Emilly,
Uma sensação de medo toma conta de mim, não por causa da imponência do homem à minha frente, mas por suas palavras. Tenho receio de trocar um casamento abusivo por um caso extraconjugal ainda pior. Ele possui um ar de possessividade, semelhante ao de Michael, ou talvez até pior, considerando sua grande riqueza.
No entanto, a questão que me assombra é: devo voltar para minha casa, ficar lá sozinha e esperar que Michael retorne para me fazer mal, ou devo seguir com meu chefe maníaco e tarado? A verdade é que, pelas palavras dele, parece que nem tenho o poder de escolha, como se ele já tivesse decidido que devo ir para sua casa. A incerteza e o medo se misturam dentro de mim, deixando-me sem saber qual caminho seguir.
Pela manhã, o médico entra no quarto e me dá alta, informando que meus ferimentos são apenas superficiais, apenas algumas escoriações. Ele me entrega uma receita para aliviar as dores e me orienta a seguir o tratamento. O Senhor Carter se aproxima, segurando minha mão gentilmente, e me ajuda a levantar da cama. Ainda me sinto um pouco tonta, provavelmente devido ao impacto da minha cabeça contra o chão causado por Michael.
Carter me ergue, surpreendendo-me com essa atitude. Olho para ele com incredulidade, mas ele não me encara, apenas segue caminhando em direção ao carro e me coloca no banco de trás. Ele contorna o veículo e dirige até sua casa. E que casa! Na verdade, chamar aquilo de casa seria um insulto, pois ele possui uma verdadeira mansão. A grandiosidade e o luxo do lugar me deixam perplexa..
De fato, posso apostar que a mansão seja tão imponente e majestosa quanto a Casa Branca. Sua estrutura, em uma tonalidade escura de azul, com alguns detalhes em branco, confere-lhe um ar ainda mais elegante. Carter estaciona o carro na espaçosa garagem e prontamente me auxilia a sair do veículo. No entanto, quando ele se prepara para me carregar nos braços, peço-lhe para não fazer isso.
— Mas você quase caiu no hospital, deixa de ser teimosa.
— Eu não quero ficar incomodando, vamos devagar que eu consigo andar.
— Eu não tenho paciência de esperar, e você não pesa nada, então não é nenhum incômodo. — Ele se abaixa e me pega. Entramos na casa e vejo os olhos dos empregados em cima de nós dois, e isso está me deixando sem graça.
Carter abre uma das portas do corredor e cuidadosamente me deita na cama. O quarto possui uma paleta de cores suaves, com tons de cinza claro e delicados toques de rosa. A decoração é extremamente feminina, transmitindo uma sensação de elegância e conforto. No entanto, o que mais me impressiona é o tamanho do quarto. É tão espaçoso que meu próprio quarto caberia facilmente dentro dele, sem nenhum problema.
— Ali está o banheiro. Vou na sua casa pegar as suas coisas, vou trazer tudo que tiver seu lá. Menos os móveis.
— O senhor não precisa se incomodar tanto. Porque está fazendo isso?
— Eu não sei, mas sinto que você precisa de mim, precisa que eu a proteja. E é o que eu vou fazer, vou te proteger daquele homem. Vou na delegacia também para ver como está o processo. Vou pegar uma camisa minha para você se vestir, pode ficar a vontade, como se a casa fosse sua.
Um sorriso se forma em meus lábios, pois estou realmente grata pela gentileza de Carter. Ele se retira do quarto por um momento e retorna com uma de suas camisas. Ele me entrega a peça de roupa e diz:
— Toma um banho, e depois a gente conversa. Quero saber algumas coisas de você que estão me intrigando.
— Tipo o quê?
— Depois do banho. Vou trazer algo para você comer também, já que você não comeu quase nada da comida do hospital.
Antes que eu possa dizer qualquer coisa, Carter sai apressadamente do quarto, deixando-me sozinha. Com algum esforço, levanto-me da cama e dirijo-me ao banheiro. Fico surpresa ao deparar-me com uma infinidade de produtos de beleza, todos ainda lacrados e aparentemente nunca utilizados. A variedade e a quantidade me assustam um pouco, mas também o cara é bilionário, como não teria tudo isso em um banheiro?
Após terminar o banho, visto a camisa de Carter, que se assemelha a um vestido de botões em mim. Volto para o quarto e me sento na cama, aguardando sua volta. Poucos minutos depois, ele entra no quarto com uma bandeja nas mãos e me instrui a comer tudo enquanto ele diz que voltará logo.
Assim que ele fecha a porta, começo a saborear os alimentos cuidadosamente dispostos na bandeja. Enquanto degusto cada pedaço, minha mente vagueia, tentando desvendar os mistérios que envolvem Carter e sua generosidade.
O homem é um poço de ignorância, porque está me ajudando. Hum, acho que até sei qual é o interesse dele em mim, e está entre as minhas pernas. Mas não sei porque as pessoas transam, Michael vivia dizendo que isso é a alegria do pobre, gozar. Mas nem se quer sei o que é gozar, já que nunca senti nada diferente no meu corpo, a não ser seu membro entrando e saindo de dentro de mim.
Termino de comer e me levanto, pegando a bandeja com cuidado. Decido levar a bandeja até a cozinha e começo a descer as escadas devagar. Todos os olhares se voltam para mim, e consigo sentir a curiosidade estampada no rosto de cada uma das empregadas da casa. Decido perguntar onde fica a cozinha, e uma delas aponta para uma porta grande. Caminho em direção à cozinha, ouvindo sussurros e risadinhas disfarçadas. Mesmo que tentem falar baixo, consigo ouvir claramente.
Empregada: – Essa o patrão pegou de jeito, tá até mancando a coitada.
Empregada: — Será que ele vai ficar aqui por muito tempo? A outra só ficou três dias e ele a mandou embora.
— Que nada, não viu que ele saiu? Aposto que hoje mesmo ele vai mandá-la embora.
Olho para trás e elas soltam um sorriso irônico. São apenas fofoqueiras mal amadas. Se eu não estivesse me sentindo tão mal, mostraria a elas o motivo pelo qual estou mancando. Mas vou me concentrar em melhorar e, quando estiver bem, vou mostrar a elas do que sou capaz.
Volto para o quarto e me deito. Com a demora de Carter em chegar, acabo adormecendo. Sou despertada por sua voz chamando meu nome e vejo que ele está colocando várias sacolas de roupas em cima da cama.
Emilly: — Isso não é meu, senhor.
Daniel: — Desculpa Emilly, mas aquelas suas roupas já eram. Cheguei na sua casa, e elas estamos todas rasgadas e cortadas. Acho que seu marido fez isso para você não usar elas. Mas não posso te deixar pelada, então comprei essa para você.
Emilly: — Desconta do meu salário. Eu não quero nada que venha do senhor, pois as línguas já começaram a falar sem eu fazer nada, com essa agora, vão dizer que eu estou te extorquindo.
Daniel: — Quem falou o quê? Que história é essa, Emilly?
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Atualizado até capítulo 28
Comments
Cirene Bandeira
são todas cobra 🐍 🐍 🐍 🐍 🐍 🐍 🐍 🐍
2024-12-06
0
Adriane Alvarenga
Fofoqueiras essas empregadas heim....
2024-05-03
1
Dulce Tavares
é mesmo a alegria do pobre 😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
2024-04-08
2