Capítulo dezenove

Ai meu Deus, o que foi que eu fiz? Porquê falei baixinho no ouvido dele? Mia, Mia, Mia, você está brincando com fogo, Miller não é flor que se cheire e pode entrar no meu jogo e eu não sei se sairei viva deste caminho mortal. Ah, mas vê-lo fechar os olhos e suspirar baixinho fez-me sorrir mentalmente, ele ficou inebriado por causa do meu cheiro e não conseguiu se controlar. As meninas tem razão, se eu decidir vestir roupas justas posso fazer com que ele não tenha olhos para outra mulher, posso fazer com que ele me deseje profundamente.

Mas será que eu quero isso? Será que eu quero que o Miller se apaixone por mim? Será que eu quero de verdade seduzir ele? Eu não sou assim, não sou mesmo, mas a Katherine deixou-me com tanta raiva ontem que a minha vontade é de mostrá-la que sou uma mulher de verdade, não uma menina. Sei que não tenho nada pra provar a ninguém e muito para a Katherine, ela não muda nada na minha vida, porém será satisfatório colocar aquela mulher no seu devido lugar.

Sei que o Miller não deixará as suas aventuras por mim e eu nem quero que isso aconteça, quero apenas mexer com o psicólogo dele e deixá-lo confuso, quero que ele pense em mim e pare de ser tão grosseiro comigo quando está chateado com alguma coisa.

Já na garagem subterrânea da minha nova casa, entro no meu carro e tento ligá-lo, mas este não dá sinal de vida. Tento novamente e acontece a mesma coisa, sem sucesso. Era só o que me faltava, atrasar na faculdade apenas porque o meu carro não quer arrancar, não posso ir de táxi, levará um tempo até o taxista chegar cá e isso fará com que eu atrase. Ah, maldição!

A minha vida está um saco, é sério, tenho muitos problemas e um deles tem nome e um lindo rosto: Miller. Não sei se conseguirei ficar dois anos sem ter vontade de toca-ló e de beija-ló, ainda não consigo esquecer o nosso primeiro beijo no dia do nosso casamento e ainda tenho a impressão de que o beijo dele não me é estranho. Miller beija tão bem, tem uma pegada quente e ousada, típica de um mulherengo.

Tenho medo de apaixonar-me pelo meu marido, ele não é um homem com bons princípios, é mulherengo e pode quebrar o meu coração em mil pedaços, sei que conheci ele a pouco tempo e que não devia estar pensando em essas coisas, mas Miller tem uma presença marcante, que não passa despercebida e será difícil para mim viver dois anos debaixo do mesmo teto que aquele gostosão e não sentir nada por ele.

- Mia? O que está fazendo aqui?

- Que susto, Miller - peguei no meu peito com as duas mãos para poder controlar a respiração - parece que o meu carro zangou comigo hoje.

- Vamos, eu irei deixar-te na Universidade. Falarei com o meu mecânico para vir dar uma olhada no seu carro.

- Não vai se atrasar?

- Sou o dono da empresa Mia, posso chegar a hora que eu quiser.

- Vantagem de ser bilionário.

- pois é - sorriu e foi neste momento que percebi que será difícil não se apaixonar por ele.

Entramos no carro do Miller e fiquei surpreendida quando notei que tratava-se de um Audi RS e-tron GT preto, o mesmo que bati a duas semanas atrás.

- Este carro - comecei assim que saímos da mansão - este carro - repeti mais baixinho.

- É familiar, não é?

- Por favor diga que não é esse carro que eu bati, por favor diga, Miller!

- É exatamente esse, querida Mia, você quebrou o meu espelho e nem…..

- Merda!

- Olhe o linguajar!

- Eu não acredito nisso, porquê não me contou?

- Estava esperando você descobrir sozinha.

- Você é um idiota, Miller!

- E você uma mal educada, partiste o espelho do meu carro e nem sequer paraste para pedir desculpas e pagar o prejuízo.

- Eu estava apressada, além disso, és bilionário, e os meus milhares de dólares não fariam diferença.

- Mas seria bom se tivesses pedido desculpas.

- Desculpa, então.

- Ah, já não vale, zanguei contigo, tem de me recompensar.

- Pode ser com um beijo?

Miller parou o seu carro e me encarou intensamente. O seu olhar era tão marcante e tão sedutor, parece que ele estava despindo-me apenas com os seus olhos e com o seu semblante.

- Estou brincando, Miller - comecei a gargalhar quando notei a sua cara de desgosto.

- Não brinque com esse tipo de coisa Mia, você não sabe a vontade que tenho de beijar os seus lábios nem que seja pela última vez - nos encaramos profundamente, como se estivéssemos tentando ver a alma um do outro através dos nossos olhos.

Decidi não responder o comentário do meu marido para não acabar ficando constrangida, o que ele disse mexeu comigo e posso sentir o meu coração bater mais rápido que o normal, a minha respiração está acelerada e espero que ele não esteja percebendo isso.

Nem o Miller e muito menos eu falou alguma durante toda a trajetória, havia um silêncio constrangedor no meio de nós e eu não conseguia parar de pensar nas suas palavras. De vez em quando, sentia seus olhos em mim, como se estivessem lendo os meus pensamentos, muita coisa passeava na minha mente, com a intenção de descobrir o significado por detrás do que o Miller disse.

E eu? Será que também tenho vontade de beija-ló nem que seja pela última vez? Sim, eu tenho sim, pra quê negar? Não adianta nada fingir que a presença do Miller não me afeta, sinto atração por ele e quero que nos beijemos novamente, mas ao mesmo tempo tenho medo de acabar perdendo a razão e ir pra cama com ele, não posso e nem quero deixar que isso aconteça, não posso perder a minha virgindade com um homem que não amo, principalmente se esse homem for Miller David Moore.

Sempre sonhei em ter o meu primeiro beijo com o meu primeiro amor e sempre sonhei perder a minha virgindade com o meu primeiro amor também, infelizmente não pude realizar o primeiro sonho, uma vez que já tive o meu primeiro beijo e não foi com alguém na qual estou apaixonada, foi com um completo desconhecido, e tal desconhecido deixou uma marca em mim.

Não acredito que o Miller não me contou que fui eu que bati no seu carro, ele escondeu isso de mim e não consigo entender o porquê. Tudo isso parece tão estranho, é como se o destino fizesse questão de colocar o Miller no meu caminho, primeiro foi no dia que bati o seu Audi RS e-tron GT preto, depois tivemos uma discussão no Central Park, e por fim, vimo-nos no nosso casamento. Será tudo isso obra do destino? Será que ele tem algum plano pra nós? Não sei, mas parece-me que sim, e se tiver, qual é esse plano?

É melhor não pensar nisso agora, é melhor não pensar no Miller, é melhor não pensar em nada, nem na minha própria existência.

- Eu queria pedir desculpas por ter sido grosseira com você ontem a noite, sinto muito! - falei assim que o carro do Miller parou em frente da minha Universidade.

- Eu não entendi porquê é que foste tão fria comigo ontem, logo você Mia, uma pessoa tão educada e simpática. Eu te desculpo, mas quero saber o motivo de você ter falado comigo daquela maneira.

- Tudo isso é tão estranho e assustador para mim Miller, eu só tenho vinte e dois anos e já estou casada, antes disso a minha vida era calma e tranquila, mas algo dentro de mim diz que as coisas serão diferentes daqui em diante. Não sei o que será de mim assim que entrar na Universidade, antes eu era a Mia, uma pessoa normal e despercebida, mas agora sou a sra. Moore, sou a esposa do magnata Miller Moore, as pessoas não sabem que o nosso casamento é de fachada, então pensam que casamos porque estamos apaixonados.

- E isso te incomoda?

- Sim, me incomoda sim - respondi com olhar para baixo - você saía ou ainda sai com mulheres diferentes em cada noite, as pessoas irão pensar que sou uma idiota por ter casado com você, por mais que eu saiba que o nosso casamento não é de verdade isso me incomoda e muito.

- Você se importa demais com a opinião das pessoas.

- E você não?

- Não - respondeu com convicção.

- Deve ser por causa disso que você nunca parou de sair com mulheres diferentes todos os dias.

- Não faço mais isso.

- Porque está no nosso contrato.

- Você é uma linguaruda, Mia - disse, provocando uma risada minha e deixando o ambiente mais leve - gosto da sua sinceridade e de como não abaixa a cabeça pra ninguém, nunca mude, continue assim!

- Eu prometo capitão.

- Ah, desça do meu carro, estou farto de você.

- Idiota - revirei os olhos com os lábios curvados - até mais tarde senhor Moore - tirei o cinto de segurança e inclinei o meu corpo em direção ao meu marido. Aproximei o meu rosto do seu e depositei um beijo na sua bochecha. Miller fechou os olhos por um momento e quando os abriu vi um brilho diferente neles.

- Seu perfume me deixa tonto, Mia - admitiu - por favor não fique tão perto de mim, porque não sei o que serei capaz de fazer com você.

- Não diga essas coisas Miller, você é tão pervertido - afastei-me dele e peguei na minha mochila - tenha um ótimo dia - abri a porta do carro do meu esposo e saí.

Miller é um mulherengo, é sério, ele não perde a oportunidade de seduzir nenhuma mulher, é o pior de tudo é que ele sabe perfeitamente como fazer isso sem se esforçar muito, é lindo, atraente, cheiroso e divertido, o sonho de qualquer uma.

- MIA - gritou assim que afastei-me do carro. Suspirei fundo e virei o meu corpo - TENHA UM ÓTIMO DIA TAMBÉM - dito isso ele acelerou o carro e foi-se embora.

Miller sendo Miller, porquê ele não falou essas palavras quando eu ainda estava no seu carro? Eu tinha mesmo que me afastar pra ele poder desejar um bom dia para mim? Estou casada com um louco e o pior de tudo é que irei atura-ló por muito tempo.

Eu menti para o meu marido, sou uma pessoa sincera, verdadeira e dificilmente conto uma mentira para alguém, mas hoje não tive outra opção a não ser essa, de forma alguma eu diria para o Miller que fui grosseira com ele ontem a noite porque estava com raiva por tê-lo visto beijar a Katherine, o meu esposo ficaria todo convencido e pensaria que estou me apaixonando pela sua pessoa, sendo que a verdade não é essa, nem de longe.

Sim, talvez eu me importe demais com a opinião dos outros, mas quem não se importa? É impossível viver sem se importar com o que os outros pensam de você, algumas pessoas dizem que não vivem para agradar alguém, mas eu duvido disso, quase sempre fazemos algo pensando em outra pessoa e isso é super normal, somos humanos e estamos bem longe da perfeição.

É, talvez o Miller não se importe mesmo com o que os outros pensam dele, a mídia sempre falou mal do meu esposo, faziam comentários maldosos, insensíveis e mesmo assim ele nunca deixou de sair com mulheres diferentes todas as noites, até se casar comigo. Eu não entendo o comportamento dele, como pode alguém ir pra cama com pessoas diferentes? E pra piorar, todos os dias?

Sexo é uma coisa tão íntima e tão especial, deve ser feito por duas pessoas que se amam, não o contrário. Sei que o esposo não dá a mínima para isso, igual todos os mulherengos, mas será que não existe uma causa por detrás do comportamento dessas pessoas? Será que não existe uma causa por detrás do comportamento do Miller? Dizem que todos os mulherengos são frustados, que eles já tiveram um amor intenso antes, que já foram magoados e decepcionados e que é por causa disso que ficam fazendo o mesmo com as outras mulheres.

Acho isso injusto, eu jamais faria isso, jamais machucaria alguém apenas porque fui machucada no passado, as pessoas são diferentes e agem de formas diferentes também, não é porque alguém me machucou que farei o mesmo com outra pessoa. É feio é cruel e desumano.

Estou subindo as escadas indo para a minha sala que fica no segundo andar, percebi que as pessoas não param de me encarar e estou começando a ficar desconfortável por conta disso, gostaria de ter o poder de ler as mentes dos seres humanos e saber exatamente o que estão pensando de mim e do Miller. Eu só quero ter a minha vida de volta, é pedir muito? Queria continuar passando despercebida, queria continuar tendo uma vida tranquila e calma, como antes.

Suspiro baixinho e olho para o meu relógio. Merda! São sete e nove minutos da manhã, o que quer dizer que estou nove minutos atrasada, a primeira aula é de gestão de pessoas e espero mesmo que o Professor Harry deixe-me entrar.

O senhor Harry é um cara legal, é um homem de poucas palavras sim, mas nunca vi a falar mal com ninguém, é um bom Professor e parece ter um bom coração.

Chego na porta da sala e vejo o senhor Harry explicando a matéria de hoje, bato na porta uma vez e entro.

- Bom dia Professor - cumprimentei assim que passei por ele.

- Eu não disse para entrar sra. Moore, você está onze minutos atrasada - disse, deixando-me constrangida. Parei de caminhar e virei o meu corpo para o encarar.

- Desculpa pelo atraso Professor, prometo que isso não voltará a se repetir.

- Não pense que é porque está casada com o maior CEO dos Estados Unidos que pode chegar a hora que quiser, o seu marido não é o dono desta Universidade - o que deu no senhor Harry hoje? Porquê ele está falando comigo desta forma? O que fiz de errado? Nada, eu não fiz absolutamente nada de errado. Mas esse senhor não me conhece e está enganado se pensa que não irei respondê-lo a altura.

- Não coloque palavras na minha boca, Professor. Por acaso cheguei de dizer que o meu marido é o dono desta Universidade? Por acaso falei que posso chegar a hora que quiser apenas porque estou casada com o maior CEO dos Estados Unidos? Quem nunca se atrasou aqui? Aponte essa pessoa e eu juro para o senhor que irei beijar os pés dela. Quantas vezes o Professor chegou atrasado? Várias vezes e ninguém aqui fez esse alvoroço todo. Sim, estou atrasada, mas porque acordei tarde e isso não é algo doutro mundo, senhor Harry.

- Saia da sala, sra. Moore.

- Como quiser, pode continuar dando a sua aula, Professor.

O que deu no senhor Harry hoje hein? Porquê ele falou comigo daquela maneira? O que foi que eu fiz? Várias pessoas já atrasaram na aula dele e ele nunca falou nada, porquê comigo foi diferente? Será que é que porque casei com o Miller? E se sim, o que isso tem a ver com ele? Que ódio! Estou sentindo tanta raiva do meu Professor agora, tanta raiva que até sou capaz de matá-lo com as minhas próprias mãos, não foi justo o que ele fez comigo e espero que o senhor Harry nunca mais fale comigo dessa forma, nem na próxima vida.

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Maria Luiza Giuliani

Maria Luiza Giuliani

é o amor! 💘

2024-08-14

0

Livia Pereira

Livia Pereira

Mais um apaixonado pela doce Mia

2024-07-29

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Andrelina Moura

Andrelina Moura

O professor é apaixonado por ela?

2024-05-19

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42 Quarenta e dois
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46 Quarenta e cinco
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