...ISABELLA
...
Com lágrimas transbordando de meus olhos, eu balancei minha cabeça. “Estamos namorando, papai”
“Namorando? Você acabou de me dizer que queria o divórcio!”
“Não, não...” eu funguei. “Pai, acho que...”
A porta da frente se abriu e Emily, Lucas e Danny entraram. Eu rapidamente limpei as lágrimas dos meus olhos. Nossa conversa acabou por ora.
“Como estamos indo?” Danny perguntou.
“O quê? Oh, da ultima vez que verifiquei, tínhamos quatro de vantagem”, relatou papai.
Meus irmãos passaram pela cozinha e foram para a sala de estar, onde os ouvi vaiar na TV.
“O que você achou da sala?” Falei pra Emily.
“Nah”, ela respondeu, com a voz abafada enquanto puxava o cachecol. “Muita bagunça”.
“Bem, sente-se”, eu disse a ela, colocando minha cabeça no corredor. “O jantar está quase pronto”.
Papai desligou a TV. “Não vejo por que você não pode se casar no restaurante”.
Emily mordeu o lábio, fingindo estar ocupada se acomodando em seu assento. “É perfeitamente razoável não querer que nossos convidados do casamento comam com cartazes de Johnny Cash os observando”, Lucas respondeu, não pela primeira vez hoje.
“Quem não ama Johnny?”
Antes que alguém pudesse responder, a campainha tocou. “Quem poderia ser?” Papai se perguntou enquanto Danny gritava: “EU ATENDO!”
Meu cronometro apitou e eu voltei pra cozinha para tirar a lasanha e o pão de alho do forno. “Filha”, papai chamou. “É pra você”.
“Pra mim?” Com a lasanha das mais, chutei a porta do forno e voltei pra sala. “Quem está procurando...”
Parado diante da porta da frente ao lado de Danny, parecendo tão surpreso quanto eu devo ter parecido, estava Christian. “Isabella!” Ele parecia aliviado. Em menos de cinco passos, ele cruzou a sala pra ficar diante de mim.
Houve um momento estranho enquanto Christian tentava me cumprimentar, o prato fumegante de lasanha entre nós. “O que está fazendo aqui?” Eu perguntei quando ele finalmente se conformou em beijar minha bochecha,
“Você realmente acha que eu te deixaria sozinha durante todo o fim de semana?” Ele respondeu, exibindo um de seus sorrisos de cem watts.
“Bella?” Papai disse, provavelmente se perguntando se ele precisava pegar seu taco de beisebol. Contornei Christian e coloquei a lasanha na mesa.
Ele ergueu as mãos. “Tudo bem. Nesse caso, posso pegar seu casaco, bonitão?”
“É com você”, murmurei enquanto passava por Christian no caminho de volta pra cozinha.
“Oh, sim, obrigado...” Houve uma pausa hesitante enquanto Christian provavelmente tentava se lembrar do nome do meu pai.
“Sr. Carson pra você”, meu pai disse depois de guardar seu casaco.
Peguei o pão de alho do forno e outro par de utensílios incompatíveis da gaveta, depois fui pra sala de estar pra salvar os dois. “Pai, você vai começar a servir? Aqui, Christian, você pode se sentar ao meu lado”.
Um silêncio constrangedor encheu o ar enquanto papai servia a nós todos. Christian estava lá há menos de cinco minutos e parecia tão confortável quanto Martha Stewart na prisão. E, depois da conversa que papai e eu tivemos antes da chegada surpresa de Christian, eu tinha certeza que a prisão era exatamente onde ele esperava que meu marido fosse parar.
Lucas pigarreou. “É uma surpresa ver você, Christian. Bella disse que você estava trabalhando neste fim de semana”.
“Decidi mudar minha programação. Sei que já estive aqui uma vez, mas isso foi há quase um ano. Não queria perder a oportunidade de ver melhor onde Isabella cresceu”.
Christian estendeu a mão e apertou meu antebraço. Eu não tinha certeza se era um gesto afetuoso ou um pedido de ajuda.
“Mudar sua programação?” Danny disse com a boca cheia de pão de alho. “Eu li no jornal que um de seus hotéis está sendo destruído neste fim de semana. Isso não soa como algo que você gostaria de perder”.
“Destruindo um hotel? Os negócios estão indo bem, bonitão?”, papai perguntou.
Christian largou o garfo, a linha de seu ombro ficando rígida. “Não tenho certeza se agora é realmente o momento apropriado para...”
Papai deu um tapinha nas costas dele. “Ah, vamos, somos todos uma família aqui, certo?”
“O hotel está sendo destruído porque compramos todo o quarteirão ao redor dele. Um novo resort de última geração será construído ao longo da orla”.
Papai assoviou. Eu mordi meu lábio. Sim, minha família estava sendo um pouco injusta. Fiquei surpresa com o quão bem Christian estava aceitando isso, na verdade. Não tinha certeza se deveria intervir.
Christian continuou. “Como está indo seu negócio?”
“Excelente!” Danny respondeu um pouco rápido demais.
Papai acenou com a cabeça. “Emily e Lucas vão se casar lá”.
“É uma das nossas opções, papai”, Lucas emendou.
Grata pela mudança de assunto, fui rápida para embarcar. “Emily prefere se casar na cidade”, eu disse a Christian.
“Um sonho, ao que parece” Emily suspirou. “Você sabe como é Nova York. Tudo custa um braço e uma perna”.
“Por que você não se casa em dos hotéis Knight?” Christian perguntou.
Engasguei com o gole de água que acabara de tomar. “Christian, hum... querido, acho que está um pouco fora da faixa de preço deles”.
“Seria por minha conta... nossa. Isabella e eu. Pense nisso como um presente de casamento”.
Um calor de agradecimento se espalhou por mim. Desde quando Christian fazia coisas boas? Um desejo repentino de tocá-lo, de agradece-lo, como eu já tinha visto casais fazerem dezenas de vezes antes, borbulhou em mim. Christian e eu normalmente não nos tocávamos, a não ser quando dançávamos.
Eu podia tocá-lo? Hesitante, estendi a mão e coloquei dois dedos nos joelhos de Christian. As costas de Christian se endireitaram com o toque e sua mão encontrou a minha, entrelaçando nossos dedos. O gesto intimo me fez corar.
“O que você acha, Lucas?” Emily perguntou. Eu podia ver sua empolgação enquanto prendia a respiração, esperando a resposta do meu irmão.
Depois de um rápido olhar pro nosso pai, Lucas consentiu, dizendo: “Se isso te agradar”.
Emily gritou. “Obrigada! Obrigada!”
Tomando um gole de sua cerveja, papai bufou. “Isso é muito gentil da sua parte, bonitão”.
Christian sorriu. “É o mínimo que posso fazer”.
“Por que você não me ajuda a limpar, bonitão?” Papai se levantou da mesa. “Eu quero falar com você por um minuto”.
Uma sensação pesada começou a crescer em meu peito e eu pulei de pé. “Eu vou te ajudar, papai”.
“Deixe isso pra nós, meninos, minha filha. Você já cozinhou tudo”.
Lentamente, eu deslizei de volta na minha cadeira. “Tudo bem. Fico feliz em ajudar”, disse Christian, pegando meu prato.
Não estava convencida de que era uma boa ideia. Tive medo de que, se deixasse os dois sozinhos, um deles acabasse morto. Incapaz de detê-los, observei Christian e papai desaparecerem na cozinha.
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Eliana Fernandes
pulando horrores
2024-12-18
0
Lina R. de Avila
A história se perdeu por falta de amor próprio. O cara faz horrores na cara dela e simplesmente diz sim para tudo
2024-08-09
13
De
Meu Deus que chatíssimo contando os capítulos pra acabar
2024-07-24
3