Dexter chega na clínica veterinária de Ivy depois de sair da casa de Santiago.
Ele vê Stefano no canto fazendo a segurança e olha a recepcionista para cumprimentá-la, mas ela logo sai sem nem dizer uma palavra.
― Como vai, Stefano? ― Dexter estende a mão para cumprimentá-lo.
― Bem, chefe. E o senhor?
― Não sou mais seu chefe rs. Relaxa e sem essa de senhor.
Stefano sorri de lado e cumprimenta Léo também.
― Dexter! Léo! ― Ivy chega na recepção e abraça os dois. ― Que bom ver vocês.
― É bom te ver também maninha. ― Léo sorri amoroso.
― E meus pequenos? Não estão aqui hoje? ― Dexter fala olhando o ambiente atrás dos sobrinhos.
― NOSSOS, pequenos. ― Léo retruca enciumado e Dexter dá de ombros debochado.
― Kkkk só vocês mesmo, meninos! ― Ivy ri dos dois que sempre ficavam competindo pela atenção dos seus filhos. ― Agora não querem vir mais por causa do novo membro da família. Até eu perdi para ele kkk.
― Fiquei sabendo que conseguiu convencer Ravi do cãozinho rs. ― Dexter ri da indignação que Ravi estava quando falou com ele. ― E já tem um nome?
― Ainda não. Está uma briga lá em casa sobre isso. Até Ravi está opinando! Kkk.
Todos riem imaginando a cena, mas apesar disso, Ivy consegue notar o olhar meio triste de Dexter e suspira.
― Léo, pode fazer cia para o Stefano que está entediado?
― Eu não estou entediado, senhora! ― Stefano fala indignado.
― Está sim, mas fica tranquilo que Léo sabe distrair as pessoas.
― Pode deixar! ― Léo pisca para Ivy entendendo tudo e vai para o lado de Stefano que resmungava.
― Vem Dex, vamos tomar um café.
Ivy pega na mão dele e o leva para o seu consultório.
Ela vai até o balcão ao lado, serve duas xícaras de cafés e entrega uma para ele.
― E então, como foi lá? Assinou? ― Ela pergunta se sentando atrás da sua mesa.
― Sim. Em um mês, me caso.
― Não me parece feliz...
― Quem se sentiria feliz tendo uma esposa contra a vontade dela? ― Dexter bebe o café e apoia o queixo na mão.
― Hum... e você quer? ― Ivy fala com uma sobrancelha levantada.
Dexter dá um sorrisinho de lado e começa a bater os dedos na mesa.
― Sim. Ao contrário do que Isabelle pensa, eu gosto dela. Se não fosse aquele maldito dia, já era para estarmos casados.
― Dex, me fala a verdade. Você ainda gosta da Aurora?
Dexter olha bem para Ivy.
― Por mais que nunca tive nada com ela, eu gostei muito dela. Você sabe. Mas depois do que Carlo fez com ela, o meu instinto protetor aflorou ainda mais e me fez perceber que não era amor mesmo. Pelo menos, não como você e Ravi sentem um pelo outro. Aurora sempre terá um lugar em meu coração sim, mas apenas de carinho.
― Então, por que agiu daquele jeito quando soube que ela ia se casar?
― Sei lá, acho que no fundo eu ainda tinha uma esperança de ter algo com ela rs. Acho que foi isso.
Ivy olha bem para ele e fica pensativa.
Dexter gostou muito de Aurora, mas sabia que com ela não teria chance alguma. Mesmo assim, quando soube do casamento dela, ele ficou muito mal a ponto de beber até confundir Isabelle com Aurora.
“Será mesmo que foi apenas essa esperança?”
― Dex...
― Ivy, eu sei que tem dúvidas referente a isso. Até eu tinha, mas... depois de ver o quanto eu magoei Isabelle, eu percebi que estava me agarrando a uma esperança nula e egoísta. Na verdade, tudo não passou de um ego ferido por ter sido rejeitado. ― Ele esfrega as mãos no rosto e para os dedos na cicatriz em sua sobrancelha. ― Se eu pudesse voltar ao passado e desfazer aquela noite eu faria. Nunca vou esquecer o olhar decepcionado e furioso dela.
Ivy dá um meio sorriso vendo sinceridade em Dexter.
Na verdade, ele nunca conseguia esconder seus sentimentos de Ivy, então ela conseguia ver o quanto Dexter estava arrependido, porém, ela ainda queria tirar uma última dúvida.
― Dex, você aceitou se casar com a Isa por que se sente culpado?
Dexter franze as sobrancelhas confuso e depois nega com a cabeça.
― O quê? Não! Nossa Ivy, até parece que não me conhece. ― Ivy continua a olhá-lo e ele revira os olhos. ― Tá, quando Santiago me pediu eu senti que deveria fazer isso por sentir uma certa culpa sim, mas quando a vi hoje... Ivy, eu gosto dela e quero fazer de tudo para reconquistá-la.
― Vocês se viram?? E como foi? Rs.
― Para ser sincero, eu tive sorte de não ter um vaso por perto...
Ivy cai na gargalhada e Dexter sorri de lado achando graça também.
Isabelle era magra, bem mais baixa que ele e toda delicada, mas tinha uma força que ele não entendia de onde vinha.
Se não tivesse cuidado, ela poderia muito bem derrubá-lo sem grandes esforços.
― Ai Dexter rs... desculpe, mas ainda acho super engraçado um Don como você, temido por todos, conhecido como o Anjo da morte, ser quase nocauteado por uma mulher como Isabelle rs.
― E por que acha engraçado? Ravi perto de você, de leão vira um gatinho.
Os dois riem de gargalhar.
― E o que pretende fazer? ― Ivy pergunta se recuperando das risadas.
― Nada. Seguir o script. Me casar e tentar ao menos conviver bem.
Ivy revira os olhos.
― É assim que pretende reconquistar a Isabelle? Nunca irá conseguir. Ela só tem carinha de anjo como você, mas de anjo vocês não tem nada!
― Assim você me magoa, cunhadinha rs. ― Ivy sorri com o drama. ― Eu não sei ainda Ivy, mas sei que não será nada fácil.
― Não vai mesmo. Bom, posso tentar falar com ela...
― Nem pensar!
― Mas...
― Ivy, é sério. Eu sou muito grato por ter tentado me ajudar com ela, mas sabemos que não deu certo da primeira vez e vocês duas quase desfizeram a amizade. Deixa assim. Eu vou saber o que fazer, quando chegar a hora.
Ivy suspira e assente.
― Tudo bem. Sabe que pode sempre contar comigo e tentarei ficar o mais neutra possível rs.
― Obrigado rs. Bom, vou indo. ― Ele se levanta. ― Tenho que receber uma carga hoje.
― Claro. ― Ivy se levanta e o acompanha até a saída. ― Tome cuidado.
Eles se abraçam apertado.
― Se cuide também. Depois falo com o Ravi. Até depois Stefano. ― Dexter se vira para a recepcionista. ― Até logo, Georgia.
A recepcionista assente receosa e Dexter sai logo seguido por Léo.
― É impressão minha ou essa recepcionista não gosta da gente? ― Léo pergunta, enquanto entra no carro e dá partida.
― E não gosta. Ela tem medo da gente.
― Como sabe?
― Conheço aquele olhar. Não dou um mês para ela pedir as contas.
Léo levanta as sobrancelhas e ri.
― Aposto uma garrafa de Whisky que ela ainda aguenta.
Dexter sorri maldoso.
― Sem trapacear?
― Claro que não! Assim vai ser mais emocionante.
― Apostado!
Os dois batem a mão em punho em um trato já planejando o que fazer.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
mandinha
Todos nós Dex achávamos isso , até por que ela sempre lhe dava falsas esperanças , mesmo ela dizendo que nao queria nada com vc , mais mesmo assim ela pediu para que vc esperasse a decisão dela ou seja , ela mesmo não querendo ainda sim lhe dava falsas esperanças, e isso foi muito decepcionante, mais em fim que ela fique no canto dela , e vc saiba o que sente e o que está fazendo.
2023-12-09
20
maria conceiçao
ela não queria nada com ele mas ele se deixou enrolar até um selinho lá deu nele então no fundo no fundo ela tava assando ele em banho-maria e ele não é criança ele sentiu ele gostava do joguinho que no fundo no fundo ele achava que se ele é irresistível então o que que acontece acabou a Isabela sofreu por causa disso
2024-02-08
9
Maria Pinheiro
Aurora agiu mal com ele me lembro bem que quando ele falava com ela que estava afim de ter alguma coisa com ela , ela dizia que não que não queria viver essa vida de mafioso mas por outro lado não largava o osso e sempre insinuava que eles poderiam sim ter alguma coisa mas não nada sério , isso é sacanagem por que ela sabia o quanto ele gostava dela e ela acabava saindo pela tangente não tendo nada com ele mas mantendo a chama da esperança acessa no coração dele .
2024-12-02
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