Terminei de fazer os sanduíches e comecei a procurar pelos pratos para servi-lo. Quando encontrei, tive que ficar de ponta de pé e ainda assim não alcançava. Respirei fundo segurando minha respiração, quando senti a mão de Vincent segurar-me pela cintura, colocando-me colada ao seu corpo, e pegando ele mesmo os pratos. Ele me soltou entregando-os a mim e voltou à mesa.
– Obrigada! – Falei, assim que soltei o ar que segurava em meus pulmões.
Meu peito subia e descia rapidamente. Minha respiração estava pesada pelo tempo que fiquei sem respirar. Segui até a chapa, colocando os sanduíches nos pratos e segui até a mesa, entregando-o um deles. Coloquei o ketchup e a maionese no meu, e deixei-os na mesa perto de Vincent. Peguei meu copo com suco, e já estava me retirando, pois sabia que não conseguiria comer perto dele, quando ele me segurou pelo pulso.
– Faça-me companhia. – Ele pediu. – Eu não mordo, Clarysse!
– Tudo bem! – Falei me virando. Vincent afastou a cadeira que estava ao seu lado direito. Sentei-me tentando não ficar nervosa. Ficamos em silêncio por um tempo e para quebrar o gelo, resolvi puxar assunto. – Vi Roxie saindo agora há pouco. – Falei de cabeça baixa. – Ela não parecia muito feliz! Na verdade parecia com raiva.
– Ela realmente deve estar me odiando a esta hora! – Vincent falou e ergui meus olhos para ele.
– O que você fez com ela? – Perguntei, agora sentindo-me mais segura.
– Acho que você não quer falar sobre isso! – Ele sorriu, fazendo-me sentir uma metida. – Fale-me mais sobre você. Roxie me falou sobre Matthew. – Rapidamente levantei o rosto. – Quem é ele? – Coloquei o sanduíche de volta no prato.
– Ele era meu namorado no orfanato. – Vincent segurou minha mão acariciando-a. Olhei-o, agora mais branda. Meu corpo esquentava ao seu leve toque.
– Até que ponto chegou o relacionamento de vocês? – Vincent questionou.
– Não passamos dos beijos. – Ele sorriu torto.
– Ele nunca tentou nada? – Analisou-me por alguns segundos. – Com uma namorada gostosa como você? Ele era o quê? Um padre? – Falou sarcástico.
– Ele até tentou. – Vincent levantou as sobrancelhas, parecendo mais interessado agora. – Matt me fazia ficar em alerta sempre. Sua mão era muito boba, ele sempre tentava apalpar minha bunda. – Falei baixando o rosto. – Ou encostava-me na parede espremendo-se contra mim e fazendo-me sentir sua excitação. Mas só. – Levantei o rosto. – Ele nunca despertou essas vontades em mim, sequer me viu só de lingerie, como você fez essa noite! – Falei repreendendo-o e vendo o seu sorriso torto voltar ao rosto.
– E o que você sentia? – Quase engasguei com o sanduíche que eu mastigava. – Quando ele se esfregava em você. – Não acredito que ele estava me perguntando sobre isso. – Nunca sequer sentiu vontade de continuar, ou pelo menos ficou molhada? – Neguei com a cabeça, tomando um gole do suco. – E hoje à noite? – Encarei-o. – Comigo... quando me encostei em você? – Fiquei muda, totalmente paralisada. – Seu corpo reagiu rapidamente a mim, Clarysse. Eu pude sentir cada tremor que causei em você. – Engoli seco. – Ele nunca causou esse efeito em você?
– Não. – Respondi num sussurro.
– E você? – Olhei-o sem entender. – Ainda não me respondeu. E comigo, o que sentiu?
– Acho que não quero falar sobre isso. – Falei levantando-me.
– Foi tão ruim assim? – Neguei de cabeça baixa. – Você queria repetir? – Respirei fundo antes de respondê-lo.
– Eu realmente não queria falar sobre isso. – Vincent levantou puxando-me e deixando-me de frente para ele. Suas mãos acariciando minha cintura.
– Não consigo pensar muito bem com você nestes trajes. – Falou olhando-me dos pés à cabeça. – Mas prometo que deixo você ir depois que me responder. Eu pelo menos te excitei? Te deixei quente? Molhada? Querendo mais? – Lembrei-me da minha calcinha úmida, e como meu corpo estava quente neste exato momento. Ele deveria estar falando sobre isso. Queria sentir seu toque novamente, minha calcinha novamente umedecida. Levantei os olhos, e encarando-o esforcei-me para ter coragem e falar o necessário.
– Meu corpo nunca se entregou tanto. – Fechei os olhos lembrando como me senti com seu simples toque em meu braço. – A resposta é sim. – Voltei a encará-lo. – Para todas as suas últimas perguntas. – Ele sorriu. – Eu não sei por que, mas você faz com que eu me sinta segura. – Baixei o rosto. – Acho melhor eu ir dormir agora. – Vincent assentiu dando um beijo em minha testa. – Boa noite! – Falei já saindo.
– Boa noite, linda! – Ele falou quando eu já estava na sala.
Corri até meu quarto, entrando e encostando-me na porta. Meu coração aos pulos. Minha ficha caiu, fazendo-me ter plena consciência do que eu senti. Eu o desejava ardentemente. Era o que meu corpo quente e suando me dizia. Rapidamente desci minha calcinha constatando o que ele perguntara, estava totalmente molhada. Fui até o banheiro tomar um banho gelado, na esperança de esfriar meu corpo. Vesti somente a blusa de Vincent, deitei cobrindo-me com o edredom que logo joguei para o lado, pois meu corpo ainda estava quente.
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Atualizado até capítulo 112
Comments
Eloise Elena de Oliveira Mateus
Vc não tem que gostar ,leia ou não,tem livre arbítrio,!!!!
2024-05-19
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Regina Lucia Freitas Silva
uma moça virgem, completamente inocente não combina com um cafetão, não gostei dele ser isso
2024-05-18
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