Porra! Porra! Porra! A Mia tinha mesmo de encontrar-me aos beijos com a Katherine? Droga! Estou ferrado e não sei o que fazer, violei um dos termos do nosso contrato de casamento e se a minha esposa decidir contar tudo para o meu pai o meu futuro estará em jogo, o senhor Moore deixou bastante claro naquele contrato que nenhum de nós dois deve se envolver com outra pessoa nos próximos dois anos e eu não respeitei o termo, casei no sábado e hoje, segunda-feira, traí a Mia. Eu sou um idiota mesmo, nunca penso com a cabeça de cima, apenas com a cabeça de baixo, como todos os homens. Tomara que a nova sra.Moore não seja uma fofoqueira, tomara que ela não conte nada para o meu pai, afinal, esse casamento é de fachada e eu não ficarei dois anos sem transar com alguém.
Sei que a Mia jamais irá pra cama comigo, ela não irá aceitar transar comigo nem hoje e nem nunca, ela é uma dessas mulheres que fazem sexo apenas por amor e amor é o último sentimento que um dia essa garota pode ter por mim e eu por ela, obviamente.
No contrato o meu pai disse que os casados devem fazer um pequeno esforço para se darem bem e que devem tentar aproximarem-se um do outro. Sei qual era o principal objetivo dele ao dizer isso, o senhor Moore acha que a Mia e eu iremos nos apaixonar, que com o passar das semanas ou meses cantaremos aos quatro cantos do mundo que nos amamos e que não vivemos um sem o outro, que formaremos um lindo casal e que teremos muitos filhos. Bobagem! Tudo isso é loucura, jamais irei me apaixonar pela Mia, jamais sentirei amor por ela. Confesso que sinto atração física por ela, que os seus olhos chamam a minha atenção e que o seu rosto de princesa e menina também, gosto de apreciar o belo e Mia é, sem dúvida alguma, a mulher mais bela que os meus olhos já tiveram o privilégio de ver.
Dizem que a atração é o primeiro caminho para o amor e eu nunca discordei disso, mas sou Miller Moore e sei muito bem como controlar as minhas emoções, os meus sentimentos, se eu não quiser me apaixonar pela Mia assim será e nem meu o coração dirá o contrário. Aquela garota é uma tentação, tem lábios volumosos e viciantes, sinto vontade de beija-lá sempre que a vejo, mas o medo que tenho dela ser o meu vício é tão grande que tento sempre mandar para longe esses pensamentos pervertidos.
Não sou tão frio e rude como pareço, se às vezes sou assim é porque não quero e nem posso deixar que uma mulher entre novamente no meu coração e eu tenho medo que a Mia faça isso sem qualquer esforço.
Sento-me na minha poltrona e sorrio ao lembrar da cara que a Katherine fez assim que a Mia chamou-a de senhora, tive que conter um sorriso para não ter que ouvir depois o mi mi mi da minha assistente. Katherine não é uma senhora e a minha esposa sabe disso, ela tem trinta e um anos e está bem conservada ainda, é uma mulher bonita e sempre está bem arrumada.
A Mia é uma fera e coitada da pessoa que tentar se meter com ela, a garota é respondona e falou com a Katherine de um jeito frio, eu não esperava que ela falasse daquela maneira com a minha assistente, afinal, ela é doce e educada,. Por que será que a Mia foi tão grosseira com a minha amante? Terá sido por ciúmes? Não sei o que pensar, a minha esposa não sente nada por mim e descarto a possibilidade dela ter sentido ciúmes.
Tenho que evitar ficar se pegando com a Katherine no escritório, poderia ter sido qualquer pessoa e não a Mia a ter visto aquele beijo na minha sala, não quero que as pessoas saibam que tenho uma relação com a minha assistente, algumas desconfiam, mas prefiro que tudo fique nisso mesmo, desconfianças.
- Você é um idiota Miller, porquê não colocou a sua esposa no seu lugar? Viu como ela falou comigo?
- O que querias que eu fizesse Katherine? Ela disse que queria falar comigo a sós.
- Mas foi muito grosseira comigo.
- Eu sei, mas pronto, já passou.
- Não gostei dela.
- Você não tem que gostar dela, quem tem que gostar…..
- Você é que tem que gostar dela?
- Eu iria dizer os amigos, a família, as pessoas próximas dela.
- Tudo bem - respondeu desconfiada - vou voltar ao trabalho.
Era só o que me faltava, ouvir a Katherine reclamando apenas porque não a defendi. O que eu poderia ter feito? Não tenho tempo para ficar se intrometendo nas conversas das mulheres, se ela quisesse poderia muito bem ter respondido a altura a minha esposa, mas se não o fez é porque teve medo dela, dá pra perceber, a quilômetros de distância, que a Mia não é qualquer mulher, é uma mulher com garra e sabe se defender sozinha, é diferente de outras mulheres e isso me fascina.
Já passou da hora do almoço e eu ainda não comi nada desde o café da manhã, estou faminto e não posso sair da minha sala para comer, é segunda-feira e tenho muito trabalho por fazer ainda. O Ian ainda não veio para a minha sala, o que é bastante estranho, ele sempre está com fome e não duvido que o seu estômago esteja roncando, a não ser que tenha pedido que a sua secretária fosse comprar alguma coisa para satisfazer o seu estômago.
A minha mesa está uma bagunça, tenho de assinar muitos papéis, pois sem a minha assinatura esta empresa não funciona, tenho de ler com atenção para cada um deles, para evitar assinar documentos que futuramente poderão prejudicar a empresa.
Estou cansado e sem ânimo para nada, não sei o que está acontecendo, não sou assim. A minha cabeça está cheia por causa dos problemas que venho tendo ultimamente e o mais estressante de todos tem um rosto e um nome: Mia. Dois anos. Dois anos vivendo debaixo do mesmo teto que ela, não sei se conseguirei ficar todo esse tempo se tentar levá-la para a cama, ela é muito atraente e eu sou um homem, um homem no verdadeiro sentido da palavra e duvido que consiga manter as minhas mãos longe daquela pele única e macia.
Eu só posso estar ficando louco, porquê não consigo parar de pensar nela? O que está acontecendo comigo? Porquê não consigo parar de pensar nos seus lábios e nos seus toques? O nosso primeiro beijo foi tão ardente, tão quente e tão inocente. Ainda me lembro como se fosse ontem, a Mia movia os seus lábios com inocência, como se não soubesse beijar, como se aquela fosse a primeira vez que ela entrava em contato com uma boca. Seu sabor é único e viciante, causou sensações maravilhosas no meu corpo, eu estava quente como brasa e somente ela tinha a capacidade de apagar a chama que acendia dentro de mim.
E o que falar do nosso beijo na igreja? Foi igualmente quente e saboroso. A minha esposa queria que nós déssemos um selinho, como se fôssemos crianças ou dois adolescentes apaixonados, mas eu não fiz isso e seria louco se fizesse. Sou um homem de trinta e cinco anos e gosto de mulheres, gosto de beijar, de sentir o calor feminino e de fazer sexo, não sou um garoto de treze anos que fica feliz e emocionado com um simples beijo, ou melhor, selinho.
Foi fascinante poder dançar com ela, eu estava tão envolvido naquele momento que não conseguia parar de olhar nos seus olhos, era como se o seu olhar lançasse um feitiço contra mim, era como se os seus olhos quisessem que eu visse a alma dela.
Para Miller! Alerta a minha consciência . Pare de pensar naquela garota, ela não significa nada pra você, ela não sente nada por você, nem mesmo atração física, então, mande esses pensamentos para outras galáxias. É, a minha consciência está certa, preciso parar de pensar na Mia e voltar para o trabalho.
Lembrei-me agora que daqui a seis meses terei de ir para a França encontrar-me com um empresário do mesmo ramo para tratarmos de negócios, já falei com o Advogado da minha empresa e ele já investigou tudo sobre o indivíduo, parece ser alguém de boa índole e que possui muitos bens, a empresa dele é internacional também e sempre está no ranking da indústria da moda.
Finalmente terminei o meu trabalho e já estou me preparando para deixar a empresa, quero chegar à casa o mais rápido possível, tomar um banho, comer alguma coisa e descansar um pouco.
- Eu detesto as segundas-feiras - Katherine entrou na sala sem bater na porta, como sempre.
- E eu então.
- Sempre há muito trabalho.
- Pois é, infelizmente.
- Quando é que irá para a minha casa? Faz duas semanas que você não vai lá.
- Não sei, assim que tiver tempo irei.
- Vejo que a sua nova vida está deixando-te mais ocupado.
- Ah, vem cá - peguei ela pelo braço e colei os nossos corpos - sabes que ela é a minha esposa de fachada, eu só tenho olhos pra você - segurei a cintura dela com força e encarei a sua boca.
- É mesmo? - Katherine sorriu para mim e colocou as suas mãos no meu pescoço.
- É.
- Então mostre-me!
Deixei a minha assistente sentada na minha mesa e ataquei a sua boca em um beijo ardente, quente e cheio de desejos. Katherine me atrai e acho que já deixei isso claro diversas vezes, o sexo com ela é maravilhoso e eu poderia facilmente me apaixonar por essa mulher se a Alicia não tivesse deixado esse buraco dentro de mim, se ela não tivesse me traído e se eu não tivesse que construir muralhas ao redor do meu coração para não amar a mais ninguém.
Sinto que nenhuma mulher será capaz de destruir as muralhas que eu mesmo criei, sinto que jamais serei o mesmo, que jamais voltarei a sonhar a construir uma família com alguém. Os seres humanos são capazes de matar sonhos de qualquer pessoa e foi exatamente isso que a Alicia fez comigo, ela matou o sonho que eu tinha de ser um homem digno, matou o sonho de eu ser um pai, matou o sonho de eu me tornar avô um dia. Eu amei aquela mulher com cada parte minha, com cada suspiro, com cada piscar de olhos e com cada batida do meu coração. Não quero vê-la nunca mais, prefiro morrer a ter que ver aquela mulher de novo.
Coloco as minhas mãos dentro da saia da Katherine e começo a tocar as coxas dela lentamente, a minha assistente solta um gemido baixinho na minha boca e acelera o movimento dos nossos lábios. Quero poder possuí-la aqui e agora, mas seria arriscado demais e eu não quero que ninguém nos veja.
- Boa noite - separo os meus lábios e os da Katherine e encaro o Ian que está parado ao lado da porta da minha sala com as mãos no bolso.
- Até amanhã Miller - Katherine levanta-se da mesa e deposita um selinho nos meus lábios. Ela cumprimenta o Ian e sai da sala logo a seguir.
- Nem uma palavra - falei assim que o meu melhor amigo abriu a boca.
- Não tem vergonha na cara não? Você é um homem casado agora e deves ser fiel a sua esposa.
- Cala a boca Ian, você sabe que o meu casamento é uma palhaçada.
- A Mia que não te escute falando assim - debochou sorrindo.
- Ah, vai se ferrar!
- Você devia terminar com a Katherine e tentar dar uma chance para o seu casamento, ficarás casado com a Mia por dois anos e seria bom se ambos tentassem fazer dar certo.
- Não, não irei abrir mão dos meus casos por ela, não ficarei preso em nenhum relacionamento.
- Sinto falta do Miller romântico.
- Aquele Miller morreu e você jamais verá ele novamente, pode ter a certeza disso.
Ian esteve ao meu lado quando a Alicia me traiu, ele me apoiou e foi o meu Porto Seguro naquele momento, as coisas teriam sido bem mais difíceis se ele não estivesse comigo ou me dado a mão. Foram meses muito complicados, eu apenas bebia, todos os dias, sem me importar com nada. A minha aparência estava horrível, eu estava magro e acabado, entrei em depressão e quase virei alcoólatra, o meu pai e o Ian tiveram de lutar por mim para que eu não morresse e sou totalmente grato a eles por isso, jamais serei capaz de pagar o que eles fizeram por mim, nem que vivesse milhões de anos, nem que vivesse em outra vida.
Não menti quando falei para o meu amigo que o Miller romântico morreu, aquele Miller não existe mais e ninguém mais verá, aquele Miller era bobo e amava facilmente, aquele Miller era sensível, carinhoso e amoroso, fazia de tudo se estivesse em um relacionamento, era fiel e cuidava da sua namorada como se fosse ele mesmo, aquele Miller era especial e não tinha olhos para ninguém que não fosse a sua amada. Mas a Alicia estragou tudo com a sua infidelidade, não entendo até hoje o motivo dela ter sido infiel, eu dava tudo pra ela, dinheiro, jóias, viagens paradisíacas, roupas, sapatos, cheguei até a dar-lhe um carro luxuoso e um apartamento. E não só, eu dava amor, carinho e atenção, satisfazia ela na cama, eu sempre estava ali pra ela, era um namorado presente, mas parece que isso não foi suficiente.
Por causa da infidelidade dela hoje eu sou um novo homem, com trinta e cinco anos não penso em mais nada além da minha empresa e dos milhões que sempre entram na minha conta, hoje não tenho tempo e paciência para o amor, quero apenas curtir a vida com qualquer mulher elegante e sofisticada que der mole, não quero voltar a me apaixonar por ninguém e pretendo ser assim até o meu último suspiro.
O dia na empresa não foi nada fácil, não saí da minha sala um segundo sequer, tive de atender várias ligações importantes, assinar documentos e analisar alguns contratos. Estou exausto, mas graças a Deus estou no meu carro indo para a minha casa.
Quero ver a Mia e saber como ela está, saber como foi o seu dia e o que ela fez de interessante, não é porque o nosso casamento é de fachada que não podemos ter uma convivência normal, como de duas pessoas civilizadas.
Assim que cheguei em casa, estacionei o meu carro na garagem subterrânea e entrei na cozinha. Encontrei a dona Marian sozinha, comendo e sorrindo de alguma coisa.
- Que sorriso é esse no seu rosto? Não me diga que encontrou o seu príncipe encantado.
- Por Deus, Miller, às vezes você é tão sem noção - disse sorrindo.
- Conte pra mim vai, encontrou o seu príncipe, não é mesmo?
- Não, não encontrei nenhum príncipe, sim?
- Tudo bem, quando quiser contar sou todo ouvidos. Como está?
- Bem e você?
- Exausto. Cadê a Mia?
- Está jantando na sala das refeições.
- Jantando? Sem mim?
- Sim, eu até perguntei se ela não iria te esperar.
- E o que ela respondeu?
- Que estava com fome.
- Certo. Vou tomar banho e depois irei comer alguma coisa.
Então a Mia é assim? Ela não poderia simplesmente ter me esperado? A garota podia muito bem ter comido qualquer coisa para matar a fome enquanto eu não chegava, mas parece que ela não está interessada em criar uma convivência saudável entre nós os dois.
Fui para a sala das refeições e vi a Mia comendo com um semblante admirável, ela estava com os olhos fechados e os seus lábios exibiam um pequeno sorriso. Será que ela come sempre assim? Feliz e sorridente? Suspirei baixinho e olhei novamente para a sua boca, seus lábios movem-se lentamente, como se estivessem dançando e foi neste momento que desejei profundamente que ela deixasse de ser tão perfeita.
- Boa noite Mia - a minha esposa abriu os seus olhos e me encarou por breves segundos. Aquele olhar era tão puro, tão doce, tão fascinante - vejo que não me esperou para o jantar.
- E eu devia fazer isso?
- Claro que sim - respondi o óbvio.
- Não somos um casal de verdade Miller, e eu não tenho porquê fingir ser uma esposa amorosa e atenciosa que fica esperando o marido para o jantar - disse fria e grossa.
- Porquê está falando assim comigo? Por acaso fiz alguma coisa de errado?
A Mia nada respondeu, apenas continuou comendo, ignorando totalmente a minha presença.
- Estou falando com você e seria bom e educado se me respondesses - ela permaneceu calada, comendo e bebendo o seu suco de uva - tudo bem, como quiser.
Essa mulher é mesmo imprevisível, uma hora ela é educada, sorridente e alegre, e em outra é fria, grosseira e mal educada, vai entender. Mas o que eu fiz de errado? O quê? É melhor não ficar pensando muito nisso, senão ainda fico com a cabeça explodindo por causa dela.
Entro no meu quarto e fecho a porta com força. Maldição! Quem ela pensa que é pra ter falado comigo daquela maneira? Por acaso ela perdeu a noção do perigo é? Aquela garota não sabe com quem está vivendo e será um prazer mostrá-la isso.
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Atualizado até capítulo 90
Comments
Maricoelho
,Sem-vergonha. traidor, tem a cara de pau de dizer que não fez nada.
2024-11-15
0
Maria Maura
Tadinho fez nada de errado, que dó cafajeste, idiota.Se arruma Mia põe pra fora esse corpão e mata ele de ciúmes, n te merece, um cara sem palavras traidor.com ranço.
2024-05-19
4
arlethy santos
Ele se acha isso sim
2024-05-17
0