Amizade

Cidadela Boreal 3º Ciclo de Solus

— A data de hoje é marcada por festa! Todos aqui presentes, os mais leais do reino de Aquaria e do Império Vale Elíseos estão reunidos para celebrar o aniversário da princesa Nêmesis Chrono do Império Vale Elíseos e do Rei Celeste William Oceanus do reino de Aquaria. Também devo dizer neste dia memorável que eu Branco Chrono VIII e minha esposa Jade Chrono estamos felizes em parabenizar o noivado desse casal escolhido pelo espírito celeste Mahara. Que sejam grandemente abençoados e férteis! — Disse o homem a céu aberto diante de todos os convidados.

Todos acordaram bem cedo para participar da cerimônia, que ocorreria em uma cidadela próxima, a cidadela de Campos Boreais, província das fadas ao sul de Cidade Branca, regida por Freya.

Com a ajuda de magos do espaço, a comitiva do Imperador e Aquaria levou cerca de 1 ciclo, 1 hora, para chegar ao local onde as fadas organizaram para que houvesse a celebração.

Aquela cidadela ficava no ponto mais distante da Cidade Branca e mais próxima da Província Campos Boreais, pois o local antes foi usado como ponto de observação, durante as guerras etéreas, quando Cidade Branca e Campos Boreais disputavam as terras, agora aquele lugar era usado pelo Imperador nos seus momentos mais solenes ao lado de sua subordinada que viam aquele lugar como uma grande prova da aliança entre eles.

A Cidadela Boreal estava completamente ornamentada para ocasiões extra-especiais que aconteciam, casamentos, alianças, entre outras festividades e cerimônias, que exigia grande solenidade.

No local onde todos estavam cerca de 50 pessoas fora os magos e cavaleiros que cuidavam da segurança, além das fadas que ajudavam estes, todos desfrutavam daqueles momentos únicos.

Ali o teto era a céu aberto, por tanto a luz de Solus invadia aquele lugar, todavia, o calor não incomodava ninguém já que havia em diversas partes daquele lugar gemas que atenuavam o calor e a radiação gerada da estrela, por tanto ficar ali era como estar num ambiente com sombra fresca, além disso, dada a altura e localização do lugar também ventava muito, porém com auxílio de runas em astes de pedra, os ventos eram convertidos em brisas de forma suave e o frescor daquele clima deixava tudo propício a cerimônia.

— Agradecemos a todos que vieram aqui. — Ele fez uma pausa enquanto segurava a mão de Nêmesis ao seu lado. — Infelizmente muitos dentre nossos jovens, não estão mais entre nós, porém estarmos aqui e isso representa que Aquaria pode recomeçar. Não devemos esquecer nossas dores, esquecer nossas percas, mas devemos aprender e nos fortalecer com elas. Quero que cada um de vocês lembrem e guardem dentro em seus corações que Aquaria vive e glória da pérola do mar brilha sobre todos nós. — Essa palavras tocaram muitos. — Hoje, neste momento, gostaríamos que todos aqui presentes aproveitem. — Disse William que apresentava sua voz a todos.

William trajava uma veste cerimonial Aquariana, um manto branco rendado a fios de ouro, aberto ao meio revelando seu peitoral uma exceção que o imperador abriu para aquele dia, além disso ele trajava uma espécie de calça branca com símbolos da flor Arcana bordado a ouro nas laterais, por cima desta ele usava um saiote quase transparente em tom lilás com as bordas detalhado com água marinha, desta vez ele usava botas de cor negra e detalhada com fios dourados, ele também usava uma tiara de mithril cuja uma pedra branca era o adorno, a mesma pedra que sua mãe usava em um determinado colar achado nos escombros, por fim William portava sua Relíquia Celeste novamente na forma de um bracelete, um outro bracelete qualquer em seu braço esquerdo e uma rapieira na lateral desta vestimenta, sua rapieira, também encontrada entre os escombros, cujo o material era o mithril e núcleo de gema de dragão marinho. William "brilhava" e a cada movimento que fazia era possível escutar os sons de seus adornos, claro para ele aquilo era um pouco exagerado, porém era os costumes que seguia o seu povo, por fim seus cabelos estavam trançados, com duas mechas correndo seus peitos, seus lábios tinham um tonalidade rosa coral e uma espécie de sombreado leve em tom negro sobre as pálpebras.

— Também agradeço a todos os que estão conosco nesta manhã, nessa cerimônia. Devo admitir que ainda tenho muito a aprender com essa pessoa maravilhosa ao eu lado, mas as palavras que direi a seguir não será em nome do império, ou de meu pai ou de minha mae, ou no nome de qualquer regente presente neste lugar. — Disse a menina segurando na mão dele. — Eu Nêmesis Chrono futura rainha de Aquaria, digo que não medirei esforços para proteger esse povo que também já considero meu. Diante de Solus e do meu marido juro solenemente que os protegerei com todas as minhas forças.

Todos bateram palmas a esse discurso.

— Viva ao rei! Viva a rainha! — Falavam os aquarianos presentes.

Nemesis não era muito diferente de William, era tão bela quanto. Trajada em um vestido longo de cor azul celeste com detalhes brancos, a garota revelava o charme de sua inocência, sem deixar de mostrar sua posição, pois o vestido era detalhado com jóias raras encontradas no reino élfico, além disso a menina usava uma espécie de gargantilha e brincos com água marinha, detalhados. Seu cabelo por outro lado estava também estava trançado, porém duas mechas ornamentavam as laterais de seu rosto cuja uma tiara semelhante a de William terminava o conjunto. Seu rosto também estava com pouca maquiagem, um tom rosado em seus lábios e uma sombra leve sobre as pálpebras, além do tom pouco rosados sobre as bochechas.

— Muito obrigado a todos e divirtam-se! — Disse William.

Todos então deram uma salva de palmas após o curto e simples discurso do casal e em seguida sem muita cerimônia todos foram aproveitar o momento de celebração, alguns para negociarem produtos entre suas Províncias de forma descontraída e agradável, e tantos outros para formar alianças, outros apenas para ter uma conversa saudável e aqueles que eram amigos íntimos do casal que se encontravam no meio daquilo tudo gerando entre eles uma "disputa" mais distantes dali.

— Não é que você não tenha força em me derrotar, entende? É só que você precisa fazer isso enquanto eu estiver dormindo — ela pesava nas palavras que dizia, pois conhecia bem sua força — não talvez não. Quer saber, acho que você precisa treinar mais.

Dizia a menina que curiosamente tinha orelhas de raposa na cabeça assim como também tinha a cauda de uma, porém essa ainda não era a característica mais marcante no corpo dela. A garota de nome Brigitte Maré do clã Maré, a princesa e herdeira do clã, era uma das sobreviventes do ataque ao reino de Aquaria, de sua província com pouco mais 45 mil habitantes sobreviveram entre eles, anciãos, sábios, artesãos, guerreiros, caçadores e tantos outros que ajudariam futuramente no desempenho do reino.

— Veja só! Que menina impertinente. — Disse Raya irritada com ela.

— Impertinente? Eu? Você começou. — Retrucou.

— Calma, Brigitte deixe-as em paz. Perdão, ela tem o temperamento forte. — Disse uma garota descendente dia Elfos Negros Superiores por nome de Luna Ondas da Província de Ondas, também princesa e herdeira de seu clã.

Ambas as duas meninas eram interligadas a mais alta nobreza do reino de Aquaria, suas famílias durante as fugas interessados em seus tesouros levaram o máximo que puderam contrariando o caráter e a linha de pensamentos das duas que se importavam em levar mais um sobrevivente, não jóias, moedas ou tecidos, nada disso importava para elas.

— O que está havendo aqui? — Disse Noah se aproximando.

— Noah! Não é nada, não se preocupe. — Respondeu Luna vendo o menino de pele negra e olhos azuis se aproximando.

Calmo como sempre ele mirou os olhos azul turquesa na menina com orelha de raposa e logo entendeu que ela havia saído da linha, pois bem sabia ele o seu forte temperamento.

— Perdão, senhorita, acho que minha amiga estava te incomodando. Saiba que ela ainda é muito imatura apesar da idade, então perdoe-nos qualquer coisa. — Disse ele fazendo algo como uma reverência.

Raya analisou o rapaz e logo interessou-se por ele como uma reação instantânea.

— Está tudo bem. Você me parece mais centrado do que essa aí, mas enfim não importa, não vou me magoar tão fácil assim. — Ela virava uma taça de uma bebida cítrica na boca.

— Essa aí? Olha garota, você sabe com quem está falando? — Brigitte insistia no assunto.

— Chega, Brigitte. — Noah falou de forma calma e congelante, como se fosse tragar a menina.

— Ela ficará calma. Não é Brigitte? — Disse Luna pegando na mão dela e apertando forte.

Brigitte ficou nervosa em relação a forma como o menino havia falado com ela, afinal ela tinha medo dele como uma criança tem medo de ficar no escuro, menos quando ele atacava sua feminilidade.

— Sim, sim, estou bem calma. — Respondeu ela sentido calafrios com o olhei congelante do menino fixo nela.

— Então, pronto — disse ele — vamos deixá-las em paz.

Raya se entristeceu, pois queria conversar mais com ele para o conhecer, talvez não agora, mas ela já começava a projetar seu plano para conquistá-lo, mesmo que isso pudesse levar mais uns 5 ou 10 anos de espera.

— Calma. Como pode sair? Acabou de chegar, vamos conversar, vamos pegue essa taça — ela nem esperou tomou uma iniciativa assustadora e madura diante das meninas e meninos ali por perto que podiam escutar — não se preocupe essa bebida é cítrica e não contém nada que possa derrubar uma pessoa — ela oferecia a primeira taça que via por perto, nem sabia o que tinha dentro, pois só queria manter o garoto ali — essa mesa é só para jovens então não se preocupe.

Ele se sentia desconfiado com relação a menina, mas também sentia curiosidade.

— Interessante, aceito o convite — ele foi na dela assustando ainda mais os jovens por perto que não esperavam um resultado tão rápido.

Raya com seus longos cabelos brancos e olhos rosados não escondia o tímido sorriso em seus lábios avermelhados ao estar fascinada com o Elfo Negro superior, assim como Noah que mirava seus olhos turquesa nela em uma sintonia que só eles entendiam e que ninguém poderia compreender.

Claramente Luna e Brigitte foram deixadas de lado pelo amigo de infância que agora começaria um longo processo com a prima de Nemesis para que um dia os dois, ambos nobres de nascimento, pudessem estar juntos até o fim de seus dias.

O barulho dos passos de William e Nêmesis ficavam mais evidentes.

— Então você conseguiu roubar ele de mim, não é? — A voz ecoou na cabeça de Raya ao ponto que a fez se arrepiar toda.

William ao lado de Nemesis aproximavam-se de onde os quatro estavam chamando a atenção de todos os jovens ao ponto de fazer vários baixar a cabeça como se fossem fazer uma espécie de decreto real ou algo assim.

— William! — Brigitte correu até ele e o abraçou como a muito não o abraçava irritando Nemesis.

Nemesis sentiu um nó na garganta e um desejo ardente de empunhar sua espada, porque ela conhecia a forma como se comportavam homens-feras e agora naquele momento Brigitte deixava bem claro seus sentimentos enquanto aspirava o ar ao redor para poder sentir o cheiro de William.

— William! Você está bem, que bom. — Luna se aproximava mais lentamente.

Nemesis instantaneamente sabia que era com aquelas duas que devia ter mais cuidado, então ensiná-las seria o primeiro passo para uma convivência mais harmoniosa, já que no fundo sentia que seriam aquelas duas.

— Não, Luna! Eu quem deveria dizer isso. Estou tão feliz que estejam bem — disse ele, mirando seus olhos nos olhos dela, ao mesmo tempo que Brigitte aspirava o cheiro dele — Mas nos poupemos desse clima fúnebre. Me digam como estão e que vestidos são esses? Vocês estão lindas — ele mirou os olhos em Noah de cima a baixo — você não, um dia irmão e você já se seduziu por essa aí.

William começou a rir, se tivesse som em sua voz todos poderiam escutar altas gargalhadas.

— Está com ciúmes? — Questionou Noah se aproximando dele, deixando as meninas irritadas inclusive Brigitte que ainda não havia deixado William para maior irritação de Nemesis que começava se sentir excluída.

— Talvez. Esperava um marido, pensei que fosse você. — Brincava William.

— Eu mesmo não meu caro. Respeito sua opinião ou vontade, mas dispenso e depois acredito que já encontrei alguém. — Disse ele bem naturalmente.

Todos os jovens ali presentes já estavam com uma vergonha inexplicável dos pés a cabeça, suas reações diante de cada comentário eram mais curiosas que qualquer coisa.

— Assim você vai deixar-me envergonhada. E depois William o senhor já tem a minha prima e não me chame de "essa aí". Tenho nome e é Raya. — Disse Raya alfinetando.

— Espera, vocês são primas? — Questionou Noah.

—Sim, me chamo Raya Chrono. Sou a 10ª na linha de sucessores. — Disse ela.

— Hum

William então mirou seus olhos em Nemesis que já mostrava sua grande inquietação com as duas meninas que claramente estavam perdidamente apaixonadas por ele e ainda por cima havia o fato de que era a primeira vez que ele realmente se comportava de forma relaxada na frente dela, algo que ela concluiu que tal atitude se deu por causa de seus amigos. Ele precisava fazer algo para corrigir seu erro, então ele próprio usou sua habilidade para que pudesse falar com todos naturalmente.

— Brigitte, Luna todos aqui presentes, jovens e pais de Aquaria, esta é Nemesis Chrono minha noiva. Nemesis por favor dê um passo à frente. A partir de hoje ela será sua primeira rainha e como tal quero total respeito por ela. — Disse ele de forma firme.

Se portando como uma princesa Brigitte se afastou dele e de repente o seu semblante mudou para a surpresa de Nêmesis que percebeu bastante nobreza e pureza no seu olhar digna de uma verdadeira princesa. Luna também mudou a sua feição e assim como Brigitte as duas olhavam firmemente para Nêmesis que percebeu a sua posição naquele momento diante das duas. Era como se houvesse uma conversa telepática entre elas, algo que lhes diziam que estavam em posições equalitárias, sem que uma tentasse tomar o lugar da outra.

— Muito prazer em conhecer vossa excelência. Me chamo Noah Pérola do clã dos Elfos Negros Superiores, Ondas. Mas pode me chamar apenas de Noah. — disse o menino com todo o seu cavalheirismo.

— Muito prazer, Duque Noah Pérola. — Disse a menina que já conhecia a posição dele.

— Entendo. Vejo que sabe nossas posições no reino, sim sou um Duque, mas prefiro que me trate apenas como amigo. Por isso insisto que me chame de Noah apenas. — Insistiu ele.

— Muito bem. Vou lhe chamar apenas de Noah. — Ela sorriu e mirou os olhos vermelhos nas duas meninas.

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