Quando Isabelle sente Dexter descer e beijar o seu pescoço, ela suspira sentindo um calor percorrer o seu corpo e seus pelos arrepiarem. Ela nunca se sentiu dessa forma com alguém.
Na verdade, ela nunca deixou qualquer homem a tocar daquela maneira, mas apenas um toque de Dexter, a deixava em chamas.
Ela tinha que se segurar ou seria capaz de se entregar a ele ali mesmo, apesar de que aquilo não parecia ser tão ruim.
― Hum... Aurora...
Isabelle ouve Dexter sussurrar e sente seu corpo gelar na mesma hora deixando aquele calor sumir.
“Aurora... Aurora, amiga da Ivy?”
Ela pensa lembrando de tê-la conhecido na mesma festa que Dexter. Ela engole em seco já imaginando o pior e empurra Dexter.
― Do que me chamou? ― Ela pergunta para realmente ter certeza olhando-o com atenção.
― Auro... não se case... ― Dexter fala totalmente bêbado e tenta agarrá-la. ― Fica comigo. Pelo menos uma vez...
Isabelle sente como se alguém tivesse apunhalado o seu coração. Dexter não gostava dela. Ele não a queria. Ele queria Aurora e ela foi apenas uma distração para ele.
Isabelle respira fundo e transforma a sua mágoa em raiva.
― Seu desgraçado! ― Ela dá um tapa em Dexter que até sua mão arde fazendo-o “despertar”.
― O-o que aconteceu? ― Ele pergunta desorientado.
Isabelle se põe em pé tentando segurar as lágrimas e arranca a máscara para olhá-lo com todo o seu desprezo. Ela jamais perdoaria Dexter por toda aquela humilhação.
― Eu esperava tudo de você, Dexter. Menos essa palhaçada! ― Ela joga a máscara nele e ele pede para explicar, mas ela estava tão cega de raiva e dor que pega um vaso que estava perto dela e joga nele com toda a sua força. ― Vá explicar no inferno! Fique longe de mim, seu imbecil!
Ela sai daquela sala tão arrasada que começa a chorar a ponto de soluçar chamando a atenção de seu pai. Quando Santiago chega perto, Isabelle diz que Dexter a enganou e um dos seguranças a leva para casa, enquanto o pai entrava na sala.
Ela chega em casa e vai direto para o quarto. Sua vontade era de gritar, mas ela apenas se senta na cama e lembra que Ivy havia contado que Dexter tinha gostado de uma garota que não o quis. Agora ela sabia de quem se tratava.
Ela se sente como se tivesse sido usada por Dexter. Alguém para ele esquecer um amor não correspondido. Por consequência, ela também não seria correspondida.
Ela nunca sentiu tanta dor e sofrimento como naquele momento, mas também nunca havia se apaixonado por alguém.
Isabelle pega um ursinho que Dexter havia dado e enxuga as lágrimas com raiva.
― Nunca mais você terá o meu amor, Dexter. Na verdade, tudo o que terá de mim será o meu desprezo.
Isabelle começa a rasgar o ursinho em vários pedaços fazendo a espuma se espalhar pelo quarto. Era como se em cada rasgo, ela estivesse matando os seus sentimentos por Dexter.
― Eu vou te odiar... na mesma intensidade em que te amo agora...
Ela fala com a voz embargada e começa a chorar novamente. Então ela ouve Clarita bater em sua porta, mas não tinha forças nem para pedir que não a incomodasse.
― Filha? O que aconteceu? ― Clarita pergunta entrando no quarto e se sentando ao lado de Isabelle na cama.
― Ah, mãe....
Isabelle se joga no colo de Clarita e chora sentindo o carinho dela, até que se acalma o suficiente para contar o que aconteceu.
― Ah, minha menina... eu sinto muito.
― Por favor, me promete que vai manter Dexter longe de mim... eu não quero vê-lo nunca mais!
― Calma, minha querida. Tudo vai ficar bem. Estou aqui com você para te apoiar no que precisar.
Isabelle suspira exausta emocionalmente e depois de um tempo, adormece no colo de Clarita.
Uma semana depois, Isabelle volta para a Itália se negando a responder todas as tentativas de Dexter de entrar em contato com ela.
Isabelle foca em seu treinamento mais do que já fazia e fecha o seu coração. Para ela, o amor não existia em seu meio. Mesmo quando achava que tinha encontrado, ela não recebeu nada de volta.
...*******************...
Isabelle termina o banho, se seca e coloca um pijama confortável. Estava se sentindo cansada de tanto chorar e lembrar de coisas dolorosas.
― Sua burra!!
Isabelle se xinga se sentindo frustrada. Apesar do tempo que passou, ela pode constatar que seu coração ainda batia mais forte por Dexter.
Ver aqueles olhos verdes tão lindos a deixou mexida novamente. Sentia falta do seu cheiro e de seu toque. Do seu lado gentil e divertido.
Ela suspira e se deita na cama.
Agora, ela realizaria seu sonho de se casar com o Dexter, porém, aquilo estava longe de ser como imaginou. Ela queria que Dexter a tivesse pedido em casamento porque a amava e não por uma obrigação ou seja lá qual foi o motivo.
― Por que, Dex? Por que tinha que ser assim?
Isabelle enxuga mais uma lágrima e respira fundo.
“Não vou mais chorar por você, Dexter! Você aceitou esse casamento, então agora, sofrerá as consequências, pois em mim, você não tocará nunca!”
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Grazi Nascimento
Te endendo Bella , mas fazer o quê se o coração é vagabundo ? Mas antes de se render , faz ele surtar um pouquinho, mentira faz passar raiva com força !!!😏🤭
2023-12-09
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Claudia
quanta ilusão tadinha 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣, vc sabia q ele gostava de outra, cabia a vc conquistar ele, o q vc fez, só q ele bebeu e fez merda, deixa ele te pegar bobinha, dá o chá q ele já e apaixonado por vc, aí vc derruba de vez o soldado 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-01-29
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Maria Pinheiro
Já começou cometendo dois erros gravíssimos , 1 - nunca diga nunca ainda mais quando tiver um homem bonito envolvido , 2 - o tempo que fica resentida se fosse esperta se dedicava em seduzi-lo e deixa-ló de 4 por você a ponto dele nem se lembrar mais quem foi Aurora .
2024-12-02
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