Capítulo 06

Eron

Estamos na minha sala de tortura e essa diabinha não abre a boca para me contar quem mais estava com ela me roubando, mas abre a boca para me desafiar.

— Eu já te falei que não ia entregar ninguém. Eu não sou dedo duro… Pode meter uma bala no meio da minha testa e acabar logo com isso. — Ela insiste.

— Você está amarrada em uma cadeira, sem beber água, sem se alimentar, está sozinha. Não vejo ninguém vindo até aqui para te proteger, como pode defender quem ignora você? — Desafio um pouco mais, em algum momento ela terá de desistir.

— É o que fazemos pela família. Eles podem ser ingratos e uns belos filhos da puta, mas não entregamos a família. Se você é um filho da puta, covarde, é um problema seu...Eu não sou.

No momento em que eu iria obrigá-la a falar, Zac entra e sussurra em meu ouvido:

— Eron, o Daryl atacou de novo. Ele explodiu um dos seus laboratórios de produtos ilícitos.

— Merda. Esse negócio era o único escondido que eu tinha. Como esse maldito desgraçado conseguiu descobrir sobre isso? — Questiono no mesmo tom de voz.

— Eu não sei. Mas precisamos resolver logo isso. Estou fazendo uma varredura na vida dele nesse momento, para descobrirmos tudo sobre ele. — Zac afirma um pouco sem vontade.

— E o que descobriu até agora? Suponho que já tenha algo para mim. — Dou-lhe uma piscadela.

— Tenho, sim, mas não sei em que isso pode

beneficiar nós dois! Ele está procurando uma

acompanhante de luxo para um evento importante da família dele. — Ele me olha sem graça ao falar.

— O babaca quer uma acompanhante de luxo, para uma festa de família? Ele deve odiar mesmo a família dele. — Soltei ainda mais desanimado.

— Sim! Ele quer irritar a madrasta. E pediu para um de nossos sócios indicar uma acompanhante que fizesse a madrasta dele infartar. — Zac me olhou apertado.

Olho para a diabinha e depois para Zac.

— Diga para o nosso sócio que temos a

acompanhante perfeita para o Daryl. Mas ele não pode dizer que fomos nós que enviamos a garota.

— Você tem certeza do que vai fazer? Não podemos confiar algo tão importante a qualquer uma. Se escolhermos a mulher certa poderemos derrubar esse desgraçado, como um presente troiano. — Zac insiste em me olhar de uma forma um pouco mais agressiva.

— Fique tranquilo! Tenho os meus meios para

conseguir o que eu quero. Termine a varredura na vida de Daryl, para colocar o nosso plano em andamento, eu darei um de “fada madrinha” e transformar a “gata borralheira” ali na nossa cinderela da máfia.

— Está doente? Bateu a cabeça? Você é o único homem que conheço que não faz piada, ou melhor, era. — Zac parece que vai começar uma cena.

— Pegar um babaca como o Daryl me deixa feliz. Agora pode ir, só volte aqui depois que descobrir tudo daquele idiota.

Zac sai e me deixa sozinho com a diabinha.

— Nova forma, agora quero outra coisa de você, e se fizer deixo seu grupinho de ladrões em paz… Mas terei condições, é claro. — Abri um meio sorriso na direção da ladra.

— Se você está pensando que vai fazer sexo comigo para pagar o meu erro e da minha família, prefiro uma bala na testa do que ir para cama com você.

— Diabinha, você realmente acha que é tão

irresistível assim? Você não serve para minha cama.

— Então, onde foi que dormi essa noite? Acho que você não sabe significando de uma cama. — Ela tentou me rebater.

— Chega! — Esbravejo. — A minha proposta é por tempo limitado, igual a minha paciência, deixo sua família em paz… E você trabalha para mim. Assinaremos um contrato em que você se responsabiliza pelo que sua família fizer, nesse contrato também deixarei específico um valor de pagamento para o trabalho que irá fazer para mim, você precisa manter sua boquinha fechada e não poderá contar para ninguém.

— Estou ouvindo, quero saber o valor e os riscos. Você não seria bonzinho comigo devido aos meus lindos olhos. — Ela deixa seu olhar mais afoito enquanto fala.

— Não estou sendo bonzinho. Estou unindo o útil ao agradável, preciso que você seja acompanhante do meu inimigo, depois que estiver lá você vai usar esse seu charme trapaceiro para conquistá-lo. — Respiro fundo e a encaro novamente. — Não vai ser difícil, é só você inflar o ego dele que dará tudo certo, depois que estiver lá dentro use suas habilidades de ladra e acesse o computador dele, faça uma cópia de tudo o que conseguir e jogue em um pendrive que irei te entregar.

— E depois que eu terminar o serviço poderei ir para casa?

— Você e sua família roubaram armas caras dos meus galpões, digamos que talvez tenha que trabalhar para mim por uns cinco anos, somente para pagar o que sua família e você deve.

— Isso é exploração. Cinco anos é muito tempo. — Ela quase gritou as palavras. — Você disse que serei o que desse otário?

— Uma acompanhante, acompanhante de luxo! Acho que não preciso especificar a sua função. Te darei um banho de loja e salão, farei de você uma mulher interessante.

— Então, você quer que eu seja uma prostituta requintada? Não vou me vender para ninguém, está para nascer o homem que vai…

— Vou pagar 300 mil dólares pelo serviço, sendo bem-sucedido, claro. — Eu a interrompo e a encaro.

— Quando começo? — Ela pergunta um pouco mais animada.

— Como eu imaginei. Vou desamarrar você, e

conversaremos em meu escritório. Bem-vinda, nova funcionária da máfia Fortier. Sou Eron Fortier, seu novo chefe. — Chegando no escritório me sento, olhando para ela, e pergunto:

— Como se chama, diabinha?

— Loren, Loren Hawke! — Ela esbanja um olhar sínico. — Mas já sabia meu primeiro nome.

— Ótimo, vamos ao que interessa, te darei todo o suporte que precisa, mas quero que saiba que todos que assinam o meu contrato, sabem que se quebrarem quebrarei as pernas, braços, pescoço, resumindo pessoas que quebram contrato comigo morrem de uma forma bem dolorosa, sempre tento mudar como faço isso e me supero. — Avalio melhor seu rosto. — No contrato que vou fazer com você, você trabalhará para mim, em troca deixarei para lá a dívida que você e sua família tem comigo, porém a sua família não pode chegar próximo dos meus galpões, estamos entendidos? Porque se eles fizerem não terão segunda chance. — Dou alguns passos em sua direção e fito seus olhos com intensidade.

— Então, eu acho bom eles serem tão espertos quanto você.

Ela me olha e suspira fundo, estou vendo que essa conversa vai ser bem agradável.

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Comments

Elisabete Correia

Elisabete Correia

kkkkk tá chegando a hora de ele descobrir quem ela é pq uma hora ela deixar o cabelo natural.....ou vai começar a sair a cor preta da raiz....ou ela vai ser legal pintando o cabelo.... de algum jeito será descoberta

2025-01-25

0

Arlete Fernandes

Arlete Fernandes

Hum emprego deste até que é uma boa para ela!

2025-01-24

0

Marli Batista

Marli Batista

Eita que agora sim o bicho vai pegar

2024-09-18

0

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