Loren
Hoje completo vinte e nove anos e estou aqui ainda na mesma casa, eu até conheci alguém há sete anos e fui morar com ele, mas com dois anos de relacionamento engravidei e para comemorar decidimos beber, eu suco claro e o idiota bebeu todas as bebidas que tínhamos na casa.
Eu não sei bem o que aconteceu naquela noite, só sei que em algum momento ele acabou me espancando, e perdi o bebê.
Quando eu saí do hospital vim direto para a casa dos meus pais, não queria mais saber daquele idiota e foi a última vez que tive um relacionamento.
Acabei tomando um trauma, confesso que quando perdi o bebê devido à surra que ele me deu cheguei a pensar na minha mãe biológica, quando ele me agrediu não fiquei atrás, tanto que eu também respondi na delegacia a denúncia feita por ele, já que acertei a cabeça dele com um vaso o ataquei ele com uma “arma branca” no ombro e no braço.
Mas eu não me importei e agora estou aqui novamente há alguns anos na casa dos meus pais, eles gostam da minha presença, dizem que faço companhia já que os meus irmãos cada um seguiu o seu caminho.
Mas é claro que continuamos com o mesmo trabalho, só que agora tiramos de quem tem e não de quem não tem, meus pais continuam armando alguns golpes.
Estão com um plano para o pessoal do crime local. Eles precisam de algo muito precioso que vai ajudá-los a tomar o bairro vizinho e meus pais disseram que vão conseguir o que eles querem.
— O que vamos fazer? Porque eu não conheço nenhum local que arrume o que eles querem. — Soltei irônica.
— Filha, é bem simples. — Meu pai começa a explicar o plano. — Encontrei num bar aqui perto um amigo dos tempos da adolescência e ele me contou que nos arredores da cidade tem alguns galpões que parecem estar desativados e nesses galpões têm cargas de armamento pesado, são de um mafioso aí que eu não sei o nome dele, mas o local não tem seguranças, é só usarmos os truques que temos que conseguimos pegar algumas armas sem que eles percebam. Provavelmente o local deve ter câmeras e eu descobri também que vai sempre o mesmo pessoal da limpeza para limpar o lugar, estou estudando isso há meses, sei cada movimento que fazem lá. — Ele sorriu convencido.
— O seu irmão, Connie, conhece um hacker que pode cancelar a ida do pessoal da limpeza e podemos ir no lugar deles, só pegarmos o que precisamos e vai ficar tudo certo. Até conseguir tudo o que precisamos vai levar uns dois meses. — Ele me olha com certo entusiasmo. — Esse mafioso, tem vários galpões, podemos fazer ataques aleatórios e vai ficar tudo bem no final porque ele nunca vai nos pegar, o que você acha? — Deu uma pausa em sua fala após a pergunta e seu sorriso se abriu um pouco mais. — Não esqueça que o dinheiro que vão pagar por esse golpe vai nos tirar daqui, poderemos viajar e sair dessa cidade de uma vez.
Sair daqui e não voltar mais séria até que uma boa para mim, pensei por uns instantes e falei:
— Eu não gosto muito daqui depois de tudo que já aconteceu, a única coisa boa em minha vida foi conhecer vocês que amam, cuidam e protege. — Olhei simpática para eles. — Se for para o bem da nossa família, se for para sair daqui de uma vez por todas, aceito, não vejo problema.
Após aceitar esse plano maluco dos meus pais começamos a colocar em prática. Até que invadimos o primeiro galpão, e pegamos algumas armas.
Mas confesso que me deu um pouco de medo, porque tinha muitas câmeras de segurança. Estou com um pouco de receio também, não sei se esse mafioso é inteligente suficiente para colocar mais seguranças em todos os seus galpões, mas minha mãe consegue me convencer de que é apenas coisa da minha cabeça.
— Loren, meu anjo, você está assim porque ficou impressionada com o sistema de segurança de lá, mas você viu? Só ficou duas pessoas no local e elas nem verificaram o nosso equipamento antes de sairmos, viu quanta coisa conseguimos pegar? O seu pai já te falou o valor que pagaram pelo que entregamos? Com mais uma ou duas chances de invadirmos mais dois galpões, conseguimos o que precisamos para sair daqui.
— Fique tranquila, mãe, eu não vou desistir do plano, só fico um pouco preocupada com vocês, não quero que nada de ruim aconteça, pois amo muito vocês, como eu disse, vocês foram a melhor coisa que aconteceu na minha vida, sei que eu já contei em partes o que já aconteceu comigo em outros lares, mas contar é totalmente diferente de passar o que passei, e por isso sou grata hoje. — Soltei as palavras e minha mãe me abraçou.
Ficamos ali conversando um pouco.
Invadimos mais um galpão do tal mafioso e conseguimos levar o que precisávamos, mas o cara para qual o meu pai está vendendo essas armas disse que mais uma carga e fecha.
E essa última carga não é tão grande, acredito piamente na ideia de que posso ir sozinha, mas meus pais dizem que não, afinal precisamos fazer o serviço em grupo, já que o pessoal que vai para limpar os galpões vão em grupo, nós contratamos duas pessoas de confiança do meu pai e da minha mãe para ajudar das outras vezes, mas dessa vez decidimos levar meus dois irmãos, Connie e Jamie.
O galpão que vamos atacar hoje fica mais distante dos outros dois que atacamos, sempre que saímos em missões assim ficamos muito cansados, era longe.
Finalmente chegamos em um estacionamento estratégico, afinal a saída tinha que ser rápida. Nós não podemos ficar enrolando, hoje funcionou tudo como sempre, entramos, fingimos limpar o local até que escuto um barulho, meu coração diz que tem algo errado ali e eu rapidamente chamo meus pais e meus irmãos e caminhamos até os fundos do local de onde vimos uma pequena saída de emergência.
Decidimos colocar primeiro os meus pais para fora e depois os meus irmãos. Quando chegou a minha vez, por ser mais leve e mais fácil de puxar, escuto alguém falar algo atrás de mim.
Eu apenas olho para onde está o rosto do meu irmão e faço um sinal para que ele vá e leve nossos pais daqui.
Nós já tínhamos combinado algo assim para não colocar nossos pais em risco e agora sobrou para mim olhar para quem está aqui e tentar sair viva dessa situação.
— Olá senhor, posso ajudar em alguma coisa? — Pergunto com a cara mais deslavada do mundo como se não estivesse acontecendo nada. — Estou, por aqui dando uma olhada para ver se precisa limpar mais alguma coisa.
— Você vai continuar com esse teatro até quando? — Perguntou me encarando friamente, ele era lindo e seu olhar era gélido demais. — Já vou avisando que você é uma péssima atriz, assim como foi uma péssima ideia mentir para mim. Eu vou levar você para minha sala de tortura e só vai sair de lá depois que me disser quem estava aqui com você e para onde levaram tudo o que roubaram de mim.
Nesse momento eu já percebi que a casa caiu, então olho para ele empinando o meu nariz enquanto encaro bem os seus olhos.
— Você pode até arrancar cada pedacinho de pele e carne que tem no meu corpo que ainda assim eu não vou dizer nada para você. — Nesse momento ele dá um sorriso de lado e o seu olhar seguia sem vida.
Logo surge atrás dele, dois seguranças enormes e vem na minha direção.
Mas nesse momento ele diz para os homens pararem e vem na minha direção, segura o meu braço e me puxa para fora do lugar, só espero que minha família tenha saído daqui em segurança, porque esse homem não parece estar de brincadeira, mas estou disposta a morrer pela minha família.
Não seria nada comparado a vida ruim que tive antes de conhecer eles.
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Atualizado até capítulo 41
Comments
Elisabete Correia
Eron vc ainda não sabe mas encontrou a menininha kkkkkkk
2025-01-25
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Arlete Fernandes
A Eron olha bem vc encontrou a sua menininha!
2025-01-24
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Josi Gomes
QUE FAMÍLIA SUICIDA, VÃO MEXER COM A MÁFIA, ESTÃO PEDINDO PARA MORRER , O BOM É QUE A LOREN E O ERON VÃO SE REENCONTRAR E SE APAIXONAR
2024-10-18
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