PEDRO...
Os meus pais estão olhando para a Anny, que está quietinha, e pelo que o seu rosto corado diz, confusa com o título que dei a ela.
— Namorada?! — a minha mãe fala baixinho, olha para o meu pai, e depois me olha outra vez — É sério, filho? — os seus olhos enchem de lágrimas e posso imaginar o que está passando na cabeça dela agora.
— Sim, mãe...
— Ai, filho...
Já era, as suas lágrimas molham todo o seu rosto. Ela vem até mim e me abraça apertado, sei o quanto esse abraço da minha mãe significa…
Depois do que aconteceu com a "mãe" do Noah, eu me fechei completamente, desde o acontecido não saí mais com nenhuma outra mulher, nem mesmo para "me aliviar", me doei apenas ao meu filho.
Os primeiros meses de vida do meu pequeno, os meus pais quem cuidavam da joalheria, só depois que o Noah diminuiu o trabalho, que voltei a trabalhar, sempre trazia ele, mesmo a minha mãe insistindo para ficar com ele enquanto eu trabalhava.
— Estou feliz por você, meu amor — ela me aperta um pouquinho mais forte e sinto as suas lágrimas molharem o meu terno — estou tão feliz...
Ela se afasta do meu peito e passa a mão no meu rosto, o seu sorriso é enorme, dou um beijo na sua testa e olho para o meu pai, ele está sorrindo também, não um sorriso que mostra os dentes, mas... É um sorriso.
A minha mãe vai até a Anny que continua estática no mesmo lugar, e percebo que ela está um pouco emocionada, dona Rafaela, minha mãezinha, abraça a Anny que é bem mais alta que ela, e a forma como a minha, agora NAMORADA, solta a respiração, me faz abrir um sorriso.
O meu pai vem até mim e me abraça do jeito dele: um tapinha nas costas.
— Ela parece ser uma boa moça.
— Bom... O Noah gosta dela — ouço uma risada alta soar vindo do meu pai — e a filhinha dela é um amor de criança.
— Ah, meu Deus... Morena, ganhamos mais uma netinha. Estamos mesmo velhos...
A minha mãe vira o rosto para mim tão rápido, que quase quebrou o pescoço, ela abre os olhos e vejo eles brilharem, volta o olhar para a Anny e abraça ela de novo.
A Anny está rindo, com certeza a minha mãe falou alguma palhaçada, o Noah resmunga baixinho, quando volto a minha atenção na direção dele, ele está acordando, então vou até ele e o pego no colo.
— Oi filho — ele deita a cabeça no meu ombro e coça os olhinhos — diz oi pra seus avós — ele continua caladinho, quando vê a Anny se estica na direção dela.
— Mamãe... — a Anny paralisa, e eu apenas abro um sorriso, passando o Noah pra ela, que se agarra a ela como um filhote a mãe.
— Olha Matt... O nosso bebê finalmente encontrou uma família... — a minha mãe fala agarrada ao meu pai, dou risada deles dois e beijo os cabelos do Noah.
— Já está quase na hora de pegar a Luna. Vou só fechar o computador, está bem? — a Anny assente fazendo carinho no Noah que está quase dormindo agarradinho a ela.
Os meus pais ficam olhando tudo, sentados nas poltronas que tem na frente da minha mesa, finalizo tudo e me levanto para irmos buscar a Luna. Me despeço dos meus pais e fomos direto para a creche, pois, estou mais do que ansioso para tornar real o que sussurrei no ouvido da Anny.
A Luninha corre para os braços da minha princesa, assim que vê a mãe, sorrio vendo isso, mas então, o Noah me chama.
— Oi, filho.
— Papai... Posso chamar a titia Anny de mamãe, não é?!
— Porque você quer isso, filho?
— Ela cuida de mim igual a Luna... E eu não tenho uma mamãe...
— Oh, filho... Assim você derrete o coração do pai... — ele dá um sorrisinho um pouco triste — faz assim, quando a Anny entrar no carro você pede a ela, tudo bem? Faz igual lá na loja quando você foi pedir para ela cuidar de você — o Noah abre um sorrisão e balança a cabeça concordando — e filho... Aproveita e pede a ela para ser a namorada do papai, tá bom?!
O sorriso do meu filho aumenta ainda mais, troco um soquinho com ele e saio do carro para abrir a porta para a Anny colocar a Luna na cadeirinha, que agora tem duas no carro, pois o Noah tem duas.
— Titia... — o Noah começa e a sua carinha de choro indica que vai começar o show.
— Oi, meu príncipe — ela fala e senta no banco dela.
— Poxo te xamá de mamãe? — a Anny olha para ele, e eu o encaro pelo retrovisor, pisco pra ele e ele continua a cena — pufavô... É que eu não tenho mamãe... E voxê cuida de mim — dou ré e continuo olhando para ele, que agora derrama algumas lágrimas, é sério... Esse menino vai servir como um ótimo ator na globo.
— Oh, querido... Claro que pode — a Anny estende a mão e faz carinho nos cachinhos dele, olho para a Luna e ela está sorrindo também.
— Itão eu agola sou imã do Noah, não é mamãe?
— É sim, princesa, assim como eu sou o papai dos dois — me pronuncio, fazendo a Anny olhar para mim com a sobrancelha arqueada.
— Mamãe, então agola voxê pode namolá o meu papai não é? — o Noah coloca a mãozinha no queixo e eu seguro o riso, a Anny me encara com os olhos cerrados quando paramos no semáforo.
— Aceita ou não?! — pergunto olhando para os seus olhinhos que passaram a brilhar — temos dois filhos que estão querendo muito ver o papai e a mamãe namorando, não é, filhos?!
— SIM!!! — os dois respondem juntos e a Anny revira os olhos.
— Ótima tática, senhor Jones.
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Atualizado até capítulo 78
Comments
Maria Lima De Souza
kkkkkkk esses dois estão jogando e ganhando kkkk é isso aí Noah rs
2025-04-01
1
Nana
amei...
2025-01-31
1
Silvaneide Ágatha
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-07-02
3