A Guardiã

A porta abriu.

— Senhor William, já está de pé? Como pode? A senhora Serena terminou os procedimentos em seu corpo a um ciclo atrás, só foi o tempo que me retirei para poder trocar as vestes! — Dizia Leona que entrou rapidamente ao perceber através de seus sentidos aguçados que o menino estava de pé.

Leona se assustou, afinal escutou os movimentos de passos no quarto assim que alcançou uma distância de dez metros da porta do grande quarto de William, que se fosse comparar com as medidas do mundo em que William viveu como Felipe, seu quarto atual teria aproximadamente 20 a 25m², uma extravagância que ele mesmo todas as manhãs se perguntava a razão de todo aquele tamanho.

A menina afligiu-se ao vê-lo de pé sustentando-se em uma cadeira simples, pois recordou-se da quantidade de sangue que William cuspiu fora e de como suas vestes e mãos ficaram manchadas com o líquido vermelho, um trauma que carregava desde a queda de seu reino, quando viu seus amigos, seu amado e muitos outros que morrerem diante de seus olhos.

— Calma, Leona, estou bem, e outra não se preocupe comigo — comentou ele através de sua telepatia ficando novamente de pé.

Uma euforia corria o coração de Leona ao vê-lo daquela maneira tão irresponsável.

— Como pode? O senhor… NÃO! VOCÊ VIU A QUANTIDADE DE SANGUE QUE DERRAMOU? PENSA QUE ISSO É BRINCADEIRA? TODOS NÓS USAMOS NOSSAS HABILIDADES LIVREMENTE, MAS VOCÊ NASCE COM ISSO E NÃO PODE USAR OS PODERES QUE TEM! E MESMO ASSIM AINDA SE ARRISCA TELEPORTANDO DUAS PESSOAS COM VOCÊ, PARA SUA TERRA NATAL, RECRIA VÁRIAS CONSTRUÇÕES, USA NOVAMENTE OS SEUS PODERES PARA VOLTAR E AINDA LUTA PELA PRINCESA. VOCÊ QUER MORRER? — A menina berrava a ponto que fez os soldados na porta entrar sem autorização para ver o que estava acontecendo — VOCÊ VIU COMO MINHAS MÃOS FICARAM? VOCÊ OLHOU PARA MEU CORPO? VIU COMO ELE FICOU? NÃO? ELES ESTAVAM CHEIO DE SANGUE, DE SEU SANGUE, SE QUER TANTO ASSIM MORRER, NÃO ME ENVOLVA NISSO — ela começou a chorar.

Os soldados nem sabiam como reagir naquela situação e a pedido do próprio William eles permaneceram em seus lugares, observando aquela estranha situação, lógico essa era a melhor opção já que a menina estava nervosa e talvez, se a maioria pudesse manter a calma, já seria um grande lucro.

— Nunca vi ninguém resumir meu dia assim. Só esqueceu da espada que se transforma em bracelete — ele se aproximou dela e ficou imaginando que tipos de traumas ela deveria ter vivido — bom, desculpa, não imaginei que minhas atitudes atingiria o emocional de outra pessoa, mas se quer saber, farei o que preciso fazer, pelo bem de meu povo e de quem amo e essa não será a última. Acredite, não gosto de passar por isso, mas não será isso que me matará — disse ele tocando o ombro dela — novamente desculpa, não quis e nem esperava te causar esse desconforto desnecessário, acho que já peguei bastante de seu tempo também, você já tem sua vida e não precisa passar por esses traumas novamente.

Ela baixou a cabeça, ainda mais irritada com ele.

— Vida? Se você pensa que tenho vida aqui, você está enganado. Eu pude sair hoje pela primeira vez, e foram poucos ciclos que me fizeram feliz novamente. Você não entende que aqui sou apenas mais uma pessoa que está presa? Veja os guardas eles querem te proteger de mim — ela fez William olhar para os guardas que realmente esboçaram o que ela dizia, mas o que poderiam fazer? Era o trabalho deles — não sei o que fazer, não quero ficar aqui os restos dos meus dias, mas você parece que quer morrer com isso. Você não me causou desconforto nenhum, você não está pegando do meu tempo, mas eu não consigo me conformar em saber que está ciente de sua condição e ainda assim quer permanecer lutando sabendo que isso pode te matar — respondeu ela.

William não sabia o que dizer, então a única coisa que podia fazer era acalmá-la naquele momento. Então ele colocou a sua mão no alto da cabeça dela e começou acariciar como se a garota fosse uma criança, obviamente que nem ele sabia porque estava a fazer aquilo, a única coisa que lhe importava era acabar com toda aquela confusão.

— Está tudo bem, fique calma. — Ele olhava para os soldados que também não sabiam como reagir.

— Se eu pudesse eu mesma te protegeria com as minhas habilidades, e evitaria ao máximo que você usasse seus poderes — desabafou ela.

— É, mas assim ficaria difícil não acha? — Disse ele.

William ainda acariciava a cabeça da menina que se acalmava com o gesto, quando duas pedras de gemas rosadas pularam da sua pulseira e flutuaram na direção dos braços da menina, uma assumiu um tom vermelho e posicionou-se sobre a altura do pulso do braço direito a outra assumiu uma coloração violeta quase negra e posicionou-se sobre a altura do pulso sobre o braço esquerdo de forma que a medida que ela movimentava o braço a pedra acompanhava os movimentos das mãos.

— Ora, o que está acontecendo aqui? — Questionava William olhando a cena.

Com o susto repentino Leona se afastou de William ao sentir o calor das gemas formigar em suas mãos, em seguida mirou seus olhos em William e deu vários passos para trás desviando o olhar novamente, quando percebeu a quantidade absurda de energia Etérea emanando do seu corpo, algo que nunca havia visto, uma visão assombrosa e por que não catastrófica? Que se expelia como ondas infestando o quarto de material etéreo até o exterior pelas janelas, como se aquilo se espalhasse por todos os lugares devorando tudo com sua força, porque se havia algo de belo naquilo era apenas o tom lilás cercado por diversos pontos luminosos que flutuavam ao redor, mas fora isso presenciar aquela cena era desnecessário e nauseante, naquele momento um pouco daquela energia começava a entrar em seu corpo também, e assim a medida que entrava um selo era criado em seu antebraço, um selo ardente que lhe fez pôr a mão esquerda sobre o local onde o selo surgia. Leona estava nervosa e William simplesmente estava sem reação, afinal era uma cena rara e como tal ele esperava ver o que iria acontecer assim como os soldados que começavam a sacar suas espadas, pois qualquer coisa que a garota fizesse era certo que ela seria penalizada.

— O que é isso senhor? — Indagou um soldado que se aproximou trêmulo.

— Você me ouve? — Questionou William mirando seus olhos no homem que olhava atentamente para a menina.

O homem deu um passo à frente.

— Sim senhor — respondeu o homem tentando manter a espada firme em sua mão.

— Então devo lhe dizer que também não sei. — Respondeu. — Leona olha pra mim — pedia ele.

Leona levantou seus olhos na direção do menino e William pode ver em seus olhos algo semelhante a seus próprios poderes, em seguida mirou seus olhos nas mãos da jovem mulher e viu as duas pedras que flutuavam ao redor de cada pulso se tornar pulseiras em tom lilás, baseado no mesmo elemento que forma sua Relíquia Celeste, as pulseiras tinham como adorno principal as pedras, porém estas eram interligadas por três fios lilases que entrelaçam-se deixando objeto bem delicado e leve. William também pode ver o selo já formado em sua mão, uma meia lua com ramificações de flores desenhado fora do arco e um exemplar de uma flor Arcana dentro do arco da Lua. Para William aquele selo era o mais diferente de todos que viu, mesmo entre os escolhidos de seu pai e sua mãe não tiveram consigo pessoas com aquela marca no peito, na mão ou em qualquer outra parte do corpo, contudo, para ele aquele selo não era tão desconhecido assim, só não esperava William, que aquela marca em especial viesse a cair logo nas mãos de um estrangeiro.

— Como se sente? — Perguntou ele ao ver que ela começava a se acalmar de vez — isso está doendo?

— O que fez, menina? — Questionava o soldado a ela.

— Eu não sei — ela mirava os olhos em William, mas desviava sempre — eu estou bem, perdão, perdão.

Naquele momento Jade entrava no quarto de William seguida por Roseta e a anciã Serena e surpreenderam com a real bagunça que ocorria ali, bom era demais para Jade saber que o menino havia passado mal, e depois entrar no quarto e ver aquilo tudo era o mesmo que pedir para que ela própria prendesse todos os servos ali e por que não prender o próprio William na masmorra? Claro, que o mesmo valia para Roseta e Serena que sentiam a mesma coisa com relação aquilo, a toda aquela bagunça.

— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Questionou Jade em alto e bom-tom, ela estava alterada.

Todos se assustaram.

— Perdão, senhora Imperatriz. Deixamos a serva entrar, mas escutamos uns barulhos estranhos, que pareciam de discussão. Imaginamos segundo o seu passado que a serva estava tentando agredir o rei de Aquaria. Perdão pela bagunça — justificou-se o homem.

Leona se assustou ao escutar a justificativa do soldado.

— Não, não! Eu jamais agrediria ao rei! — Replicou Leona, recuando completamente nervosa.

— Então, porque os guardas imaginaram que você discutia com o rei? Pense bem na sua resposta, essa cena é mais que necessário para acreditarmos nos soldados. — Declarou Roseta.

— Fiquem calmos, por favor. — Tentou William.

— SILÊNCIO! Eu não posso te deixar um ciclo só, e você já causa problemas? — Falou Jade.

— Não, minha senhora! Nunca faria isso! — Ela estava aflita.

Enquanto toda aquela cena ocorria, Serena olhava a menina de cima a baixo, pois percebeu que seu corpo estava diferente desde o momento em que entrou no quarto. Após algum tempo analisando tudo, Serena instantaneamente concluiu que ela havia mudado, de como sua aura estava diferente do que ela havia visto antes de deixar o quarto, em seguida ela mirou seus olhos nas pulseiras em seus pulsos e observou que aquele material era o mesmo Elemento Celeste das armas Aquarianas, algo que praticamente só aquele povo tinha direito e claro nos pulsos daquela menina era uma novidade, já que a Relíquia Celeste escolhia o seu portador, por fim a mulher que era uma sereia de sangue puro, percebeu o emblema no antebraço da menina e observou o quão massacrada estava aquela área após receber o emblema, era como um preço que tivesse que pagar para ter aquele poder. A mulher não pensou duas vezes e se aproximou da menina para que melhor pudesse ver sua mão marcada.

— Você tem certeza que aceita carregar esse fardo menina? — Disse a mulher olhando no fundo dos olhos da menina.

Leona não entendia do que a mulher falava.

— Perdão senhora, não sei do que fala, sou apenas uma mera serva — respondeu ela — por favor só peço que me poupem.

A mulher então pegou a mão dela e levantou em seguida pressionou o lugar fazendo a mão da menina doer bastante.

— Esse símbolo em sua mão, é um fardo extremamente pesado para uma simples pessoa como você carregar. Veja você tem medo em seu coração — ela dizia isso enquanto a menina se ajoelhava de dor no chão, pois a sereia pressionava o lugar — Imaginava eu, que hora ou outra a senhorita Nemesis usaria isso, ela seria a mais indicada para isso, mas você? Isso é uma surpresa pra mim — Dizia a mulher soltando a mão dela.

Jade se aproximou e viu o emblema no antebraço da menina e observou o quão distinto era ele.

— Anciã, o que significa esse símbolo? Pode responder? — Questionou Jade.

A mulher olhou para Jade em seguida para William que também fazia uma expressão que esperava uma resposta.

— Isso é símbolo do Guardião Real Aquariano ou também podem chamar de Arauto do Rei. Mas para que possam entender sobre o Guardião, vocês precisam entender a razão pela qual William é um Rei Legítimo — a mulher respirou fundo para que pudesse começar a falar — há 6 Eras atrás (5 mil anos) quando o nosso mundo sofreu o terceiro cataclismo causado pelos humanos e todas as outras raças que se perderam no poder, levando o mundo a beira da destruição, a grande Mahara o espírito celeste da razão e equilíbrio, triste com tudo o que via, desceu do firmamento procurando por por mil longos ciclos milenares, um povo cujo o coração era limpo incapaz de levantar a espada indiscriminadamente. A lenda conta que ela desceu como uma pessoa qualquer, a única coisa que os demais espíritos celestes do alto firmamento não sentia prazer em fazer, porém estes mesmos lhe permitiu o uso de seus dons originais, mas com uma condição de que ela não pudesse usar seus dons em potencial máximo, mas a suficiente para se comparar a um humano normal, o único dom que lhe foi permitido sem bloqueios foi o dom da imortalidade, por tanto não importasse o quão grave era seus ferimentos, não importava o membro decepado ou tamanho da dor que ela sentia, ela jamais morreria. A verdade era quê, isso foi idealizado como uma tentativa de tortura, um castigo imposto pelos outros espíritos celestes, seus irmãos e irmãs, contrários ao desejo que Mahara tinha em querer ajudar a humanidade… — Serena respirou fundo e procurou um lugar onde se sentar.

Jade percebeu que aquilo seria um assunto longo, todavia era melhor que ela soubesse logo, para depois não descobrir tarde demais.

— Voltem aos seus lugares, por favor. Obrigada pela atenção de vocês .— Dizia Jade aos soldados que também retornavam aos seus postos.

Jade também procurou um lugar para sentar já que sabia que aquela conversa séria seria longa e necessária para ajudar William e seu império.

— Continue anciã por favor — dizia ela sentada em uma cadeira bem confortável.

— Mahara estava pra desistir, pois tudo o que via era maldade, desprezo, solidão e tudo mais que tornava os seres desse mundo, criaturas odiáveis. Então, em um certo dia o espírito celeste encontrou um pequeno vilarejo junto ao mar, lá havia povos de três raças distintas que conviviam em plena e absoluta harmonia. Diferente do mundo caótico que havia visto e provado, Mahara encontrou paz e a alegria que encheu seu coração de felicidade, pois aquelas três raças, os elfos negros superiores, homens-feras e sereianos era tudo o que tanto precisava, procurava e amava, fato é que considerou aquele lugar o seu tesouro especial, pois conviveu de perto com cada uma daquelas pessoas por vários longo ciclos ensinando-os tudo o que precisavam para ser pessoas puras. Mahara ensinou como manipular e usar energia Etérea, como moldar segundo a alma do portador, a energia de Mahara o elemento celeste, a qual chamamos de Relíquias Celestes, Mahara ensinou sobre tudo, estilo de vida, até nos mínimos detalhes que aos olhos humanos parecem desnecessários ensinar, vestimentas, higiene, palavreado, aqueles foram tempos de paz até o Dia de Luz quando tudo mudou. Mahara se apaixonou por um sereiano, o líder daquele povo escolhido entre eles próprios, para tratar de todos os assuntos que envolvia aquele que já era um grande povo.

Todos apoiaram aquela relação e nada tinham contra, nem mesmo os mais ignorante e brutos a aprender algo, discordavam do relacionamento entre os dois. Mas tudo tem um fim, e aquela relação não duraria para sempre, pois o sereiano era um mortal e ela não poderia dividir sua imortalidade com ele em razão a vontade dos demais espíritos celestes, claro diferente de vocês vivemos mais tempo, mas Mahara era imortal e os dois tinham consciência disso, o líder Maré morreria uma hora ou outra. Então pensando nessa possibilidade e Mahara consciente de que não podia imortalizá-lo os dois resolveram gerar uma semente que lembrasse e marcasse na história o amor deles, por todos os tempos — Serena fez outra pausa ao ver William sentar-se na cama com tontura.

— Estou bem, não se preocupe, pode continuar — disse ele.

— Bom, depois que Mahara e Maré tiveram a criança, os demais espíritos celestes do alto firmamento amaldiçoaram a criança, pois como tal, filha de Mahara, os espíritos celestes consideraram uma afronta, a existência de um mestiço imortal e com poderes e autoridades semelhantes aos seus. A maldição era grave, pois como castigo e em consenso mútuo os Espíritos Celestes, todos, de alto e baixo nível decidiram tirar a imortalidade da criança, além disso colocaram em seu corpo um limitador, que a fazia lembrar todos os dias porque humanos e quaisquer outros seres inferiores não eram dignos de usar habilidades celestiais, esse limitador era a própria fraqueza humana que não era capaz de suportar a carga no momento da invocação de habilidades, mesmo que fosse algo tão simples. Mahara se desesperou com infortúnio, pois nada podia fazer, ainda que tentasse, como se não bastasse seu marido morreu pouco tempo depois e por um longo tempo ela ficou presa em Laniakea. Os espíritos celestes irmãos e irmãs de Mahara foram severos, contudo, ela teve a reação mais humana possível e com a quebra de seu selo ela colocou sobre a criança uma dádiva, uma dádiva sua, ela reencarnaria a cada vez que a humanidade começava a se perder novamente para guiá-los. Cientes de tudo isso, os espíritos celestes tiraram a força Mahara da vida de sua filha, que ainda era apenas uma simples criança que pouco entendia o mundo, e a trancafiaram no Reino Celeste. Por vários ciclos Mahara viu seu filho renascer de várias formas, porém sempre os espíritos celestes tentavam algo contra a criança e quase nunca uma permanência, sabe-se que apenas cinco conseguiram — Ela fez a última pausa antes de finalizar a história.

Solus começava a desaparecer completamente no ocidente, as primeiras estrelas começavam a surgir e as luzes geradas a partir de gemas de masmorras começavam a se acender por todo o palácio segundo a ordem do usuário de habilidades de luz.

Para William aquela história era intrigante, mesmo para ele que nasceu naquele mundo e a quase 17 anos vivia nele, aquela história era estranha e gerava medo em seu coração, tanto medo que várias questões levantaram em sua cabeça.

— Não importa a Era, sempre que uma criança como você, William, nascer os seres celeste tentarão algo, você perdeu sua voz, além de seu corpo não suportar a demanda de energia Etérea que carrega é quase uma doença autoimune. Tudo isso para te impedir de ser quem é. Sua mãe sabia disso, por alguma razão você é quem mais possui características de Mahara segundo os estudos de Sofia, sua mãe — ela mirou seus olhos em Leona novamente — Garota lembra-se do que eu te perguntei?

Leona estava em pé próximo a porta onde escutava em silêncio aterrorizada com as várias coisas que escutava.

— Sim senhora. A senhora me perguntou se eu aceitava carregar esse fardo? Algo que não entendi na hora — respondeu Leona com a mão no lugar onde doía.

A mulher então estendeu a mão para que a menina se aproximasse.

— Venha até aqui _ disse ela.

Temendo, Leona sem demora foi a até a mulher que olhava para ela com um sorriso no rosto.

— Sabe, segundo nossa história apenas 5 pessoas de fato sobreviveram a primeira criança cujo o nome era Mia Oceanus e a primeira fundadora do clã sereiano Oceanus, após vários longos ciclos a segunda foi Hortência que também era do clã sereiano Oceanus, mas como tal ela só sobreviveu graças a uma coisa, um ser que permitiria maior chances de sobrevivência de cada criança. Mahara em sua prisão celeste criou algo como uma cópia de seus próprios sentimentos, algo que era instintivo, que só tinha resultado segundo a vontade de seu portador, o nome daquilo era Guardião um fragmento de seu amor por sua criação, aquele poder só seria dado para aquele de coração sincero e completamente submisso ao herdeiro de Mahara, alguém capaz de vê-lo ou vê-la como realmente é, alguém capaz de suportar um pouco do fardo que o herdeiro carrega, alguém capaz de suportar as dores e sofrimentos e tudo mais que o herdeiro passará. Isso foi decidido por você no momento que decidiu tomar as dores dele, mas como disse antes, esperava que a senhorita Nemesis receberia isso. Agora faço essa pergunta novamente, você está pronta para isso? — Questionou a mulher.

William levantou-se do lugar chamando a atenção delas.

— Senhora Serena se me permite — ele estava confuso com algumas coisas, já que aquele assunto não era muito segredo para o povo de Aquaria, contudo ainda assim ele estava confuso.

— Sim fale — disse a mulher.

— Ao que me parece ela não tem porque carregar isso, há alguma maneira de reverter essa situação? — disse ele.

Leona não sabia o que pensar, mas de fato sentia no seu peito que não podia abdicar daquilo facilmente.

— Bom, há sim. A verdade é que se trata de uma maneira simples, basta apenas que ela o recuse essa condição e automaticamente ele escolherá outra pessoa, isso já aconteceu — respondeu ela.

Ele caminhou até Leona.

— Leona não vejo porque razão viver assim, recuse é melhor para você — disse ele.

Mesmo com suas pupilas se ofuscando com a quantidade de poder que enxergava diante de seus olhos, a jovem mulher de cabelos negros mirou fundo nos olhos de William que se assustou com a reação dela.

— NÃO! Eu ficarei com eles! Se você não se importa com você mesmo, alguém tem que se importar. Já imaginou o que a senhora Nemesis vai sentir se morrer? NÃO! NÃO! NÃO! Vou ficar com eles até os meus dias acabarem — disse ela irritada com ele.

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