Cerimônia do desabrochar

Império Vale Elíseos

Enquanto isso longe dali, Nemesis seguia com sua competição a fim de descobrir que tipo de pessoas eram aqueles candidatos e o quão forte eram, claro a ideia era ganhar tempo, afinal nenhum daqueles jovens a importava assim como também ela não era importante para a maioria deles e sim o troféu principal para o controle absoluto. Embora ela fosse forçada a dar atenção aquele “show” de barbaridade, àquela altura o seu mal-estar começava a transparecer no seu rosto ao ponto que o mais distraído começava a perceber, que a princesa do império se sentia mal, muito mal.

— Desista, garoto, é impossível você me vencer na esgrima, quanto mais com o uso de habilidades. Antes de você nascer eu já existia — disse o extravagante elfo ao menino que tentava se defender dos golpes de sua espada.

— Não seja ridículo, não se trata de tempo, mas de linhagem sanguínea, minha linhagem é desta terra da cidade Branca, assim como a princesa herdeira, você é apenas um intruso qualquer que conseguiu grandes poderes, e deseja enfrentar o sangue puro. Seu imundo — respondeu o extravagante de cabelos vermelhos e olhos dourados, aplicando diversos golpes seguidos com sua espada finíssima feita exclusivamente para perfurar e torturar seus oponentes com cortes superficiais.

O jovem elfo se irritou deliberadamente contra o menino e, levantando sua espada curva, desferiu um golpe certeiro com a espada coberta em habilidade de vento, que lançou o menino contra uma parede do palácio cerca de cinco metros de altura do chão, fazendo-o desmaiar instantaneamente para a surpresa de todos os convidados presentes na cerimônia.

— Silêncio! — Disse o elfo mirando seus olhos no adversário a seguir que já o esperava, com o seu arco.

Apesar de tudo Nemesis encarava com bastante atenção ao Elfo que lutava, afinal aquele jovem segundo sua força e habilidades era mais do que qualquer um ali, capacitado para se tornar o próximo imperador, mas sua arrogância tornava aquela decisão perigosa para a grandeza do império e para proteção e sobrevivência do povo.

A garota de cabelos brancos de expressão agressiva sabia que tornar aquele elfo o seu marido podia acarretar problemas futuros para todos, inclusive para ela própria que seria tratada como uma escrava. E como uma princesa, que também era uma das comandante da guarda real, Nêmesis precisava tomar alguma providência, pois da maneira como aquilo iria caminhando, aquele elfo logo venceria todos ali e esse não era o plano, tornar aquela criatura que se quer amava o seu marido e o futuro imperador.

— Ajudem a Elfiade Chrono! — Declarou Jade aos suas magas de cura, que estavam à disposição para ajudar os jovens que saíssem dali muito lesados.

Elfiade Chrono da província principal da Cidade Branca, coração do império, era o menino que havia sido lançado contra a parede e estava desacordado e por tanto eliminado e sem chance de concorrer a noivo, constrangendo seu pai que era um dos principais do imperador um de seus Duques.

— Então você é aquele da Floresta Etérea, deixa-me lembrar seu nome — zombava o elfo do menino com arco.

— Oslo é o meu nome, Oslo Boreal do clã Boreal, aqueles que recebem a fonte Etérea. E você é o meu rival, vamos não demore! Quero acabar logo com toda essa perda de tempo — disse ele disparando o que não parecia uma simples flecha, mas algo envolvido por algo semelhante aos ventos que rasgavam as alturas dos céus.

— Um arqueiro, se não sabe, esse é o pior lugar para se usar arcos e ainda mais com essa quantidade de pessoas aqui, pode ferir alguém — respondeu o elfo desviando-se da rajada de vento que escondia a seta.

— Silêncio elfo! Vamos! Lute — disse o menino de olhos turquesa, cabelos brancos e pele negra característico de seus pais.

— Tudo bem então, se é o que tanto deseja, vou lhe mostrar um pouco do poder do reino Elfico Tyrand — disse o menino erguendo sua espada curva.

O elfo guerreiro desferiu um golpe preciso, o mesmo que lançou contra o outro garoto, porém esse mesmo golpe foi segurado pelo menino que usava o seu arco como um escudo de vento, algo que se baseava no princípio de sua habilidade, que tinha como principal fonte de poder à força dos ventos do sul e norte.

— Então, é só isso? É só isso que você consegue fazer? — Indagou o jovem com um sorriso de desdém.

— Claro que não — debochou o elfo do garoto à sua frente — vocês não aguentariam nem metade do que posso fazer, isto é, se eu usar outro golpe com certeza você morrerá, esse é o mais fraco que posso usar. Então me agradeça, estou poupando sua vida.

O menino começou a gargalhar a sua frente, em seguida levou a mão no rosto imaginando como o elfo a sua frente era arrogante.

— Ótimo, vou mostrar um segredo pra você — disse o menino tocando a jóia presa no arco.

— Uma arma Etérea, não é? Muito bom, deixe-me ver, acho que é de classe relíquia Arcana, então foi você que a fez? Interessante, mas se achou que me surpreenderia com isso, você está muito enganado — declarava ele vendo o arco do menino se transformar diante de seus olhos.

Diante de todos os dois revelaram suas verdadeiras forças interrompendo até mesmo os demais que lutavam em outras áreas do salão, pois a energia liberada pelos dois causava distúrbio no campo Etérea de todos os que possuíam pouca força. Contudo, a exibição de brutamontes estava para se pôr um fim, pois um lapso de energia se destacou no centro do salão fazendo todos pararem suas lutas instantaneamente. A princípio todos pensaram que era a força dos dois que se combatiam, mas Nemesis sentiu em seu coração que aquilo na verdade era quem ela tanto esperava, a quem seu coração tão calorosamente esperava, ao ponto de fazê-la sair de seu trono para a surpresa de todos que trocaram olhares, imaginando o que poderia ser aquilo tudo. De repente um estalo correu o salão fazendo os dois meninos tornar a si com o susto que o som causou, em seguida as bruxas e magas imperiais cercaram o imperador e a imperatriz, assim como os demais buscaram guardar seus próprios senhores e senhoras na ignorância do que estava acontecendo.

— Um parece que estou perdendo uma cerimônia interessante — disse o menino de longos cabelos negros saindo de uma nuvem negra com raios lilases e azuis além de diversos pontos luminosos como partículas coloridas que flutuavam no ar, seguido pelo general vermelho Leônidas e Leona.

Todos os que ainda não conheciam pessoalmente o sereiano assustaram-se imaginando que fosse algum invasor, porém as roupas características de Aquaria e a presença do general Leônidas, os fizeram repensar suas ideias imaginando que aquele era alguém de importância ao Império cujo o direito de ir e vir era absoluto para fazer uma entrada como aquela, só não conheciam Leona que estava ao seu lado como uma empregada.

— Quem é este mamãe? — Sussurrou para sua mãe uma jovem de cabelos âmbar que se admirava da beleza de William que calmamente analisava o local.

— Não sei bem, mas essas roupas não me são estranha só conheço um povo que se veste assim, o povo de Aquaria — respondia ela a garota.

— Mas aquele reino foi destruído mamãe — disse a menina.

— Sim, minha filha, mas houve vários sobreviventes. Com certeza ele é um desses sobreviventes. Além disso ele está acompanhado do general do exército imperial. Com certeza ele tem alguma autoridade aqui — observou a mulher.

Assustando a todos que viam seu caminhar, William se aproximava do trono imperial seguido por seus dois acompanhantes, que em silêncio o seguia completamente preocupados com o seu bem estar, além da vergonha que sentiam com aqueles olhares, porém só poderiam comunicar algo após a autorização do jovem rei.

Nemesis por sua vez quebrando todos os protocolos desceu do trono irritando sua mãe e seu pai que viam aquilo como uma afronta aos demais senhores no salão.

— Você está bem? Como faz isso comigo? — questionava ela passando a mão no rosto do garoto.

— Estou sobrevivendo, mas não fiz nada com você. Que conversa é essa? — Questionou ele rindo com sua telepatia distante.

Nemesis sabia que algo estava acontecendo com ele, apesar de não saber explicar como, mas o fato da voz dele ecoar com fraqueza em sua mente era a prova de que estava certa e que ele não estava bem.

— Como assim? Você está fraco, sua voz está fraca na minha mente. Me conte o que fez lá! — questionava a menina.

Roseta uma jovem bruxa de alto nível imperial se aproximou com delicadeza dos dois, pois logo percebeu o quão irritado estavam os demais que assistiam aquela cena de romance. A mulher que era responsável por treinar Nemesis e William além de muitos outros de sua idade, era general de todos os magos e bruxas de alto nível. Tempos atrás ela ajudou William quando este passou por problemas em um determinado treinamento que ela o colocou com seus alunos, afim de trocar experiência.

— Senhora, perdão, mas não é momento para isso. Estamos no meio de sua cerimônia, pode-se perceber que os jovens príncipes e suas respectivas famílias não gostaram deste comportamento. Por favor gostaria da compreensão de ambos para deixar os demais assuntos para depois — declarou a maga de pele alva e cabelos ruivos, que portava um cetro.

William então mirou seus olhos a todos, inclusive ao Elfo que mirava com um olhar agressivo, como uma besta que queria tragar a garganta de sua presa.

— Sim, perdão. Perdão Imperador, perdão Imperatriz — curvou-se ele aos dois que apenas com sorriso leve responderam a ele, um sorriso que dizia claramente o quão grave era o comportamento deles dois e o tamanho da intimidade entre o rapaz e a família imperial — É melhor você voltar ao seu lugar princesa — debochou ele nessa última parte — perdão senhorita Roseta.

Willian como não podia falar e estava ciente que nem todos ali podiam escutar sua voz sem muito o que fazer e um pouco envergonhado se retirou, seguidos por Leônidas e Leona para um canto ao lado dos tronos, conduzido por Roseta que afastava novamente as seguranças para que William pudesse se aproximar, uma honra dada aos poucos, deixando todos ainda mais curiosos para saber quem era o garoto que saiu, porém ainda permanecia próximo aos tronos imperiais, protegido pela maga que o havia alertado.

— Bom, mamãe devo dizer que achei ele bem atraente, na realidade eu gostaria que falasse com os responsáveis dele, para negociar um casamento entre nós — a menina de cabelo âmbar riu — mas sabe depois desta cena toda, acho melhor tentar não competir com a princesa.

A mulher olhou para sua filha e riu.

— O que houve? Ele com certeza é uma pessoa muito importante, em um nível completamente diferente é melhor evitar — disse a garota.

Nemesis tornou ao seu lugar onde sentou-se envergonhada ao ver que seus pais colocavam seus olhos nela e ao escutar os murmúrios de muitas donzelas que presenciaram aquela cena, imaginando que tipo de relacionamento os dois teriam.

— Desculpa — disse Nemesis a sua mãe.

— Não diga nada. Deixe-me resolver isso com o seu pai — respondeu Jade.

Em seguida Jade olhou para o marido, afinal o problema já havia sido causado e já era irreversível e aquela altura não poderiam seguir a cerimônia como se nada tivesse acontecido, então Jade quebrando protocolos levantou-se e foi até Branco onde sussurrou algo em seu ouvido e tornou após ele sussurrar algo de volta em seu ouvido, afinal a presença de William ali fazia toda a diferença a partir daquele momento pelo menos na visão de todas as famílias presentes.

— Roseta, por favor, apresente a todos quem é o jovem ao seu lado! — Disse Jade à mulher.

Todos nesse momento tiveram a mais absoluta certeza que aquele garoto não era alguém de patente tão baixa e as roupas que trajava e sua expressão física demonstrava as características de Aquaria, com toda certeza era no mínimo um nobre de alto escalão.

— Sim senhora! — Respondeu a mulher caminhando até o meio do salão — Desejo a atenção de todos. — Começou a ruiva. — Sabemos que todos aqui estão com dúvidas relacionadas a esta pessoa. Todavia, vamos esclarecer tudo, por isso escutem com atenção. O jovem aqui à sua frente é o príncipe herdeiro do reino teocrático de Aquaria, William Oceanus, e também aquele que assumirá o trono, após a reconstrução de seu reino. Por tanto, nesse momento o jovem príncipe está sob a proteção do império e como tal faz parte dele, como um aliado valioso. Contudo, também devemos reconhecer que sua entrada aqui foi desrespeitosa, peço desculpas em nome do príncipe William Oceanus, infelizmente ele saiu em uma missão especial e como tal "não tinha" ciência do que ocorria no salão imperial, afinal a Cerimônia do Desabrochar é uma cerimônia exclusivamente nossa. Afim de que, peço que não o culpem e respeitem sua ignorância. É só o que tenho para declarar. Por favor, peço que continuem com os embates – concluiu a mulher rapidamente.

Roseta tornou ao seu lugar ao lado de William para protegê-lo, enquanto todos ainda se questionavam sobre a liberdade do garoto dentro da presença do imperador que era uma coisa que ninguém ali ousava arriscar. Aquele discurso da bruxa na realidade foi péssimo e não havia convencido ninguém.

— Obrigado senhorita Roseta, mas me chamar de ignorante foi maldoso de sua parte, além disso eu já sabia do que estava acontecendo aqui e por isso fiz isso. Isso faz parte dos plano. Desculpa novamente — relatou ele com sorrisinho.

Roseta então mirou seus olhos rosados nele com um certo desconforto, pois assim como não era de sua natureza discursar, mentir também se encaixava nisso e era assim que ela se sentia ao escutar as palavras do garoto, porém sua vontade de retrucar não era mais forte que sua sensatez.

— Entendi, não repita isso por favor — disse ela evitando piorar a situação.

— Silêncio General Roseta — disse Leônidas com rigidez, uma vez que ao adentrar aquela cerimônia ele passaria a ter seu comando de volta, porém suas palavras eram apenas voltadas aos seus subordinados, pois precisava passar suas orientações.

Após a entrada de William e seus acompanhantes a situação não seria mais interessante, afinal o menino já havia chamado muito a atenção de todos, inclusive dos demais candidatos a imperador que viram e analisaram a relação dele com a princesa imperial. A situação incomodava tanto que todos, inclusive os senhores de família que assistiam aquilo e nada poderiam comentar, estavam prestes a sair de seus lugares de uma só vez para ter uma audiência especial com o Imperador, pois um rei sem reino no mínimo era o cúmulo da vergonha, e aquele "perdedor" no mínimo nem digno de estar naquela celebração deveria. Contudo, aquele era o plano de William e Nemesis, despertar para eles toda a atenção para aquele momento e talvez ser afrontado por alguma daquelas pessoas, obviamente que William só não esperava estar tão fraco, como estava naquele momento, porém estava pronto para isso mesmo que lhe custasse uma noite incômoda de dores e febres.

— Ei, seu imundo, lute comigo! — Convidou o príncipe élfico, mirando sua espada em William.

Nêmesis apertou a mão no trono onde estava, porém nada podia fazer enquanto seu pai e sua mãe a olhava como quem queria tragá-la, claro que os demais também o faziam, para saber qual sua reação diante das provocações. Todavia para William isso não era nada, afinal antes de nascer naquele mundo como um príncipe respeitado e temido ele havia vivido em uma outra vida onde escutou de repente coisas piores, além disso era tudo o que eles queriam. E assim não podia deixar que o elfo a sua frente viesse lhe dizer o que quiser, pois agora naquele mundo onde nasceu sua posição exigia muito mais respeito.

— Vamos me responda, príncipe sem reino, o que fará? Precisou de uma bruxa inútil para te ajudar. O quê? Você não pode responder? — Provocou ele novamente.

Leona mirou seus olhos no elfo com uma sede que a muito tempo não sentia mais, porém não podia tomar nenhuma atitude, portanto permaneceu no seu lugar em silêncio respeitando a atitude de seu possível novo mestre que também estava parado observando em silêncio tudo que o garoto elfo falava.

— Peço perdão pela intromissão, porém o jovem à sua frente, se trata de um príncipe. Deveria ter mais cuidado com suas palavras, por outro lado o jovem William Oceanus não pode participar dessa cerimônia. Em pimeiro lugar porque ele precisaria ser um representante do império, em outra situação possível ele ainda precisaria de uma aprovação do imperador e de seus pais, porém por tê-los perdidos, ele necessitaria de um representante, um tutor, já que ainda é de menor para concordar com os demais chefes de províncias. Por outro lado, Aquaria não é província de Vale Elíseos e sim um reino soberano aliado, por tanto como tal, ele não tem direito de participar dessa cerimônia sem permissão do imperador e sua esposa além dos senhores e senhoras de províncias. Seu ato imaturo de convidá-lo a duelar, apenas permite a ele a chance de competir ao trono, você agora tem consciência de suas palavras? — Falou Roseta diante de todos, pois já não aguentava mais a quantidade de insultos que recebia o menino.

O elfo cerrou os dentes uns nos outros e sua expressão delicada mudou drasticamente.

— Como ousa maldita? Quem são as bruxas perto dos elfos superiores? Você me afronta diante de todos e acha que pode se sair dessa? Quem você pensa que é? Você não é ninguém. Não tem direito algum de defendê-lo. Fique em silêncio mulher, sou um herdeiro élfico, alguém cujo a raça está acima da sua, portanto, fique em seu lugar, estou desafiando ele, não você, pois aqui me parece que ele é o único que realmente devo enfrentar. Vamos garoto! Vamos logo, eu estou cansado de toda essa baboseira se o trato é apenas vencer as lutas e se tornar o próximo Imperador, então assim eu farei e tirarei da opressão o povo do império — ele ria por detrás feito um psicopata deixando todos abismados com suas palavras de loucura, inclusive aos demais jovens guerreiros que participava dos duelos.

Jade e branco já estava bastante incomodados com a atitude do jovem elfo, porém não podiam se intrometer, afinal eram os pais da futura noiva e assumir o menino como filho era o mesmo que entregá-lo na mão de sua filha para casório, quebrando assim a regra do desafio imposto, pela própria Nemesis. Então começaram a pensar como fariam para que o garoto participasse daquele desafio, afinal estava claro que o plano daqueles dois desde o início era esse, além disso deixar o elfo fazer aquilo poderia romper os laços com Aquária algo que o império não precisava no momento, além de que uma guerra entre Tyrand e Jardim Secreto, poderia iniciar e isso não era algo que Império queria, afinal o foco de tudo isso não se tratava apenas do relacionamento entre Nemesis e William, ou um relacionamento entre Vale Elísios e Aquária, mas sim uma questão que envolvia tudo e todos, o Imperador negro, lorde das terras sombrias ao norte nas áreas gélidas e também vulcânicas da Terra Vancant.

— Meu imperador e minha imperatriz. Peço perdão, mas venho manifestar minha decepção e indignação ao escutar as palavras do principal da província élfica. Essas palavras deixaram de ser uma birra infantil para ser um assunto importante que atenta contra Jardim Secreto e eu Kahra Nava como ministra e regente imperial da província Jardim Secreto, repudio esse tipo de comportamento, tome uma atitude. Pois a glória das bruxas está sendo ofendida por alguém dos elfos — disse a mulher pondo-se de pé.

Naquele momento a confusão eclodiu.

— Minha cara ministra. Minhas sinceras desculpas pelo infortúnio que o jovem de minha província causou — levantou-se Solus imediatamente.

— Não ministro Solus, não posso aceitar um simples pedido de desculpas após as palavras ofensivas deste jovem — respondeu.

Era tudo o que o Imperador não queria, uma complicação entre as duas províncias, as duas províncias mais orgulhosas que estavam unidas ao império. Então naquele momento Branco teve uma grande ideia, porém precisava contar apenas a sua esposa, afinal ele era rígido e como tradição estava claro que o homem nenhum poderia falar durante aquela cerimônia, a não ser os candidatos jovens homens que representavam suas famílias ali, ele preferiu não macular o decreto, claro, que aquela altura, tradição alguma importava, afinal uma guerra interna poderia eclodir a qualquer momento.

— Imperador exigimos um posicionamento da coroa — disse Kahra.

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