No dia seguinte, Dexter tentava se concentrar nas contas, mas estava difícil.
Sua mente viajava pensando no que fazer para agradar Isabelle. Ele errara feio no jantar e tinha que se redimir.
Ele suspira e quando volta a atenção ao monte de papel, Léo bate na porta entrando em seguida.
― Com licença chefe. Tem uma visita.
Dexter franze as sobrancelhas meio irritado.
― Eu disse que não queria visitas.
― Essa, achei que não iria querer recusar. ― Léo insiste com um sorriso maldoso.
Dexter fica curioso e permite a entrada ficando muito surpreso quando Isabelle entra.
― Belle... ― Ele se levanta.
― Não me chame assim, Dexter.
― Sente-se. Quer beber alguma coisa?
― Não. Não vim para bater papo. Então, vou ser bem direta.
Dexter levanta uma sobrancelha já esperando a bomba.
― Então diga.
― O que você quer para desistir dessa palhaçada? Dinheiro?
Dexter agora levanta as duas sobrancelhas surpreso e depois começa a rir.
Isabelle fica furiosa, vai até ele e começa a bater com sua bolsa nele.
― Do que... está... rindo? ― Ela fala parando em cada “golpe”. ― Não falei nenhuma piada!
― Desculpe kkkk, mas... foi engraçado! ― Ele se defende de mais um golpe e vai para atrás da cadeira tentando pôr uma barreira entre eles. ― Não quero dinheiro. Isso já tenho o suficiente rs. Ai!!
Ele põe a mão direita nos dedos da esquerda ao ser acertado pela bolsa dela.
― Esse casamento não vai dar certo e você sabe! A gente se odeia Dexter!
Dexter fica sério e se aproxima dela.
― Eu não te odeio, Belle. ― Em um impulso, ele acaricia o rosto delicado dela. ― Impossível odiar um anjo como você.
Isabelle sente seu coração disparar com o toque suave dele em seu rosto e por um momento, ela se perde naqueles olhos verdes que ela tanto gostava de olhar.
Logo ela se lembra dele chamando-a de Aurora e imediatamente se afasta.
― Mas eu te odeio. ― Ela fala sem olhar para ele e vai para a frente da mesa se afastando ainda mais. ― E se casarmos, vamos viver infelizes para o resto das nossas vidas.
Dexter suspira.
― Eu entendo, mas não posso voltar atrás com a minha palavra. Já assinei os papéis do contrato de noivado e seu pai já entregou ao conselho. ― Dexter vai até o minibar e pega uma garrafa de água já irritado com a situação. ― Na verdade, você deveria era me agradecer por te livrar de um velho nojento. A não ser, que o prefira. ― Ele faz uma cara de deboche e toma um gole de água.
“Quer saber, essa situação merece algo mais forte...”
Pensando nisso, ele pega um copo e coloca um gole de whisky e vira o copo de uma vez fazendo uma careta ao sentir o líquido queimar sua garganta.
― Nem sei do que se refere, Dexter. ― Isabelle cruza os braços olhando-o sem entender.
― Seu pai...
Dexter é interrompido pelo celular que começa a tocar. Ele tira do bolso e vê Don Santiago no visor.
― Seu pai está me ligando. Espere um momento. Don Santiago, como vai?
Isabelle vê a expressão de curiosa de Dexter mudar para preocupado, então ela arruma a postura ficando alerta.
― Como assim anulado? ... Octavius Fideli reivindicou Isabelle???
Dexter praticamente grita e olha para ela que fica branca como um papel.
Qualquer um que fazia parte da máfia sabia bem quem era Octavius e não havia nenhum adjetivo bom para ele.
― Não! Nem pensar! .... Eu entendo isso, mas... Santiago.... Não! Isabelle não vai ficar com um escrot0 como ele! Eu... Santiago, reúna o conselho. Eu vou resolver isso. Relaxa... eu vou resolver.
Dexter desliga o celular e vai até Isabelle que estava ainda mais branca.
― Co-como assim, Dexter? ― Ela pergunta ainda sem entender, mas morrendo de medo pelo pouco que entendeu.
― Octavius Fideli exigiu que você se case com ele. ― Dexter ampara Isabelle que estava suando frio. ― Calma... se sente aqui.
Ele a coloca na cadeira e se senta na cadeira ao lado.
― Mas... por quê? Ele nem me conhece! Nos vimos apenas uma vez na Itália.
Isabelle estremece só de lembrar daquele homem tão bonito, mas tão cruel quanto. Sua fama de sádico e sem escrúpulos corria por todas as máfias dando medo em todos.
― Acho que foi o suficiente para ele querer você. ― Dexter segura o queixo dela e ergue até ela olhá-lo. ― Não se preocupe. Não vou permitir que ele toque em você.
― Dexter... você sabe que isso é impossível! Ele é da Irmandade. Ninguém se atreveria ir contra a ele. ― Ela se levanta se sentindo melhor, mas super nervosa.
Dexter levanta as sobrancelhas surpreso por ela saber disso.
A Irmandade, nada mais é que o conselho acima do conselho. Ela quem comanda todas as máfias espanholas e italianas e Octavius é o regente. Sua palavra é lei e o que ele decidir, está feito. Ninguém ousaria se intrometer em seu caminho, pois quem o fizesse, virava cinzas.
Geralmente a Irmandade não se metia nas máfias, mas se alguma desse trabalho, sumia do mapa.
― Você sabe sobre a Irmandade?
Ela revira os olhos.
― Que tipo de filha de mafioso eu seria se não soubesse??
― Nem as mulheres deles sabem, Belle. Pelo menos, não todas.
― Mas eu sei. E sei o suficiente para entender que não deve se meter no caminho deles. ― Ela fala preocupada e engole em seco. ― Dexter...
― Isabelle... ― Ele se levanta e fica de frente para ela. ― Sei que me odeia e não confia em mim, mas eu juro que você não vai se casar com ele, porém, depois do que eu fizer, você nunca mais poderá se livrar de mim.
Isabelle o olha sem entender, mas sabia que era uma coisa muito séria.
― Dexter, o que vai fazer? Não vai se colocar em perigo, vai?
Ele sorri de lado e acaricia o rosto dela novamente.
― Está preocupada comigo, Belle?
Ela revira os olhos e tira a mão dele do rosto.
― Você não perde esse lado de Dom Juan de araque, né?
― Belle...
― Olha, quer saber? Faça o que você quiser. Não ligo. Eu já estava presa a você mesmo. ― Ela pega a bolsa e se prepara para sair. ― Só... só não se meta em confusão.
Dizendo isso, ela sai deixando seu perfume suave no ar.
Dexter dá um meio sorriso.
“Se ela me deseja seguro, sinal que não me odeia tanto assim...”
Ele pensa mais animado e logo volta a ficar sério.
Ele vai até o seu cofre, abre e pega uns papéis. Depois liga para a casa de Ivy.
― Casa dos Salazar. ― Maria, a governanta atende.
― Olá Maria. Sou eu, Dex. Tudo bem?
― Senhor Dexter! Eu vou bem e o senhor?
― Bem também. Ham... Miguel está aí ou já foi para a escola?
― Ele ainda está aqui. Vai para a escola logo. Por quê? Precisa de algo?
― Sim. Preciso vê-lo. Não o deixe ir antes que eu chegue.
― Tudo bem. Devo avisar o senhor Raviel e a senhora Ivy?
― Não há necessidade. Logo estarei aí. Obrigado.
Dexter desliga e sai da sala gritando o Léo.
― Vamos até a casa de Raviel. Preciso pegar uma coisa.
― Certo. E o que aconteceu? Sua cara não é das melhores.
Eles entram no carro com Léo na direção e a tropa atrás em outros carros.
― Digamos que a máfia vai conhecer o verdadeiro Dexter.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Joyce Marques
Agora vem a adrenalina! Adorandoooo querida autora!Só aqui na expectativa de novos capítulos no seu tempo 😍😍😍😍
2023-12-10
17
Anonyamor
Agora o homem ficou muito macho!!!
Esse Octavius vai mexer no vespeiro e vai sair ferrado!!!
2024-02-06
7
Maria Pinheiro
Esse tal de Octávius deve mesmo ser muito poderoso por que nunca vi em livro nenhum um conselho que tenha poder de anular um contrato de casamento em andamento . Agora baseado em que esse cara fez isso ?? ele não suporta o Dexter ?? ou será que apesar de ter
visto Bella uma única vez ficou encantado e obsecado por ela ??🤔
2024-12-02
1