Loren
O avião pousou, Daryl saiu do avião segurando a minha mão e assobiando. Achei nojento, quando ele segurou minha mão senti vontade de vomitar.
Ele começou a se intitular "príncipe" assim que entramos no carro, fiquei sem entender até que chegamos em um castelo.
Quando entramos pensei que encontraria algo como decorações modernas apesar da estrutura lá fora. Me enganei, tudo aqui dentro lembra realeza, achei muito brega.
— Olha como tudo aqui é tão chique. Eu amo vir aqui. — Donatella diz.
— Tudo por você, querida. Vamos para o quarto? Quero que prepare um daqueles banho maravilhosos que você faz. — Paul comenta.
Olho para os dois e quando o pai de Daryl beija a madrasta, eu lembro que aquela boca estava no membro de Daryl algumas horas atrás e quase vômito.
— Loren? O que foi? Está passando mal? Acho que não está acostumada a ficar por tantas horas no avião. Tem gente que não nasceu para o luxo e a riqueza, não é mesmo? — Donatella provoca.
— Eu não queria dizer isso para você, mas como está reconhecendo tenho que concordar, mas é só você voltar para as calçadas da vida que está tudo bem. Cada um no seu terreno natural. Tudo numa boa. Daryl, pode me mostrar onde vou dormir?— Pergunto para Daryl enquanto Donatella me xinga e eu ignoro.
— Loren, meu quarto fica do outro lado do corredor. Eu vou te pedir algo, sei que vai parecer estranho... Mas mantenha sua porta trancada as três noites que vai ficar aqui. — Daryl solta as palavras sem muita animação.
— O quê? Mas por quê? — Ele olha para mim e com uma certa dificuldade responde:
— Ok... Se quiser participar do que vai acontecer use o vestido branco sexy, se não quiser participar use o sobretudo com capuz preto. Ninguém poderá tocar em você, mas quando entrar para o seu quarto tranque a porta. — Daryl parecia sério.
— Vai acontecer algum tipo de orgia aqui? Por que você me trouxe? Sei que quer fazer raiva na sua madrasta, mas pelo visto você faz isso muito bem.
— Gosto da sua companhia e você está recebendo bem para isso. Até o jantar... Linda. — Senti um certo incômodo ao ouvi-lo falar desta forma.
Ele sai achando que está sensualizando, só revira mais o meu estômago. Assim que ele bate a porta vou correndo até ela e a tranco em seguida bloqueio a porta com um móvel pesado. Tomo um banho e me jogo na cama enorme que cabe mais quatro de mim numa boa e durmo feito um anjo.
Acordo algumas horas depois com Daryl batendo na porta do quarto.
— Já vou. — Arrastei o móvel que estava
bloqueando a passagem e destranco a porta, olho para ele e falo:
— Eu estava dormindo. O que você quer?
— Nossa, pelo visto a bela adormecida não gosta que acordem ela. Gostei. Você mal humorada fica mais linda ainda. Vim chamar você para almoçar, pelo visto todos do castelo decidiram fazer o que você fez... Até eu acordei a pouco. E a mesa está posta, são quatro da tarde, mas eu acho que está valendo para o almoço ainda. Vamos lá? — Daryl informou com um sorriso safado nos lábios.
— Vou só lavar meu rosto e vestir outra roupa, pode me esperar lá embaixo? — Ele sai após ouvir minhas palavras e eu me jogo na cama novamente, fico ali só mais cinco minutos.
Me levanto, lavo o meu rosto, troco de roupa e desço. Essa família é muito estranha as duas mulheres continuam aqui, estão na outra ponta da mesa fazendo a refeição delas e trocando carinhos.
Os dois outros filhos do pai de Daryl são bem
estranhos também, bom eu não tenho muito o que falar do Paul e da mulher dele.
Seguimos com a refeição, eu tento comer sem olhar para os lados porque sei que se eu olhar não vou conseguir terminar de comer.
Depois do almoço, Dary fez questão de me mostrar todo o castelo. Eu até que gostei daqui, é encantador. Mas ele disse que tinha algo para fazer e eu voltei para o quarto.
Dormi novamente não sei por quanto tempo, mas acordei com música e barulhos estranhos pela casa até que eu me lembrei do que ele me falou então como não quero participar da festa usei o sobretudo com capuz e saí do quarto apenas para me deparar com luzes coloridas piscando pela casa, pessoas que não estavam aqui agora estão algumas usando roupas de couro minúsculas outras sendo arrastadas por correntes como cachorrinhos.
Ele me trouxe para uma orgia sádica. Será que ele realmente pensou que eu iria querer participar dessa loucura?
Percebi que não sou a única a usar esse traje e ele dá para esconder bem o meu rosto. O que me facilita bastante para que não me reconheçam.
Eu já vi uns quatro usando a mesma coisa que eu, não entendi muito bem como isso funciona. Mas estou aqui em um ambiente em que todos estão se pegando.
E é quando eu vejo algo que acho nojento o casal de irmãos, mesmo que seja por parte de pai, estavam se pegando na cozinha.
E o senhor Paul estava servindo de cachorrinho para aquelas duas mulheres que eu vi no avião e aqui no castelo, as amigas da Donatella.
Mas não vi a Donatella e nem o Daryl e começo a procurar por eles, claro que tive que ser muito discreta ou nada iria funcionar.
Até que decido voltar para o andar dos quartos, olho no quarto dele e não tem ninguém, vou até o final do corredor e vejo que tem uma porta entre aberta. E o que eu imaginava está acontecendo.
Ele amarrou a Donatella com os braços para trás, os dois estão fazendo sexo. Mas pelo visto ele está se satisfazendo mais do que ela, pois a mesma está de quatro e mesmo com uma mordaça na boca que parece ser fetiche... Dá para ver que ela está sentindo dor.
E eu imagino que ele não esteja fazendo com cuidado e carinho, ela geme e ele grita coisas obscenas para ela perguntando se o pai dele é melhor do que ele... Infantil, desnecessário.
É nesse momento que eu vejo que isso que eles estão fazendo vai demorar é a chance perfeita para que eu encaixe o pen drive que Eron me deu e possa hackear todos os dados do notebook do Daryl.
O notebook está aberto no quarto dele e é para lá que eu vou. Sigo as instruções que Eron me deu, coloco o pen drive e deixo ele fazer todo o trabalho.
Parece que o pendrive tem um vírus instalado nele que vai sugar todas as informações do notebook do Daryl.
Assim que termino de fazer o que ele pediu e vejo que já bateu 100%. Eu vou até o quarto e pego minha bolsa, ainda usando o sobretudo saio da festa, ando o mais rápido que posso.
Assim que eu sai das dependências do castelo corro pista a fora até que vejo uma senhora de carro indo na direção da cidade.
Pego uma carona com ela, quando chego no centro da cidade eu ligo para o Eron e ele diz para mim que o pessoal dele já está aqui, somente a minha espera. Dou graças a Deus quando entro no avião, porque sei que estou segura.
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Atualizado até capítulo 41
Comments
Arlete Fernandes
Nossa estava agoniada que horror ainda bem que ela conseguiu fazer o trabalho e foi embora!
2025-01-25
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Anonymous
Misericórdia! que é isso gente! uma família de doentes sádicos.
2025-01-27
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Elisabete Correia
tomara que o Daryl seja pego logo e não descubra nada sobre a Loren
2025-01-26
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