Após sair da empresa às pressas, sentindo uma mistura de raiva e incredulidade, questiono a mim mesma como ele pôde agir dessa forma. Fico frustrada com o fato de ter permitido que ele me beijasse e, pior ainda, de ter retribuído o beijo. Decido que não posso mais continuar mais casada e que é hora de pedir o divórcio, pois eu não sou nenhuma traidora.
Eu consegui me virar muito bem durante o tempo em que morei sozinha, sem precisar da ajuda de Michael. Agora que ele está desempregado, só gastando o meu dinheiro, tenho certeza de que posso sobreviver sem ele. Ao chegar em casa mais cedo do que o esperado, percebo a surpresa estampada no rosto dele.
Michael: — Porque chegou cedo? Foi demitida?
Emilly: — Não, meu chefe teve umas coisas para resolver, e me dispensou. Quero conversar com você.
Michael: — Que bom, que tal a gente conversar depois de fazer amor?
Emilly: — É sobre isso mesmo, Michael, eu quero o divórcio. — Ele começa a dar risada, e se levanta do sofá parando de frente para mim.
Michael: — É melhor tirar essa ideia da sua cabeça, Emilly. O divórcio não é uma opção para nós.
Emilly: — Por que, Michael? Por que insistir em manter um casamento sem amor, sem felicidade? Não podemos continuar vivendo essa farsa, fingindo que está tudo bem quando não está.
Michael: — Eu sei que as coisas não estão perfeitas entre nós, mas acredito que podemos superar isso. Temos uma história juntos, uma família. Não podemos simplesmente jogar tudo fora.
Emilly: — Que família? Somos só nos dois porque você me fez abortar seus filhos. Como pode chamar isso de família?
Michael, com um olhar de furia, segura meu cabelo e o puxa para trás. Sinto a pressão em minha cabeça, o que me faz erguer o olhar e me deparar com seus olhos pegando fogo. É como se o gesto físico refletisse a força com a qual ele tenta manter o controle da situação, mesmo diante da minha decisão de buscar a separação, como se ele quisesse que eu tenha medo dele.
Michael: — Sem divórcio, nos casamos para sempre. E se você tentar fugir de novo, vai ser muito pior para você, pois vou quebrar as suas duas pernas, e deixar você aposentada dentro de casa. Não me irrita, não me provoque, pois eu sou um bom marido para você, e é melhor se contentar com isso.
Emilly: — Não me contento, e vou falar com um advogado, tem como eu me divorciar de você, mesmo que você não queira. — Falo tirando a mão dela de mim, e me afastando.
Michael abaixa a cabeça, seus olhos fixos em mim com uma expressão estranha e intensa. Um arrepio percorre todo o meu corpo, como se eu pudesse sentir o peso do seu olhar sobre mim. Rapidamente, meus olhos se fixam na porta, pronta para fugir dessa situação desconfortável. Mas antes que eu possa dar um passo, ele se aproxima rapidamente, bloqueando meu caminho.
O desespero toma conta de mim enquanto tento escapar, mas suas mãos agarram meus cabelos com força, causando uma dor aguda. Sinto o impacto dos tapas em meu rosto, um após o outro, deixando uma sensação de ardor e humilhação. O cheiro do perfume do senhor Carter, paira no ar, e ele para de me bater só para sentir o cheiro.
Nesse momento de violência e controle, sinto-me impotente diante da agressão física e emocional que estou sofrendo. Cada movimento dele é carregado de uma energia perigosa, alimentada pela suspeita e pela possessividade doentia. É uma cena angustiante, onde minha liberdade e segurança são violadas.
Michael: — O mesmo perfume, de quem é esse perfume, sua vagabunda?
Emilly: — Me solta, você está me machucando.
Seu sorriso macabro se alarga, revelando uma perversidade que arrepia até os meus ossos. Com uma força brutal, ele começa a bater minha cabeça repetidamente no chão, cada impacto roubando minha consciência aos poucos. Minha visão se turva e se dissipa, mas pequenos momentos de memória se infiltram em minha mente, como flashes de um pesadelo terrível.
Entre breves momentos de lucidez, consigo vislumbrar sua figura nua sinistra sobre mim, explorando meu corpo de forma abusiva e cruel. A sensação de impotência é terrível, pois mesmo um pouco consciente, sou incapaz de me proteger ou resistir. É como se estivesse aprisionada em um pesadelo horrível, onde meu corpo é violado sem piedade.
Em um desses momentos de consciência, acredito estar sonhando, pois o perfume inconfundível do senhor Carter permeia o ar, envolvendo-me em uma falsa sensação de segurança. Sinto-me sendo carregada por ele, mas sei que não é ele de fato, pois ele não tem conhecimento de onde moro. É uma ilusão cruel, projetada pela minha mente para me proteger da realidade terrível que estou enfrentando.
É como se ele realmente estivesse aqui, como se ele estivesse me protegendo do Michael. Mas como poderia fazer isso, sendo ele o chefe arrogante que é? Tento me concentrar na realidade, tento abrir os meus olhos, e me vejo em um quarto todo branco, com umas pessoas de branco tomando conta de mim. Minha consciência se fecha novamente, e eu apago.
Acordo novamente, mãe desse vez consigo me manter mais acordada. Olho ao redor, e parece que estou em um quarto de hospital. Michael tentou me matar, mas tenho certeza que ele se arrependeu, e me trouxe para cá. Tento me sentar, mas parece que meu corpo foi atropelado por uma manada de elefantes, pois está todo dolorido.
Olho ao redor, e vejo o senhor Carter sentado na poltrona, com o notebook ligado em na sua frente.
Emilly: — Senhor... Carter? — Falo gaguejando, surpresa por ele está aqui.
Daniel: — Quem bom que você acordou. — Ele fala fechando o computador, e se aproxima de mim. — Quem fez isso com você? Eu vi um homem saindo da sua casa correndo, mas ele não disse nada.
Tento me sentar mais umas vez, e sinto suas mãos me ajudando.
Emilly: — Porque está aqui?
Daniel: — Porque de acordo com a médica, você não tem nenhum parente próximo. Onde está o seu marido? — Abaixo a minha cabeça sem responder. — Foi ele quem fez isso com você? Vou chamar o médico para te avaliar, e quando tiver alta, você vai para casa comigo.
Emilly: — Eu não...
Daniel: — Sem discussão. Homem que bate em mulher, não merece ter uma ao seu lado, muito menos uma como você. Já volto.
Eu só posso está sonhando, isso não é verdade. Não mesmo.
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Atualizado até capítulo 28
Comments
Cirene Bandeira
ar covarde que bate em mulher Miserável 😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😛😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡😡
2024-12-06
0
Tânia Silva
Odeio homens covardes que batem em mulher.
2024-09-18
0
Adriane Alvarenga
Ainda bem qye Daniel chegou e o traste do marido fugiu....
2024-05-03
1