Os três saíram do banheiro com os rostos marcados de queimaduras e todos que passavam por eles, cobriam a boca para não escangalhar de rir. Sentiram-se vingados daqueles paspalhos que pensavam poder tudo porque tinham dinheiro.
Entraram na sala e viram a “ratinha”, encolhida em sua cadeira de sempre no fundo da sala e a encararam, mas ela percebendo, se aprumou e mostrou o celular, fazendo-os desviar o olhar.
Os três eram mais velhos, mas eram péssimos em economia e por isso estavam ali, repetindo a matéria na mesma turma que ela, pela terceira vez.
Seis anos depois
Gina chegou à mansão dos Rodrigues na hora marcada. Estacionou seu carro e desceu, sendo recepcionada pelo mordomo.
— Bom dia, senhorita Batista, o senhor Rodrigues a aguarda.
Ela quase respondeu: eu sei. Mas se manteve altiva. Há dois anos foi requisitada pelo empresário, através do banco onde trabalhava, para fazer previsões e criar novos produtos de investimento para a empresa. Essa era sua área e deu certo.
Entrou no escritório e cumprimentou o empresário:
— Bom dia, senhor Rodrigues!
O homem olhou para ela, admirando a linda mulher a sua frente: estatura mediana, esbelta, pele alva e sem manchas, cabelos castanhos, lisos e presos em um coque clássico. Sua maquiagem era suave e o contorno dos olhos, ressaltava a cor caramelo das pupilas.
— Bom dia, Gina. Você está linda, como sempre. Sente-se. — respondeu o homem sem se levantar da poltrona.
— São seus olhos, senhor. — sentou-se ela, à frente dele.
— Sempre modesta, se eu não te conhecesse, acharia difícil acreditar que uma mulher tão linda, também possa ser tão eficiente.
Ela sorriu sonoramente e pareceu melodia aos ouvidos do idoso. Ele tinha os cabelos brancos e seu rosto mostrava os sinais do tempo, mas ainda era agradável de se olhar. Sempre que ele a via, queria ter menos idade e conquistá-la.
— Bem, quanto a isso, não posso opinar, pois não sei de onde os homens tiram a ideia de que mulher bonita, não pode ser inteligente ou vice-versa.
Ele deu um sorrisinho de escárnio, pois ele era um dos que considerava, que mulher não tinha que fazer negócios. Quando o banco lhe enviou Gina, ele não confiou, mas com o tempo, ela mostrou que era mais que eficiente.
— Bem, não foi para traquejos que a chamei aqui. Você, mais uma vez, acertou e os negócios prosperaram absurdamente. No entanto, esses negócios não são conhecidos do meu filho, que é o atual CEO da empresa.
Ela não estava entendendo onde o empresário queria chegar, pois ela não trabalhava para a empresa e sim para ele.
— O que tenho eu a ver com seu filho?
Ele pegou uma pasta de dentro da gaveta da escrivaninha e estendeu para ela.
— Eu sei tudo sobre você.
Ela olhou para ele com o semblante fechado e abriu a pasta, não gostando nada do sorriso pretensioso do velho. Olhou as fotos que mostravam ela de mãos dadas com seu filho, em vários locais, ocasiões e datas diferentes. Leu as informações contidas nas folhas anexas e encarou o homem.
— E?
— Eu tenho uma proposta para lhe fazer.
— Por quê o senhor faria uma proposta para a filha da empregada?
Ele percebeu que não seria tão fácil dobrar aquela mulher forte, decidida e destemida.
— Primeiro, porque fiquei em dívida com sua mãe. Não cuidei dela quando adoeceu, custei a perceber que era grave e ela faleceu.
— Que bom que reconhece isso.
— Não pensei que guardasse tanto rancor.
— Foi só uma constatação. Mas continue, ainda não entendi o que quer.
— Quero que se case com meu filho. — Ele foi direto, surpreendendo-a.
— Impossível! — respondeu ela, expressando sua insatisfação.
— Será pelo bem do seu filho. Eu deixarei todos os produtos que você criou, para ele e você terá segurança e conforto por toda sua vida.
— Não preciso de nada disso, eu tenho o suficiente para nós dois e nada me daria menos prazer do que ter que conviver com o seu filho.
— E se eu entrar com um processo de reconhecimento de paternidade e guarda da criança? Afinal, ele é meu neto.
Gina ficou lívida, apertou as mãos em punho, quase furando as palmas com as unhas. Não acreditava que aquele velho maldito a estava chantageando.
Puxou o ar lentamente, para se acalmar e pensar, não adiantava se exaltar, pois era isso que ele queria, vê-la acuada.
Mesmo que ela cedesse e aceitasse, Carson nunca aceitaria e foi pensando assim, que conseguiu manter a frieza e contestar:
— Por quê você acha que lhe darão a guarda do MEU filho? Carson nunca vai aceitar essa sua proposta, ele não gosta do Jason, até chutou ele uma vez, quando se esbarraram por acaso e você está velho para cuidar de uma criança.
— Não subestime o poder do dinheiro.
— Qual a finalidade dessa chantagem? Se você sabia que Jason era seu neto, por que nunca quis conhecê-lo ou tocou no assunto?
Nestor Rodrigues suspirou e afundou no encosto da poltrona, transparecendo a idade que tinha e Gina viu a verdadeira aparência cansada do homem.
— Estou velho, cansado e doente, Gina. Quero partir, deixando tudo organizado e aquele meu filho não se decide. Você é uma mulher linda, competente, qualquer homem prosperará ao seu lado. Eu mesmo adoraria ser mais novo para casar com você.
— Não é assim que funciona, senhor Rodrigues. Não é como o senhor quer.
— Terá que ser.
— Não, não terá. — levantou-se ela — não tente me manipular, senhor Rodrigues, eu e meu filho não somos massa de manobra.
Ela se virou e saiu e o velho ainda falou:
— Você vai ceder, Gina, de um jeito ou de outro.
Ela saiu e foi em direção ao seu carro, quando um Bentley entrou e parou em frente a casa. Ela sabia quem era e não deu atenção, entrou em seu carro e saiu da propriedade, levando seu dossiê consigo. Não deixaria que levassem seu bem mais precioso.
— Eles vão ver como se quebra uma banca. — seu sorriso de lado dizia tudo.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Expedita Oliveira
Agora o 🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲pega e a 🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬
2025-03-17
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Marcilia Sidney
e o diabo 😈 montado neles
2025-01-28
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Marcilia Sidney
Gina manda esse velho e seu filho pro inferno e o
2025-01-28
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