PEDRO...
— Agora respira, puxa o ar e depois solta devagar...
— N... Na... Não con... Sigo... — a sua voz sai trêmula, cheia de dor.
— Consegue, Anny... Olha pra mim... — levanto o seu rosto, a fazendo olhar para mim — Eu estou te segurando. Só faz o que estou pedindo, está bem? — ela assente devagar, os olhos vermelhos, e bem lentamente, começa a fazer o que pedi — isso, devagar.
Fiquei abraçando a Anny até ela conseguir respirar sozinha. Sei como é difícil ter uma crise de ansiedade, já tive algumas, mas graças a Deus, estou há algum tempo "bem".
Eu estava na minha varanda, olhando para o jardim, sentindo o vento da noite e pensando em tudo o que vivi hoje, no que eu estava fazendo da minha vida, e da Anny... Quando a vi sentar aqui fora, me senti preocupado, pois, estava muito frio e já tinha vários minutos que ela estava na mesma posição.
Quando vi ela começar chorar... Eu não aguentei, desci as escadas correndo, foi quando vi ela, tendo essa crise... Agora, sentindo ela tão frágil abraçada a mim... Me sinto na obrigação de cuidar dela.
Preciso ajudar essa mulher a se reerguer.
Depois de vários minutos abraçados, já ambos tremendo de frio, ela se afasta um pouco de mim e olha para os meus olhos que estão um pouco fechados por conta do frio.
— Obrigada...
— Não precisa agradecer, Anny. Vou cuidar de você. Você não merece e nem vai passar por tudo isso sozinha.
Ela baixa o olhar e encara as próprias mãos. Beijo a sua testa que está gelada, ela funga com o nariz vermelho devido ao choro.
— Não quero atrapalhar a sua vida, senhor Pedro... O senhor me contratou para cuidar só seu filho... E entendo se quiser me demitir depois do que acabou de ver.
Seguro o seu rosto com as mãos e faço carinho com o polegar, nos seus lábios. Ela fecha os olhos e prende a respiração, eu me aproximo um pouco mais do seu rosto e deixo um beijo delicado na sua testa, outro na sua bochecha.
— Não quero você em outro lugar que não seja aqui, minha Anny.
Ela abre os olhos e me sinto preso no seu olhar, antes que possamos nos conter, ou perder a magia do momento, selo os nossos lábios.
Os seus lábios grossos e macios, se encaixando perfeitamente aos meus... Ficamos vários segundos assim, sem nos mexer, apenas... Sentindo o toque um do outro.
Deslizo a minha língua nos seus lábios e eles abrem, a minha língua entra lentamente, encontrando a sua, quente e ágil, a minha mão adentra os seus cabelos, o que faz com que ela solte um pequeno gemido, assim como eu, a porra do meu autocontrole.
Avanço ainda mais sobre os seus lábios, mexendo-os junto aos meus, as nossas línguas duelam juntas, fazendo com que o sabor da sua boca se torne o meu sabor preferido.
A minha outra mão está na sua cintura, onde aperto com cuidado, e um outro gemido é proferido.
— Se você gemer assim outra vez, eu vou te foder aqui mesmo, nesses degraus.
Ela solta a respiração lentamente, os seus lábios semiabertos, me convidam para outro beijo, mas eu apenas roço os meus lábios nos seus.
— Melhor entrarmos... Não quero que você fique com resfriado.
Ela assente e levanta com a minha ajuda. Entramos em casa e estamos em silêncio, quando chegamos até a porta do quarto dela, ela para, como se tentasse se decidir se entra ou não.
— Está com medo da crise voltar? — ela assente, como se falar, doesse — quer dormir no outro quarto? — ela nega — então vem comigo.
Ela me acompanha até o meu quarto e fica parada ao lado da porta, quando entra, vou até a cama e arrumo as colchas, bato a mão no colchão e ela vem até onde estou.
— Pode deitar, Anny, eu não mordo — ela torce a boca — só se me pedir.
Ela abre um sorrisinho e se deita, eu me ajeito ao lado dela, colocando o meu braço embaixo da sua cabeça e a puxando para deitar no meu peito, ela se aconchega em mim, e a sensação de ter ela assim, tão frágil, mas confiando em mim... Me deixa com o coração derretendo ainda mais.
Faço carinho nos seus cabelos, nas suas costas, aos poucos sinto a minha camisa molhada, um sinal claro que ela voltou a chorar. A aperto contra mim e deixo vários beijos no seu cabelo, enquanto continuo as carícias nas suas costas.
— Chore... Irei estar aqui, segurando você, minha princesa.
E ela chorou... Chorou tanto que acabou adormecendo na mesma posição em que deitou: agarrada a minha camisa. Mesmo depois que ela dormiu, eu continuei a fazer carinho nela.
É horrível a sensação de se sentir sozinho num momento como esse, e eu não faço ideia de quais monstros estão assombrando ela, por isso estou aqui, segurando ela.
No outro dia cedo, assim que os primeiros raios de sol rompem no céu, eu me levanto com cuidado, cuidando para que a Anny fique confortável na cama e possa dormir mais um pouquinho.
Dou uma passadinha nos quartos das crianças e estão ambos dormindo como anjinhos. Desço até a cozinha e começo preparar o café, logo a Anny aparece com a carinha amassada de sono.
— Bom dia!
— Bom dia, Rick...
— Está se sentindo melhor? — pergunto e ofereço uma xícara de café, que ela aceita de bom grado.
— Estou... Obrigada... Por tudo, digo.
— Não precisa agradecer — vou até ela e deixo um beijo na sua testa — que horas a Luna entra na escola?
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Atualizado até capítulo 78
Comments
Maria Lima De Souza
Não lembro de ter lido a história dos pais, depois vou conferir rs
Amando essa!
2025-04-01
2
Ana Beatriz Jacinto
gamou na gordinha desde do restaurante
2025-03-29
1
Janira Jesus Canela
Já gostando da história
2024-10-19
1