Mahara

Vale Elíseos Castelo imperial Rosa Branca

— Não, estou me sentindo bem mamãe. Não quero fazer isso. Estou aflita e não sei porque — sussurrou a menina para sua mãe que estava majestosa em seu trono.

Enquanto aos poucos a multidão das províncias começavam a observar a repentina mudança de comportamento da garota, Nemesis queria mais era sair dali, uma vez que o grande amor de sua vida até longe dali estava.

— Nemesis, novamente com esse assunto? O que você tem menina? Não podemos cancelar essa cerimônia, ela é uma tradição que devemos respeitar a qualquer custo ou que acha que irão pensar de nós? Veja, esse é o príncipe elfo superior, príncipe Nonrad que se aproxima — disse a mulher que dessa vez fazia pouco caso do que dizia a menina.

Jade estava preocupada com a menina, mas como uma mulher casada sabia que a garota só sentia todo aquele desconforto porque William Oceanus não estava lá, todavia, não podia deixar a menina fazer o que quisesse, pois antes de qualquer coisa ela era uma princesa e como tal era "obrigada" a seguir o protocolo instituído pelo próprio império, afinal quebras de protocolos poderiam gerar problemas tão graves que guerras poderiam ser iniciadas e naquele momento guerras internas era tudo de que o império não precisava.

— Princesa Nêmesis, tudo bem? Sou Nonrad das montanhas do leste — disse o jovem elfo de longos cabelos rosados e olhos cor de púrpura.

Nonrad era um elfo superior herdeiro principal de sua casa, sua beleza incomparável, era absurdamente tentadora a todos os olhares. Com uma pele tão alva quanto o algodão mais branco, corpo magro, sem muita definição muscular, no entanto com uma força capaz de derrubar três homens guerreiros, ele esbanjava delicadeza de uma dama, e a força de um leão. Trajado em uma extravagante veste cerimonial turquesa que ao caminhar uma espécie de guizo batiam um ao outro o menino de rosto delicado que mais parecia uma mulher, mostrava de forma esnobe toda sua beleza.

Nemesis por outro lado estava muito agitada e incomodada, só de ver aquele rapaz a sua frente já lhe gerava uma sensação terrível, além disso ela própria tinha consciência que o menino a sua frente no mínimo já tinha uns 70 anos ou seja era certo que ele era mais velho que seus pais, pois em sua raça os elfos superiores carregava uma genética que lhe permitia viver até 400 anos, essa também era a razão pela qual a todo custo aquele garoto tomou a iniciativa, talvez sendo o imperador, toda a geração da família de Nêmesis seria destruída com o passar do tempo e os elfos assumiram eternamente o trono, então de fato aquele garoto a sua frente não estava ali porque a amava, mas sim porque queria o trono do Império Vale Elíseos o qual o tetravô de Nemesis tanto lutou para livrar da tirania do primeiro Imperador Elfo.

— Sim, tudo ótimo. É um prazer tê-lo aqui, mas o que te faz imaginar que será o eleito? — perguntou a menina sem demora alguma.

Todos se admiraram pela forma como a menina tratou o elfo, sua grosseria atingiu e inflamou o ego de muitos naquele salão, inclusive do próprio elfo que queria esgana-la com suas próprias mãos ao escutar aquela forma de tratamento.

Branco o Imperador de Vale Elíseos por outro lado permanecia calado, pois aquela cerimônia era basicamente uma celebração feminina, mas como se tratava de um assunto de extrema importância todos os chefes de família, ministros e generais que não estavam em missões, pela tradição, apenas acompanhavam sem poder dizer uma só palavra, a não ser que eventualmente algo pudesse sair do controle e eclodir em alguma situação desnecessária.

O Imperador estava assustado com as tolices que sua filha poderia gerar, então em resposta ao seu comportamento rude o homem apenas mirou seus olhos cinzentos analisando-a cautelosamente, pois já começava a ficar mais do que claro que ela planejava algo em sua mente e com certeza era algo que poderia sair de controle.

— Bom, não sei se sou digno de algo, mas algo é certo, todos aqui presentes estão com um único propósito e todos os machos na cidade élfica estão dispostos e comprometidos a defender o império e por fim jovem princesa, é mais do que normal eu vir cumprimenta-la — disse o belo jovem que esboçava um sorriso meio estranho para a menina.

Nemesis sabia que ele estava mentindo, que todos ali estavam mentindo, os sete príncipes ali, com toda certeza só queriam uma única oportunidade para derrubar o império, afinal a família de Nemesis o fundou e por longo período reinaram até os elfos superiores com seus poderosos exércitos tomar em golpe de estado. Uma época que foi denominada a Era Hiato, ao ponto que só depois, séculos depois, seu tetravô reuniu forças suficientes para retomar de volta aquilo que lhes pertencia, inclusive o próprio povo de Aquaria teve parte na vitória da família imperial de Vale Elíseos.

Foi lembrando de todos esses registros que a garota não deixaria aquela situação se resolver tão fácil, afinal quem amava ainda estava longe dali, porém ele próprio havia prometido que voltaria então não teria porquê temer.

— Entendi, muito bem — disse ela levantando-se do seu lugar para a surpresa de todos – Bom dia a todos. Sou Nemesis Chrono, herdeira legítima do trono imperial e dou início a Cerimônia do Desabrochar. Todos aqui em breve atingirão a maioridade, moças e rapazes que deixarão sua adolescência para entrar na fase adulta. Muitos de vocês aqui de repente ainda hoje receberão uma noiva, um noivo — ela dizia isso a todos os jovens presentes no salão, enquanto todos os pais ou responsáveis escutavam em silêncio — mas não tenham medo, isso é tudo para o bem do império, para o bem de nossa união. O império hoje completa 600º ano, e muitos já passaram nesse mesmo salão geração atrás de geração. Hoje é mais um dia memorável e como tal um entre vocês aqui, os sete príncipes, das sete províncias do império será escolhido como o meu futuro marido, que ao meu lado regerá o povo para um futuro próspero e pacífico. — Ela respirou fundo, pois sentia tontura e falta de ar — Contudo, tudo que vem fácil, vai fácil, não podemos permitir pessoas "fracas" no nosso meio, então diferente das outras cerimônias antes ocorrida, vamos fazer de uma forma diferente desta vez — ela respirou fundo novamente e continuou — vou colocá-los em um desafio, mas é claro, aceita quem quiser, porém, também mostrará que tipo de pessoa são. Se não aceitarem, logicamente será bem possível que não seja aceito, mas não se preocupem, são apenas possibilidades — ria ela.

Todos os príncipes olharam entre si imaginando o tamanho da afronta que aquela menina acabara de fazer, afinal estava se colocando como superior a todos eles e como tal o ego deles doía ainda mais.

— Inaceitável! — Disse um dos regente da Província Floresta Boreal um homem gordo e barbudo que subia as calças sempre que caminhava com sua esposa que basicamente para ele era como uma escrava.

Todos simplesmente olharam para o homem que prensava o punho fechado contra a mesa onde todos estavam confortavelmente assentados.

— Silêncio Duque! Respeite meu pai e seu Imperador! Como ousa sair de seu lugar e levantar sua voz? Devo chamar os guardas para que lhe expulse? Ou deixará sua esposa e seu filho cuidar deste assunto? — referia-se ela ao homem que estava em silêncio absoluto no seu trono.

Jade apenas mirou seus olhos no marido que simplesmente queria botar a mão no rosto para que ninguém pudesse vê-lo rir.

— Duque Garden, homens além dos príncipes devem ficar em silêncio é uma tradição do império que o pai de seu pai e vocês mesmo aceitaram, deixe que eles e suas esposas discutam sobre isso. É uma tradição das mulheres nesse dia importante decidir como julgar segunda autorização imperial a escolha do novo e futuro imperador. Se não se lembra o império é matriarcal desde a Era do Recomeço. Então permaneçam em silêncio assim como o seu imperador meu marido estar — disse Jade a todos no salão.

O Imperador Branco nada falou e ficou no seu lugar com desejo quase que insuportável de rir, os jovens por sua vez foram até suas mães que os aconselharam da melhor maneira que podiam, afinal eram príncipes e no mínimo deveriam mesmo sem saber, aceitar o desafio que a jovem menina de cabelos brancos lhe impuseram.

— O príncipe Otávio Lotus, da Província Jardim Secreto não participará do desafio baseado em uma condição física, pré-supondo que a princesa Nêmesis fará um desafio físico característico de sua casa — disse a mulher de cabelos loiros e pele rosada que se colocava de pé ao lado do menino.

— Tudo bem então — riu Nemesis dele que parecia um "banana" — e os demais? Estão de acordo?

De forma egocêntrica os demais se aproximaram.

— Sim, minha princesa — disse o Nonrad por todos os demais que se chegavam.

— Entendi. Muito bem, faremos uma pequena disputa. Vocês lutarão entre si, provando sua força e capacidade. Como futuro Imperador o candidato deve ser forte e capaz de vencer todos os desafios, doenças e deficiências que jamais serão aceitas como desculpa em um campo de batalha, pois ninguém se importa com ninguém no fio da espada, doença nenhuma convence ninguém de poupar sua vida — alfinetou ela a mulher que preferiu esconder o filho — bom aos demais. Acredito que todos aqui manejam bem suas armas, então será proibido, extremamente proibido qualquer tipo de dano letal, qualquer uso de habilidades desproporcionais que possam custar a vida de seu adversário ou a vida dos convidados, qualquer forma de tentativa vão contra a família imperial. O que vocês terão que fazer é inutilizar o seu oponente e o que ficar de pé passará por um exame especial para provar sua força. Todos aceitam? — Questionou novamente.

Novamente o elfo se projetou para frente.

— Sim minha noiva aceitamos — disse o elfo sacando sua espada feita mithril e cristais de quartzo negro que brilhavam na presença de orcs, ogros e goblins, principais inimigo dos elfos.

Todos os demais rapazes entre olharam de uma forma mais orgulhosa que a outra, era de enojar todos os que estavam ali e carregavam consigo um pouco de consciência de vida. Naquela altura todas as mães sentaram-se em seus lugares e apenas em silêncio observaram seus filhos se preparando para algo que poderia mudar suas vidas completamente. Nemesis por outro lado apenas queria ganhar mais tempo para que William logo chegasse, para que ele viesse salvá-la de uma vez por todas.

— Se todos estiverem prontos. Então comecem! Magos criem uma barreira mágica que proteja todos no salão — disse ela, tornando ao seu lugar.

Ao da ordem a princesa sentou-se em seu trono e os magos com seus báculos ou grimórios ergueram uma única barreira capaz de proteger a todos.

— O que está fazendo? Não é assim que se conquista um homem — disse Jade a sua filha que esboçou um olhar ruim para a mulher.

— Me perdoe senhora imperatriz, mas é sério que está considerando esta cerimônia com todos os fatos na sua face? Isso não são homens de verdade, são todos uns sádicos, irresponsáveis que só pensam em si próprios. Não posso e não preciso entregar o império não mão desses fracassos. Meu marido deve pensar no meu bem e no bem do povo, não no poder e riquezas que esse trono oferece — disse ela levando a mão na testa após sentir uma tontura.

Jade então a observou queria dar uma resposta a altura, mas viu que o seu mal estar havia piorado bruscamente, que já começava a ficar claro que sua pele começava a transpirar então preferiu deixar para depois aquela conversa.

— Ah sim, agora entendi tudo. Muito bem faça como quiser — disse Jade à menina.

— Sim é isso que farei até ele voltar — disse ela colocando a mão no rosto novamente após a tontura retornar.

Aquaria Cidade Real Corais

Longe dali William enxugava suas lágrimas após o curto momento de luto que pode enfim experienciar, algo que precisou reprimir por um longo tempo. Percebendo a presença de todos se colocou de pé e caminhou até o trono sendo assim seguido por estes, que não esperava a singular experiência que estava por vir diante de seus olhos.

Chegando diante do trono feito de materiais raríssimos, cuja composição consistia principalmente em uma pedra azul e branco chamada Água Marinha e outras gemas de safira que caracterizavam ondas nas laterais, e na área superior a cabeça na forma do encontro entre duas ondas, o menino revelou sua espada novamente, mas desta vez a todos que estavam ali. A beleza do instrumento de guerra era atrativa ao ponto que seus olhos brilhavam ao admirar ela ser empunhada pelo garoto, porém algo lhes chamaria ainda mais sua atenção. Novamente fazendo uso de seus poderes, ele abriu o canal que lhe permitia falar como qualquer outra pessoa, mas como já estava claro, fazer aquilo, exigia poder, poder este que ele novamente fazia uso naquele momento, para a aflição de Leônidas que começava a imaginar a possibilidade de levar o menino bem esgotado ao seu imperador que com toda certeza responsabilizaria aos dois que o acompanhava, ele começava a se afligir, só de imaginar as possibilidades.

O salão real era constituído por grandes colunas de uma rocha nobre encontrada no fundo dos grandes oceanos além disso cada coluna era detalhado com algo semelhante ao ouro, porém era o oricalco que assumiam a forma de ramos, além disso atrás do grande trono sob um grande pedestal havia uma grande estátua do espírito celeste Mahara, nas laterais do grande salão cerimonial as grandes janelas permitiam a entrada abundante de luz de Solus ou de Selena, por fim o chão espelhado de um material desconhecido por todos ali fazia contraste com o teto que brotava flores, mas não flores normais, mas flores arcanas em tons lilás que pareciam iluminar ainda mais o lugar.

— Diante do trono Aquático, eu descendente direto de Mia Oceanus reivindico como rei regente de Aquaria esse assento! — Disse ele de forma respeitosa, mas dessa vez com uma voz extremamente rouca como de um velho prestes a morte.

Todos escutavam em silêncio, pois naquele lugar, a sala do trono mais parecia um santuário, não um salão real, ao contrário do que muitos ali já presenciaram no império ou em outro reino..

— Jovem Leona fique atenta a qualquer coisa — disse o homem olhando de longe o garoto usando suas habilidades — não sei como ele ficará após tudo isso.

— Sim ficarei — disse a menina mirando seus olhos púrpura nele imaginando o quão cansativo era usar aquele poder, assim também como imaginava uma forma de ajudar a carregar aquele fardo, claro algo que ela "jamais" conseguiria.

De repente diante de todos um círculo gigantesco se formou ao redor do menino e a espada antes dourada assumiu uma forma rosada como uma lâmina de cristal rosado detalhado com ramos brilhantes cuja o fio transparente que lembrava diamante lapidado ficou tão fino quanto antes. A marcante empunhadura detalhada assumiu características de asas e flores brancas, outra coisa que chamava a atenção dos olhos era ver ao redor de sua lâmina diversas escritas antigas de uma língua perdida para muitos, que giravam entre si como anéis que passam por dentro de si, circundando a as lâminas da espada como uma dança harmônica e encantadora.

Em seguida, algo que estava além daquele mundo, algo que poucos haviam presenciado, algo que simplesmente fez todos paralisar seus corpos e cair no chão assustados com o que viam aconteceu. Diante de todos surgia algo como uma pessoa, como alguém ou alguma coisa, uma figura feminina de longos cabelos roxos adornados de hibiscos brancos entre várias jóias que adornavam seus longos cabelos que flutuavam no ar, que tinha seus olhos semelhante a prata mais pura, cujos os cílios violeta volumosos destacavam-se ainda mais nas pálpebras rosadas, pois assim estavam pintadas, sua pele era tão alva quanto o algodão, porém também carregava pinturas douradas que lembravam ramos de flores por onde era visível no seu corpo, a mulher de aparência jovem trajava um vestido longo lilás com pouquíssimo detalhes de algum tipo de tecido preto, completamente detalhado com materiais dourados entre outras jóias, por fim com uma expressividade sorridente e serena desceu sobre ele colocando sobre sua cabeça uma coroa fina feita de algo semelhante a uma safira que logo sumiu deixando em sua testa uma marca verde água semelhante a uma tiara desenhada cujo no centro da testa havia uma forma como a Flor Celeste. Algo que todos puderam ver também no rosto da forma celeste que mirou seus olhos prateados em todos que ali estavam e sorriu para eles como quem comprimenta alguém, por fim tornou a se voltar ao menino que parecia não entender nada.

— Não se preocupe mais meu filho de outro mundo William Oceanus, meu herdeiro, tudo irá se resolver com o tempo — Disse ela a ele — lembre-se de meu nome, o nome de sua mãe. Eu me chamo Mahara A Força Celestial do Equilíbrio. Lembre-se de mim.

Ao fim de tudo, a forma feminina sumiu diante de todos como uma espécie de poeira cósmica que caiu sobre ele em diversos tons luminescentes e a espada antes em sua forma superior tornou-se a sua forma mais simples.

Apesar de todo aquele esplendor diante de seus olhos era inquestionável que William estava cansado e mais uma surpresa daquelas era melhor ficar ali mesmo, pois os três seriam acusados de assassinato.

— O que houve? — Questionou Leônidas um pouco trêmulo.

— Não sei, não sei — disse Amélia com a mão no peito que estava agitado.

— Independente do que houve, precisamos ajudá-lo — Disse Leona levantando-se do chão onde estava ainda se recuperando trêmula da cena.

Leônidas em curtos passos caminhou até William, pois ainda tremia bastante, a muito custo Amélia e Leona também o seguia, pois seus corpos também ainda estavam em uma situação semelhante.

— Mestre William, o senhor está bem? É melhor descansar, já chega por hoje — disse Leônidas forçando um sorriso enquanto se aproximava com Leona e Amélia.

William sequer explicou o que ocorreu ali. Na realidade talvez fosse único que não sentia nada de estranho relacionado ao ocorrido, seu único tremor e fraqueza estava ligado ao esforço que fez

— Concordo com você general — sorriu ele enquanto se apoiava trêmulo na espada — acho que está na hora de voltarmos, anotou tudo o que precisamos, Leona?

Leônidas ainda estava muito curioso, mas sua perspicácia em batalha e seu instinto lhe dizia que ele precisava ser mais cuidadoso com suas palavras.

— Se me permite, não lhe perguntarei sobre o que houve aqui, mas seria bom notificar ao Imperador e sua esposa — sugeriu Leônidas com certo desconforto, afinal aquele assunto era pertencente a Aquaria, e o Império em si não tinha razões para se intrometer.

William então mirou nos olhos do homem que se afastou um pouco ao observar que o olhar dele estava diferente.

— Está tudo bem General, fique calmo notificarei a ele, acho que está na hora de fazer algumas mudanças nos segredos de Aquaria — respondeu ele com sua voz distante — então Leona anotou tudo o que precisa?

Para a surpresa e espanto de todos a voz que ecoava em suas mentes já estava bem fraca, como se estivesse distante.

— Sim senhor — respondeu ela querendo perguntar seu estado atual.

— Entendi. Senhorita Amélia, em breve mandaremos auxílio — disse ele fazendo a espada tornar a forma de um bracelete dourado — vamos! Já estou atrasado, precisamos chegar logo.

Amélia se aproximou dele e se ajoelhou assustando-o muito.

— Meu senhor, meu pai é filho de Aquaria e após conhecer minha mãe, por permissão do antigo rei ele foi servir ao exército de Vale Elíseos logo depois de tudo entre eles, nasci no Império. Meu senhor, sou metade sereiana e gostaria de retornar ao reino, para servi-lo — disse a mulher.

William mirou seus olhos na mulher e apesar de tudo, ele não podia decidir nada, afinal ela era cidadã oficial do império, não haveria razão alguma para querer assumir tal responsabilidade, era como se ele estivesse tentando roubar o próprio imperador, e claro essa era a fama que ele gostaria de ter.

— Bom, gostaria de responder isso com algo mais positivo, porém você serve ao Imperador Branco Chrono não a mim, somente ele pode te libertar de suas funções no Império Vale Elíseos. Se quer regressar a suas raízes paternas peça ao Imperador e dê sua justificativa de forma mais concreta a ele. Entende? — Respondeu ele sabendo que aquele seu conselho poderia não servir de nada ou talvez até colocar a fidelidade da mulher em jogo.

A mulher então se pôs de pé novamente e mirou bem nos olhos púrpura do menino imaginando que ele era o único e legítimo rei de Aquaria que a muito tempo não se via igual, então como parte sereia ela o seu interior estava determinado a seguir a vontade de seu verdadeiro senhor.

— Sim farei isso — disse ela se afastando.

— Bom, já está tarde. Senhorita deixo o resto com vocês, aquela construção mais atrás é para vocês e seus ajudantes descansarem de forma mais confortável e segura, claro se fosse outros tempos vocês teriam muito mais conforto, mas é que consigo fazer com meu nível atual — ele mirava o indicador no prédio mais distante que eram visíveis do salão.

Todos ainda estavam surpresos com aqueles distinto prédios tão belos quanto um palácio, porém para maior surpresa deles o menino tratava tudo aquilo como um simples lugar onde pessoas normais podiam viver.

— Não merecemos senhor — disse ela.

— Sim, vocês todos merecem, infelizmente não posso fazer o mesmo nas outras cidades próximas, minha energia está se esgotando, mas da próxima vez que eu voltar, quero sua ajuda para visitar o andamento das obras nas demais cidades — disse ele levando a mão no rosto pela tontura que vinha.

— Mas meu senhor!

— Comandante Amélia já chega! Você já falou demais. O jovem mestre está cansado, ele precisa voltar e descansar, aceite o presente dele por favor — disse Leônidas.

— Tudo bem, sim senhor

William riu, naquele momento, pois agradeceu a intervenção de Leônidas, pois a fadiga o incomodava.

— Muito bem já que resolvemos tudo. Vamos logo, tem alguém me esperando — disse ele, se esforçando novamente.

William então mirou seus olhos na direção de Vale Elíseos e logo em seguida abriu seus lábios para entoar os mecanismos que o permitia viajar entre uma dimensão e outra.

— Vamos, segurem-se em mim — disse ele usando sua telepatia para poupar energia, uma vez que usar seus lábios era mais desgastante e perigoso.

Os dois se aproximaram do menino e após tocá-lo em meio ao salão, todos puderam escutar o estalo que causou o ruído do salto-espacial que o menino fez.

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