Depois que ela partiu, fiquei ansiosamente à espera de seu retorno, especialmente porque não lhe dei permissão para sair durante o horário de trabalho. Decidi sair para almoçar, na esperança de que ela voltasse, ou ao menos se sentisse mais à vontade ao ver que eu não estava na sala.
Quando retornei, ela ainda não havia voltado para a empresa. Imediatamente, liguei para o RH para confirmar se, por algum motivo, ela não havia pedido demissão. Cinthia, do RH, confirmou que ela não havia aparecido por lá.
Peguei o telefone e liguei para minha secretária, questionando sobre Emilly. A resposta dela foi direta: Emilly não havia retornado. Uma onda de preocupação me atingiu. Deveria ligar para ela? Mas e se o marido dela atendesse? Decidi arriscar. Se ele atendesse, eu simplesmente desligaria.
Com o coração acelerado, procurei o número de Emilly na minha lista de contatos do celular. Com um simples toque, a ligação foi iniciada. O som do telefone chamando ecoou em meus ouvidos, mas tudo que consegui foi a caixa postal. Intrigado e cada vez mais preocupado, tentei ligar mais duas vezes, mas o resultado foi o mesmo.
Deixei o celular sobre a mesa e comecei a rodar a caneta entre os dedos, preocupado com ela. Liguei novamente para a minha secretária e pedi o endereço de Emilly. Decidi que iria até lá para descobrir o que estava acontecendo.
Assim que tenho o endereço, digo para minha secretária cancelar qualquer evento que venha aparecer, e informo que estarei indisponível durante o resto do dia. Coloco o endereço dela no meu GPS, e sigo até a sua casa. Fico um tempo parado do lado de fora, só olhando os movimento.
Mas parece uma casa abandonada, parece que não tem ninguém lá dentro. Abro a porta do carro, e quando eu vou me aproximando do portão, a porta se abre com tudo, e um homem sai da casa correndo. Será ele o marido dela? E porque está correndo desse jeito? Espero ele sumir na esquina, e resolvo entrar na casa.
Daniel: — Emilly, você está aqui? — vou caminhando devagar, olhando todos os cômodos da casa, e me deparo com ela na cama. Me aproximo, e vejo nela com o rosto machucado. — Emilly, acorda.
Tento chamar por ela, mas ela não acorda, então a pego no colo e saio disparado para o hospital. Ao chegar, uma chuvas de perguntas cai sobre mim, enquanto ela está sendo examinada. E eu vou explicando tudo que eu sei, que encontrei ela desse jeito em dia casa, e que vi um homem correndo. Eles chamam a polícia, e pedem para eu aguardar.
O pior de tudo foi descobrir que ela não tinha ninguém para contatar em caso de emergência, nem mesmo o número de telefone do marido estava registrado. Isso me deixou intrigado. Já sou naturalmente desconfiado, então uma situação como essa só aumenta a minha desconfiança.
No final do dia, quase anoitecendo, ela finalmente acordou, e para minha surpresa, quem a machucou foi o próprio marido. Ela não precisou dizer nada com palavras, pois a expressão em seu rosto era suficiente para transmitir a situação. Uma coisa é certa: a partir de agora, ela estará sob minha proteção e ele não terá mais permissão para machucá-la.
Como homem, sinto vergonha de ter pessoas como ele por perto. Posso ser rude, safado e ter fama de mulherengo, podem me rotular como quiserem, mas nunca na minha vida levantei a mão para uma mulher, e nunca o farei. Elas são a fonte do nosso prazer, carinho e cuidado. Se um homem maltratar uma mulher, ele deveria se envolver com outro homem e lutar de igual para igual.
Saio do quarto e chamo o médico. Peço a ele que examine Emilly enquanto eu converso com os policiais que ainda estão aqui no hospital, esperando que ela acorde para que possam questioná-la sobre o que aconteceu. Decido contar a eles o que aconteceu por conta própria e digo que eles podem entrar e falar com ela assim que o médico terminar o exame.
Assim que o médico sai, todos entramos no quarto. Emilly olha para mim e depois para os policiais. Eles se aproximam dela e eu me sento em uma cadeira, ouvindo atentamente tudo o que ela tem a dizer sobre o ocorrido.
Emilly: - Ele sempre foi muito ciumento. Havia ocasiões em que íamos a festas de aniversário de parentes, e se alguém olhasse para mim, ele ficava com raiva e me puxava para voltar para casa. Ele dizia muitas coisas, insinuando que eu estava me aproximando de outros homens, que se eles estavam interessados em mim, era porque eu estava dando liberdade para isso. Mas ele nunca levantou a mão para mim, nunca me bateu antes.
Policial: — O que causou a briga de vocês hoje? — Ela olha rapidamente para mim e abaixa a cabeça antes de responder.
Emilly: — Eu pedi o divórcio. Sempre pedi, e ele sempre negou. Mas hoje foi o limite. Eu disse que iria procurar um advogado para me divorciar sem precisar da assinatura dele, e foi quando ele partiu para cima de mim. — Ela começa a detalhar tudo o que ele fez com ela, entre lágrimas. Eu nunca imaginei que ela estivesse sofrendo em casa, mas não havia como eu saber, a menos que ela me contasse.
Policial: — Bom, você fez o exame de corpo de delito aqui no hospital, certo? — Eu balanço a cabeça em concordância. — Vamos enviar a intimação para ele e estabelecer uma ordem de restrição de 200 metros, para que ele não possa se aproximar de você. Sugiro que você não volte para casa. Se não tiver como sair de lá, tente encontrar alguém para morar com você, pois não é seguro ficar sozinha agora.
Emilly balança a cabeça e eu permaneço em silêncio para não interferir na conversa deles. Mas minha decisão continua firme: Emilly não ficará sozinha, ela vai morar comigo na minha casa. Depois de fazer o boletim de ocorrência, os policiais saem e a comida dela chega. Puxo a mesa e a coloco em cima da cama, colocando o prato para que ela possa comer.
Daniel: — Precisa de ajuda para tomar banho, Emilly?
Emilly: — Não, eu só quero ir para casa, deitar na minha cama e comer uma refeição de verdade.
Daniel: — Enquanto ele não for preso, você vai ficar na minha casa. Não se preocupe, minha casa é grande e tem quartos suficientes. Você pode escolher em qual deles quer ficar.
Emilly: — Eu não quero morar com você. — Ela fala olhando para o lado, e posso imaginar o motivo pelo qual ela não quer.
Daniel: — Não precisa ter medo, eu não vou fazer nada que você não queira. Mas se você quiser, eu farei de tudo, pode apostar.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 28
Comments
Cirene Bandeira
eles tem de morrer Miserável
2024-12-06
0
Adriane Alvarenga
Que esse traste vá preso....
2024-05-03
0
Ana Maria Rodrigues
tem que ser carinhoso com ela nunca recebeu amor ❤️ carinho
2024-04-23
4