Capítulo 09

Romero,

Anoite com Helena foi espetacular, mas encarar as

piadinhas do Rafael é impossível, como se ele não tivesse aproveitado a amiga

também.

— Alguma novidade sobre a Naty? —

Pergunto tirando o foco da noite passada.

— Mais do mesmo, além de que os

carregamentos dela estão chegando intactos enquanto nós ficamos para trás. —

Rafael explica e eu apoio os dois cotovelos na mesa e firmar minhas têmporas na

ponta dos dedos.

— Essa mulher está na frente da maioria,

se fosse outra já teríamos pegado! — Falo impaciente.

— Ela está tentando te identificar, foi

a última informação que nosso colega lá passou. — Rafael anuncia se jogando na

cadeira em minha frente.

— Isso não é novidade, já não estou

conseguindo me esquivar dos inúmeros advogados que ela mandou aqui. — Respondo

abrindo a foto da mão com a tatuagem.

— Nosso tempo está acabando, temos que

conseguir a liberação para a operação, quanto antes melhor, ela está avançando

de forma enérgica contra nós. — Rafael lembra mais uma vez.

Antes que eu pudesse tentar rebater

qualquer informação um dos agentes bate e entra na sala.

— Senhor, um assalto com reféns está

acontecendo no banco, já enviamos equipes para lá! — Ele avisa e eu pego meu

distintivo, arma e telefone, Rafael me acompanha.

Colho as informações necessárias, visto

um colete, coloco o óculos escuro e saio da delegacia, assim que abre a viatura

vejo que sou fotografado.

— Ei! — Grito e saio correndo — Parado

aí! Pare onde você está ou eu vou atirar! — Ameaço, mas ele não para, dou um

tiro para cima e ele sequer olha para trás. — Desgraçado!

Dada a distância e a emergência do outro

caso, deixo isso para outro momento, mesmo porque já sei quem é que está

querendo essa foto e por hora não é um perigo.

Paro de correr e volto para a viatura,

Rafael já estava vindo na minha cobertura e outros agentes também se colocaram

em posição, expliquei resumidamente o que houve e entrei no carro.

— Essa mulher te ama e só não está

sabendo pedir uma noite contigo. — Rafael provoca tirando sarro e eu reviro os

olhos.

— Será um dia inesquecível na vida dessa

vadia, ela nunca mais vai esquecer quem sou eu. — Falo e nós dois começamos a

gargalhar.

— Mudando de assunto, em que pé está

você e a Helena? — Ele pergunta e firma os olhos na estrada.

— Como deve ser, a gente se pega nas

noites que dá certo e depois cada um segue a sua vida. — Respondo e piso um

pouco mais no acertador.

Nas proximidades do banco, as ruas estão

congestionadas, pessoas correm com medo e as vias estão fechadas a polícia

militar já fez o certo, Goe, tática, todos se posicionando num raio de 2km,

hoje o circo pega fogo.

— Do jeitinho que eu gosto, vem no pai!

— Rafael expressa com um sorriso enorme de satisfação nos lábios.

— É hoje que o filho chora e a mãe não

vê! — respondo esfregando uma mão na outra.

Entramos em cena, tomamos nota do que já

havia sido apurado e começam as negociações, vagabundo apronta e depois quer

exigir, ainda temos que ter paciência para não ser crucificado pelos

"direitos dos manos", não vejo um filho da puta lutando pelo pai de

família que está lá como refém.

São intermináveis 6 horas de negociação,

meu juízo já foi para o espaço, paciência nem sei se é algo que pode dizer que

existe, eu só quero que esse dia acabe.

— Quero mesmo é que esses CPFs sejam

cancelados. — Falo levando uma garrafinha de água aos lábios.

— Fala baixo, está cheio de direito dos

manos aqui. — Rafael me adverte.

— Só vou aquietar porque já estou com

problemas, mas na primeira oportunidade eu cancelo um CPF, não estou para

brincadeira. — Falo impaciente e dou alguns passos.

A negociação caminha a passos curtos,

não vejo futuro e sou a favor de que as especializadas invadam o local é nossa

melhor chance.

Cada minuto é valioso, o tempo passa

deixando marcas em quem fica, a fome a sede a pressão vai deixando os

envolvidos tensos. É preciso muito foco e cautela para que nenhum refém se

machuque.

— Merda! Caralho! — Grito enquanto corro

em direção ao cativeiro após ouvir um tiro ser disparado.

Rafael vem logo atrás de mim e a equipe

que já estava em posição toma todo o espaço.

Um dos reféns, a mulher grávida para ser

mais específico, foi baleada e eu espero muito que ela sobreviva e o bebê

também, ou não respondo por mim.

As equipes de socorro fazem o resgate

enquanto nós voltamos às buscas, a caçada ficou intensa, não quero prender,

quero matar, preciso de sangue para lavar a honra daquela mãe que foi ferida

por um motivo torpe.

Os assaltantes dispensaram e as buscas

estão sendo feitas ao modo antigo, correndo por todo lado sem perder os

vagabundos de vista.

— Perdeu! Perdeu! — Eu grito e antes que

ele se renda eu atiro, só um, derrubo mesmo! — Abaixo a arma e aguardo a equipe

se aproximar.

— CPF cancelado, irmão! — Rafael fala

parando ao meu lado — O outro está preso, os cara é franco, não teve pulso para

cancelar não.

— Ótimo! Vamos ver o que conseguimos

extrair, a brincadeira está apenas começando. — Respondo com um sorriso sínico

nos lábios.

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Comments

Ariel Pires

Ariel Pires

Romero dando uma de policial violento!

2024-04-22

1

Valmira Lima Da Cruz Carvalho

Valmira Lima Da Cruz Carvalho

capítulo otimo

2023-12-17

1

Valmira Lima Da Cruz Carvalho

Valmira Lima Da Cruz Carvalho

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2023-12-17

1

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