Capítulo 11

...ISABELLA...

Estávamos no Joe’s Pizza em Greenwich, ambos ridiculamente bem vestidos, dando uma mordida em nossa segunda fatia quando caímos na gargalhada. Todo nova-iorquino normal que entrou nos deu um olhar infeliz como se dissesse: Ótimo. Gente rica. Lá se vai a vizinhança.

Foi tão engraçado que mal consegui comer. Christian pegou minha mão. “Christian, não”, eu disse, tentando me afastar. “Está gordurosa”

“Eu não me importo”, ele disse.

Senti um frio n a barriga quando meu coração parou e olhei pra Christian sob uma luz completamente nova. E pensar que tinha começado esta noite planejando anunciar nosso divórcio.

Como eu possivelmente traria isso à tona agora? Eu não podia. Não quando ele estava sendo tão doce. Com certeza, essa noite acabaria e tudo voltaria ao normal, como sempre acontecia.

“Isabella”, ele disse, interrompendo minha linha de pensamento. “Você está certa. Eu mal te conheço. E... eu quero saber tudo. Então. Conte-me algo sobre você”.

“Como o que?”

“Não sei. Sobre o que as pessoas costumam falar nos encontros? O que te excita e te irrita? Maneiras favoritas de passar uma tarde de domingo? Você é uma garota de longas caminhadas na praia? Ou é mais como uma compradora compulsiva?”

Christian parecia nervoso. Ele realmente parecia nervoso e soava nervoso. Foi adorável. Eu me peguei sorrindo e ele passou de divagar pra olhar pra mim. “O que?”

“Você disse encontro”, eu apontei.

“Bem, não é?”

Eu concordei. Eu acho que sim. Ele suspirou, parecendo um pouco melancólico. “Me desculpe por ter demorado tanto, Isabella. Se eu soubesse...”

Eu queria perguntar a ele o que ele quis dizer. Mas eu nunca tive chance. Porque Christian pegou o ultimo pedaço de pizza do meu prato e deu uma mordida enorme.

“Eu!”. Eu gritei de brincadeira. “Eu ia comer isso”.

“Essa é uma implicância minha”, ele admitiu entre mordidas. “Deixando a comida esfriar”.

“E se o meu for dividir refeições?”

“Então... acho que estamos ferrados”. Novamente, nós rimos. E foi a sensação mais maravilhosa do mundo. Parecia fácil, sem amarras. Parecia honesto.

Enquanto Christian continuava a comer, me perguntei se eu estava errada em fazê-lo esperar. Talvez quando ele estava tão feliz, desse tipo... talvez esta fosse a melhor hora pra falar sobre um acordo. Mas agora, quando olhei pra ele, não tive certeza de que era isso que eu queria.

“Christian”, eu disse baixinho, “eu preciso te dizer uma coisa...”. Ele acenou com a cabeça pacientemente.

...****...

Eu não poderia dizer a Christian que queria terminar nosso casamento. Eu não tinha isso em mim. Eu tinha me acovardado na noite do nosso encontro e disse a ele que estava nervosa com o próximo Jubileu.

Eu sabia que não conseguiria esta noite também, não enquanto seus braços me segurassem com força, me puxando pra mais perto, me envolvendo num abraço repentino.

Christian e eu estávamos dançando de novo, ensaiando para o grande show, daqui a apenas uma semana. Mas algo sobre este ensaio parecia estranho.

Por um lado, não havia sinal de Kiki. Na verdade, quando olhei ao redor do estúdio, não havia sinal de nenhum instrutor ou dançarino em qualquer lugar. Christian e eu estávamos completamente sozinhos.

Ele me girou, a batida sedutora do bolero nos impulsionando pra frente e pra trás, enquanto nos virávamos um para o outro. Eu podia sentir o calor que emanava de seu peito toda vez que estávamos separados por um fio de cabelo.

Como eu desejava descansar minha cabeça nele, sentir os músculos que eu admirava por tanto tempo. Percebi então que as habituais luzes de LED no teto estavam apagadas esta noite. Em vez disso, um holofote parecia estar nos iluminando enquanto dançávamos, resistindo e depois cedendo aos movimentos um do outro.

Nós nos sentimos em sincronia esta noite.

Sentimos como se estivéssemos fazendo essa dança por séculos, esse cabo de guerra sensual, essa estranha relação de amor e ódio, essa dança.

“Você nem sempre é um anjo, né?” Christian perguntou, com os olhos misteriosos.

Ele me empurrou suavemente e eu caí, esperando sentir o piso de madeira, mas pra minha surpresa, embaixo de mim havia uma cama de almofadas. Eu tinha tantas perguntas, mas conforme Christian lentamente se abaixou em cima de mim, cada pensamento fugiu do meu cérebro.

Ele estava arrastando os dedos ao longo da minha pele nua, me fazendo estremecer de prazer. Eu empurrei sua mão, envergonhada. “Christian, não...”, eu disse.

“É isso que você quer?”, ele perguntou, sorrindo. “Você quer que eu pare, Isabella?”

Eu não disse nada. Eu não podia admitir que queria muito que ele continuasse. Pra chegar ainda mais perto de mim. Pra respirar em meu pescoço e... e...

“Um demônio disfarçado...”, ele disse com um sorriso malicioso. “Eu sabia”.

E então, antes que eu soubesse o que estava acontecendo, Christian me beijou. Eu só tinha provado seus lábios uma vez antes, em nossa noite de núpcias, tinha sido forçado, não natural e errado.

Mas isso... isso foi tudo que eu sempre esperei. O puxão de seus lábios famintos. A sugestão de dentes quando ele mordeu meu lábio suavemente. O gemido suave escapando do meu. Isso me fez esquecer de mim mesmo. Isso me fez esquecer que, apenas alguns segundos atrás, estávamos praticando uma dança.

A música continuava provocando-nos, incitando-nos a ir mais longe. Para explorar os corpos um do outro. Para...

“Christian”, eu engasguei, com medo. “Eu não sei o que estou fazendo. Eu... eu...”

“Confie em mim”, ele disse. “Eu vou cuidar de você”.

Eu olhei dentro daqueles olhos escuros e balancei a cabeça. Havia um milhão de razões pelas quais eu deveria ter resistido, mas havia uma influência irresistível nas palavras de Christian agora.

Eu não pude ignorar isso. Eu não pude lutar contra isso. Eu tive que ceder. Eu queria ceder. Ele me beijou novamente, mas desta vez, sua língua entrou na minha boca, deslizando contra a mina, persuadindo-me a fazer o mesmo.

Com cada lambida e gosto lúdico, eu me sentia umedecer em lugares que nunca tinha estado tão quentes antes. “Eu quero você, Isabella”, Christian sussurrou. “Só você”.

“Christian...” Suspirei, fechando os olhos. Então ele estava beijando meu pescoço e eu arqueava todo o meu corpo em sua direção, como se implorasse pra invadir outras partes de mim.

Eu ouvi seu cinto desabotoar. Eu o senti puxar lentamente minha calcinha pra baixo. Oh, meu Deus. Isso finalmente iria acontecer. Eu ia perder minha virgindade com Christian Knight, bem aqui no meio da pista de dança, iluminada por um holofote enquanto o ritmo lento do bolero nos fazia serenata.

“Você está pronta, Isabella?” Christian perguntou.

Eu abri os olhos e olhei pra ele. Eu puxei seu rosto pra perto do meu e o beijei. Sim, silenciosamente me comuniquei com ele. Me tome. E assim que Christian pressionou pra frente e meus olhos rolaram pra trás em êxtase, uma explosão de sentimentos tomou conta de mim.

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Comments

Dezy Das dores Ribeiro Teixeira

Dezy Das dores Ribeiro Teixeira

não gostei sedeu rápido ele ainda é falso

2024-08-31

0

Tânia Machado

Tânia Machado

concordo, deveria fingir que iria pedir o divórcio

2024-07-30

7

Guiomar Morais

Guiomar Morais

espero que não seja sonho

2024-07-11

1

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