Capítulo 08

...ISABELLA...

Um colar. O colar de outra garota estava lá no armário esperando por mim. Como se eu fosse uma segunda opção barata. Como se Christian pudesse dar a mesma joia e pensar que eu não notaria. O que havia de errado com ele?

Não foi suficiente pra flertar com Kiki bem na minha frente. Será que ele realmente pensou que me deixar este colar usado, obviamente pra outra garota, iria me conquistar? Antes que eu pudesse me recompor, gritei de raiva.

“AHHHHH!”

Então peguei o colar, com um pingente gravado com suas iniciais de outra garota (Para PS), e joguei o mais forte que pude. Ricocheteou na parede oposta do meu quarto e depois deslizou pra debaixo da minha cama.

Eu desabei no meu colchão. Eu estava tão chateada que não conseguia nem pensar direito. Como Christian pode ser sido tão estupido, me deixando um colar pra outra garota? Ele estava apenas tentando bagunçar minha cabeça?

Neste ponto, eu estava cansada de fazer suposições estupidas. Talvez Emily estivesse certa. Talvez fosse realmente hora de encerrar o acordo de uma vez por todas. Fiquei deitada lá com o rosto enterrado nos travesseiros por um tempo, fumegando.

Estava prestes a me preparar pra dormir quando ouvi uma batida na porta. “Isabella?” Christian chamou enquanto entrava.

“O que você...”, minha voz morreu na minha garganta. Christian estava ali, seminu com apenas uma toalha em volta da cintura. A água escorria de seus ombros largos, para baixo em seu abdômen esculpido.

O repentino calor queimando dentro de mim expulsou toda a raiva do meu corpo... e a substituiu por outra coisa. “Eu estava pensando que poderíamos conversar...”, ele disse, sua voz baixa.

Eu engoli em seco. Por que parecia que isso não terminaria apenas falando?

...****...

Marco me levou até Heller, embora eu tenha insistido que poderia pegar o trem. Ultimamente, ele tem feito todos esses pequenos favores pra mim, como esperar do lado de fora do café de Dustin, mesmo quando eu disse a ele que ficaria feliz em correr na volta.

Eu não sabia exatamente quando tínhamos nos tornado próximos, mas estava grata por ter um aliado. Lucille, por mais legal que fosse, nunca colocaria nada ou ninguém acima de sua lealdade a Christian.

No momento, ter Marco lá pra me levar pra casa o mais rápido possível foi extremamente bom. Ele deve ter notado a angustia em meu rosto, porque ele estava pisando no acelerado um pouco mais forte do que o normal hoje.

Era isso ou ele poderia ver como eu ficava nervosamente checando meu telefone a cada cinco minutos, esperando que Danny me atualizasse. A ideia de que algo poderia estar errado com a saúde do meu pai... de novo... eu não sabia se meu coração aguentaria.

“Droga, Danny”, eu disse, jogando meu telefone na minha bolsa e colocando minha cabeça em minhas mãos. “Apenas me responda. Por favor”.

Mas meu telefone permaneceu em silêncio.

Como isso pode acontecer? Depois de tudo que investi pra ter certeza de que meu pai ficaria bem. Depois de experimentar este novo tratamento. Depois de concordar em se casar com Christian Knight, entre todas as pessoas... não poderia ser tudo em vão, não é?

Pensei novamente naquele colar horrível que encontrei no meu quarto e me perguntei o que Christian estava tramando. Poderia ter sido apenas um erro honesto? Sabendo o quão cruel ele poderia ser, eu duvidei.

Meu telefone vibrou e eu saltei em sua direção, correndo pra desbloqueá-lo, esperando que me desse algumas respostas sobre meu pai. Mas não foi Danny quem havia mandado uma mensagem.

Christian: Cadê você? Por que você saiu?

Isabella: Tudo bem. Você não precisa fazer isso.

Christian: O que? Você está bem?

Isabella: Você não precisa fingir que se importa. Vou ficar bem. Tchau.

Eu desliguei meu telefone. Doeu falar assim com Christian, mas eu precisava disso agora. Eu não conseguia lidar com tantas crises de uma vez. Foi estranho ouvir como ele estava preocupado. Não estava acostumada com esse seu lado, mas eu disse a mim mesma pra limpar minha mente.

Agora eu só tinha tempo pro meu pai.

...****...

Quando Marco parou ao lado da minha casa de infância, pulei do carro o mais rápido possível. Eu abri a porta da frente. “Danny? Lucas? Pai?”

“Estamos aqui!” Eu ouvi Danny gritar.

Corri pra sala, esperando ver algo terrível. Mas, pra minha surpresa, os meninos estavam sentados no sofá, assistindo ao jogo de futebol americano, passando petiscos de um lado pro outro. Ao lado deles estava meu pai, parecendo feliz e em forma como sempre.

“O que...”, eu comecei, sem fôlego. “O que está acontecendo?”

“O que você quer dizer?” Danny perguntou. “Você está falando sobre as boas novas? Minhas mensagens não foram enviadas ou... oh”.

Danny pegou seu telefone, percebendo que estava em modo avião. Ele me lançou um olhar de desculpas. “O último texto não deve ter ido”.

Por que você simplesmente não ligou pra ela?” Meu pai perguntou.

“Achei que ela tinha recebido minhas mensagens, pai”.

“Gente, podemos ficar quietos?” Lucas perguntou, com os olhos grudados na tela. “Os Giants estão na linha de dez jardas”.

“Alguém, por favor, explique o que está acontecendo!” Eu quase gritei, pasma.

Finalmente, papai se levantou e se aproximou. Ele estava sorrindo, seus olhos brilhando. “Adivinha o que, filhinha. Seu pai vai ficar bem”.

“Você quer dizer...”

Danny se aproximou e me deu um abraço. “Isso mesmo. Funcionou, Bella. O tratamento. Ele... ele... salvou nosso pai”.

Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Eu olhei de Danny pro rosto do meu pai. Finalmente, Lucas se levantou e, embora doesse pra ele parar de assistir ao jogo, ele se juntou a nós também.

“É verdade”, disse Lucas. “Ele ainda estará conosco por mais tempo”.

“E te dando uma surra no bocha, Lucas”, disse Danny.

Todos nós rimos, mas eu podia sentir as lagrimas, as lagrimas mais felizes do mundo, transbordando em minhas pálpebras. “Pai, eu não posso acreditar. Eu estava tão assustada. Eu pensei...”

“Eu sei”, ele disse. “Você nunca terá que se preocupar de novo, filhinha. Eu prometo”.

Sem mais, me joguei nos braços do meu pai e chorei. Não, eu não só chorei. Chorei aos prantos. Eu estava tão sobrecarregada de sentimento que tremia. E meu pai e meus dois irmãos me seguraram sabe-se lá por quanto tempo. Éramos a família mais grata do mundo.

Por fim, nos separamos e Lucas olhou pra TV, estremecendo. “Perdemos o touchdown, droga”.

E novamente todos nós rimos. E eu sabia que, quando se tratasse de minha família, haveria muito mais risos e muito menos lagrimas de agora em diante.

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!