Capítulo quatro

Ter recebido a visita dos meus amigos no dia de ontem fez-me muito bem, eu amo todos eles exatamente igual e não sei como seriam os meus dias se eu não tivesse eles ao meu lado, fazem parte da minha família e cuidamos sempre uns dos outros. Depois deles terem ido embora, fiquei pensando em tudo que os meus pais falaram e cheguei a conclusão que irei aceitar a proposta do amigo do meu pai, a dona Olívia tem razão, os meus pais me amam e sempre fizeram de tudo por mim, eu também preciso fazer alguma coisa por eles e se pra salvá-los da falência eu tenho de casar, então o farei.

Sei que não será fácil para mim conviver com alguém que não conheço, em viver com alguém que talvez não seja uma boa pessoa, mas só o facto de saber que estarei ajudando a minha família fará com que eu não desista do casamento antes dos dois anos, será apenas dois anos e sei que sou capaz de suportar qualquer coisa somente para ver os meus pais tranquilos e felizes. Perderei a minha liberdade durante esse período, não poderei sair e nem conhecer nenhum homem, não poderei me apaixonar por ninguém e nem poderei fazer tudo que me der vontade. Serão anos complicados, mas terei o apoio dos meus pais e dos meus amigos, eles estarão aqui toda a vez que eu precisar e sei que tudo será mais fácil se eu tiver eles perto de mim.

Eu nunca me apaixonei por ninguém, nunca namorei e nunca senti no estômago as borboletas que a Michelle e a Abigail tanto falam, não sei o que é o amor e nem sei o que é ser amada, as minhas amigas dizem que o amor é lindo e doloroso também, que é destruidor e sofrido, mas eu não entendo, como um sentimento o amor pode ser destruidor também? Como um sentimento lindo pode fazer as pessoas sofrerem? Não tenho respostas para as minhas perguntas agora, mas espero poder ter algum dia, quero muito aprofundar neste sentimento e poder amar e ser amada também.

Eu já vi a Michelle chorando por um homem a um tempo atrás, foi de partir a alma vê-la daquele jeito, logo ela, a mais divertida e alegre do grupo, aquela não era, nem de longe, a minha melhor amiga. Hoje ela não ama nenhum homem e espalha pelos quatro ventos do mundo que nunca mais entregará o seu coração a alguém, agora ela prefere curtir mais, se divertir mais e ficar com quem quiser, diz que o amor não é para ela e que o seu coração já entendeu isso.

A Abigail nunca amou ninguém, ela diz que tudo isso é bobagem, que os únicos amores que existem são de Deus e dos nossos pais, amigos e familiares, para ela o felizes para sempre não existe e diz que o amor também é uma coisa passageira, assim como tudo no planeta terra.

O Wilson já teve duas namorada e não deu certo com nenhuma delas, elas eram boas garotas, mas o meu amigo disse que ninguém pode contra as vontades do destino. Será que isso é mesmo verdade? Será que nós não podemos lutar contra o destino? Não sei muito bem sobre isso, mas sei que na vida tudo é questão de querer, tudo é questão de vontade, as pessoas podem fazer tudo que quiserem, se quiserem que um relacionamento dê certo, então ele dará, se os dois realmente se amam podem destruir todos os obstáculos, todas as dificuldades e todas as pragas que o destino lançar. Eu acredito no amor verdadeiro, mas acredito mais na força do querer.

- Bom dia mãe, bom dia pai - cumprimentei assim que cheguei na cozinha. Sorri e beijei a bochecha de cada um - descansaram bem?

- Sim e você meu anjo?

- também. Eu queria pedir desculpas pela maneira como falei com vocês na quarta-feira, eu não devia ter gritado com vocês e saibam que estou muito envergonhada.

- Nós entendemos querida, estavas nervosa e com razão, nós te perdoamos e saiba que te amamos muito.

- Também amo vocês pai.

- Nós sabemos disso amor.

- Eu também pensei sobre o assunto e decidi aceitar a proposta do seu amigo.

De repente um silêncio pairou no ar e por um breve instante desejei ter o poder de ler mentes, assim saberia o que os meus pais estão pensando.

- Tem certeza disso filha?

- Sim pai.

- Nós não queremos te obrigar a nada.

- Estão precisando do dinheiro ou não?

- Estamos sim, estamos mesmo.

- Então eu me caso com o filho do seu amigo, eu farei esse sacrifício por nós.

- Serão apenas dois anos, somente dois anos.

- Eu sei, eu sei pai.

- então posso ligar para o meu amigo e dar a resposta.

- sim, pode ligar sim.

- está bem.

Então é isso, já aceitei a proposta do amigo do meu e ficarei esperando por instruções, tudo esse assunto é uma loucura, mas é por uma boa causa.

Consigo ver a alegria no rosto dos meus pais, eles estão felizes agora e mais esperançosos também, não sei quantos milhões de dólares eles receberão, mas acredito que será suficiente pra pagar as dívidas com o banco e para levantar a empresa também, eu quero vê-los tranquilos e sei que de hoje em diante eles dormirão calmamente.

Estamos tomando café da manhã enquanto conversamos sobre assuntos aleatórios, os meus pais fazem questão de comer o pequeno almoço e o jantar em família, são os únicos momentos do dia que estamos juntos e não devemos desperdiça-lós por nada.

O meu estômago já está satisfeito e devo ir agora no meu quarto vestir e arrumar a minha mochila, não tive tempo de fazer isso ontem, uma vez que estava pensando no meu casamento por contrato.

- Estou indo terminar de me arrumar - levantei da mesa e bocejei lentamente - me desculpem!

- tudo bem filha - a minha mãe disse sorrindo.

- Tenham um óptimo dia.

- Obrigada filha, tenha um óptimo dia também.

- Obrigada.

- Filha?

- Pai? - virei o meu corpo e o encarei.

- Obrigado, muito obrigado mesmo por ter aceitado.

- De nada pai, de nada mesmo - falei, fazendo-o sorrir.

Não estou apenas me sacrificando por eles, estou me sacrificando por mim mesma também, futuramente a empresa será minha e eu não gostaria de herdar uma empresa falida, esse sacrifício ajudará a todos nós e as outras gerações da minha família.

Entro no meu quarto e abro o meu armário, tirando um vestido longo amarelo, é verão e amarelo é a minha cor favorita nesta época.

Começo a arrumar a minha mochila e fico feliz porque hoje terei apenas duas aulas, uma será daqui a uma hora e a outra será às duas da tarde, o meu horário é muito confuso e puxado, mas infelizmente não posso fazer nada pra mudar isso.

- Filha?

- Sim mãe?

- Gostaria de falar um pouco com você.

- Pode falar mãe.

- É sobre o seu futuro marido.

- Não quero falar dele, não quero saber nada sobre ele.

- Mia você não pode casar com alguém sem ao menos conhecer o nome.

- Não é um casamento de verdade, então não estou dando importância para isso.

- Por favor deixa-me falar dele.

- Não quero saber, a única coisa que me interessa é a idade dele, quantos anos ele tem?

- Trinta e cinco anos.

- TRINTA E CINCO ANOS MÃE!?

- ele está bem conservado, é um CEO bilionário e o nome dele é…..

- Não quero saber, por favor deixe-me sozinha!

- Mudou de ideia?

- Não, mas por favor saia do meu quarto!

- está bem - beijou a minha testa e depois a minha bochecha - te amo - saiu do quarto e eu afundei sobre o colchão macio.

Mas que porra! Era só o que me faltava, sério mesmo que irei casar com um homem de trinta e cinco anos? Mas onde é que os meus pais estão com a cabeça hein? Porquê eles não me disseram antes que o meu futuro marido tem essa idade? Se eu soubesse disso antes não teria aceitado a proposta do amigo do meu pai, mas agora é tarde demais e não há nada que eu possa fazer e mesmo se houvesse não o faria, os meus pais estão felizes e mais tranquilos, além disso, não posso fazer o meu pai passar por uma situação constrangedora, ele com certeza já ligou para o seu amigo pra falar sobre o assunto e seria falta de respeito ligar de novo pra dizer que a única filha dele mudou de ideia.

Tudo isso é tão difícil para mim. Sempre sonhei em casar com alguém da mesma faixa etária que a minha, não com um homem que é doze anos que eu, as minhas amigas ficarão rindo de mim quando eu disser isso e seria estranho se não o fizessem. Obrigada destino, obrigada mesmo por estar a fazer isso comigo, por estar a estragar a minha vida.

Meu Deus! O cara tem trinta e cinco anos, trinta e cinco anos, é muito para mim e não sei se conseguirei conviver com ele, talvez ele seja uma pessoa muito séria, com a fechada e com um gênio difícil e complicado, não sei lidar com pessoas assim e nem quero aprender mesmo. Eu acho que estou fazendo tempestade em copo de água, a minha mãe disse que ele é um CEO bilionário, então quer dizer que ele trabalha muito e que passa mais tempo trabalhando na sua empresa, eu também passo muito tempo na faculdade, tem dias que saio de manhã e volto no final do dia, outros dias saio cedo, mas fico estudando na biblioteca por várias horas. O meu futuro marido e eu não nos veremos com frequência e isso é bom, na verdade é excelente, quero distância do tal CEO e conseguirei.

Será que o destino está me punindo por eu ter partido o espelho do Audi RS e-tron GT preto daquele homem? Isso é bobagem, acho que não tem nada a ver, eu casaria de qualquer jeito, mesmo se não tivesse quebrado o luxuoso espelho do homem que não cheguei de conhecer.

Então crescer é isso? Prefiro a juventude e prefiro mais ainda voltar a ser criança, eu era mais feliz naquele fase e não me preocupava com nada. Isso é estranho né? Quando somos crianças queremos ser adultos porque pensamos que seremos mais felizes, mas aí crescemos e desejamos voltar a ser criança porque acabamos percebendo que ninguém na vida jamais será feliz como uma criança.

- Bom dia Abigail.

- Bom dia Mia, como você está?

- Bem e você?

- também. Está chegando cedo estes dias, o que se passa?

- Deixe-me em paz.

- Sua chata.

- Mas você me ama mesmo assim.

- Não te amo, eu amo somente a Michelle e o Wilson.

- Quero ver só quem irá te dar algumas respostas no teste de gestão de pessoas.

- Estou brincando, você sabe que te amo né? - beijei as suas duas bochechas e a sua testa também.

- Agora você me ama é? Você é uma interesseira Mia Carl - falou sorrindo.

Sim, existe uma disciplina chamada gestão de pessoas e a Abigail é quem entende mais essa cadeira na nossa turma, mas também não tinha como ser diferente, essa garota fala demais e sabe lidar facilmente com seres humanos, não que eu não saiba, só que este é o dom da Abigail, ela nasceu pra isso e não em vão que se dá muito bem com o Professor Harry.

A Abigail é muito legal, é divertida, simples e isso atrai as pessoas, é como se ela soubesse do que as pessoas precisam se ter que conversar com elas durante horas, alguns minutos para ela já é suficiente, então se isso não é dom eu não sei o que é.

O Professor Harry entra na sala com um pequeno sorriso nos lábios e deixa os seus materiais sobre a mesa. O senhor Harry está na casa dos seus trinta e poucos anos e é muito bonito, ele tem cabelos loiros, olhos da cor avelã e lábios atraentes. Sei que não deveria estar falando dos lábios do meu Professor, mas essa é a verdade, muitas alunas dão em cima dele, porém ele não percebe ou finge não perceber, é um senhor discreto e não um homem de muitas palavras. Ele é um bom Professor, não é chato e nem arrogante como os outros, está sempre disposto a ajudar os estudantes que têm dificuldades na sua disciplina e faz até o impossível para dar atenção a todos.

Nunca senti-me atraída por ele, gosto de apreciar o que é belo é o senhor Harry é, sem dúvidas, um dos Professores mais lindos da nossa faculdade, o cara tem trinta e cinco anos e eu jamais teria uma relação amorosa com alguém desta idade.

Ah, essa não! Lembrei-me agora que o meu futuro marido tem trinta e cinco anos também, que é um CEO bilionário e que talvez seja um rude e grosso, igual o meu Professor de contabilidade. Se bem que não terei nenhum tipo de relação amorosa com o tal CEO, é apenas um casamento por contrato e não haverá contato íntimo, não iremos nos beijar, nos abraçar e nem andar de mãos dadas como casais normais, iremos apenas nos cumprimentar e de vez em quando jantar juntos.

- Está prestando atenção na aula senhorita Brown? - sou acordada dos meus devaneios pela voz grossa do meu Professor.

- Sim senhor Harry.

- Não parece.

- Mas estou, juro que estou.

- Tudo bem - disse e voltou a explicar sobre o tema de hoje.

Ufa! Essa foi por pouco, não sei o que seria de mim se o Professor pedisse que eu repetisse tudo que ele já havia dito, não ouvi uma palavra sequer do que ele estava explicando e devo agradecer aos céus por terem me salvado dessa.

Olhei para a Abigail e vi que ela exibia um sorriso discreto no rosto, com certeza está rindo de mim, ou talvez não, essa garota é louca e vive muito no mundo da imaginação, assim como eu.

A aula de gestão de pessoas terminou e mal posso esperar para contar as novidades para os meus amigos, sei que eles ficarão loucos quando souberem da decisão que tomei e talvez me julguem por isso, mas a minha família não teve outra opção a não ser essa e eu não posso deixá-los na mão.

A Abigail e eu já saímos da sala de aula e estamos indo na lanchonete onde sempre almoçamos, a Michelle e o Wilson já estão lá e disseram para nos apressarmos, pois estão morrendo de fome.

- E então, pensou na proposta do amigo do seu pai?

- Sim.

- E? - perguntou.

- E irei falar a decisão que tomei assim que estivermos todos juntos.

- Não pode dizer pra mim agora? Estou morrendo de curiosidade.

- Não, não posso.

- Sua estraga prazeres - resmungou com os olhos revirados.

Eu poderia facilmente ter dito a Abigail o que decidi, mas não seria justo com a Michelle e com o Wilson, uma vez decidimos que se alguém tem algo importante para informar deve reunir os outros três membros do grupo para assim o fazer, é uma das regras que nós mesmos criamos e ninguém deve infringir tal regra.

Todos nós somos melhores amigos, crescemos juntos e já passamos por muitas coisas, tivemos de alegrias, de tristezas, de infelicidades e alguns desentendimentos também, mas o bom é que estamos sempre dispostos a ajudar uns aos outros quando um dos membros precisa de uma mão.

A lanchonete hoje está mais cheia que o normal, acho que os estudantes de outras faculdades descobriram que esta lanchonete prepara lanches muito deliciosos e caprichados, sem contar é claro na maneira educada que os funcionários tratam os seus clientes.

- Bom dia meninos - puxei a cadeira que fica de frente para a Michelle e sentei-me.

- Bom dia meninas, como vocês estão?

- Bem e com vocês?

- Chega de saudações por hoje, sim? - falou a Abigail sem paciência.

- Concordo com ela.

- Obrigada Wilson - fez charme.

- Já decidiu o que irá fazer Mia?

- Sim Michelle, eu decidi casar com o filho do amigo do meu pai.

- Então você vai se vender por dinheiro? - o Wilson perguntou mesmo isso? Porquê é que às vezes ele é tão insensível? Eu não estou me vendendo, estou apenas a ajudar a minha família, eles precisam de mim e eu não irei deixá-los na mão.

- O que disse Wilson? - perguntei com amargura na voz.

- Porquê falou com ela desse jeito Wilson? Que tipo de mulher você pensa que a Mia é?

- A família dela está falida e precisa desse dinheiro, a Mia não está se vendendo e se ela quer se casar com um homem desconhecido para ajudar a família, então nós iremos apoiá-la.

- Obrigada meninas por não me julgarem assim como o Wilson está fazendo.

- Isso é uma loucura e você vai se arrepender por tomar uma decisão precipitada - Wilson levantou-se da mesa e foi-se embora com os nervos a flor da pele.

O que deu nele? Porquê ele agiu assim comigo? Porquê disse que estou me vendendo por dinheiro? O comentário do Wilson deixou-me mesmo magoada, não sou esse tipo de mulher e se estou fazendo isso é por uma boa causa, não espero que ninguém entenda a minha decisão, espero apenas que a respeitem e que estejam ao meu lado nesta fase difícil da minha vida.

- Já viu a foto do seu futuro marido?

- Não e nem quero, tudo que sei é que ele tem trinta e cinco anos.

- TRINTA E CINCO ANOS?

- Porquê está gritando Abigail? Os homens dessa idade são mais experientes - Michelle falou, fazendo-me corar.

- Mais experientes em quê Michelle? Por Deus, o meu futura marido e eu não teremos uma relação amorosa, entendeu? Será um casamento por contrato - falei um pouco alterada.

- Tudo bem, me desculpe!

- O convite para a boate ainda está de pé?

- Está sim, ainda não vendemos o seu bilhete.

- Então eu irei com vocês.

- Mudou de ideia é?

- Sim Abigail, eu mudei de ideia e irei à boate com vocês.

- Mas você nunca foi a uma Mia.

- Tudo tem a sua primeira vez Michelle.

- Eu sei, mas….

- Mas nada, amanhã eu irei curtir com vocês e não se fala mais nisso.

- Tudo bem Mia Morgan, a senhorita é quem manda.

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Comments

Eliane Aparecida

Eliane Aparecida

Parece que o amigo dela gosta dela por isso ficou chateado

2024-10-30

1

Evellin Conceição de Oliveira

Evellin Conceição de Oliveira

Autora que personagem é essa ela é muito mimada no começo ela parecia um menina umide de coração mas agora ela é outra coisa 🤦🏿‍♀️🤦🏿‍♀️🤦🏿‍♀️🤦🏿‍♀️🤦🏿‍♀️

2024-08-24

0

Livia Pereira

Livia Pereira

Acho tão estranho essa geração Nutella achar 28, 30, 35 anos ser velho que mundo é esse ?

2024-07-29

3

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1 Capítulo um
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5 Capítulo cinco
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8 Capítulo oito
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10 Capítulo dez
11 Capítulo onze
12 Capítulo doze
13 Capítulo treze
14 Capítulo quatorze
15 Capítulo quinze
16 Capítulo dezasseis
17 Capítulo dezassete
18 Capítulo dezoito
19 Capítulo dezenove
20 Capítulo vinte
21 Capítulo vinte e um
22 Vinte e dois
23 Vinte e três
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27 Vinte e sete
28 Vinte e oito
29 Vinte e nove
30 Capítulo trinta
31 Trinta e um
32 Trinta e dois
33 Trinta e três
34 Trinta e quatro
35 Trinta e cinco
36 Trinta e seis
37 Trinta e sete
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39 Trinta e nove
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58 Cinquenta e seis
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63 Sessenta e um
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66 Sessenta e quatro
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75 Setenta e três
76 Setenta e quatro
77 Setenta e cinco
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82 Capítulo oitenta
83 Capítulo oitenta e um
84 Capítulo oitenta e dois
85 Oitenta e três
86 Oitenta e quatro
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