Loren
Geralmente todo mundo sabe quem é seu pai e quem é a sua mãe, eu acho que nasci de chocadeira. Nunca ouvi falar nem de um e nem de outro, fui largada em um convento, não sei porque a idiota que me colocou no mundo pensou que lá seria o melhor lugar para largar uma menina.
Sabe o que as freiras fizeram? Me colocaram em um lar para menores e lá fui adotada, eu era um bebê e bebês não sabem de nada, para o meu azar a pessoa que me adotou morreu.
Quem mantém uma cobra venenosa em casa como animal de estimação? Então, ela foi alimentar a cobra e parece que a cobra não estava satisfeita com o rato. Pelo menos eu não fui mordida também, prova disso é que estou aqui.
Então o marido da mulher decidiu que não iria me criar, eu já estava com quatro anos na época e ele me levou para o mesmo lar em que fui deixada, em um ano e meio depois próximo do meu aniversário, que eles disseram que era meu aniversário. Porque nem isso eu sei.
Me deram para outro casal, era até legal viver lá, não era só eu de criança na casa tinha as duas sobrinhas do homem que parece que era ele quem criava.
E pelo que pude entender apesar de ser pequena, eles estavam brigando na justiça por algo que eu não entendi bem o que era, só sei que um tempo depois eles começaram a vender as coisas da casa.
E de repente as duas sobrinhas do homem saíram com ele e não voltaram mais. A mulher que me adotou me levou novamente para o mesmo Lar que eu vivia e eu já estava com sete anos.
Sabe quando você tem uma epifania? Foi o que aconteceu comigo, decidi que eu não iria mais para o lar de ninguém, iria ficar ali onde estava até eu ter idade suficiente para poder sair e viver a minha vida.
Então, eu comecei a aprontar… Toda vez que vinham casais para adotar crianças eu aprontava. Teve uma vez que coloquei tinta em uma xícara e dei para uma mulher beber, ela por confiar em mim não olhou o que tinha dentro, ela cuspiu tinta para todo lado.
Depois peguei e fingi estar com o corpo todo machucado e que era algo contagioso, eu fiz tanta coisa que no final de tudo me tiraram de onde eu estava e me jogaram em outro lar para menores.
E ali foi bem ruim para mim, eu tinha nove anos e as crianças lá implicam comigo devido à cor do meu cabelo, a cor dos meus olhos ou a minha altura, então, eu tive que aprender a me defender com nove anos, eu já era um pouco agressiva desde os sete anos e viver naquele lar só piorou tudo.
Até que um dia seis garotos, eles deveriam ter entre catorze e quinze anos, me cercaram no pátio, eles começaram a falar da cor do meu cabelo por ser vermelho e implicar porque eu tinha olhos azuis e os deles não eram azuis.
Um deles chegou a dizer que iria arrancar meus olhos fora, o outro implicou comigo só porque o meu sorriso era bonito, eu não consegui entender porque eles achavam tantos defeitos em mim.
Até que dois deles começaram a puxar o meu cabelo, até esse momento eu estava suportando as implicâncias, mas quando tocaram no meu cabelo, pulei em cima deles como se fosse uma tigresa.
Eu não iria permitir que tocassem em mim daquele jeito, só porque eles eram maiores, eu poderia até apanhar, mas iria bater também, foi quando fui abruptamente puxada por alguém, quando eu ia arranhar essa pessoa vi que era um menino alto e bonito.
Vi também que ele estava me defendendo batendo nos garotos, ele os derrubou rápido demais, eu tive que ajudar, não iria deixar alguém me defender desse jeito e não fazer nada, só que aí vieram os adultos e puxaram nós dois, estávamos chutando os garotos que estavam no chão reclamando e chorando.
Depois que me colocaram de castigo, quando eu saí do castigo não vi mais o garoto que me ajudou, queria muito agradecer… Só que logo em seguida fui adotada pela família Hawke.
Uma mulher muito simpática chamada Téa Hawke me perguntou meu nome.
— Loren! — Respondi prontamente.
— Loren… Me disseram que você é uma pestinha, isso é verdade? — Téa fez seu inquérito com um sorriso divertido nos lábios.
— Quem disse isso? Pode me mostrar que eu vou encher de socos, esses fofoqueiros idiotas! — E ela dá uma gargalhada que amei ouvir e aqueceu meu coração.
— Querido, encontramos a garotinha perfeita. — Verbalizou para o homem com um largo sorriso. — Loren, esse é o meu marido, Jay Hawke, nós temos em casa mais 3 crianças que estão ansiosas pela sua chegada.
— Mas como que eles estão ansiosos com a minha chegada se nem me conhecem. Você é uma tia até legal e só por isso não irei aprontar com você, mas aconselho a escolher outra criança. Eu não dou sorte para as pessoas que ficam comigo, tanto que nem a pessoa que me gerou e colocou no mundo me quis.
— Quem te falou que você não traz sorte para ninguém? Vejo muita sorte em ter você em nossa família. Meu anjo, dê uma chance para nossa família te fazer feliz. — Jay sorriu convencido. — Vamos te ensinar truques perfeitos para poder ter o que quiser na vida.
Quando conheci a Téa e o Jay só tinha nove anos e claro que aceitei ir com eles, qual criança naquela idade não iria amar aprender uns truques? Minha vida com eles foi muito boa.
Lá conheci o Connie, o Jamie e a Judd.
O Connie é o mais velho tem quinze anos, o Jamie tem treze e a Judd doze. Eles logo se animaram ao me ver entrar e começaram a colocar a mão no meu cabelo que é liso com alguns cachos grandes nas pontas e dizem.
— Nossa, seu cabelo é mesmo dessa cor ou você deixou alguém pintar? — Judd perguntou ao tocar com delicadeza, ela parecia muito surpresa.
— Judd, meu amorzinho, ela é uma criança! Ninguém faria isso, onde estava. — Téa deu um aviso simples de forma animalesca.
— Mas é muito bonito o cabelo dela, eu nunca vi ninguém com esse cabelo vermelho assim sem ser pintado. — Connie constatou com um largo sorriso.
— Meu filho, acho que você precisa ir mais vezes até o centro da cidade comigo e sua mãe, acho que tem saído pouco, o que mais tem por aí são pessoas ruivas. — Jay constatou rindo um pouco da cena.
— Isso é verdade! Eu já vi na televisão algumas pessoas ruivas como a Lindsay Lohan. — Jamie constatou com orgulho.
— Do que vocês estão falando? — Questionei me afastando. — E podem falar sem tocar? Eu não gosto muito que coloquem a mão em mim assim. — Olho em volta e aqui é diferente dos lares adotivos que estive. É aconchegante e todos parecem felizes.
— Loren, meu anjo, esse é seu novo lar e logo você aprenderá com eles o ofício da família. — Téa falou calma e com um olhar misterioso.
Foi a primeira vez que eu me senti em uma família de verdade. Aqui eles são bem unidos e a minha criação foi um pouco diferente, logo eu descobri que eles eram uma família de golpistas, eles viviam de golpes.
E conforme fui crescendo os golpes foram se ampliando até que começamos a roubar de pessoas que não deveríamos mexer.
Mas é aquilo, uma vida cheia de aventura, ela precisa de um certo perigo, conforme atingi a idade adulta me livrei dos cabelos vermelhos, pois chamavam muito a atenção e eu pintei de preto que é minha cor favorita e confesso que fiquei até mais bonita, também tive que pintar as sobrancelhas, já que elas também eram vermelhas e os cílios vivo usando máscara.
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Atualizado até capítulo 41
Comments
Elisabete Correia
a vida vai fazer acontecer algo e os cabelos dela vão voltar a ficarem da cor natural adoro ruivos..... minha sobrinha é ruiva e muito linda.... maravilhosa
2025-01-25
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Arlete Fernandes
A que pena que ela pintou assim vai ficar mais difícil dele achá-la mas vão se encontrar!
2025-01-24
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Josi Gomes
SE O ERON ESTIVER PROCURANDO POR ELA, QUE É RUÍVA , NÃO VAI ACHÁ-LA, PORQUE PINTOU O CABELO E A SOBRANCELHA, SERÁ QUE QUANDO ERON A VER , VAI RECONHECÊ-LA , OU FICARÁ DESCONFIADO , ESTOU ANSIOSA PARA ESSE REENCONTRO
2024-10-18
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