Depois de sair da casa de Raviel, Dexter volta para o QG muito satisfeito.
Ravi e Ivy estão de volta com seus filhos que ele adora e Dona Adelina que ele ama como se fosse sua avó, também veio para ficar.
Aquilo não tinha preço e mesmo que tivesse, ele pagaria até o último centavo.
Ele volta para a papelada que odiava, quando Charles bate na porta e ele permite a entrada.
― Chefe, Don Santiago está aqui querendo falar com o senhor.
Dexter levanta as sobrancelhas surpreso.
Fazia tempo que não falava com ele depois da merda que fizera e por já ser de noite, ele fica ainda mais intrigado.
“Deve ser mesmo urgente...”
― Bom, pode deixá-lo entrar.
― Sim, chefe.
Charles sai e segundos depois Don Diego Santiago, agora presidente do conselho da máfia, entra com toda sua imponência.
― Don Santiago... ― Dexter cumprimenta-o se levantando e estendendo a mão para ele.
― Don Milano. ― Santiago aperta a mão dele e se senta a convite de Dexter.
― Aceita uma bebida? Whisky?
― Pode ser. Sem gelo.
Dexter vai até o minibar e pega a garrafa e dois copos. Em seguida ele serve a bebida para os dois e volta a se sentar em sua cadeira.
― A que devo a sua ilustre visita?
Don Santiago esconde um sorriso bebendo um gole da sua bebida.
― Sabe que não viria se não fosse realmente importante.
― Imagino mesmo. Então, me diga o que é tão importante?
― Vou ser direto. ― Don Santiago pega um charuto de seu paletó e acende dando uma longa baforada. ― Quero que se case com minha filha Isabelle.
Dexter tosse se engasgando com sua bebida e bate no peito para tentar conter a crise.
― Ca... (cof, cof) ...sar com sua...(cof)...filha?
― Sim. Por que a surpresa?
Dexter espera um tempo até se recuperar totalmente e depois pigarreia.
― Você sabe que sua filha me odeia, não sabe?
― Sim. Eu também te odeio pelo que fez, mas... é um caso meio urgente. Jamais pediria isso a você se não fosse. Você não a merece.
Dexter se sente envergonhado, pois realmente o que ele fizera com Isabelle, foi ultrajante.
Depois que Ivy apresentara os dois, Dexter percebeu que sentiu uma atração muito forte por ela, então começou a cortejá-la disposto a conquistar o seu amor para tê-la como esposa.
No começo, Isabelle estava bem arisca, mas com o tempo, ela já demonstrava sinais de que estava cedendo aos encantos dele.
Depois de vários encontros ótimos, Dexter já estava disposto a propor casamento e Don Santiago já fazia um enorme gosto.
Ela era linda, delicada, criada na máfia e saberia ser uma verdadeira companheira. Dexter não poderia ter feito uma escolha melhor.
Porém, um dia antes de ele fazer o pedido, teve um baile de máscaras para arrecadar fundos para hospitais que atendiam a máfia, mas no fundo, todos sabiam que era mais um encontro de negócios do que para um bem maior.
Antes de ir, Dexter recebe a notícia que Aurora iria se casar e aquilo fez seu coração, que até então achava estar curado, doer.
Na dor, ele se entrega a bebida e acaba chegando alto no baile.
Percebendo que Isabelle estava lá, acompanhada de Santiago, ele tenta se esconder por não estar muito seguro de seus atos, então, ele entra em uma sala privativa e se senta no sofá sentindo a sala rodar.
Para sua infelicidade, logo em seguida, Isabelle entra na sala e chega perto dele.
― Dexter... você está bem? ― Ela pergunta preocupada sentando-se ao seu lado.
Dexter a olha e sob a máscara de renda que ela usava, só conseguia ver aqueles olhos azuis que o atormentava.
Sem pensar duas vezes, Dexter a puxa pela nuca e a beija com vontade.
Isabelle fica surpresa com aquela atitude de Dexter, já que ele sempre foi muito respeitador, mas ela o queria também, então, ela deixa o beijo rolar.
Ela sente Dexter beijar seu pescoço e suspira sentindo seus pelos arrepiarem, até que toda aquela sensação se dissipa ao ouvir as palavras de Dexter.
― Hum... Aurora...
Isabelle sente seu corpo gelar na mesma hora deixando aquele calor que sentiu totalmente zerado. Ela empurra-o e o olha com olhos incrédulos.
― Do que me chamou?
― Auro... não se case... ― Dexter fala totalmente bêbado e tenta agarrá-la. ― Fica comigo. Pelo menos uma vez...
― Seu desgraçado! ― Isabelle dá um tapa tão forte no rosto de Dexter que o faz despertar da sua loucura.
― O-o que aconteceu? ― Ele pergunta sentindo o seu rosto arder.
Isabelle se põe em pé com lágrimas nos olhos e arranca a máscara olhando-o como se fosse um inseto.
Naquele momento, Dexter entende a tremenda besteira que fez.
― Eu esperava tudo de você, Dexter. Menos essa palhaçada! ― Ela joga a máscara nele que pega por puro reflexo.
― Belle... olha, eu posso explicar...
― Vá explicar no inferno! ― Ela pega um vaso que estava ao lado e joga nele que tenta se defender com o braço, mas um estilhaço acaba pegando em sua sobrancelha deixando um corte. ― Fique longe de mim seu imbecil!
Ela sai furiosa batendo a porta atrás de si.
Dexter fica um tempo parado com o sangue escorrendo do corte, tentando entender como fora tão idiota, até Don Santiago entrar na sala mais furioso ainda.
― Seu desgraçado! ― Santiago o agarra pelo colarinho levantando-o do sofá. ― Eu só não te mato agora pela humilhação que fez a minha filha, pois isso implicaria em uma guerra, mas saiba que está por um fio comigo!
Logo os seguranças tanto de Dexter, quanto de Santiago tentam intervir.
Santiago joga Dexter novamente no sofá e se recompõe.
― Fique longe de Isabelle, entendeu? Ou não terei piedade. ― Santiago fala com ódio e se vira saindo em seguida.
Dexter estava tão aéreo que nem se lembra de como Stefano o levara para casa, mas aquela situação, ele jamais poderia esquecer.
Isabelle não merecia o que ele fez e tinha toda a razão para odiá-lo, afinal, ele mesmo se odiava por isso. Ela voltara para a Itália e ele nunca mais a vira, nem para poder se desculpar pessoalmente.
Agora, lá estava ele diante do seu, talvez futuro sogro, recebendo a chance de ao menos tentar se redimir.
Dexter se encosta na cadeira e olha seriamente para Don Santiago.
Se ele estava passando por cima de algo que dissera que jamais aconteceria, realmente o caso era bem sério.
― Que caso urgente seria esse?
Don Santiago dá outra baforada em seu charuto e fica ainda mais sério.
― Conhece Don Salvatore? Da Calábria?
― Aquele velho gorducho que adora ninfetinhas?
― Ele mesmo.
Dexter franze as sobrancelhas já não gostando do rumo daquela conversa.
― O que tem ele?
― Ele quer... Isabelle como esposa.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Fê 🥰🔥🌹
Bah Dexter, eu te amo, mas nessa eu não posso te defender, poxa chamar ela pelo nome da outra é um crime inafiançável
2024-01-06
36
Edi Graças
Xiiiii Dex é melhor correr atrás do prejuízo hein
2023-12-06
16
Maria Pinheiro
A Dexter que vacilada ! mas ela vai te perdoar só que você vai ter que ter muita paciência e lutar muito para provar que tem sentimentos por ela .
2024-12-02
1