Senti-me insegura perto dela. Se todas as demais fossem no mesmo estilo de Roxie e Lawanda, que eram verdadeiros aviões, eu, provavelmente não passaria de uma diversão passageira. Talvez em uma noite solitária.
– Clary! – Vincent falou ficando atrás de mim. – Esta é Lawanda! – Ele ficou ao meu lado, e olhou para a mulher no poste. – Lawanda! – Ela sorriu. – Esta é Clarysse.
– Prazer! – Falei nervosa e angustiada com a ideia de Vincent e todas essas garotas por perto, tentando-o e seduzindo-o quando bem entendessem. Lawanda sorriu pegando minha mão e apertando-a levemente, num cumprimento normal.
– O prazer é meu! – Ela olhou para Vincent. – Ela é realmente encantadora, Vincent! – Ele assentiu sorrindo. – Poderia ligar o som? – Perguntou a ele.
Vincent saiu do quarto, e um minuto depois uma música começou a tocar. Uma música meio dance, com batida ritmada e muito sexy. E tão logo a música iniciou Lawanda começou a dançar.
Ela passou pelo poste alisando-o, em seguida deslizou por ele ficando de joelhos no chão. De repente levantou pendurando-se no poste e suas pernas subiram, ficando muito altas e entrelaçando-se no poste. Ela desceu lentamente até suas mãos tocarem o chão. Então ela rapidamente virou ficando novamente em pé.
– O que acha? – Assustei-me com a pergunta de Vincent, que eu sequer tinha percebido estar ao meu lado.
– Não sei se consigo! Parece complicado. – Já estava começando a achar que Vincent tinha razão. Eu não nasci para aquilo.
Vincent pegou um vestido curto e todo vazado, que estava em cima da cama, mas eu ainda não tinha notado, e jogou para Lawanda. Ela o vestiu ficando de costas e Vincent diminuiu a luz, deixando o quarto quase no escuro. Colocou um plug na tomada, e luzes vindas do teto começaram a iluminar Lawanda.
A música acabou, e começou uma outra de mesmo estilo, mas muito mais sensual que a primeira. Vincent ficou parado no espaço vazio entre a cama e o palco improvisado. Lawanda começou a se mexer conforme a música, seus olhos cravados em Vincent. Suas mãos tocando seu corpo que continuava a mexer, muito sexy. O vestido sendo aberto lentamente, e voltando a revelar sua lingerie. Ela se aproximou de Vincent, puxando-o com o vestido pelo pescoço, colando-o a seu corpo. Ela se esfregou, subindo e descendo por seu corpo. Engoli em seco, quando ela voltou a se afastar, de costas para ele e abrindo o feche do sutiã.
Ela voltou a olhá-lo, descendo lentamente a alça do sutiã, um lado depois o outro. Tirou-o ainda de costas, e virou-se mostrando-se. Seus olhos continuavam fixos nos dele. Ela voltou a circulá-lo, subindo e descendo, escorregando pelo corpo de Vincent. Ele levantou a mão tentando segurar a cintura dela e logo ela se afastou.
Ficando de frente para ele, mas agora mais distante, ela começou a baixar uma das laterais da calcinha, só então percebi que a calcinha dela era de amarrar nas laterais. Suas mãos baixavam e subiam a lateral da calcinha, até que as duas começaram a fazer o mesmo movimento, uma subia, outra descia. E num rompante da música Lawanda puxou as laterais da calcinha, ficando totalmente nua.
Ela voltou a dançar, e rebolar. Sentou no palco improvisado, tocando seu corpo. Unindo seus seios. Quando levantou deu leves batidinhas em sua bunda, caminhando até Vincent. Voltou a se esfregar nele. Então ficou de costas e começou a rebolar sua bunda, esfregando-se ainda mais nele. Sua cabeça caindo em seu ombro. Se entregando totalmente.
Eu não conseguia mais ver aquilo. Eu nunca conseguiria fazer tudo isso. Num rompante corri até a porta e saí batendo-a com mais força do que pretendia. Eu não queria chamar a atenção deles, já que ela estava tão disposta a transar com ele, e vice versa. Que transassem a tarde inteira. Entrei em meu quarto, ficando com ainda mais raiva ao lembrar que não existia uma chave na porta do meu quarto.
Caminhei até a cômoda, e não conseguindo mais conter a raiva e o ciúme que me tomavam, deixei as lágrimas caírem obstruindo minha visão. Abri as gavetas pegando somente as minhas roupas, deixando todas as que comprei hoje com Roxie, ainda guardadas. Joguei-as sobre a cama, abrindo a gaveta do criado mudo, onde guardei minha bolsa, e puxei-a, abrindo-a e começando a colocar minhas roupas dentro, sem me preocupar em dobrá-las.
– O que está fazendo? – Vincent perguntou entrando no quarto. – Por que está chorando? – Segurou meu rosto analisando-me.
– Você tinha razão. – Eu disse então. – Eu não dou para essa vida, Vincent!
Ele se aproximou abraçando-me. Meu choro ficou ainda mais agoniado.
– Calma, Clary! É normal sentir-se insegura no começo. – Ele beijou meus cabelos. – Logo, logo você estará fazendo melhor que Lawanda. Não precisa ficar assim. Não é motivo para você chorar. – Virei-me afastando-o.
– Não se preocupe. Pode voltar para o treinamento com Lawanda. – Falei limpando as lágrimas de meus olhos com as costas das mãos. – Não quis atrapalhar vocês.
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Atualizado até capítulo 112
Comments
Virginia Conceicao Silva Brito Brito
tbm acho
2024-05-18
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🌹
Ela está morrendo de ciúmes e nem conhece o cara direito.
2024-05-18
0