Admirando cada vez mais seu filho, sorriu, murmurando:
— Que garoto esperto! — imediatamente ela aplicou o dinheiro no que passou mais vantajoso, sempre fazia isso quando ele ganhava algum jogo e já faziam dois anos que ele ganhava direto.
Gina decidiu prestar mais atenção nesse talento do seu filho e investir e mais conhecimento para ele, talvez alguns cursos técnicos de produção de games, já que ele gostava tanto.
Ela não sabia que ele já havia feito todos, on line.
Frida estava em seu escritório, quando recebeu a ligação do advogado de Carson.
— Alô, doutor Castro, como está?
— “ Bom dia, doutora Constança, me chame de Aroldo.”
— Bom dia, Aroldo e pode me chamar de Frida. — sorriu ao falar, pois teve uma quedinha por ele.
— “ Estou ligando para avisar que o novo registro de Jason, já está pronto. Eu levaria para você, mas o Sr. Carson pediu para deixar ele entregar.”
— Astuto ele, será que quer encontrar a minha cliente pessoalmente?
— “ É o que estou achando, por isso te liguei para avisar. Pelo que notei, existe uma grande animosidade entre eles.”
— Mais que isso, ela não suporta ele, obrigada por avisar.
— “ Bem, não é só isso, gostaria de tomar um café comigo? “
— Seria bom, é só marcar.
Os dois combinaram e se despediram. Frida ria sozinha quando Gina bateu na porta e entrou.
— Nossa, que sorriso lindo, qual o motivo dele?
— Um crush…
— Hummmm, o amor está no ar, posso saber quem é?
— Por enquanto deixa quieto. Mas tenho algo para te falar — disse Frida, séria — a certidão nova de Jason está pronta, mas o próprio Carson faz questão de te entregar.
— Aquele tratante, é manipulador igual ao pai.
Frida notou que havia algo.
— O que o velho quer agora?
— Que moremos na mansão, o pior é que Jadon quer conhecer o avô.
— É querida, os filhos crescem e formam sua própria opinião e sempre decepcionam os pais.
— Não estou decepcionada, só me sinto estranha com tudo isso. Acredita que o velho quer que eu case, para não sujar a árvore genealógica dele com uma filha de empregada e mãe solteira?
— Que velho preconceituoso! Da próxima vez que você for lá, grava a conversa que nós o processaremos.
Gina riu da amiga, que como advogada, tudo virava um processo.
— Vim te chamar para almoçar, vamos? Quero comemorar, foi uma manhã muito lucrativa.
— Vamos sim, que tal conhecermos aquele restaurante de frutos do mar, que abriu recentemente?
— Será que conseguimos vaga?
— Não custa tentar.
As duas saíram e foram ao restaurante. Conseguiram uma vaga pir sorte, pois alguém desistiu na hora e elas foram conduzidas a uma mesa elegante.
— É muito elegante aqui, gostei da decoração suave e queria saber como eles controlam o aroma forte do peixe. — comentou Frida.
— Para mim o importante é ser gostoso e matar minha fome, não gosto de tiquinho.
A mesa das duas eta para quatro pessoas e assim que sentaram e fizeram seus pedidos, o recepcionista veio até elas.
— Boa tarde, senhoras. O restaurante está lotado e aqueles senhores na porta, dizem que as conhecem e pediram se podem lhes acompanhar.
As duas olharam para a recepção e lá estavam Carson e Aroldo. A expressão das duas, diferiu completamente. Gina fechou o semblante, enquanto Frida abriu um largo sorriso e acenou para Aroldo, chamando-o.
O funcionário entendeu que elas concordavam e foi liberar a entrada dos dois.
— Por quê você os chamou? Eu vim para ter um almoço tranquilo, agora acabou.
— Calma, vai dar tudo certo e de repente, eles estão com o registro e te entregam logo.
Os dois chegaram e sentaram-se, Carson de frente para Gina, encarou-a com uma olhar profundo, que ela não conseguiu desviar.
— Obrigado por nos ceder os lugares. Não vamos atrapalhar. — disse ele e chamou o garçom.
Aroldo, sorridente, cumprimentou Frida e perguntou:
— Já conhecem esse lugar, o que recomendam?
— É nossa primeira vez, mas já pedimos. Gina pediu bacalhau e eu pedi arroz com lula.
— Parece bom, que tal eu pedir um prato diferente, assim saberemos se todos são bons.
— Peça o que preferir, não se restrinja.
Fizeram seus pedidos e Carson não tirava os olhos de Gina.
— Como está o menino? — perguntou ele, bebericando seu drink.
— O nome dele é Jason e ele está bem, como sempre.
— Não precisa ser grossa, eu não sabia que tínhamos um filho, você não me contou. — rebateu ele.
— Você queria que eu batesse na sua porta com um bebê no colo e dissesse, olha que coisa boa, a sua brincadeira deu fruto?
— Por quê não? Eu te procurei, depois da formatura, mas você sumiu, não tenho culpa por não conhecê-lo.
A comida delas chegou e calaram-se. Ela admirou o prato colorido, com um aroma delicioso, mas seu estômago se revirou. Pela primeira vez gostou de ser uma pequena porção. Provou e estava gostoso.
— Está bom? — perguntou Aroldo.
— Sim, está bem temperado e tenro.
— Meu arroz com lula também está ótimo.
— Posso provar? — perguntou Carson, já metendo o garfo no bacalhau.
— Ei, o que pensa que está fazendo?
— Provando se está bom mesmo. O quê, não é como se não tivéssemos intimidade, afinal, temos um filho.
Foi como jogar brasa sobre a cabeça dela e pimenta em seus olhos, pois ela ferveu.
— Como ousa? Você é louco ou só sem noção? Eu não acredito…
Frida tentou acalmar a amiga, enquanto Carson olhava, satisfeito, o efeito que causou nela, a menção daquela fatídica noite.
— Calma, amiga, não lhe dê atenção, ele está te provocando.
Gina encarou o homem arrogante, com os olhos vermelhos por tentar conter as lágrimas.
— Como ousa tratar algo tão terrível, de forma tão banal? Talvez, para você, não passou de uma noite de diversão, mas mudou toda a minha vida. Como você consegue ser tão descarado?
Ele ficou sério, observando as diversas reações que passavam pelo rosto bonito e raivoso da mulher, percebendo pela primeira vez o impacto que causava em suas emoções. Então, pediu, mais uma vez:
— Me perdoe, eu cometi o maior erro da minha vida e por um motivo inexistente.
Ela não sabia se um dia o perdoaria, mas tinha a certeza que o faria pagar por tudo.
— O que você fez, não tem justificativa, por tanto, não tem desculpa.
— Você ainda guarda muito rancor em seu coração, Gina. Precisa perdoar para seguir em frente.
— Eu segui em frente, você é que ainda está no passado. Eu só não quero ter nada a ver com você.
— Mas temos, Gina, um filho, e isso não dá para desfazer.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Expedita Oliveira
Nojo 😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝🤮😝
2025-03-17
0
Maria Lourenço
concordo
2024-12-11
2
Dú Andrade
Espero que a autora NÃO tenha o desplante de deixar os 2 juntos. NÃO TEM PERDÃO PARA ESTRUPADOR E ALÉM DISSO, MARCAR A VÍTIMA COMO SE FOSSE GADO E CORTAR SEU CORPO COM NAVALHA e as outras ATROCIDADES COMETIDA.
2024-12-02
1