sob um gazebo, servindo-se de aperitivos gourmet e espumantes.
Eu reconheci apenas um deles, e fiquei muito grata por ele estar aqui. “Isabella, querida!”. David exclamou, se aproximando e me puxando pra um abraço caloroso. “Bem-vinda. Considere esta sua casa longe de casa”.
“Obrigada, David”, eu disse, ainda um pouco atordoada.
“Todo mundo quer falar com você, é claro. Eles quase não tiveram a chance de ir ao casamento”. Eu concordei, mas sentindo meus nervos assumirem o controle e meu corpo enrijecer.
Como eu seria capaz de lembrar do nome de todos que me cumprimentassem? Felizmente, no fim das contas, não precisei me preocupar com isso. “Bem, ela é absolutamente radiante”.
Virei-me pra ver uma mulher de aparência plástica com um sorriso excessivamente grande, embora amigável, se aproximando de mim. Ela agarrou minha mão como se fossemos velhas amigas.
“Tia Heather, querida”, ela disse, me lembrando. “Não se preocupe. Eu não esperava que você se lembrasse. Ao contrário deste bando, pois todos pensam que são o centro do universo. Venha, deixe-me mostrar a você”.
Ela pegou meu braço antes que eu pudesse impedi-la. Virei-me pra ver Christian pegando uma taça de champanhe e segurando-a na minha direção, ligeiramente divertido, como se dissesse vivas.
...****...
“E aquela ali é minha sobrinha Rochelle. Apenas dezoito anos, mas de acordo com o mexerico, muito rodada na nossa cidade. Se você me entende”.
Eu não entendi metade das palavras que saíram da boca da Tia Heather, mas pelo menos ela estava me apresentando a todos. Ela acenou com a cabeça pra dois caras de aparência semelhante.
“Esses são os irmãos dela, Ethan e Henry. Ethan é bem-apessoado. Henry... nem tanto”.
Henry me olhou de cima a baixo e zombou. A aversão imediata que senti por ele foi poderosa e confusa. Quase sempre dei a todos o benefício da dúvida. Talvez fosse apenas a influência maliciosa da Tia Heather passando pra mim.
“Há um pequeno boato circulando sobre Henry, você sabe”, Heather disse, balançando a cabeça enquanto eu a observava se aproximar de Christian no gazebo. “Ele estava concorrendo pra assumir a empresa da familia. Foi entre ele e seu marido. Desnecessário dizer que Christian venceu”.
Isso era novidade pra mim. Sempre pensei que Christian fosse o único herdeiro potencial da empresa e da fortuna. “Então poderia ter sido Henry em vez disso?”, eu perguntei, surpresa.
A Tia Heather assentiu. “E ele está chateado com isso até hoje, se quer saber minha opinião”.
Observei os dois homens conversando e me perguntei o que eles poderiam estar discutindo. Não que fosse da minha conta, mas aprender toda essa história da familia com a Tia Heather despertou minha curiosidade. O que mais você está escondendo, Christian?
...CHRISTIAN...
“Então, Christian, me diga. Os rumores são verdadeiros?” Henry, o porco de merda, estava tentando me incitar a uma discussão. Mas eu não ia dar a ele a satisfação de uma resposta. “O conselho está realmente tão preocupado com sua competência como CEO que está forçando você a competir no Jubileu de Prata? Pra provar a si mesmo através da dança? O que é isso, Footloose? Se eu fosse você, me sentiria... humilhado”.
“Pelo menos tenho uma empresa, Henry”, respondi friamente.
“Porque papai está entregando pra você. Seja honesto, Christian. Quando você construiu algo por conta própria?”
Eu balancei minha cabeça, fingindo simpatia. “Deve ser difícil, Henry. Ficar sentado à margem. Assistir a empresa cresce dez vezes mais do que antes em dois anos, enquanto tudo o que você pode fazer é dar um passo aqui e um passo ali”.
“Poderia ter sido vinte vezes comigo no comando”, Henry respondeu com um sorriso de escárnio.
“Poderia, poderia, poderia. Você quer a verdade, primo? Tenho pena de você”. Era sempre som esfregar sal na ferida do desgraçado. Anos atrás, ele tentou de tudo pra roubar o que era meu por direito.
Se não fosse pelo fato de compartilharmos o mesmo sangue, eu o teria matado enquanto dormia. Ultimamente, no entanto, meu temperamento não estava tão explosivo como costumava ser.
O fato de que fui capaz de ignorar um insulto de Henry, dentro todas as pessoas, foi um grande avanço. Eu não tinha certeza o que tinha mudado pra me deixar com menos raiva o tempo todo... mas tinha uma ideia.
Eu olhei pra Isabella novamente, ocupada conversando com a Tia Heather, e uma sensação estranha brotou dentro de mim. Na verdade, eu gostava de vê-la perto da minha familia. Eu gostei de traze-la pros Hamptons.
Estava começando a realmente gostar dela como pessoa e, por sua vez, acho que estava começando a gostar mais de mim mesmo. Henry me insultou? E daí? Eu poderia aguentar. Isabella estava me ensinando uma ou duas coisas sobre compaixão, acho.
Eu estava prestes a me virar, não mais interessado em nada que Henry tinha a dizer sobre negócios, quando ele agarrou meu braço.
“Há outro boato, sabe”, ele disse, sorrindo. “Sobre você e sua esposa. O casamento aconteceu de repente. Num segundo, um estranho, e no próximo, você é casado. Perece quase... forjado”.
“Cuidado”, eu rosnei. Meus punhos estavam cerrados e meus dentes trincados. Falar merda sobre mim, ok. Mas falar merda sobre minha esposa?
Henry percebeu que a provocação estava funcionando. Porque ele se aproximou. “Será que ela é uma daquelas esposas por correspondência? Ou talvez algo mais simples? Uma prostituta humilde que você encontrou na rua?”
Henry percebeu que eu estava ficando bravo. Ele queria me incitar a uma briga. Ele se aproximou, um sorriso de filho da puta em seu rosto. “Quanto é?”, ele sussurrou. “Eu quero saber se ela é boa o suficiente”.
Eu não sei o que aconteceu a seguir. Eu vi vermelho. E depois havia sangue por toda parte.
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Luzia Nogueira
tudo isso é inveja?
2024-08-31
0
Marlene Souza
meu Deus, o primo é mais escroto que ele 😞.
não gosto de violência, mas esse merece uns dentes quebrados
2024-08-25
4