Uma semana mais tarde, Dexter olhava uns papéis de contabilidade em seu escritório no QG. Ele odiava essa parte do trabalho, mas alguém tinha que fazer.
Então Charles, um de seus capangas desde a época do Raviel, bate na porta.
― Chefe, o senhor Petros está aqui.
Dexter franze as sobrancelhas confuso.
Ele não lembra de conhecer nenhum Petros, mas Charles jamais o incomodaria quando estava olhando aquele tipo de documento se não fosse alguém conhecido.
Então, Dexter dá um pequeno sorriso e depois assente.
― Mande-o entrar.
― Sim, chefe.
O homem entra e Dexter se levanta para abraçá-lo.
― Quem é vivo, sempre aparece, hein Léo?
Léo, melhor amigo e irmão de consideração de Ivy sorri de lado retribuindo o abraço de Dexter.
― Sabe como é, né?
― Senta aí. Quer uma bebida?
― Claro.
Dexter vai até o minibar e coloca whisky em dois copos. Entrega um a Léo e depois volta a se sentar.
― Mas me conta... Petros? É sério? Kkkk. Toda vez que vem, usa um nome diferente.
― Melhor assim rs. Não gosto de usar meu sobrenome verdadeiro.
Dexter o olha sério e toma um gole da sua bebida.
Léo era um homem solitário. Não tinha muitos amigos e considerava apenas Ivy como sua irmã, já que conviveram juntos no orfanato.
Ele nunca reclamou e nem parecia se incomodar com isso, mas no fundo, Dexter sabia como era se sentir sozinho.
Ele se sentiu assim, mesmo tendo pais e uma avó, até encontrar Raviel.
No começo, ele queria apenas aprender sobre a máfia e ser um bandidaço f0da, mas com a convivência, acabou criando uma amizade forte com Raviel, tanto que o considera como irmão.
A avó que teve, foi a única a lhe dar amor, os pais só o usaram para roubar, apesar de ele saber bem os motivos, mas agora, ele se sentia em uma família de verdade.
A máfia Salazar o abraçou, ganhara um irmão, uma irmã, sobrinhos e amigos aos quais pudesse confiar e até uma avó de presente.
Dona Adelina, uma senhora gentil de quase 80 anos que cuidou de Ivy quando ela fugira do orfanato.
Dexter sorri carinhoso ao pensar nela e depois pensa que daria um jeito para que Léo tivesse o mesmo destino que ele.
― Sabe que sou bom em achar pessoas. Se me disser seu nome verdadeiro, posso tentar achar sua família. ― Dexter sugere se ajeitando na cadeira.
Léo faz o mesmo e nega com a cabeça.
― Estou bem assim, no anonimato rs.
― Tem certeza? ― Léo assente. ― Bom, se mudar se ideia, sabe que pode contar comigo.
Léo agradece e bate o copo dele no de Dexter em um brinde, depois toma o resto da bebida.
― Mas então, veio para a Espanha para visitar a Ivy?
― Foi um dos motivos, mas não o principal.
― Então, qual foi o principal?
― Você saberá rs, mas há um outro além do principal.
Dexter fica curioso agora. Léo costumava ser um pouco misterioso e ele detestava isso, mas ao mesmo tempo, se divertia com o jeito dele.
― Desembucha logo, Léo.
Léo ri se levantando e pega a garrafa de Vodka no minibar levando até a mesa.
Ele coloca um pouco da bebida nos dois copos e se senta novamente.
― A verdade, é que estou entediado.
― Entediado?? ― Dexter pergunta ainda mais confuso.
― Sim. O que acontece é que, depois de não ter feito nada com a Ivy, meus negócios não são mais os mesmos.
― Entendo. Os clientes não confiaram mais que você faria o trabalho.
― Exatamente. Eles acham que só porque não matei a Ivy, eu faria isso com todos. Enfim, a demanda caiu bastante e.... bom, eu pensei...
Dexter vê Léo hesitar pela primeira desde que o conheceu. Ele sabia que estava sendo difícil para Léo passar por cima do seu orgulho e pedir um favor.
Então, ele resolve poupá-lo.
― Seja bem-vindo a máfia, meu amigo.
Léo o olha surpreso e depois meio envergonhado.
― É sério? Simples assim? Não precisa passar por prova de vida nem nada disso?
Dexter ri vendo que Léo falava meio debochado.
Ele podia não ser da máfia, mas sabia como as coisas funcionavam.
― Você sabe que não rs.
Léo sorri e relaxa na cadeira.
― Bom, sei que não estou em condições de exigir nada, mas... só tenho uma condição para que tenha minha total lealdade.
― Pois diga.
― Eu entro, se minhas meninas entrarem também.
Dexter dá um meio sorriso.
Ele já sabia que Léo pediria isso. Ele não iria a lugar nenhum sem suas “meninas” Libi e Sorcha que são os braços e pernas dele.
Os três, formam o combo perfeito de inteligência, eficácia e trabalho limpo e rápido. Eram os melhores em rastrear e sumir com alguém indesejável.
― Feito. Serão bem-vindos a máfia Milano.
Léo sorri largo dessa vez.
― É sério mesmo?
― Claro! Só um idiota recusaria os serviços de vocês. Tenho certeza, que faremos uma boa equipe.
Léo assente e estende a mão para Dexter que aperta firme.
― Obrigado, Dexter. Ficarei devendo essa.
― Fazendo um bom trabalho, já paga a dívida rs. Mas, vocês vão ter que morar no país que eu estiver. Exceto quando forem em missão.
― Ah, com certeza. Será ótimo trocar um pouco de ares e vou adorar ficar mais próximo dos meus sobrinhos rs.
― NOSSOS, sobrinhos. ― Dexter enfatiza meio ciumento e Léo ri concordando. ― Aliás, você chegou bem na hora.
Léo inclina a cabeça curioso.
― E por quê?
― Quero que seja meu braço direito.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
maria conceiçao
O Léo realmente é o melhor...kkkk
2024-02-08
18
Joyce Marques
Pronto já achou o braço direito. 😍😍😍
2023-12-06
14
Maria Pinheiro
Opa!! Léo se deu bem.
2024-12-02
1