A boate começou a encher, Vincent começou a atender os clientes, sempre muito à vontade e desenrolado com as garrafas e com os coquetéis. Aquele lugar para mim, parecia absolutamente um programa para homens, mas ao contrário do que pensei, vi algumas mulheres por ali, e olhei para Vincent pasma. Ele piscou um olho brincalhão, e eu estagnei. Ele era sexy demais para meu coração aguentar.
As batidas de meu coração aceleraram, deixando-me com a respiração arfante. Como é que apenas um piscar de olhos podia fazer isso comigo? Desviei meus olhos dele por alguns instantes, tentando normalizar meus batimentos. Mas essa noite Vincent estava por demais encantador.
As garotas começaram a se apresentar, mas não dava para ver por dois motivos. Primeiro, por que a boate estava lotada e segundo, por que o bar estava uma loucura, e a esta altura eu já me via mais atrapalhando do que ajudando. Mesmo assim Vincent se saia bem, e rapidamente ele deu conta da movimentação.
– Eu só atrapalho! – Falei magoada por não conseguir ser útil.
O bar agora vazio, os clientes todos entretidos com as apresentações das garotas. Vincent me abraçou.
– Deixe de falar besteira! Você me ajudou o bastante! – Soltou-me. – Agora venha! Quero que veja a apresentação no palco principal. – Fiz uma careta. Assim mesmo ele me levou até próximo do palco. – Tenho que voltar para o bar. Assista a apresentação e depois volte para lá. – Assenti, sentindo-me mais segura por ele não ficar para assistir. Sorri e ele me soltou voltando ao bar.
As luzes apagaram, deixando tudo na penumbra. Dez segundos depois, a luz do palco principal acendeu revelando Trisha, muito maquiada e vestida de colegial sexy. A música começou lenta e, ela mostrava-se tímida, olhando de um lado para o outro no palco. Quando a música mudou, ficando mais agitada, ela começou a se soltar, começando a tirar a blusa.
Em um gesto rápido jogou-a para o público. Voltou a dançar sensualmente, rebolando e mostrando o início do elástico de sua calcinha. De repente, num ato voraz, ela arrancou a saia, girando-a entre seus dedos, e voltando a jogar para a plateia. Suas mãos já buscando o poste de pole dance ao seu lado, onde ela subiu, desceu e fez alguns malabarismos.
Seu corpo parecia convulsionar em meio à dança, e mais uma peça foi jogada ao público, dessa vez era seu sutiã. Sua mão ainda cobria seus seios, tocando-os, massageando-os. Ela se ajoelhou ainda se tocando, suas mãos agora descendo até a calcinha, e se tocando por cima dela.
Num movimento rápido ela se pendurou no poste novamente e ao deslizar ficou de pé, descendo suavemente a calcinha. Depois de também jogá-la, girou e rebolou, até a música chegar ao fim, com Trisha de joelho, e as pernas entreabertas, deitando-se no chão.
Os clientes enlouqueceram. Aplaudiam, gritavam, assobiavam. Então a luz voltou a apagar, e quando acendeu Trisha tinha sumido do palco, que agora estava vazio. Só então me dei conta, de como estava com o coração acelerado, e a respiração arfante. Não podia negar que ela era boa naquilo. Tudo que ela fazia eu tentava me imaginar fazendo, mas na verdade minha plateia era resumida a uma única pessoa, Vincent.
Sorri, tentando imaginar a cena e logo senti-me úmida, pois ao imaginar a dança juntamente com os toques, meu corpo esquentou. Na verdade, eu lembrei de como Vincent me tocava, e me fazia enlouquecer quando me encoxava com aquela sua pegada.
Tranquei meus pensamentos num lugar seguro, e corri até o bar. Vincent ainda atendia alguns clientes, mas sorriu quando me viu chegando. Eu queria acreditar que ele também estava sentindo algo por mim, mas ao lembrar o quarteto com o qual ele andava se enroscando, minha esperança definhava completamente.
As apresentações continuaram. Ao todo foram nove no palco principal, mas pude perceber que Lora e Allyson não se apresentaram, e no entanto, o bar já estava para fechar.
– A Lora e a Allyson não vão se apresentar? – Perguntei para Vincent enquanto lavávamos os copos.
– Elas nunca se apresentam! – Ele disse sério.
– Por quê? – Perguntei curiosa, fazendo Vincent sorrir.
– Sempre curiosa! – Falou jogando um pouco de água em mim. – Elas não gostam de se expor. – Encerrou o assunto, voltando a atender outro cliente.
Meia hora depois a boate já estava vazia, as garotas novamente vestidas e reunidas próximo ao bar, até mesmo Steve e Kevin se juntaram a elas. Vincent pegou algumas bebidas colocando-as sobre o bar.
– Vamos comemorar! – Falou abraçando-me. – Feliz aniversário atrasado!
Quando Vincent me soltou, fui rodeada pelas garotas e os dois seguranças. Todos me parabenizando como se meu aniversário fosse naquele dia. De repente o som foi ligado, agora tocando músicas diversificadas. Todas as garotas se espalharam esbaldando-se de dançar pelo meio da boate, exceto Allyson e Lora, que fizeram um trio com Steve. Eles conversavam afastados e distraídos dos demais.
Vincent conversava com Kevin, mas quando me viu meio perdida e sozinha, ele me chamou e agora estávamos indo de encontro ao trio mais afastado. Conversamos um pouco, mas logo Steve saiu puxando Kevin e Vincent, que voltou falando com as meninas.
– Façam companhia a Clarysse! – Olhei-o surpresa. – Não quero ela muito perto das garotas. – Allyson e Lora se entreolharam sorrindo. – Ela é inocente demais para as conversas delas. – As meninas assentiram, e Vincent acompanhou Steve e Kevin, em direção ao bar.
As meninas começaram a conversar e fiquei observando Vincent de longe. Totalmente alheia à conversa delas até que começaram a falar do quarteto.
– Essas quatro não tomam jeito! – Lora falou olhando para o quarteto.
Só então comecei a prestar atenção na conversa das duas.
– Só faltam comer Vincent com os olhos! – Allyson falou entre dentes. – É ridículo! Só falta elas se esfregarem nele, para que ele as note! – Olhou para Vincent, e também o olhei, ele sorriu. – Mas ele nem liga para elas! – Sorri internamente quando ela falou aquilo.
– Verdade! Mas acaba sempre caindo na delas! – Lora voltou a falar. – Ou você esqueceu que vira e mexe ele acaba indo pra cama com elas? – Meus olhos desviaram-se rapidamente de onde Vincent estava.
– Isso acontece com que frequência? – Perguntei lembrando-me da noite passada. E já imaginando o quanto eu teria que aguentar, em vê-lo com elas. Allyson e Lora me olharam assustadas, por finalmente eu participar da conversa.
– Não sei. Às vezes ele passa umas duas semanas sem nem falar direito com elas. – Lora falou. – Mas por que está perguntando? – Baixei a cabeça envergonhada.
– Acho que Vincent acabou de ganhar mais uma admiradora. – Allyson falou.
– É verdade, Clarysse? – Lora quis saber. Mas continuei calada.
– Está escrito na cara dela, Lora! Não vê?! – Allyson falou animada. – Acho bom disfarçar essa vergonha! – Olhei-a rapidamente. – Vincent está vindo pra cá. – E me lançou um olhar cúmplice, fazendo-me sorrir amigavelmente para ela.
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Atualizado até capítulo 112
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