Romero,
Anoite com Helena foi espetacular, mas encarar as
piadinhas do Rafael é impossível, como se ele não tivesse aproveitado a amiga
também.
— Alguma novidade sobre a Naty? —
Pergunto tirando o foco da noite passada.
— Mais do mesmo, além de que os
carregamentos dela estão chegando intactos enquanto nós ficamos para trás. —
Rafael explica e eu apoio os dois cotovelos na mesa e firmar minhas têmporas na
ponta dos dedos.
— Essa mulher está na frente da maioria,
se fosse outra já teríamos pegado! — Falo impaciente.
— Ela está tentando te identificar, foi
a última informação que nosso colega lá passou. — Rafael anuncia se jogando na
cadeira em minha frente.
— Isso não é novidade, já não estou
conseguindo me esquivar dos inúmeros advogados que ela mandou aqui. — Respondo
abrindo a foto da mão com a tatuagem.
— Nosso tempo está acabando, temos que
conseguir a liberação para a operação, quanto antes melhor, ela está avançando
de forma enérgica contra nós. — Rafael lembra mais uma vez.
Antes que eu pudesse tentar rebater
qualquer informação um dos agentes bate e entra na sala.
— Senhor, um assalto com reféns está
acontecendo no banco, já enviamos equipes para lá! — Ele avisa e eu pego meu
distintivo, arma e telefone, Rafael me acompanha.
Colho as informações necessárias, visto
um colete, coloco o óculos escuro e saio da delegacia, assim que abre a viatura
vejo que sou fotografado.
— Ei! — Grito e saio correndo — Parado
aí! Pare onde você está ou eu vou atirar! — Ameaço, mas ele não para, dou um
tiro para cima e ele sequer olha para trás. — Desgraçado!
Dada a distância e a emergência do outro
caso, deixo isso para outro momento, mesmo porque já sei quem é que está
querendo essa foto e por hora não é um perigo.
Paro de correr e volto para a viatura,
Rafael já estava vindo na minha cobertura e outros agentes também se colocaram
em posição, expliquei resumidamente o que houve e entrei no carro.
— Essa mulher te ama e só não está
sabendo pedir uma noite contigo. — Rafael provoca tirando sarro e eu reviro os
olhos.
— Será um dia inesquecível na vida dessa
vadia, ela nunca mais vai esquecer quem sou eu. — Falo e nós dois começamos a
gargalhar.
— Mudando de assunto, em que pé está
você e a Helena? — Ele pergunta e firma os olhos na estrada.
— Como deve ser, a gente se pega nas
noites que dá certo e depois cada um segue a sua vida. — Respondo e piso um
pouco mais no acertador.
Nas proximidades do banco, as ruas estão
congestionadas, pessoas correm com medo e as vias estão fechadas a polícia
militar já fez o certo, Goe, tática, todos se posicionando num raio de 2km,
hoje o circo pega fogo.
— Do jeitinho que eu gosto, vem no pai!
— Rafael expressa com um sorriso enorme de satisfação nos lábios.
— É hoje que o filho chora e a mãe não
vê! — respondo esfregando uma mão na outra.
Entramos em cena, tomamos nota do que já
havia sido apurado e começam as negociações, vagabundo apronta e depois quer
exigir, ainda temos que ter paciência para não ser crucificado pelos
"direitos dos manos", não vejo um filho da puta lutando pelo pai de
família que está lá como refém.
São intermináveis 6 horas de negociação,
meu juízo já foi para o espaço, paciência nem sei se é algo que pode dizer que
existe, eu só quero que esse dia acabe.
— Quero mesmo é que esses CPFs sejam
cancelados. — Falo levando uma garrafinha de água aos lábios.
— Fala baixo, está cheio de direito dos
manos aqui. — Rafael me adverte.
— Só vou aquietar porque já estou com
problemas, mas na primeira oportunidade eu cancelo um CPF, não estou para
brincadeira. — Falo impaciente e dou alguns passos.
A negociação caminha a passos curtos,
não vejo futuro e sou a favor de que as especializadas invadam o local é nossa
melhor chance.
Cada minuto é valioso, o tempo passa
deixando marcas em quem fica, a fome a sede a pressão vai deixando os
envolvidos tensos. É preciso muito foco e cautela para que nenhum refém se
machuque.
— Merda! Caralho! — Grito enquanto corro
em direção ao cativeiro após ouvir um tiro ser disparado.
Rafael vem logo atrás de mim e a equipe
que já estava em posição toma todo o espaço.
Um dos reféns, a mulher grávida para ser
mais específico, foi baleada e eu espero muito que ela sobreviva e o bebê
também, ou não respondo por mim.
As equipes de socorro fazem o resgate
enquanto nós voltamos às buscas, a caçada ficou intensa, não quero prender,
quero matar, preciso de sangue para lavar a honra daquela mãe que foi ferida
por um motivo torpe.
Os assaltantes dispensaram e as buscas
estão sendo feitas ao modo antigo, correndo por todo lado sem perder os
vagabundos de vista.
— Perdeu! Perdeu! — Eu grito e antes que
ele se renda eu atiro, só um, derrubo mesmo! — Abaixo a arma e aguardo a equipe
se aproximar.
— CPF cancelado, irmão! — Rafael fala
parando ao meu lado — O outro está preso, os cara é franco, não teve pulso para
cancelar não.
— Ótimo! Vamos ver o que conseguimos
extrair, a brincadeira está apenas começando. — Respondo com um sorriso sínico
nos lábios.
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Atualizado até capítulo 61
Comments
Ariel Pires
Romero dando uma de policial violento!
2024-04-22
1
Valmira Lima Da Cruz Carvalho
capítulo otimo
2023-12-17
1
Valmira Lima Da Cruz Carvalho
top de mais
2023-12-17
1