Ela se encolhe, claramente desconfortável com a situação. Insisto para que ela me conte o que ouviu, pois detesto injustiças e mal-entendidos. No entanto, ela permanece em silêncio, apenas insinuando que essas são as suposições que as pessoas irão fazer, não necessariamente o que foi dito a ela.
Entrego a ela as roupas que comprei e a instruo a se trocar. Sinto que preciso esclarecer essa situação. No entanto, ao descer as escadas, já consigo ouvir os murmúrios das empregadas, comentando sobre as roupas que comprei para Emily. O tom de suas vozes revela surpresa e especulação, alimentando ainda mais minha determinação de colocar um fim a esses rumores infundados.
Assim que apareço, elas imediatamente voltam ao trabalho. Eu não costumo contratar ninguém diretamente, a única exceção foi a cozinheira, pois sou muito específico com meus gostos culinários. Prefiro pratos levemente temperados e valorizo a perfeição no sabor. As empregadas domésticas, por outro lado, são todas contratadas através de uma agência, a mesma que fornece os serviços terceirizados para minha empresa. Isso me permite manter um padrão de qualidade e eficiência tanto em minha casa quanto no local de trabalho.
Daniel: — Vocês estão aqui a quanto tempo?
Empregada: — Três anos senhor.
Daniel: — Três anos. E quando foi que eu dei liberdade a uma de vocês? — Elas se olham e abaixam a cabeça. — Respondam. Ou por acaso está faltando serviço, por isso estão desocupadas falando da vida alheia? Vou ligar para a agência, quero a troca de todas as empregadas da casa, acho que já ficaram tempo de mais, e temos que renovar, certo?
Elas praticamente imploram para eu não as mandar embora, mas minha palavra é só uma. Vou até o meu escritório, e ligo pra agência, e mando trocar todas. Eles confirmam que amanhã aparecerá uma nova equipe.
Me acomodo na cadeira, mergulhando em pensamentos sobre as palavras delas. Tenho certeza de que Emilly ouviu algo das duas, o que explicaria a maneira como ela falou. No entanto, as roupas que Emilly usava realmente não eram adequadas para ela. Lembro-me do dia em que abri seu guarda-roupa e fiquei surpreso com o que vi. As roupas estavam desgastadas, algumas até com buracos, que ela habilmente tentava esconder. Era evidente que ela precisava de roupas novas e de melhor qualidade.
Eu mesmo rasguei tudo, e deixei lá para o marido levar a culpa. Peguei as etiquetas, para comprar a numeração certa para ela, fui até uma loja, e deixei nas mãos das vendedoras. Por falar nisso, agora eu quero ver como ela ficou. Me levanto e sigo para o seu quarto, e quando eu abro a porta, ela está perfeita em um pijama de verão. Preferia camisola, deveria ter colocado isso na lista.
Emilly: — Obrigada senhor Carter, ficou perfeito em mim. Como sabia o meu número?
Daniel: — Descobrir olhando para você. — Ela se encolhe sem graça. — Brincadeira. Peguei nas etiquetas que estavam jogadas na sua casa. Bom, vamos descer para jantar, ou você prefere que eu mandei a sua comida aqui para cima?
Emilly: — Eu vou descer. — Ela coloca os pés no chão, e a ajudo a levantar, ao ver a dificuldade que está. Mas, depois que ela já está em pé, ela começa a andar. Um pouco devagar, mas pelo menos não ficou aleijada.
Sentamos à mesa e chamo as empregadas que falaram sobre Emilly. Elas se aproximam e Emilly abaixa a cabeça, visivelmente envergonhada. Com cuidado, coloco meus dedos embaixo do seu queixo e gentilmente levanto seu rosto, buscando estabelecer um contato visual.
Daniel: — Independente da posição social, ou qualquer outro motivo. Nunca abaixei sua cabeça para ninguém. Não de as pessoas, o poder sobre você. Pelo contrário, mostra que é você que está por cima, e não as outras pessoas.
Emilly: — Mas eu não...
Daniel: — Emilly, isso praticamente é uma ordem. Não baixe a cabeça para ninguém. Essas duas vão embora hoje, amanhã terá outra equipe aqui trabalhando nessa casa. E eu não quero que você deixe elas falar com você, como essas duas falaram. Você tem a minha autorização para se defender, se acontecer alguma "acidente", eu chamo meu advogado, e te tiro da prisão. Você me entendeu?
Ela olha para as meninas, e eu repito a pergunta. Ela balança a cabeça que sim, mas depois vou fazer um pequeno teste com ela, para ver se ela entendeu mesmo. Terminamos de comer, se subimos para o quarto. Como eu havia falado, vou conversar com ela agora mesmo. Ela se senta na cama, e eu na poltrona.
Daniel: — Emilly, onde estão seus pais?
Emilly: — Eu não tenho pais.
Daniel: — Eles morreram?
Emilly: — Para mim sim, no dia que me forçaram a me casar com o Michael, só para se livrar da carga. Prometi que não voltaria mais naquela casa, que meus pais não existem mais.
Doloroso ouvir isso da boca de uma filha. Mas, vou me aprofundando mais nas perguntas, e algumas coisas ela responde, outras ela só baixa a cabeça sem me responder. Mas não forço, sei que está sendo um tormento a cabeça dela nesses últimos dias, e eu trouxe ela para cá, para ela ficar protegida, e não encurralada por mim.
Sei que a boto medo com as minhas palavras. Mas não passa disso. Palavras, eu jamais a tocaria sem o seu total consentimento. Nunca forcei mulher nenhuma a nada, pelo contrário, eu que já fui forçado.
Daniel: — Bom, como o médico mandou, você está de atestado por 7 dias, pode andar pela casa para conhecer, se quiser, mas não se esforce, a noite eu volto para te Fazer companhia.
Emilly: — Não vai descontar do meu salário esses sete dias né? Eu sei que a lei, mas o senhor é muito exigente.
Daniel: — Não, não vou descontar, mas depois terá que me dá uma premiação por está sendo bonzinho com você. — Novamente ela se encolhe, e eu dou risada. Como pode ser tão bobinha?
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 28
Comments
Adriane Alvarenga
O ex marido dela, nem prazer deu a esposa....escroto.....
2024-05-03
1
Adriane Alvarenga
Ele é muito fofo....😍😍😍😍❤❤❤❤
2024-05-03
0
Josenira Ferreira
KKKKKKKKKKESSE DANIEL.
MARAVILHOSO /Drool/
2024-05-01
1