Afastei-me indo até a cômoda, novamente. Vincent ainda parado próximo à cama. Peguei meu nécessaire, com a maquiagem, e quando virei para ir até a cama, ele colocou-se em minha frente, com o rosto muito sério.
– Me diga que todo esse choro não é ciúmes da Lawanda! – Ele pediu. – Você sabe que eu... – mas não deixei que ele terminasse de falar.
– Por que você se acha tanto? – Mas não era eu quem falava, era minha raiva. De mim por estar realmente apaixonando-me por ele. E dele por ficar se esfregando em toda mulher que se oferecia a ele. – Só por que você tem onze prostitutas que fazem de tudo por você, não quer dizer que eu serei igual a elas. – Vincent caminhou encostando-me na cômoda. Meu peito subia e descia com a respiração irregular.
– Por que eu acho que tudo que você está falando é para encobrir a verdade? – Seu corpo encostou-se no meu. – Como eu já disse, Clary, eu não gosto que façam cenas de ciúme. – Vincent esfregou sua ereção em minha intimidade, minhas pernas ficaram moles no mesmo instante, devido ao espasmo que perpassou meu corpo. Vincent me segurou. Minha calcinha ficou totalmente molhada. – Principalmente quando é infundado. E mais ainda – uma de suas mãos, segurou meu cabelo em um rabo de cavalo. Seu rosto muito próximo do meu pescoço, fazendo-me arrepiar com cada respiração que ele exalava – quando essa pessoa é o meu mais novo sonho de consumo. – Vincent lambeu meu pescoço, fazendo-me estremecer ainda mais, e mordi meus lábios para tentar impedir-me de soltar um gemido. Respirei fundo e tentei raciocinar melhor, eu não podia me entregar assim tão fácil.
– Sério, Vincent! – Disse em um sussurro, e ele afastou-se um pouco para me olhar. – Acho melhor você voltar para o quarto de treinamentos. – Ele segurou meu queixo, fazendo-me encará-lo. – A Lawanda pode lhe dar muito mais do que eu no momento.
– Tem certeza? – Ele perguntou ainda me encarando. Assenti, segurando meu choro. – Promete que não vai embora? – Perguntou ainda sério. Podia ser idiotice minha, mas uma grande parte minha criou esperanças com seu pedido. Esperanças que talvez ele se importasse mais do que parecia.
– Não quer que eu vá? – Perguntei tentando afugentar as lágrimas.
– Acho que você deveria pensar melhor, Clary! – Ele se afastou um pouco mais, soltando-me por completo, agora. – Fique um pouco mais, conheça as meninas. Veja como é nossa rotina. E então você decide. – Sorri assentindo.
– Ok! Então eu prometo que fico. Até me decidir. Tudo bem? – Ele sorriu.
– Tudo bem! – Vincent andou até a porta, e quando já estava fechando-a, colocou a cabeça novamente para dentro. – E só para constar. A Lawanda já foi embora. – Quando pensei que ele já tinha saído, ele voltou. – E eu não transei com todas as onze.
Vincent fechou a porta. E permiti-me sorrir de satisfação com sua confidência. Então ele não iria transar com ela? Nem tinha transado com todas as garotas que ele protegia? Comecei a pegar novamente minhas roupas e arrumá-las na cômoda. Um pensamento acabou passando por minha cabeça, era arriscado. Eu podia me machucar ainda mais, mas seria melhor do que ver aquelas mulheres perfeitas se atirando para Vincent na minha frente.
Corri até a sala, mas ele não estava lá. Também não estava na cozinha. Passei pelo quarto de treinamentos e nada dele. O quarto estava completamente vazio, exceto pela cama. Tomei coragem e fui até seu quarto. Bati na porta e nada, nenhum sinal de que ele estivesse ali. E ousando um pouco mais, forcei o trinco, descobrindo que a porta estava aberta. Entrei sentindo seu cheiro amadeirado ainda mais pronunciado, e logo vi Vincent saindo de uma porta na lateral direita do quarto, enrolado somente em uma toalha.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 112
Comments